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Luz verde pode ajudar a tratar infecções graves nos olhos – Combatendo um problema difícil de resolver

(Créditos – “Valley Eyecare Center”)

Uma pesquisa realizada por cientistas brasileiros indica que uma técnica que combina um corante especial e luz verde pode ajudar no combate a infecções graves nos olhos. O método mostrou resultados promissores contra fungos que atacam a córnea — a parte transparente localizada na frente do olho — e que, em muitos casos, podem levar à perda de visão.

Essas infecções são conhecidas como ceratites infecciosas, um problema de saúde ocular que pode surgir após traumas no olho, uso inadequado de lentes de contato ou contato com água e objetos contaminados. Em situações mais graves, a doença pode provocar cicatrizes na córnea, dor intensa e até cegueira.

Um problema difícil de tratar

As infecções oculares causadas por fungos representam um grande desafio para os médicos. Os tratamentos atuais utilizam colírios antifúngicos, mas muitas vezes o resultado não é o esperado. Em alguns casos, o paciente precisa passar por procedimentos mais invasivos, como transplante de córnea.

Entre os fungos que costumam causar esse tipo de infecção estão microrganismos presentes no solo, na água e em plantas. Eles podem entrar no olho após pequenos ferimentos, arranhões ou contaminação das lentes de contato.

As doenças relacionadas a esses fungos incluem, principalmente:

*Ceratite fúngica – infecção da córnea causada por fungos, que pode provocar dor, vermelhidão, sensibilidade à luz e perda da visão;

*Infecções oculares associadas ao uso de lentes de contato, quando microrganismos se proliferam na superfície do olho;

*Infecções corneanas após traumas, comuns em trabalhadores rurais ou pessoas que tiveram contato com plantas, madeira ou terra;

Como funciona a nova técnica

Para tentar melhorar o tratamento dessas infecções, os pesquisadores testaram uma abordagem baseada na ativação de um corante chamado “Rosa Bengala” por meio de luz verde.

O procedimento funciona de maneira relativamente simples: primeiro o corante entra em contato com o microrganismo. Depois, quando é iluminado pela luz verde, ele produz substâncias que atacam e danificam as células dos fungos, impedindo que continuem se multiplicando.

Esse processo é conhecido como terapia fotodinâmica, um tipo de tratamento que utiliza luz para potencializar a ação de determinadas substâncias.

Para realizar o experimento, os cientistas desenvolveram um equipamento especial que emite luz verde e aplicaram a técnica em amostras de fungos isolados de pacientes com infecções na córnea.

Os resultados indicaram que a combinação entre o corante e a luz conseguiu reduzir significativamente o crescimento de vários fungos importantes, responsáveis por muitos casos de ceratite.

Entre os microrganismos que responderam bem ao tratamento estão alguns dos principais causadores de infecções oculares no Brasil. Em certos casos analisados em laboratório, o crescimento dos fungos foi praticamente interrompido.

Prof. Dr. Jarbas Caiado Neto (IFSC/USP) – (Arquivo pessoal)

Isso significa que, no futuro, o método poderá ser utilizado como uma alternativa ou complemento aos medicamentos tradicionais, principalmente quando os tratamentos atuais não conseguem controlar a infecção.

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores observaram que nem todas as espécies de fungos foram afetadas pela técnica. Alguns microrganismos continuaram se desenvolvendo mesmo após a aplicação do método, o que indica que a eficácia do tratamento pode variar dependendo do tipo de infecção.

Por isso, ainda serão necessários novos estudos para entender quais casos podem se beneficiar mais dessa abordagem.

Um caminho para novos tratamentos

Embora o estudo tenha sido realizado em laboratório, os resultados reforçam o potencial da terapia baseada em luz como uma nova ferramenta no tratamento de doenças oculares infecciosas.

Se pesquisas futuras confirmarem sua eficácia em pacientes, a técnica poderá ajudar a reduzir complicações graves, evitar cirurgias e preservar a visão de pessoas afetadas por infecções na córnea.

