Colóquios IFSC – Colloquium Diei

Notícias
17 de março de 2020

Colóquio no IFSC/USP: Gases quânticos em duas dimensões

A Profª Patrícia Christina Marques Coelho (IFSC/USP), foi a palestrante convidada de mais uma edição do programa Colloquium diei, realizado no dia dia 13 do corrente mês, onde apresentou o tema Gases quânticos em duas dimensões.

Segundo a palestrante, gases quânticos atômicos têm se configurado como excelentes plataformas capazes de estudar fenômenos físicos dos mais diversos tipos. O alto nível de controle de suas propriedades (densidade, temperatura, interação entre as partículas) somado à flexibilidade de aprisionamento obtido por meio do uso de armadilhas de luz laser, têm possibilitado o estudo de transições de fase em gases de dimensão reduzida.

O caso de um gás quântico em duas dimensões é interessante já que, enquanto o estado ordenado de um condensado de Bose-Einstein (BEC) é suprimido para qualquer temperatura diferente do zero absoluto, em um sistema interagente uma ordem de quase-longo alcance pode ser restaurada, sendo suficiente para que o sistema se torne superfluido.

Neste colóquio, Patricia Coelho fez uma introdução à física de sistemas bidimensionais e apresentou um estudo recente em que a ordem do sistema é medida diretamente a partir da função de correlação de primeira ordem para diferentes temperaturas.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

6 de março de 2020

“Colloquium diei” – “Novel molecular targets in chronic pain”

O ciclo Colloquium diei (IFSC/USP) iniciou sua edição relativa ao ano de 2020, com a apresentação do primeiro colóquio que ocorreu no dia 06 de março.

O Prof. Dr. Thiago Mattar Cunha (FMRP/USP) foi o palestrante convidado, tendo apresentado o tema Novel molecular targets in chronic pain.

Em sua apresentação, o palestrante sublinhou o fato de a dor crônica ser um importante problema de saúde pública, com grandes impactos sociais e financeiros. O entendimento dos mecanismos fisiopatológicos dessa condição é fundamental para a descoberta de novos alvos moleculares que, consequentemente, servirão para o desenvolvimento de novos fármacos que controlem a dor crônica.

Em sua apresentação, Thiago Mattar Cunha apresentou estudos recentes realizados por seu grupo, onde aponta a via das kinureninas, em particular as enzimas dessa via, como sendo fundamentais para o desenvolvimento da dor crônica neuropática, o que leva a sugerir que sejam novos alvos farmacológicos.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

10 de dezembro de 2019

Aplicações de ressonância da rotação eletrônica de alta frequência

O IFSC/USP recebeu no dia 10 de dezembro, um colóquio extraordinário com a presença do Dr. Petr Neugebauer, do Instituto de Tecnologia da Europa Central, Universidade de Tecnologia de Brno, Brno, República Tcheca.

Após uma breve história do apresentador para ajudar o público a seguir suas etapas científicas no desenvolvimento da Espectroscopia de Ressonância Eletromagnética de Alta Freqüência (HFESR), o foco da apresentação foi o estado atual do HFESR e suas limitações, um método considerado uma ferramenta essencial no campo do magnetismo molecular, onde os sistemas moleculares são candidatos à produção de armazenamento de dados de alta densidade, bem como bits quânticos para avançar no campo da computação quântica.

Neugebauer ccomentou, ainda, as descobertas recentes de seu grupo, que demonstraram a valiosa contribuição do HFESR na avaliação da qualidade da produção em massa de materiais modernos de estado sólido, por exemplo, grafeno e outros compostos 2D.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

29 de novembro de 2019

O papel da Física na avaliação de um reservatório de petróleo

A edição do Colloquium diei relativa ao dia 29 de novembro, organizado pelo IFSC/USP, trouxe como palestrante o Dr. Willian Andrighetto Trevizan, ex-aluno do IFSC/USP e cientista da Petrobras, que dissertou sobre o tema O papel da Física na avaliação de um reservatório de petróleo.

Trevizan abordou a forma como o processo exploratório e de desenvolvimento da produção de um campo de petróleo envolve a combinação de conhecimentos e técnicas provenientes de diversas áreas. Desde a modelagem geológica, que leva em conta macro processos na escala das dimensões da bacia e do tempo geológico, até o conhecimento detalhado de propriedades petrofísicas de amostras de rocha coletadas nos reservatórios.

De forma simples, o palestrante explicou a forma como durante a perfuração de um poço, diversas propriedades físicas são obtidas de maneira detalhada ao longo dos intervalos de interesse, sendo interpretadas para responder às seguintes questões: 1) Em quais intervalos há óleo e/ou gás? 2) Em qual quantidade? 3) Quais intervenções necessárias para produzi-lo? As respostas dependem de um estudo do comportamento dos meios porosos sob diversos estímulos (elétricos, magnéticos, acústicos, nucleares), reunidos em uma disciplina normalmente chamada de Petrofísica. Neste colóquio, percorreremos a aplicação dos conhecimentos de Física e Petrofísica ao longo da cadeia de Exploração e Produção, focada na etapa de avaliação dos reservatórios.

