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Produção científica do IFSC/USP no mês de fevereiro de 2026

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de  fevereiro de 2026, clique AQUI, ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC/USP, no periódico “ACS Publications” (VER AQUI).

 

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Bolsas de Doutorado e Pós-Doutorado – Inscrições até o próximo dia 30 de abril

(Créditos – “Lightsources.org”)

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), por meio do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), está disponibilizando uma bolsa de Doutorado e uma bolsa de Pós-Doutorado no âmbito da parceria CNPEM-USP para atuação em projeto de pesquisa na área de bioquímica enzimática.

O projeto, intitulado “Caracterização bioquímica e molecular de CAZymes inéditas provenientes de microrganismos da biodiversidade brasileira”, será desenvolvido em colaboração entre IFSC/USP e o LNBR/CNPEM, sendo que o prazo para as candidaturas de ambas as bolsas é 30 de abril de 2026.
Sobre o projeto:
A prospecção de novas hidrolases glicosídicas e enzimas oxidativas a partir de microrganismos nativos oferece a oportunidade de acessar enzimas naturalmente adaptadas a condições ambientais brasileiras, incluindo variações de temperatura, pH e presença de inibidores. A compreensão da diversidade e organização dessas enzimas permite otimizar pré-tratamentos enzimáticos, melhorar coquetéis celulolíticos e desenvolver novos bioprodutos derivados de biomassa vegetal.
A partir do isolamento, identificação e sequenciamento de microorganismos presentes em resíduos vegetais oriundos de áreas de matas brasileiras, este projeto visa a caracterização experimental de enzimas com potencial inovador.
As atividades incluem a investigação integrada de hidrolases glicosídicas (GHs) e enzimas de atividade auxiliar (AAs), abrangendo caracterizações bioquímicas, biofísicas e estruturais de alvos com potencial aplicação industrial.
As principais atividades a serem desenvolvidas pelos candidatos selecionados para ambas as bolsas de Doutorado e Pós-Doutorado são:
*Seleção de alvos por meio de análises de bioinformática;
*Expressão heteróloga e purificação de proteínas recombinantes;
*Identificação de substratos e caracterização da especificidade enzimática;
*Caracterização bioquímica e biofísica dos alvos proteicos;
*Determinação estrutural por cristalografia de raios X ou crio-ME;
*Ensaios de mutagênese sítio-dirigida, quando aplicável;
*Avaliação do efeito de suplementação enzimática em coquetéis produzidos pelo LNBR.
Requisitos para concorrer à bolsa de doutorado:
*Graduação em bioquímica, biologia, biofísica, química ou áreas afins;
*Experiência em expressão e purificação de proteínas;
*Não possuir vínculo empregatício no momento da contratação;
*Dedicação integral ao doutorado;
*Disponibilidade para residir em São Carlos (SP) durante a vigência da bolsa.
Condições da bolsa de doutorado:
*Local de execução: Instituto de Física da Universidade de São Carlos (IFSC) – São Carlos, SP;
*Valor da bolsa: R$ 5.520,00/mês;
*Duração: 24 meses (renováveis por mais 24 meses);
*Orientação: Prof. Dr. Igor Polikarpov (IFSC) e Dra. Marcele Martins (LNBR/CNPEM);
Requisitos para concorrer à bolsa de Pós-Doutorado:
*Doutorado em bioquímica, biologia, biofísica, química ou áreas afins;
*Experiência em expressão e purificação de proteínas;
*Experiência prévia cristalografia de raios-X e/ou Cryo-EM (desejável);
*Não possuir vínculo empregatício no momento da contratação;
*Disponibilidade para residir em Campinas (SP) durante a vigência da bolsa;
Informações relativas à bolsa de pós-doutorado:
*Local de execução: campus CNPEM – Campinas, SP;
*Bolsa: R$ 12.000,00/mês;
*Duração: 24 meses (renováveis);
*Orientação: Dra. Marcele Martins (LNBR/CNPEM) e Prof. Dr. Igor Polikarpov (IFSC/USP);
Como se candidatar:
As inscrições para ambas as oportunidades estarão abertas até 30 de abril de 2026.
Os interessados devem enviar a documentação abaixo para os endereços de email marcele.martins@lnbr.cnpem.br e ipolikarpov@ifsc.usp.br. No assunto, deverão preencher: “Projeto enzimas da biodiversidade – Bolsa Doutorado” (para doutorado) ou “Projeto enzimas da biodiversidade – Bolsa Pós-Doutorado” (para pós-doc).
Documentos necessários:
*Currículo atualizado;
*Contato de 2 referências acadêmicas;
*Candidatos a bolsa de doutorado: Histórico Escolar de Graduação (para Doutorado Direto) ou Mestrado (Doutorado Regular);
Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Alerta em fazendas leiteiras no Nordeste do Brasil com bactéria Streptococcus agalactiae provovando altos índices de mastite bovina

Mastite bovina (Créditos – “Iomlan Animal Science”)

Um amplo mapeamento genético de Streptococcus agalactiae — bactéria associada à mastite bovina — revelou alta diversidade de linhagens circulando em rebanhos leiteiros do Nordeste brasileiro, além da presença de genes ligados à resistência a antibióticos importantes na prática veterinária. Os dados reforçam o alerta para vigilância sanitária e uso mais criterioso de antimicrobianos na pecuária leiteira.

O estudo, liderado pela pesquisadora do IFSC/USP, Profª Ilana Lopes Baratella da Cunha Camargo, juntamente com sua equipe e outros colegas brasileiros e publicado na revista científica internacional “Pathogens”, analisou amostras de leite de vacas com mastite clínica e subclínica no estado da Paraíba.

