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26 de março de 2026

Com apoio do IFSC/USP – Aula inaugural da 4ª Turma do Curso de Especialização em Laser em Saúde da Santa Casa de São Carlos

No último dia 22 de março o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato, esteve presente na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC) onde realizou a aula inaugural da 4ª Turma do Curso de Especialização em Laser em Saúde promovido pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da SCMSC (IEP), com o apoio do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

O curso, coordenado pelo pesquisador Dr. Antônio Eduardo de Aquino Junior, chega a esta 4ª Turma mantendo o nível de excelência de seus pesquisadores e colaboradores que ministram as mais diversas disciplinas, trazendo conceitos sobre as mais importantes inovações realizadas nos últimos quinze anos em pesquisas clínicas.

Tudo isso tem possibilitado não apenas mais e melhores conteúdos para os alunos, que são profissionais de saúde, mas principalmente a ampliação da gama de resultados positivos junto aos pacientes.

Em setembro do corrente ano será dado início à 5ª Turma deste curso.

 

 

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de março de 2026

Responsáveis pela Comissão de Graduação do IFSC visitam Pró-Reitoria de Graduação da USP

Profs. Drs. Valmor Roberto Mastelaro, Marcos Garcia Neira, João Renato Muniz e Paulo Takeo Sano (Créditos PRG/USP)

Desde 20 de fevereiro do corrente ano, o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) iniciou um novo ciclo administrativo que se prolongará até o ano de 2030, reafirmando seu compromisso com o diálogo institucional, a transparência e a construção de soluções colaborativas.

Nesse sentido, os Prof. Drs. João Renato Carvalho Muniz e Valmor Roberto Mastelaro, respectivamente Presidente e Vice-Presidente da Comissão de Graduação do IFSC/USP, visitaram no dia 19 deste mês de março os Profs. Drs. Marcos Neira e Paulo Sano, Pró-Reitor e Pró-Reitor Adjunto de Graduação da USP, para apresentação institucional da Unidade e alinhar pautas estratégicas, no sentido de fortalecer vínculos, promover a cooperação e contribuir para o desenvolvimento contínuo da Universidade de São Paulo.

O Prof. Dr. Marcos Garcia Neira é Professor Titular da Universidade de São Paulo, onde atua como Pró-Reitor Adjunto de Graduação. Licenciado em Educação Física e em Pedagogia, é Mestre e Doutor em Educação, com Pós-Doutorado em Currículo e Livre-Docência em Metodologia do Ensino.

Foi Diretor da Faculdade de Educação entre 2018 e 2022, e atualmente leciona nos cursos de graduação e pós-graduação da instituição. Coordena o Grupo de Pesquisas em Educação Física Escolar (www.gpef.fe.usp.br), desenvolvendo estudos sobre currículo e ensino da Educação Física.

O Prof. Dr. Paulo Takeo Sano é biólogo, com bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (1991). Advogado, com bacharelado em Direito pela Universidade de São Paulo (2023).

Obteve seus títulos de Mestre e de Doutor em Ciências Biológicas (Botânica) também pela USP (1993, 1999), realizando, em seguida, pós-doc no Royal Botanical Gardens, Kew (1999).

É professor titular do Departamento de Botânica da USP; atua e orienta na pós-graduação em duas linhas de pesquisa: Sistemática de Fanerógamas, com ênfase em diversidade e evolução de monocotiledôneas; e Ensino de Ciências, em particular, Educação em Biodiversidade, Botânica, e Formação de Professores.

É coordenador do Grupo Cajuí: Coprodução do Conhecimento, Sustentabilidade e Educação em Biodiversidade, trabalhando em coprodução com o povo que habita os quilombos e os campos rupestres brasileiros.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de março de 2026

Responsáveis pela Comissão de Pesquisa e Inovação do IFSC/USP visitam Pró-Reitora de Pesquisa e Inovação

Profs. Drs. Daniel Varela Magalhães, Maria Helena Palucci Marziale e Ana Paula Ulian de Araújo

O Presidente de Comissão de Pesquisa (CPq) do IFSC/USP, Prof. Dr. Daniel Varela Magalhães, e a Vice-Presidente da mesma Comissão, Profª Drª Ana Paula Ulian de Araujo, deslocaram-se no dia 19 deste mês de março à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da USP, onde apresentaram cumprimentos à nova Pró-Reitora, Profª Drª Maria Helena Palucci Marziale.