Especialistas destacam que, em doenças oculares, o diagnóstico precoce e o tratamento rápido são essenciais para evitar danos permanentes à visão. Assim, novas alternativas terapêuticas podem representar um avanço importante para a oftalmologia.

Para o docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Jarbas Caiado Neto, esta pesquisa tem potencial para salvar a visão de milhares de brasileiros. “O nosso laboratório no Grupo de Óptica do IFSC/USP vem perseguindo técnicas ópticas para curar doenças na córnea antes não curadas. No passado, desenvolvemos de forma inédita a técnica de CrossLink para curar problemas de bioelasticidade da córnea, que resulta na doença do ceratocone. A técnica de CrossLink que desenvolvemos tornou-se padrão mundial nesse tipo de tratamento. Essa técnica de Rosa Bengala, que agora estamos desenvolvendo, também tem potencial para se tornar um padrão mundial no tratamento de ceratites, doença essa que facilmente leva à cegueira”, sublinha o pesquisador.

A expectativa dos pesquisadores é que, com o avanço dos estudos clínicos, tecnologias semelhantes possam integrar o arsenal de tratamentos disponíveis para combater infecções oculares que hoje ainda representam um grande desafio para a medicina.

Confira AQUI o artigo científico publicado na revista internacional “Cornea – The Journal of Cornea and External Disease”.

(Créditos de imagem na chamada da home – Infinite Vision Care And Laser Centre”)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Vice-Diretor do IFSC/USP é o representante da Congregação da Unidade junto ao Conselho Universitário (CO) da USP

O Vice-Diretor do IFSC/USP, Prof. Dr. Luís Gustavo Marcassa, passa a ser o Representante da Congregação da Unidade junto ao Conselho Universitário (CO) da USP, tendo como suplente nessa função o Prof. Dr. Antonio Carlos Hernandes.

O Conselho Universitário da USP – o Coração Deliberativo da Maior Universidade do País – é o órgão máximo da instituição, definindo os rumos acadêmicos e administrativos e garantindo a autonomia e a excelência da Universidade de São Paulo, sendo que o Vice-Diretor do IFSC/USP fará parte de um colegiado diverso e estratégico, responsável por moldar o presente e o futuro da instituição, desde a aprovação de novos pró-reitores até a definição de quantas vagas serão oferecidas nos próximos vestibulares.

Presidido pelo Reitor, o Conselho funciona como um “parlamento” acadêmico e sua composição reflete a complexidade da USP, reunindo diretores de faculdades, representantes docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes. Essa diversidade garante que as decisões — que variam da gestão patrimonial a mudanças no Estatuto da Universidade — passem por um amplo debate entre os diferentes setores da comunidade.

Recentemente, o CO esteve à frente de pautas cruciais para quem deseja ingressar na universidade. Foi este órgão que deu o aval final para a tabela de vagas do vestibular de 2026, reafirmando o compromisso da USP com a transparência e o planejamento plurianual. Além disso, o conselho delibera sobre a criação de novos centros de pesquisa e a política de internacionalização, elementos que mantêm a USP no topo dos rankings globais.

O CO permanece como o pilar de sustentação da autonomia universitária, garantindo que a gestão da USP seja pautada pelo rigor acadêmico e pela responsabilidade administrativa, daí o orgulho que o IFSC/USP sente em estar representado por seu Vice-Diretor.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Produção científica do IFSC/USP no mês de fevereiro de 2026

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de  fevereiro de 2026, clique AQUI, ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC/USP, no periódico “ACS Publications” (VER AQUI).

 

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Bolsas de Doutorado e Pós-Doutorado – Inscrições até o próximo dia 30 de abril

(Créditos – “Lightsources.org”)

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), por meio do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), está disponibilizando uma bolsa de Doutorado e uma bolsa de Pós-Doutorado no âmbito da parceria CNPEM-USP para atuação em projeto de pesquisa na área de bioquímica enzimática.

