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Pesquisadores do IFSC/USP desenvolvem sensor mais eficiente e estável para detecção de ozônio no ar

Sistema de gás em laboratório do IFSC/USP

Após pesquisadores do IFSC/USP e da Universitat Rovira i Virgili, na Espanha, terem desenvolvido em 2025 um sensor flexível capaz de detectar poluentes atmosféricos, especialmente o dióxido de nitrogênio (NO2), agora surgiu a oportunidade de se desenvolver um novo tipo de sensor capaz de identificar a presença de ozônio no ar com maior eficiência e estabilidade. A tecnologia pode contribuir para o monitoramento da qualidade do ar e para a prevenção de problemas ambientais e de saúde causados pela poluição atmosférica.

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Valmor Roberto Mastelaro que coordenou este estudo publicado recentemente na revista científica “Chemosensors”, enfatiza o fato de que o ozônio presente na atmosfera em níveis elevados é considerado um poluente prejudicial. A exposição prolongada pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar doenças pulmonares. Por isso, sistemas capazes de detectar pequenas quantidades desse gás são fundamentais para o controle da qualidade do ar em ambientes urbanos e industriais.

No estudo, os cientistas criaram um sensor formado por camadas de nanomateriais de óxido de grafeno reduzido (rGO) e óxido de zinco (ZnO) organizadas de forma estratégica. Essa estrutura funciona como uma espécie de “sanduíche” que protege um dos componentes mais sensíveis do dispositivo. Essa proteção evita que o material seja danificado pelo próprio ozônio durante a detecção, problema comum em sensores a base de rGO para detecção de O3.

Os testes mostraram que o dispositivo consegue detectar concentrações muito pequenas de ozônio no ar. Além disso, apresentou boa capacidade de distinguir esse gás de outros poluentes comuns, como monóxido de carbono, amônia e dióxido de nitrogênio.

Prof. Dr. Valmor Mastelaro (IFSC/USP)

Outro ponto positivo observado foi a estabilidade do sensor. Durante os experimentos, não foram identificados sinais de desgaste ou degradação do material, indicando que o método de fabricação adotado pode aumentar a durabilidade do equipamento.

Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia pode ajudar no desenvolvimento de sistemas mais precisos de monitoramento ambiental. Sensores desse tipo podem ser utilizados em estações de medição da qualidade do ar, em áreas industriais ou até em dispositivos portáteis voltados ao controle da poluição.

O avanço também abre caminho para novas pesquisas que buscam tornar os sensores de gases cada vez mais sensíveis, confiáveis e acessíveis, ampliando as possibilidades de aplicação em diferentes setores.

Sobre esta pesquisa, o Prof. Dr. Valmor Mastelaro comenta que o sensor à base de ZnO-rGO-ZnO na estrutura de “sanduiche” foi desenvolvido para solucionar o problema da oxidação e degradação do rGO quando exposto ao gás ozônio, processo chamado de ozonolise. “Ao nosso conhecimento, apenas três sensores a base de rGO-ZnO para detecção de O3 foram reportados antes devido a esse problema da degradação do sensor, sendo dois deles do nosso grupo de pesquisa. Com isso, a metodologia desenvolvida abre caminho para a fabricação de novos sensores à base de óxidos metálicos e rGO para a detecção de O3, evitando o processo de ozonólise – reação com ozônio que quebra ligações duplas em moléculas orgânicas”, pontua o cientista.

Além do Prof. Dr. Valmor Mastelaro, assinam esta pesquisa os pesquisadores – Rayssa Silva Correia, Amanda Akemy Komorizono, Julia Coelho Tagliaferro e Natalia Candiani Simões Pessoa, um trabalho que contou com o apoio da FAPESP.

Para conferir o estudo original, clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Diretor do IFSC/USP é eleito membro titular da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da USP

No decurso da 1051ª Sessão Ordinária do Conselho Universitário da Universidade de São Paulo, realizada no passado dia 24 de fevereiro, o Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, foi eleito, com a maior votação, membro titular da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da USP para um mandato de dois anos.

A COP, cuja presidência passa a ser exercida pela Prof.ª Dr.ª Marly Babinski (IGc), é um órgão importante no âmbito da gestão da Universidade de São Paulo, sendo responsável por analisar e orientar decisões relacionadas ao orçamento e aos bens da universidade.

Como principais atribuições, a COP tem a responsabilidade de analisar a proposta de orçamento anual, da USP antes da aprovação final, acompanhar a execução financeira, opinar sobre o uso de recursos, avaliar todas as questões patrimoniais, emitir pareceres técnicos e recomendações que ajudem o Conselho Universitário a tomar decisões nos âmbitos administrativo e financeiro, e acompanhar projetos e/ou políticas da USP que possam impactar o orçamento ou o patrimônio institucional.