Na circunstância, os responsáveis pela Comissão de Pesquisa e Inovação do IFSC/USP expuseram as características do Instituto e colocaram-se à disposição da Pró-Reitoria para colaborar na dinâmica da nova gestão e nos projetos futuros, tendo convidado a nova Pró-Reitora a visitar o IFSC/USP em data oportuna.

A Profª Drª Maria Helena Palucci Marziale é Bacharel em Enfermagem (EERP/USP), Especialista em administração hospitalar (Univ. São Camilo), mestre em Ciências – Psicobiologia (FFCLRP) e doutora Ciências – Enfermagem (EERP), aperfeiçoamento em Ergonomia pelo CNAM (França).

Professora Titular da EERP é responsável por disciplinas na graduação e pós-graduação. Sua atuação acadêmica é focada em Saúde do Trabalhador, Ergonomia e Gestão em editoração científica.

É Pesquisadora 1A do CNPq, coordena a Red Internacional de Enfermería en Salud Ocupacional (REDENSO Internacional) e é Líder do Núcleo de Estudos Saúde e Trabalho (NUESAT/USP).

Coordenou 26 projetos de pesquisas e publicou 220 artigos científicos. Orientou 25 doutores, 17 mestres e 37 estudantes de Iniciação Científica. Sua produção intelectual busca a sustentabilidade e a melhoria das condições psicossociais no trabalho, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 3,4,8,17). Assessora da CAPES, CNPQ e Fundações de Amparo a Pesquisas de vários estados para avaliação de pesquisas e participou em várias comissões de elaboração de critérios de avaliação para produção científica da área de Enfermagem na CAPES.

Na gestão universitária, possui uma trajetória de liderança, tendo ocupado cargos de Diretora da EERP/USP, Assessora Técnica I da Reitoria e coordenadora do Escritório Alumni USP, Membro da Comissão de Avaliação Docente (CAD/USP), Chefe de Departamento (EERP), atuando também na gestão de Comissão de Cultura e Extensão Universitária e em Programa de Pós-graduação da Unidade, foi membro do Conselho Gestor do Campus USP/RP e a sua experiência estende-se à gestão hospitalar, com participação nos conselhos gestores do Hospital das Clínicas da FMRP/USP e de outros três hospitais de Ribeirão Preto.

É reconhecida na área de editoração científica e enfermagem ocupacional.

Atualmente, coordena a coleção de revistas REVENF/SciELO, Diretora de Publicações da Associação Brasileira de Enfermagem, membro do Comitê de Avaliação de Periódicos LILACS/OPAS, membro da Comissão de avaliação de revistas de enfermagem na Biblioteca Virtual de Saúde-Enfermagem BVSE/OPAS, Editora Emérita da Revista Latino-Americana de Enfermagem, Editora Associada da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional e é membro do corpo editorial de mais de uma dezenas de revistas internacionais e nacionais.

Integra órgãos estratégicos como o Conselho Executivo da Asociación Internacional de Facultades de Enfermería (ALADEFE) e sua contribuição em políticas públicas é registrada por participações enquanto colaboradora convidada do Ministério da Saúde na elaboração do Programa Nacional de Atenção Integral à saúde dos trabalhadores do SUS e como membro da Comissão Coordenadora de elaboração do Plano de Ensino do Município de Ribeirão Preto.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

20 de março de 2026

Pesquisadores do IFSC/USP desenvolvem sensor mais eficiente e estável para detecção de ozônio no ar

Sistema de gás em laboratório do IFSC/USP

Após pesquisadores do IFSC/USP e da Universitat Rovira i Virgili, na Espanha, terem desenvolvido em 2025 um sensor flexível capaz de detectar poluentes atmosféricos, especialmente o dióxido de nitrogênio (NO2), agora surgiu a oportunidade de se desenvolver um novo tipo de sensor capaz de identificar a presença de ozônio no ar com maior eficiência e estabilidade. A tecnologia pode contribuir para o monitoramento da qualidade do ar e para a prevenção de problemas ambientais e de saúde causados pela poluição atmosférica.