O projeto, intitulado “Caracterização bioquímica e molecular de CAZymes inéditas provenientes de microrganismos da biodiversidade brasileira”, será desenvolvido em colaboração entre IFSC/USP e o LNBR/CNPEM, sendo que o prazo para as candidaturas de ambas as bolsas é 30 de abril de 2026.
Sobre o projeto:
A prospecção de novas hidrolases glicosídicas e enzimas oxidativas a partir de microrganismos nativos oferece a oportunidade de acessar enzimas naturalmente adaptadas a condições ambientais brasileiras, incluindo variações de temperatura, pH e presença de inibidores. A compreensão da diversidade e organização dessas enzimas permite otimizar pré-tratamentos enzimáticos, melhorar coquetéis celulolíticos e desenvolver novos bioprodutos derivados de biomassa vegetal.
A partir do isolamento, identificação e sequenciamento de microorganismos presentes em resíduos vegetais oriundos de áreas de matas brasileiras, este projeto visa a caracterização experimental de enzimas com potencial inovador.
As atividades incluem a investigação integrada de hidrolases glicosídicas (GHs) e enzimas de atividade auxiliar (AAs), abrangendo caracterizações bioquímicas, biofísicas e estruturais de alvos com potencial aplicação industrial.
As principais atividades a serem desenvolvidas pelos candidatos selecionados para ambas as bolsas de Doutorado e Pós-Doutorado são:
*Seleção de alvos por meio de análises de bioinformática;
*Expressão heteróloga e purificação de proteínas recombinantes;
*Identificação de substratos e caracterização da especificidade enzimática;
*Caracterização bioquímica e biofísica dos alvos proteicos;
*Determinação estrutural por cristalografia de raios X ou crio-ME;
*Ensaios de mutagênese sítio-dirigida, quando aplicável;
*Avaliação do efeito de suplementação enzimática em coquetéis produzidos pelo LNBR.
Requisitos para concorrer à bolsa de doutorado:
*Graduação em bioquímica, biologia, biofísica, química ou áreas afins;
*Experiência em expressão e purificação de proteínas;
*Não possuir vínculo empregatício no momento da contratação;
*Dedicação integral ao doutorado;
*Disponibilidade para residir em São Carlos (SP) durante a vigência da bolsa.
Condições da bolsa de doutorado:
*Local de execução: Instituto de Física da Universidade de São Carlos (IFSC) – São Carlos, SP;
*Valor da bolsa: R$ 5.520,00/mês;
*Duração: 24 meses (renováveis por mais 24 meses);
*Orientação: Prof. Dr. Igor Polikarpov (IFSC) e Dra. Marcele Martins (LNBR/CNPEM);
Requisitos para concorrer à bolsa de Pós-Doutorado:
*Doutorado em bioquímica, biologia, biofísica, química ou áreas afins;
*Experiência em expressão e purificação de proteínas;
*Experiência prévia cristalografia de raios-X e/ou Cryo-EM (desejável);
*Não possuir vínculo empregatício no momento da contratação;
*Disponibilidade para residir em Campinas (SP) durante a vigência da bolsa;
Informações relativas à bolsa de pós-doutorado:
*Local de execução: campus CNPEM – Campinas, SP;
*Bolsa: R$ 12.000,00/mês;
*Duração: 24 meses (renováveis);
*Orientação: Dra. Marcele Martins (LNBR/CNPEM) e Prof. Dr. Igor Polikarpov (IFSC/USP);
Como se candidatar:
As inscrições para ambas as oportunidades estarão abertas até 30 de abril de 2026.
Os interessados devem enviar a documentação abaixo para os endereços de email marcele.martins@lnbr.cnpem.br e ipolikarpov@ifsc.usp.br. No assunto, deverão preencher: “Projeto enzimas da biodiversidade – Bolsa Doutorado” (para doutorado) ou “Projeto enzimas da biodiversidade – Bolsa Pós-Doutorado” (para pós-doc).
Documentos necessários:
*Currículo atualizado;
*Contato de 2 referências acadêmicas;
*Candidatos a bolsa de doutorado: Histórico Escolar de Graduação (para Doutorado Direto) ou Mestrado (Doutorado Regular);
Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

IFSC EM PROL DA SOCIEDADE

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