Neste colóquio, Trevizan mostrou a todos como é feita a avaliação de um reservatório de petróleo e como se chega ao cálculo de que um novo reservatório poderá gerar um milhão de barris. Vou explicar quais são as técnicas utilizadas para se localizar e avaliar um reservatório desse tipo, algo que tem muitas questões relacionadas com a área da Física.

Em conversa com a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP, Trevizan explicou: “Quando fura um poço, você tem que ter a capacidade de identificar onde está o petróleo, qual a extensão do reservatório e quais são as dificuldades que irá encontrar para extrair o petróleo. Através da Ressonância Magnética Nuclear (RMN) você consegue ver não só a quantidade de poros que existem nas rochas, como também os espaços vazios que existem nelas, que é onde o petróleo certamente vai estar; além do mais, conseguimos dizer qual o tamanho que cada um desses poros tem”, enfatiza o cientista.

É com base nisso que se consegue saber se o óleo que está naquele local vai ser fácil ou difícil de ser extraído. Segundo Trevizan, se só existirem poros pequenos, terá que se vencer as forças capilares da parede para extrai-lo, o que quer dizer que a tarefa vai ser difícil. Se os poros forem grandes, o petróleo vai sair com mais facilidade. “Na minha área de atuação tem vários profissionais que fazem essa avaliação e usam essa técnica. Eu trabalho com a parte de pesquisa na técnica de RMN, então meu trabalho é desenvolver metodologias para melhorar essas avaliações, usando essa técnica”, elucida Trevizan.

Embora exista uma tendência grande para o desenvolvimento de outras fontes de energia – e é bom que se prossiga com esse desenvolvimento para bem do meio ambiente – o certo é que o petróleo ainda vai ser usado por um longo tempo. “A Petrobras segue seu ritmo, e seu interesse em fomentar e ajudar a desenvolver pesquisas não cessa. Existem vários desafios tecnológicos que precisam ser vencidos para dar mais um passo em frente nas pesquisas e eles são oportunidades de desenvolver ciência ainda mais avançada. Por mais que eu esteja focado nas aplicações, resultados e produtos que a empresa possa usar, existe sempre a possibilidade de encontrar algum tema novo que me impulsione a voltar para a Academia, para um pós-doc. Neste momento, estou trabalhando em interfaces com a RMN, que são os métodos acústicos, que têm dado resultados complementares valiosos”, finaliza Trevizan.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

22 de novembro de 2019

Organismos simples são capazes de tomar as mais complexas decisões

Cognição bacteriana: como um ser tão simples toma decisões tão complexas para se adaptar a ambientes em constante mutação. Este foi o título da palestra proferida pelo Prof. Marcos Vicente de Albuquerque Salles Navarro, docente e pesquisador de nosso Instituto, em mais uma edição do programa Colloquium diei apresentado no dia 22 de novembro.

O palestrante sublinhou que o termo “cognição” é frequentemente usado de maneiras pouco relacionadas para se referir a faculdade de processamento de informações. Em uma forma mais abrangente, a cognição pode ser considerada como uma função biológica relacionada à capacidade de um organismo sentir estímulos em seu ambiente e responder de acordo.

Bactérias utilizam uma linguagem química, envolvendo a regulação da expressão e atividade de milhares de genes, para se adaptarem as mudanças de seu ambiente. Através de sistemas de transdução de sinais compostos por fatores de transcrição, RNA polimerases, receptores de membrana e moléculas mensageiras, esses microorganismos controlam eficientemente as mais diversas funções fisiológicas.

Neste colóquio, Navarro apresentou exemplos de mecanismos moleculares envolvidos em quimiotaxia, assimilação de nutrientes, bem como a formação de biofilmes, no sentido de ilustrar que mesmo organismos muito simples são capazes de tomar as mais complexas decisões.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

8 de novembro de 2019

Bioeletroquímica e as reações de transferência de elétrons em proteínas

A edição do programa Colloquium diei, promovido pelo Instituto de Física de São Carlos e relativo ao dia 08 de novembro, teve como palestrante convidado o Prof. Dr. Frank Nelson Crespilho (IQSC/USP), Coordenador do Laboratório de Bioeletroquímica e Interfaces da USP e Vice-Coordenador do Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo São Carlos, que apresentou o tema Bioeletroquímica e as reações de transferência de elétrons em proteínas.

Em sua apresentação, Frank Crespilho enfatizou o fato de que na última década, a Bioeletroquímica de proteínas redox tem se ocupado com grandes questões na ciência, tais como produzir bioenergia diretamente de um carboidrato, converter energia solar em energia elétrica de forma eficiente e com baixo custo, localizar um problema genético evitando a formação de um tumor, detectar níveis de açúcares no sangue instantemente para o controle da diabetes e acelerar reações químicas que demorariam anos para ocorrer (bioeletrocatálise).

Em sua palestra, Crespilho apresentou o estado-da-arte, os fundamentos e as aplicações das reações de transferência de elétrons em proteínas, com ênfase nas áreas de bioenergia e bioeletrônica molecular, com recentes resultados obtidos  nos laboratórios do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Acompanhe a transmissão ao vivo, no dia do colóquio (sextas-feiras às 10h30).

 

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