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Produção científica do IFSC/USP no mês de março de 2026

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de  março de 2026, clique AQUI ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico “Journal of High Energy Astrophysics” (VER AQUI).

 

 

 

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Observatório Pierre Auger (Argentina) ajuda a esclarecer o enigma dos raios cósmicos

Créditos (“University of Nova Gorica”)

Um estudo internacional que teve a participação de cientistas da USP de São Carlos trouxe novos avanços na tentativa de entender um dos fenômenos mais enigmáticos do universo: os raios cósmicos de altíssima energia.

A pesquisa analisou partículas que atingem a atmosfera da Terra com enorme velocidade e investigou um detalhe importante desse processo — a quantidade de múons, partículas que chegam até o solo após essas colisões.

Quando um raio cósmico entra na atmosfera, ele colide com moléculas do ar e gera uma espécie de “chuva” de partículas secundárias. Entre elas estão os múons, que conseguem atravessar grandes distâncias e são detectados por instrumentos no solo. Medir quantos múons são produzidos ajuda os cientistas a descobrir a origem e a natureza dessas partículas vindas do espaço.

A pesquisa foi conduzida com dados do Observatório Pierre Auger, na Argentina, o maior do mundo dedicado a esse tipo de estudo.

Os cientistas combinaram dois métodos de observação: sensores que captam sinais de rádio produzidos na atmosfera e detectores no solo que registram a passagem das partículas. Essa abordagem permitiu analisar eventos em que os raios cósmicos chegam à Terra em ângulos inclinados, um tipo de ocorrência mais difícil de estudar.

Após cerca de dez anos de observações, os pesquisadores selecionaram 40 eventos considerados de alta qualidade para análise.

Os resultados indicam que a quantidade de múons medida é compatível com a expectativa para partículas mais pesadas, como núcleos de ferro. No entanto, outras medições sugerem que a composição dos raios cósmicos pode ser mais leve, o que revela uma discrepância ainda não totalmente explicada.

Esse descompasso já havia sido observado em estudos anteriores e continua sendo um desafio para a ciência. Em termos simples, os modelos teóricos atuais parecem subestimar a quantidade de múons que realmente chega ao solo. Esse “excesso” observado nos dados reais levanta dúvidas sobre o entendimento das interações dessas partículas em energias extremas.

Apesar das limitações — como o número reduzido de eventos analisados — o estudo demonstra que a combinação de diferentes técnicas de observação pode abrir novos caminhos para resolver esse quebra-cabeça.

Com a ampliação dos detectores e a coleta de mais dados no futuro, os cientistas esperam chegar a respostas mais precisas sobre a origem e o comportamento dos raios cósmicos.

A pesquisa reforça que, mesmo com décadas de estudo, o universo ainda guarda mistérios fundamentais — e que avanços tecnológicos continuam sendo essenciais para desvendá-los.

Confira AQUI o estudo realizado.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Destaques da produção científica do IFSC/USP (Bimestre nov/dez 2025)

 

A Biblioteca do IFSC/USP apresenta os artigos científicos produzidos pelos seus docentes e pesquisadores que foram identificados como mais citados (Highly and Hot Cited Papers) no bimestre NOV/DEZ de 2025 pela Essential Science Indicators, um dos produtos de citação da agência Clarivate Analytics/Thomson Reuters. Lembramos que o acesso ao texto completo é liberado para comunidade USP ou quem tem acesso ao Portal CAPES.

Para mais informações: sbiprod@ifsc.usp.br

 

ÁREA:  Agricultural Sciences

Hot paperSustainable and biodegradable polymer packaging : perspectives, challenges, and opportunities

 

ÁREA:   Biology & Biochemistry

Structural basis of nirmatrelvir and ensitrelvir activity against naturally occurring polymorphisms of the SARS-CoV-2 main protease

 

ÁREA:   Molecular Biology & Genetics

SARS-CoV-2 infects the human kidney and drives fibrosis in kidney organoids

 

ÁREA:  Chemistry

Emergence of complexity in hierarchically organized chiral particles

The past and the future of Langmuir and Langmuir-Blodgett Films

Folding of xylan onto cellulose fibrils in plant cell walls revealed by solid-state NMR

Molecular docking and structure-based drug design strategies

A review on chemiresistive room temperature gas sensors based on metal oxide nanostructures, graphene and 2D transition metal dichalcogenides

Plasmonic biosensing focus review

Optimizing active sites for high co selectivity during CO2 hydrogenation over supported nickel catalysts

Good Practices in Database Generation for Benchmarking Density Functional Theory

 

ÁREA:  Clinical Medicine

Features of third generation photosensitizers used in anticancer photodynamic therapy: review

 

ÁREA:  Computer Science

Clustering algorithms: a comparative approach

Principal Component Analysis: A Natural Approach to Data Exploration

 

ÁREA:  Materials Science

Boosting CO2 photoreduction efficiency of carbon nitride via S-scheme g-C3N4/Fe2TiO5 heterojunction

A non-volatile organic electrochemical device as a low-voltage artificial synapse for neuromorphic computing

 

ÁREA:  Neuroscience & Behavior

 Mechanosensing is critical for axon growth in the developing brain

 

ÁREA:  Pharmacology & Toxicology

ADMET modeling approaches in drug discovery

 

ÁREA:  Physics

Hot Paper – The anomalous magnetic moment of the muon in the standard model: an update

The Kuramoto model in complex networks.