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Valmor Roberto Mastelaro que coordenou este estudo publicado recentemente na revista científica “Chemosensors”, enfatiza o fato de que o ozônio presente na atmosfera em níveis elevados é considerado um poluente prejudicial. A exposição prolongada pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar doenças pulmonares. Por isso, sistemas capazes de detectar pequenas quantidades desse gás são fundamentais para o controle da qualidade do ar em ambientes urbanos e industriais.

No estudo, os cientistas criaram um sensor formado por camadas de nanomateriais de óxido de grafeno reduzido (rGO) e óxido de zinco (ZnO) organizadas de forma estratégica. Essa estrutura funciona como uma espécie de “sanduíche” que protege um dos componentes mais sensíveis do dispositivo. Essa proteção evita que o material seja danificado pelo próprio ozônio durante a detecção, problema comum em sensores a base de rGO para detecção de O3.

Os testes mostraram que o dispositivo consegue detectar concentrações muito pequenas de ozônio no ar. Além disso, apresentou boa capacidade de distinguir esse gás de outros poluentes comuns, como monóxido de carbono, amônia e dióxido de nitrogênio.

Prof. Dr. Valmor Mastelaro (IFSC/USP)

Outro ponto positivo observado foi a estabilidade do sensor. Durante os experimentos, não foram identificados sinais de desgaste ou degradação do material, indicando que o método de fabricação adotado pode aumentar a durabilidade do equipamento.

Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia pode ajudar no desenvolvimento de sistemas mais precisos de monitoramento ambiental. Sensores desse tipo podem ser utilizados em estações de medição da qualidade do ar, em áreas industriais ou até em dispositivos portáteis voltados ao controle da poluição.

O avanço também abre caminho para novas pesquisas que buscam tornar os sensores de gases cada vez mais sensíveis, confiáveis e acessíveis, ampliando as possibilidades de aplicação em diferentes setores.

Sobre esta pesquisa, o Prof. Dr. Valmor Mastelaro comenta que o sensor à base de ZnO-rGO-ZnO na estrutura de “sanduiche” foi desenvolvido para solucionar o problema da oxidação e degradação do rGO quando exposto ao gás ozônio, processo chamado de ozonolise. “Ao nosso conhecimento, apenas três sensores a base de rGO-ZnO para detecção de O3 foram reportados antes devido a esse problema da degradação do sensor, sendo dois deles do nosso grupo de pesquisa. Com isso, a metodologia desenvolvida abre caminho para a fabricação de novos sensores à base de óxidos metálicos e rGO para a detecção de O3, evitando o processo de ozonólise – reação com ozônio que quebra ligações duplas em moléculas orgânicas”, pontua o cientista.

Além do Prof. Dr. Valmor Mastelaro, assinam esta pesquisa os pesquisadores – Rayssa Silva Correia, Amanda Akemy Komorizono, Julia Coelho Tagliaferro e Natalia Candiani Simões Pessoa, um trabalho que contou com o apoio da FAPESP.

Para conferir o estudo original, clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de março de 2026

Diretor do IFSC/USP é eleito membro titular da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da USP

No decurso da 1051ª Sessão Ordinária do Conselho Universitário da Universidade de São Paulo, realizada no passado dia 24 de fevereiro, o Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, foi eleito, com a maior votação, membro titular da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da USP para um mandato de dois anos.

A COP, cuja presidência passa a ser exercida pela Prof.ª Dr.ª Marly Babinski (IGc), é um órgão importante no âmbito da gestão da Universidade de São Paulo, sendo responsável por analisar e orientar decisões relacionadas ao orçamento e aos bens da universidade.

Como principais atribuições, a COP tem a responsabilidade de analisar a proposta de orçamento anual, da USP antes da aprovação final, acompanhar a execução financeira, opinar sobre o uso de recursos, avaliar todas as questões patrimoniais, emitir pareceres técnicos e recomendações que ajudem o Conselho Universitário a tomar decisões nos âmbitos administrativo e financeiro, e acompanhar projetos e/ou políticas da USP que possam impactar o orçamento ou o patrimônio institucional.