Além do Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, compõem a COP os seguintes membros:

Prof.ª Dr.ª Anna Helena Reali Costa (EP) – Suplente da Presidência;

Prof. Dr. Giuseppe Alexandre Romito (FO);

Prof. Dr. Ricardo Pinto da Rocha (IB);

Prof. Dr. Umberto Cesar Corrêa (EEFE);

Representação Discente:

Titular: Juliana Lopes Chaves Fiorese (IRI);

Suplente: Vinicius Alvarenga e Veiga (FD);

Suplentes:

Prof. Dr. Ricardo Gariba Silva (FORP);

Prof. Dr. Carlos Pelleschi Taborda (ICB);

Prof. Dr. Eduardo Siegle (IO);

É um orgulho imenso para o IFSC/USP contar com a participação e a expertise de seu Diretor em tão importante órgão de gestão da Universidade de São Paulo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Reitor da USP designa a Profª Drª Ana Paula Ulian de Araújo (IFSC/USP) como membro titular do Conselho Editorial da EDUSP

O Reitor da Universidade de São Paulo (USP), Prof. Dr. Aluísio Augusto Cotrim Segurado, designou como membro titular do Conselho Editorial da Universidade a docente e pesquisadora do IFSC/USP, Profª Drª Ana Paula Ulian de Araújo, com mandato coincidente com o do Reitor a partir do dia 06 de março do corrente ano.

Foram igualmente designados para o Conselho Editorial da EDUSP os Profs. Drs. José Roberto Castilho Piqueira (EP), Martin Grossmann (ECA) e Maria Hermínia Brandão Tavares de Almeida (FFLCH), que exercerá o cargo de Presidente do citado Conselho.

Fundada em 1962, atuou como coeditora durante quase trinta anos. Seu departamento editorial foi criado apenas em 1988, quando se iniciaram os trabalhos de seleção e publicação de seus próprios títulos. Desde então, lançou mais de 2000 livros e alcançou um elevado padrão editorial, estabelecendo uma identidade única e definindo novos parâmetros para a publicação acadêmica no país. A excelência de seus esforços fez com que recebesse importantes prêmios ao longo dos anos e se tornasse referência pela qualidade acadêmica, editorial e gráfica de sua produção.

Com a missão de estimular e promover o desenvolvimento do ensino e da pesquisa, a EDUSP dedica-se à publicação de obras relevantes em todas as áreas de conhecimento, destacando-se pela produção científica da própria Universidade de São Paulo, sem, no entanto, se limitar a ela.

A Edusp busca, assim, atender estudantes, professores e pesquisadores, mas também o público geral, difundindo para além da academia o conhecimento nela produzido. Fazem parte do catálogo desde livros didáticos até pesquisas de ponta, de obras clássicas a teorias científicas contemporâneas, nacionais e internacionais, bem como estudos sobre os mais representativos escritores e artistas brasileiros.

Como está organizada a Editora da Universidade de São Paulo – EDUSP:

Diretora-presidente
Carlota Boto

Editora-Assistente
Carla Fernanda Fontana

Divisão Editorial
Cristiane Tonon Silvestrin

Divisão Comercial
Márcio Pelozio

Divisão Administrativa
Luiz Carlos Corrêa Santana

Divisão de Marketing
Kaio Cassio

Seção Técnica de Informática
Mardey Willian Argolo

Comissão Editorial

Presidente
Maria Hermínia Brandão Tavares de Almeida

Vice-Presidente
Clodoaldo Grotta Ragazzo

Membros
Ana Paula Ulian de Araujo
José Roberto Castilho Piqueira
José Tavares Correia de Lira
Martin Grossmann
Merari de Fátima Ramires Ferrari

Suplentes
Chao Yun Irene Yan
Flávio Ulhoa Coelho
Pablo Ortellado

O IFSC/USP manifesta sua satisfação e orgulho ao constatar mais um cargo de vital importância na nova gestão da USP, através da participação da Profª Drª Ana Paula Ulian de Araújo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Prof. Dr. Euclydes Marega Junior (IFSC/USP) passa a integrar a Comissão Especial de Regimes de Trabalho (CERT) da USP

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Euclydes Marega Junior, passa a integrar a Comissão Especial de Regimes de Trabalho (CERT) da USP, comissão essa que se encontra prevista no Inciso XI do Artigo 34º do Estatuto da USP, cuja missão é fiscalizar os regimes de trabalho do corpo docente da USP.

A CERT trata de ingressos, reingressos, permanências, exclusões, licenças, afastamentos, credenciamento para atividades simultâneas, transferências, nomeações, contratos, renovações de contratos e alterações de regimes de trabalho do pessoal docente da Universidade.

Confira abaixo a composição da CERT:

*Profa. Dra. Maria Lucia Zaidan Dagli (FMVZ) – (Presidente);

*Profa. Dra. Sonia Maria Vanzella Castellar (FE) – (Vice-Presidente);

*Profa. Dra. Sheila Walbe Ornstein (FAU);

*Prof. Dr. Antonio Domingues de Figueiredo (EP);

*Prof. Dr. Claudimir Lucio do Lago (IQ);

*Prof. Dr. Victor Elias Arana Chavez (FO);

*Prof. Dr. Euclydes Marega Junior (IFSC);

*Profa. Dra. Regina Szylit (EE);

*Prof. Dr. Luis Eduardo Aranha Camargo (ESALQ);

*Profa. Dra. Adriana Backx Noronha Viana (FEA);

*Prof. Dr. Roberto Marcondes Cesar Junior (IME);

*Profa. Marta Teresa da Silva Arretche (FFLCH);

*Prof. Dr. Eduardo Melani Rocha (FMRP).

Com mais esta importante designação, o IFSC/USP consolida agora a sua posição de destaque, contribuindo assim para os novos rumos implementados pela nova gestão da USP.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

IFSC EM PROL DA SOCIEDADE

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