A partir do sequenciamento genômico completo das bactérias isoladas, os pesquisadores identificaram diferentes tipos de sequência (STs), com destaque para linhagens já associadas a infecções em bovinos em outras partes do mundo. Essa variedade genética indica que a população bacteriana é mais complexa do que se imaginava e pode dificultar estratégias padronizadas de controle da doença.

Entre os achados que mais preocupam está a detecção de genes de resistência a antibióticos, incluindo aqueles relacionados à tetraciclina e aos macrolídeos. Essas classes de medicamentos são frequentemente utilizadas no tratamento de infecções em animais de produção. A presença desses genes sugere que parte das bactérias já possui mecanismos para sobreviver a terapias convencionais, o que pode levar a falhas de tratamento e à persistência da infecção nos rebanhos.

Streptococcus_agalactiae (Créditos – “Wikipedia”)

Os cientistas também investigaram fatores de virulência — características genéticas que aumentam a capacidade da bactéria de causar doença. Foram encontrados genes associados à adesão às células do hospedeiro e à evasão do sistema imune, elementos que ajudam a explicar por que Streptococcus agalactiae consegue estabelecer infecções crônicas na glândula mamária das vacas, impactando diretamente a produção e a qualidade do leite.

A mastite está entre as enfermidades mais onerosas da cadeia leiteira, causando redução da produção, descarte de leite e custos com medicamentos e manejo. Para os autores da pesquisa, o detalhamento genômico das cepas circulantes abre caminho para programas de controle mais direcionados, que considerem o perfil genético local das bactérias, em vez de depender apenas de protocolos generalizados.

Os resultados também dialogam com uma preocupação global: a resistência antimicrobiana. Embora o estudo tenha foco veterinário, microrganismos resistentes em animais podem representar risco indireto à saúde pública, seja por contato direto, seja pela cadeia alimentar. Por isso, os pesquisadores defendem integração entre vigilância animal e humana dentro do conceito de Saúde Única (One Health).

Na prática, o trabalho reforça a importância de medidas como diagnóstico laboratorial antes do tratamento, melhoria das condições de higiene na ordenha e monitoramento constante dos rebanhos.

Mais do que tratar, o desafio agora é prevenir a disseminação de linhagens resistentes que já estão presentes nas fazendas leiteiras da região.

Confira AQUI o estudo publicado na revista internacional “Pathogens”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

No Dia Internacional da Mulher – Bióloga premiada destaca desafios enfrentados por mulheres na ciência

A bióloga brasileira Gabriela Dias Noske, de 28 anos, afirmou que mulheres que atuam na área científica muitas vezes precisam se esforçar mais para conquistar reconhecimento profissional.

A pesquisadora, que recebeu o “Grande Prêmio de Tese da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)”, destacou em reportagem publicada no “Jornal de Brasília” – Ana Bottallo / “FolhaPress” (08/03/2026) – que a desigualdade de gênero ainda está presente no ambiente acadêmico e na carreira científica.

Pesquisadora do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), ligado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), Gabriela atua na área de biologia estrutural. Segundo ela, o desafio começou ainda durante a graduação no Curso de Ciências Físicas e Biomoleculares no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP). Em turmas com cerca de 20 estudantes, havia apenas uma ou duas mulheres, o que refletia um ambiente predominantemente masculino.

A cientista relata que, durante o doutorado, chegou a ouvir críticas de colegas homens sobre a forma como conduzia seus estudos, sendo desencorajada a seguir suas próprias ideias. Mesmo assim, persistiu na carreira acadêmica e concluiu o doutorado direto em 2023. O trabalho rendeu a ela o Grande Prêmio Capes de Tese na área de Exatas em 2024, concedido anualmente a apenas três pesquisadores no país.

Durante a pandemia de Covid-19, sua tese integrou um projeto voltado à identificação de enzimas capazes de inibir a ação do vírus SARS-CoV-2, com potencial para a produção de novos medicamentos. A pesquisadora afirmou que foi gratificante aplicar seu conhecimento científico em benefício da sociedade em um momento de crise global.

Atualmente, Gabriela dedica-se ao estudo do fungo Trichoderma reesei, utilizado na indústria para a degradação da celulose e produção de bioetanol. Para analisar a estrutura molecular das enzimas produzidas pelo microrganismo, a cientista utiliza técnicas como cristalografia de raios X e criomicroscopia eletrônica, além de experimentos realizados no acelerador de partículas Sirius (acelerador de partículas brasileiro), considerado o maior do país.

Apesar das conquistas, a pesquisadora observa que muitos cargos de liderança na ciência ainda são ocupados majoritariamente por homens. Para ela, essa realidade reforça a sensação de que mulheres precisam demonstrar constantemente sua capacidade para alcançar as mesmas posições.

Gabriela afirma que se inspira em cientistas históricas como Marie Curie e Rosalind Franklin. No futuro, quando estiver à frente de seu próprio laboratório, pretende incentivar a presença feminina na pesquisa científica, contribuindo para reduzir as desigualdades e fortalecer a participação das mulheres na ciência.

(Foto – “Folha/Ciência”)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

IFSC EM PROL DA SOCIEDADE

Alerta em fazendas leiteiras no Nordeste do Brasil com bactéria Streptococcus agalactiae provovando altos índices de mastite bovina

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Pesquisadores descobrem enzimas que ajudam antibióticos a vencer bactéria resistente

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