Além do Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, compõem a COP os seguintes membros:

Prof.ª Dr.ª Anna Helena Reali Costa (EP) – Suplente da Presidência;

Prof. Dr. Giuseppe Alexandre Romito (FO);

Prof. Dr. Ricardo Pinto da Rocha (IB);

Prof. Dr. Umberto Cesar Corrêa (EEFE);

Representação Discente:

Titular: Juliana Lopes Chaves Fiorese (IRI);

Suplente: Vinicius Alvarenga e Veiga (FD);

Suplentes:

Prof. Dr. Ricardo Gariba Silva (FORP);

Prof. Dr. Carlos Pelleschi Taborda (ICB);

Prof. Dr. Eduardo Siegle (IO);

É um orgulho imenso para o IFSC/USP contar com a participação e a expertise de seu Diretor em tão importante órgão de gestão da Universidade de São Paulo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de março de 2026

Reitor da USP designa a Profª Drª Ana Paula Ulian de Araújo (IFSC/USP) como membro titular do Conselho Editorial da EDUSP

O Reitor da Universidade de São Paulo (USP), Prof. Dr. Aluísio Augusto Cotrim Segurado, designou como membro titular do Conselho Editorial da Universidade a docente e pesquisadora do IFSC/USP, Profª Drª Ana Paula Ulian de Araújo, com mandato coincidente com o do Reitor a partir do dia 06 de março do corrente ano.

Foram igualmente designados para o Conselho Editorial da EDUSP os Profs. Drs. José Roberto Castilho Piqueira (EP), Martin Grossmann (ECA) e Maria Hermínia Brandão Tavares de Almeida (FFLCH), que exercerá o cargo de Presidente do citado Conselho.

Fundada em 1962, atuou como coeditora durante quase trinta anos. Seu departamento editorial foi criado apenas em 1988, quando se iniciaram os trabalhos de seleção e publicação de seus próprios títulos. Desde então, lançou mais de 2000 livros e alcançou um elevado padrão editorial, estabelecendo uma identidade única e definindo novos parâmetros para a publicação acadêmica no país. A excelência de seus esforços fez com que recebesse importantes prêmios ao longo dos anos e se tornasse referência pela qualidade acadêmica, editorial e gráfica de sua produção.

Com a missão de estimular e promover o desenvolvimento do ensino e da pesquisa, a EDUSP dedica-se à publicação de obras relevantes em todas as áreas de conhecimento, destacando-se pela produção científica da própria Universidade de São Paulo, sem, no entanto, se limitar a ela.

A Edusp busca, assim, atender estudantes, professores e pesquisadores, mas também o público geral, difundindo para além da academia o conhecimento nela produzido. Fazem parte do catálogo desde livros didáticos até pesquisas de ponta, de obras clássicas a teorias científicas contemporâneas, nacionais e internacionais, bem como estudos sobre os mais representativos escritores e artistas brasileiros.

Como está organizada a Editora da Universidade de São Paulo – EDUSP:

Diretora-presidente
Carlota Boto

Editora-Assistente
Carla Fernanda Fontana

Divisão Editorial
Cristiane Tonon Silvestrin

Divisão Comercial
Márcio Pelozio

Divisão Administrativa
Luiz Carlos Corrêa Santana

Divisão de Marketing
Kaio Cassio

Seção Técnica de Informática
Mardey Willian Argolo

Comissão Editorial

Presidente
Maria Hermínia Brandão Tavares de Almeida

Vice-Presidente
Clodoaldo Grotta Ragazzo

Membros
Ana Paula Ulian de Araujo
José Roberto Castilho Piqueira
José Tavares Correia de Lira
Martin Grossmann
Merari de Fátima Ramires Ferrari

Suplentes
Chao Yun Irene Yan
Flávio Ulhoa Coelho
Pablo Ortellado

O IFSC/USP manifesta sua satisfação e orgulho ao constatar mais um cargo de vital importância na nova gestão da USP, através da participação da Profª Drª Ana Paula Ulian de Araújo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

18 de março de 2026

Prof. Dr. Euclydes Marega Junior (IFSC/USP) passa a integrar a Comissão Especial de Regimes de Trabalho (CERT) da USP

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Euclydes Marega Junior, passa a integrar a Comissão Especial de Regimes de Trabalho (CERT) da USP, comissão essa que se encontra prevista no Inciso XI do Artigo 34º do Estatuto da USP, cuja missão é fiscalizar os regimes de trabalho do corpo docente da USP.

