Colóquios IFSC – Colloquium Diei

Notícias
10 de dezembro de 2019

Aplicações de ressonância da rotação eletrônica de alta frequência

O IFSC/USP recebeu no dia 10 de dezembro, um colóquio extraordinário com a presença do Dr. Petr Neugebauer, do Instituto de Tecnologia da Europa Central, Universidade de Tecnologia de Brno, Brno, República Tcheca.

Após uma breve história do apresentador para ajudar o público a seguir suas etapas científicas no desenvolvimento da Espectroscopia de Ressonância Eletromagnética de Alta Freqüência (HFESR), o foco da apresentação foi o estado atual do HFESR e suas limitações, um método considerado uma ferramenta essencial no campo do magnetismo molecular, onde os sistemas moleculares são candidatos à produção de armazenamento de dados de alta densidade, bem como bits quânticos para avançar no campo da computação quântica.

Neugebauer ccomentou, ainda, as descobertas recentes de seu grupo, que demonstraram a valiosa contribuição do HFESR na avaliação da qualidade da produção em massa de materiais modernos de estado sólido, por exemplo, grafeno e outros compostos 2D.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

29 de novembro de 2019

O papel da Física na avaliação de um reservatório de petróleo

A edição do Colloquium diei relativa ao dia 29 de novembro, organizado pelo IFSC/USP, trouxe como palestrante o Dr. Willian Andrighetto Trevizan, ex-aluno do IFSC/USP e cientista da Petrobras, que dissertou sobre o tema O papel da Física na avaliação de um reservatório de petróleo.

Trevizan abordou a forma como o processo exploratório e de desenvolvimento da produção de um campo de petróleo envolve a combinação de conhecimentos e técnicas provenientes de diversas áreas. Desde a modelagem geológica, que leva em conta macro processos na escala das dimensões da bacia e do tempo geológico, até o conhecimento detalhado de propriedades petrofísicas de amostras de rocha coletadas nos reservatórios.

De forma simples, o palestrante explicou a forma como durante a perfuração de um poço, diversas propriedades físicas são obtidas de maneira detalhada ao longo dos intervalos de interesse, sendo interpretadas para responder às seguintes questões: 1) Em quais intervalos há óleo e/ou gás? 2) Em qual quantidade? 3) Quais intervenções necessárias para produzi-lo? As respostas dependem de um estudo do comportamento dos meios porosos sob diversos estímulos (elétricos, magnéticos, acústicos, nucleares), reunidos em uma disciplina normalmente chamada de Petrofísica. Neste colóquio, percorreremos a aplicação dos conhecimentos de Física e Petrofísica ao longo da cadeia de Exploração e Produção, focada na etapa de avaliação dos reservatórios.

Neste colóquio, Trevizan mostrou a todos como é feita a avaliação de um reservatório de petróleo e como se chega ao cálculo de que um novo reservatório poderá gerar um milhão de barris. Vou explicar quais são as técnicas utilizadas para se localizar e avaliar um reservatório desse tipo, algo que tem muitas questões relacionadas com a área da Física.

Em conversa com a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP, Trevizan explicou: “Quando fura um poço, você tem que ter a capacidade de identificar onde está o petróleo, qual a extensão do reservatório e quais são as dificuldades que irá encontrar para extrair o petróleo. Através da Ressonância Magnética Nuclear (RMN) você consegue ver não só a quantidade de poros que existem nas rochas, como também os espaços vazios que existem nelas, que é onde o petróleo certamente vai estar; além do mais, conseguimos dizer qual o tamanho que cada um desses poros tem”, enfatiza o cientista.

É com base nisso que se consegue saber se o óleo que está naquele local vai ser fácil ou difícil de ser extraído. Segundo Trevizan, se só existirem poros pequenos, terá que se vencer as forças capilares da parede para extrai-lo, o que quer dizer que a tarefa vai ser difícil. Se os poros forem grandes, o petróleo vai sair com mais facilidade. “Na minha área de atuação tem vários profissionais que fazem essa avaliação e usam essa técnica. Eu trabalho com a parte de pesquisa na técnica de RMN, então meu trabalho é desenvolver metodologias para melhorar essas avaliações, usando essa técnica”, elucida Trevizan.

Embora exista uma tendência grande para o desenvolvimento de outras fontes de energia – e é bom que se prossiga com esse desenvolvimento para bem do meio ambiente – o certo é que o petróleo ainda vai ser usado por um longo tempo. “A Petrobras segue seu ritmo, e seu interesse em fomentar e ajudar a desenvolver pesquisas não cessa. Existem vários desafios tecnológicos que precisam ser vencidos para dar mais um passo em frente nas pesquisas e eles são oportunidades de desenvolver ciência ainda mais avançada. Por mais que eu esteja focado nas aplicações, resultados e produtos que a empresa possa usar, existe sempre a possibilidade de encontrar algum tema novo que me impulsione a voltar para a Academia, para um pós-doc. Neste momento, estou trabalhando em interfaces com a RMN, que são os métodos acústicos, que têm dado resultados complementares valiosos”, finaliza Trevizan.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

22 de novembro de 2019

Organismos simples são capazes de tomar as mais complexas decisões

Cognição bacteriana: como um ser tão simples toma decisões tão complexas para se adaptar a ambientes em constante mutação. Este foi o título da palestra proferida pelo Prof. Marcos Vicente de Albuquerque Salles Navarro, docente e pesquisador de nosso Instituto, em mais uma edição do programa Colloquium diei apresentado no dia 22 de novembro.