Revisiting the optical bandgap of semiconductors and the proposal of a unified methodology to its determination

Generalized geometric quantum speed limits

Precision measurement of the helium flux in primary cosmic rays of rigidities 1.9 GV to 3 TV with the alpha magnetic spectrometer on the international space station

Precision measurement of the proton flux in primary cosmic rays from rigidity 1 GV to 1.8 TV with the alpha magnetic spectrometer on the international space station

Towards understanding the origin of cosmic-ray positrons

The Pierre Auger Cosmic Ray Observatory

Antiproton flux, antiproton-to-proton flux ratio, and properties of elementary particle fluxes in primary cosmic rays measured with the alpha magnetic spectrometer on the international space station

Observation of the identical rigidity dependence of He, C, and O cosmic rays at high rigidities by the alpha magnetic spectrometer on the international space station

Precision measurement of the boron to carbon flux ratio in cosmic rays from 1.9 GV to 2.6 TV with the alpha magnetic spectrometer on the international space station

 

ÁREA:  Space Science

Multi-messenger observations of a binary neutron star merger

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Ultrassom pode se tornar nova arma contra vírus respiratórios – Abordagem pode abrir caminho para novos tratamentos

Créditos – “MIT”

Uma pesquisa revela que ondas sonoras de alta frequência podem danificar vírus como SARS-CoV-2, H1N1 e outros sem causar danos a células.

Um estudo publicado na revista “Scientific Reports / Nature” e conduzido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), da USP de Ribeirão Preto e da UNESP (Presidente Prudente) indica que o uso de ultrassom, semelhante ao de exames médicos, pode ajudar no combate a vírus respiratórios.

A pesquisa mostra que ondas sonoras de alta frequência conseguem danificar vírus como o SARS-CoV-2 e o Influenza A (H1N1), reduzindo sua capacidade de infectar células.

Segundo os cientistas, o efeito não ocorre por aquecimento ou formação de bolhas, como em usos industriais do ultrassom, mas por um tipo de vibração chamado ressonância. Nesse processo, as ondas atingem diretamente o vírus e acabam danificando suas estruturas.

Embora os testes tenham sido feitos com vírus específicos, os resultados indicam que a técnica pode funcionar também contra outros vírus com estrutura esférica.

É o caso do vírus da gripe aviária (H5N1), do vírus sincicial respiratório (VSR), frequentemente associado a infecções pulmonares, bem como dos vírus da herpes simples (HSV-1 e HSV-2), do vírus Varicela-Zoster (VZV) e também dos arbovírus Dengue, Chikungunya e Zika, todos com morfologia aproximadamente esférica, podendo, em diferentes graus, ser afetados por esse tipo de vibração.

Prof. Dr. Odemir Martinez Bruno (IFSC/USP)

Em experimentos realizados, foi utilizado frequências entre 3 e 20 MHz, dentro do padrão de equipamentos médicos. Após a exposição ao ultrassom, os vírus apresentaram sinais claros de dano: ficaram menores, fragmentados e com sua estrutura comprometida.

Além das mudanças físicas, houve impacto no funcionamento dos vírus. Em laboratório, o SARS-CoV-2 perdeu grande parte da capacidade de infectar células após o tratamento. Em alguns casos, a replicação do vírus foi quase totalmente interrompida.

Segurança

Outro ponto importante é a segurança. Durante os testes, não houve aumento significativo de temperatura nem mudança no pH do ambiente, o que indica que o efeito ocorre de forma direta, sem prejudicar o meio ao redor.

Os pesquisadores destacam que essa técnica é diferente de métodos tradicionais, como radiação ou calor, que podem danificar tecidos humanos. Por isso, o ultrassom aparece como uma alternativa promissora e não invasiva para uso médico.

Apesar dos bons resultados, ainda são necessários novos estudos antes de aplicar a técnica em pacientes. Os próximos passos incluem testes pré-clínicos para avaliar sua eficácia e segurança.

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Odemir Martinez Bruno, coordenador do estudo, comenta: “O ultrassom vem sendo utilizado há décadas para visualização de tecidos, tendo sido demonstrado que é muito seguro. A possibilidade de seu uso terapêutico na inativação de vírus abre uma nova frente de pesquisa na medicina. O tratamento sempre foi baseado na química, como o uso de fármacos, e a inserção da física abre uma nova frente no combate as doenças causadas por vírus.

Dr. Flavio Protasio Veras (IFSC/USP) – (Créditos – FMRP/USP)

O pós-doutorando do IFSC/USP, Dr. Flavio Protasio Veras, primeiro autor do estudo e responsável pela condução dos experimentos, destaca que “O trabalho traz uma contribuição importante para a biologia dos vírus ao mostrar que a integridade da partícula viral pode ser influenciada por estímulos físicos”.

Segundo ele, esse aspecto é particularmente relevante porque amplia a compreensão sobre a vulnerabilidade estrutural dos vírus e sugere novas possibilidades de intervenção além das estratégias clássicas baseadas em fármacos.

Para o pesquisador “Ao explorar a interface entre física e biologia, o estudo ajuda a construir uma nova perspectiva para o desenvolvimento de abordagens antivirais potencialmente aplicáveis a diferentes infecções

Se confirmada, essa abordagem pode abrir caminho para novos tratamentos contra vírus, usando princípios físicos e com potencial para atuar contra diferentes tipos de infecções.

Confira AQUI o estudo publicado na revista científica internacional “Scientific Reports”.

Confira também AQUI o estudo que apresenta o modelo teórico por trás da interação entre vírus e Ultrassom, publicado no “Brazilian Journal of Physics”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

IFSC EM PROL DA SOCIEDADE

Pesquisadores do IFSC/USP abrem segunda chamada para tratamento experimental de lipedema

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) inicia a segunda chamada para participação em um tratamento experimental voltado a pacientes com lipedema. O estudo dá continuidade a uma abordagem inovadora que busca melhorar a qualidade de vida das pacientes participantes, investigando os efeitos da combinação entre compressão pneumática intermitente e fototerapia. A proposta é […]