A CERT trata de ingressos, reingressos, permanências, exclusões, licenças, afastamentos, credenciamento para atividades simultâneas, transferências, nomeações, contratos, renovações de contratos e alterações de regimes de trabalho do pessoal docente da Universidade.

Confira abaixo a composição da CERT:

*Profa. Dra. Maria Lucia Zaidan Dagli (FMVZ) – (Presidente);

*Profa. Dra. Sonia Maria Vanzella Castellar (FE) – (Vice-Presidente);

*Profa. Dra. Sheila Walbe Ornstein (FAU);

*Prof. Dr. Antonio Domingues de Figueiredo (EP);

*Prof. Dr. Claudimir Lucio do Lago (IQ);

*Prof. Dr. Victor Elias Arana Chavez (FO);

*Prof. Dr. Euclydes Marega Junior (IFSC);

*Profa. Dra. Regina Szylit (EE);

*Prof. Dr. Luis Eduardo Aranha Camargo (ESALQ);

*Profa. Dra. Adriana Backx Noronha Viana (FEA);

*Prof. Dr. Roberto Marcondes Cesar Junior (IME);

*Profa. Marta Teresa da Silva Arretche (FFLCH);

*Prof. Dr. Eduardo Melani Rocha (FMRP).

Com mais esta importante designação, o IFSC/USP consolida agora a sua posição de destaque, contribuindo assim para os novos rumos implementados pela nova gestão da USP.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de março de 2026

Luz verde pode ajudar a tratar infecções graves nos olhos – Combatendo um problema difícil de resolver

(Créditos – “Valley Eyecare Center”)

Uma pesquisa realizada por cientistas brasileiros indica que uma técnica que combina um corante especial e luz verde pode ajudar no combate a infecções graves nos olhos. O método mostrou resultados promissores contra fungos que atacam a córnea — a parte transparente localizada na frente do olho — e que, em muitos casos, podem levar à perda de visão.

Essas infecções são conhecidas como ceratites infecciosas, um problema de saúde ocular que pode surgir após traumas no olho, uso inadequado de lentes de contato ou contato com água e objetos contaminados. Em situações mais graves, a doença pode provocar cicatrizes na córnea, dor intensa e até cegueira.

Um problema difícil de tratar

As infecções oculares causadas por fungos representam um grande desafio para os médicos. Os tratamentos atuais utilizam colírios antifúngicos, mas muitas vezes o resultado não é o esperado. Em alguns casos, o paciente precisa passar por procedimentos mais invasivos, como transplante de córnea.

Entre os fungos que costumam causar esse tipo de infecção estão microrganismos presentes no solo, na água e em plantas. Eles podem entrar no olho após pequenos ferimentos, arranhões ou contaminação das lentes de contato.

As doenças relacionadas a esses fungos incluem, principalmente:

*Ceratite fúngica – infecção da córnea causada por fungos, que pode provocar dor, vermelhidão, sensibilidade à luz e perda da visão;

*Infecções oculares associadas ao uso de lentes de contato, quando microrganismos se proliferam na superfície do olho;

*Infecções corneanas após traumas, comuns em trabalhadores rurais ou pessoas que tiveram contato com plantas, madeira ou terra;

Como funciona a nova técnica

Para tentar melhorar o tratamento dessas infecções, os pesquisadores testaram uma abordagem baseada na ativação de um corante chamado “Rosa Bengala” por meio de luz verde.

O procedimento funciona de maneira relativamente simples: primeiro o corante entra em contato com o microrganismo. Depois, quando é iluminado pela luz verde, ele produz substâncias que atacam e danificam as células dos fungos, impedindo que continuem se multiplicando.

Esse processo é conhecido como terapia fotodinâmica, um tipo de tratamento que utiliza luz para potencializar a ação de determinadas substâncias.

Para realizar o experimento, os cientistas desenvolveram um equipamento especial que emite luz verde e aplicaram a técnica em amostras de fungos isolados de pacientes com infecções na córnea.

Os resultados indicaram que a combinação entre o corante e a luz conseguiu reduzir significativamente o crescimento de vários fungos importantes, responsáveis por muitos casos de ceratite.

Entre os microrganismos que responderam bem ao tratamento estão alguns dos principais causadores de infecções oculares no Brasil. Em certos casos analisados em laboratório, o crescimento dos fungos foi praticamente interrompido.