O palestrante sublinhou que o termo “cognição” é frequentemente usado de maneiras pouco relacionadas para se referir a faculdade de processamento de informações. Em uma forma mais abrangente, a cognição pode ser considerada como uma função biológica relacionada à capacidade de um organismo sentir estímulos em seu ambiente e responder de acordo.

Bactérias utilizam uma linguagem química, envolvendo a regulação da expressão e atividade de milhares de genes, para se adaptarem as mudanças de seu ambiente. Através de sistemas de transdução de sinais compostos por fatores de transcrição, RNA polimerases, receptores de membrana e moléculas mensageiras, esses microorganismos controlam eficientemente as mais diversas funções fisiológicas.

Neste colóquio, Navarro apresentou exemplos de mecanismos moleculares envolvidos em quimiotaxia, assimilação de nutrientes, bem como a formação de biofilmes, no sentido de ilustrar que mesmo organismos muito simples são capazes de tomar as mais complexas decisões.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

8 de novembro de 2019

Bioeletroquímica e as reações de transferência de elétrons em proteínas

A edição do programa Colloquium diei, promovido pelo Instituto de Física de São Carlos e relativo ao dia 08 de novembro, teve como palestrante convidado o Prof. Dr. Frank Nelson Crespilho (IQSC/USP), Coordenador do Laboratório de Bioeletroquímica e Interfaces da USP e Vice-Coordenador do Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo São Carlos, que apresentou o tema Bioeletroquímica e as reações de transferência de elétrons em proteínas.

Em sua apresentação, Frank Crespilho enfatizou o fato de que na última década, a Bioeletroquímica de proteínas redox tem se ocupado com grandes questões na ciência, tais como produzir bioenergia diretamente de um carboidrato, converter energia solar em energia elétrica de forma eficiente e com baixo custo, localizar um problema genético evitando a formação de um tumor, detectar níveis de açúcares no sangue instantemente para o controle da diabetes e acelerar reações químicas que demorariam anos para ocorrer (bioeletrocatálise).

Em sua palestra, Crespilho apresentou o estado-da-arte, os fundamentos e as aplicações das reações de transferência de elétrons em proteínas, com ênfase nas áreas de bioenergia e bioeletrônica molecular, com recentes resultados obtidos  nos laboratórios do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de novembro de 2019

Prof. Cléber Mendonça (IFSC/USP) no “Colloquium diei”

O Prof. Cléber Mendonça, docente e pesquisador do IFSC/USP, foi o palestrante convidado em mais uma sessão do programa Colloquium diei realizado no dia 1º de novembro, subordinado ao tema Fotônica não-linear: Pulsos ultracurtos no desenvolvimento de tecnologias emergentes.

Em sua apresentação, Cléber Mendonça destacou que a Fotônica não-linear, embora ainda seja uma área em pleno desenvolvimento, vem recebendo enorme atenção devido ao seu potencial, tanto para a geração de novas tecnologias, quanto para o entendimento de aspectos fundamentais da interação da luz com a matéria no regime de altas intensidades.

Esta área tem sido impulsionada pelo desenvolvimento de lasers com pulsos de ultracurtos, os quais apresentam altas intensidades de pico e larga banda espectral. O impacto tecnológico da Fotônica se faz presente desde dispositivos para comunicações ópticas até aplicações em medicina, tendo ainda relevante repercussão  econômica em nível mundial.

Neste colóquio, o palestrante apresentou os esforços que vem sendo realizados no Grupo de Fotônica do IFSC/USP no desenvolvimento de novos materiais fotônicos, assim como na produção de estruturas fotônicas com pulsos de femtossegundos, desde a fabricação de estruturas 3D para fotônica integrada, incluindo micro-lasers e guias não lineares, até o desenvolvimento de plataformas para Biofotônica, visando aplicações em sensores, testes de fármacos e estudos de aspectos fundamentais do desenvolvimento de células e bactérias em micro-ambientes.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

25 de outubro de 2019

Programa “Colloquium diei” aborda “Embraer & Inovação”

Quais são os cenários atuais da Embraer e como a empresa se tem estruturado para os constantes desafios que são colocados frente a um mercado mundial cada vez mais dinâmico. Este foi um dos destaques do colóquio apresentado pelo Engº Renato Gandolfi (Embraer), palestrante convidado na última edição do programa “Colloquium diei” (IFSC/USP) que ocorreu no dia 25 de outubro, subordinado ao tema “Embraer & Inovação”.

O palestrante sublinhou, em sua apresentação, que o conceito de inovação na Embraer não destoa de seu passado e visão de futuro, características que contribuem para a constante adequação da empresa e arrojo para seguir em frente.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Acompanhe a transmissão ao vivo, no dia do colóquio (sextas-feiras às 10h30).

 

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