Prof. Dr. Jarbas Caiado Neto (IFSC/USP) – (Arquivo pessoal)

Isso significa que, no futuro, o método poderá ser utilizado como uma alternativa ou complemento aos medicamentos tradicionais, principalmente quando os tratamentos atuais não conseguem controlar a infecção.

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores observaram que nem todas as espécies de fungos foram afetadas pela técnica. Alguns microrganismos continuaram se desenvolvendo mesmo após a aplicação do método, o que indica que a eficácia do tratamento pode variar dependendo do tipo de infecção.

Por isso, ainda serão necessários novos estudos para entender quais casos podem se beneficiar mais dessa abordagem.

Um caminho para novos tratamentos

Embora o estudo tenha sido realizado em laboratório, os resultados reforçam o potencial da terapia baseada em luz como uma nova ferramenta no tratamento de doenças oculares infecciosas.

Se pesquisas futuras confirmarem sua eficácia em pacientes, a técnica poderá ajudar a reduzir complicações graves, evitar cirurgias e preservar a visão de pessoas afetadas por infecções na córnea.

Especialistas destacam que, em doenças oculares, o diagnóstico precoce e o tratamento rápido são essenciais para evitar danos permanentes à visão. Assim, novas alternativas terapêuticas podem representar um avanço importante para a oftalmologia.

Para o docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Jarbas Caiado Neto, esta pesquisa tem potencial para salvar a visão de milhares de brasileiros. “O nosso laboratório no Grupo de Óptica do IFSC/USP vem perseguindo técnicas ópticas para curar doenças na córnea antes não curadas. No passado, desenvolvemos de forma inédita a técnica de CrossLink para curar problemas de bioelasticidade da córnea, que resulta na doença do ceratocone. A técnica de CrossLink que desenvolvemos tornou-se padrão mundial nesse tipo de tratamento. Essa técnica de Rosa Bengala, que agora estamos desenvolvendo, também tem potencial para se tornar um padrão mundial no tratamento de ceratites, doença essa que facilmente leva à cegueira”, sublinha o pesquisador.

A expectativa dos pesquisadores é que, com o avanço dos estudos clínicos, tecnologias semelhantes possam integrar o arsenal de tratamentos disponíveis para combater infecções oculares que hoje ainda representam um grande desafio para a medicina.

Confira AQUI o artigo científico publicado na revista internacional “Cornea – The Journal of Cornea and External Disease”.

(Créditos de imagem na chamada da home – Infinite Vision Care And Laser Centre”)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de março de 2026

Vice-Diretor do IFSC/USP é o representante da Congregação da Unidade junto ao Conselho Universitário (CO) da USP

O Vice-Diretor do IFSC/USP, Prof. Dr. Luís Gustavo Marcassa, passa a ser o Representante da Congregação da Unidade junto ao Conselho Universitário (CO) da USP, tendo como suplente nessa função o Prof. Dr. Antonio Carlos Hernandes.

O Conselho Universitário da USP – o Coração Deliberativo da Maior Universidade do País – é o órgão máximo da instituição, definindo os rumos acadêmicos e administrativos e garantindo a autonomia e a excelência da Universidade de São Paulo, sendo que o Vice-Diretor do IFSC/USP fará parte de um colegiado diverso e estratégico, responsável por moldar o presente e o futuro da instituição, desde a aprovação de novos pró-reitores até a definição de quantas vagas serão oferecidas nos próximos vestibulares.

Presidido pelo Reitor, o Conselho funciona como um “parlamento” acadêmico e sua composição reflete a complexidade da USP, reunindo diretores de faculdades, representantes docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes. Essa diversidade garante que as decisões — que variam da gestão patrimonial a mudanças no Estatuto da Universidade — passem por um amplo debate entre os diferentes setores da comunidade.

Recentemente, o CO esteve à frente de pautas cruciais para quem deseja ingressar na universidade. Foi este órgão que deu o aval final para a tabela de vagas do vestibular de 2026, reafirmando o compromisso da USP com a transparência e o planejamento plurianual. Além disso, o conselho delibera sobre a criação de novos centros de pesquisa e a política de internacionalização, elementos que mantêm a USP no topo dos rankings globais.

O CO permanece como o pilar de sustentação da autonomia universitária, garantindo que a gestão da USP seja pautada pelo rigor acadêmico e pela responsabilidade administrativa, daí o orgulho que o IFSC/USP sente em estar representado por seu Vice-Diretor.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

13 de março de 2026

Produção científica do IFSC/USP no mês de fevereiro de 2026

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de  fevereiro de 2026, clique AQUI, ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC/USP, no periódico “ACS Publications” (VER AQUI).

 

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

13 de março de 2026

Bolsas de Doutorado e Pós-Doutorado – Inscrições até o próximo dia 30 de abril

(Créditos – “Lightsources.org”)

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), por meio do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), está disponibilizando uma bolsa de Doutorado e uma bolsa de Pós-Doutorado no âmbito da parceria CNPEM-USP para atuação em projeto de pesquisa na área de bioquímica enzimática.

O projeto, intitulado “Caracterização bioquímica e molecular de CAZymes inéditas provenientes de microrganismos da biodiversidade brasileira”, será desenvolvido em colaboração entre IFSC/USP e o LNBR/CNPEM, sendo que o prazo para as candidaturas de ambas as bolsas é 30 de abril de 2026.
Sobre o projeto:
A prospecção de novas hidrolases glicosídicas e enzimas oxidativas a partir de microrganismos nativos oferece a oportunidade de acessar enzimas naturalmente adaptadas a condições ambientais brasileiras, incluindo variações de temperatura, pH e presença de inibidores. A compreensão da diversidade e organização dessas enzimas permite otimizar pré-tratamentos enzimáticos, melhorar coquetéis celulolíticos e desenvolver novos bioprodutos derivados de biomassa vegetal.
A partir do isolamento, identificação e sequenciamento de microorganismos presentes em resíduos vegetais oriundos de áreas de matas brasileiras, este projeto visa a caracterização experimental de enzimas com potencial inovador.
As atividades incluem a investigação integrada de hidrolases glicosídicas (GHs) e enzimas de atividade auxiliar (AAs), abrangendo caracterizações bioquímicas, biofísicas e estruturais de alvos com potencial aplicação industrial.
As principais atividades a serem desenvolvidas pelos candidatos selecionados para ambas as bolsas de Doutorado e Pós-Doutorado são:
*Seleção de alvos por meio de análises de bioinformática;
*Expressão heteróloga e purificação de proteínas recombinantes;
*Identificação de substratos e caracterização da especificidade enzimática;
*Caracterização bioquímica e biofísica dos alvos proteicos;
*Determinação estrutural por cristalografia de raios X ou crio-ME;
*Ensaios de mutagênese sítio-dirigida, quando aplicável;
*Avaliação do efeito de suplementação enzimática em coquetéis produzidos pelo LNBR.
Requisitos para concorrer à bolsa de doutorado:
*Graduação em bioquímica, biologia, biofísica, química ou áreas afins;
*Experiência em expressão e purificação de proteínas;
*Não possuir vínculo empregatício no momento da contratação;
*Dedicação integral ao doutorado;
*Disponibilidade para residir em São Carlos (SP) durante a vigência da bolsa.
Condições da bolsa de doutorado:
*Local de execução: Instituto de Física da Universidade de São Carlos (IFSC) – São Carlos, SP;
*Valor da bolsa: R$ 5.520,00/mês;
*Duração: 24 meses (renováveis por mais 24 meses);
*Orientação: Prof. Dr. Igor Polikarpov (IFSC) e Dra. Marcele Martins (LNBR/CNPEM);
Requisitos para concorrer à bolsa de Pós-Doutorado:
*Doutorado em bioquímica, biologia, biofísica, química ou áreas afins;
*Experiência em expressão e purificação de proteínas;
*Experiência prévia cristalografia de raios-X e/ou Cryo-EM (desejável);
*Não possuir vínculo empregatício no momento da contratação;
*Disponibilidade para residir em Campinas (SP) durante a vigência da bolsa;
Informações relativas à bolsa de pós-doutorado:
*Local de execução: campus CNPEM – Campinas, SP;
*Bolsa: R$ 12.000,00/mês;
*Duração: 24 meses (renováveis);
*Orientação: Dra. Marcele Martins (LNBR/CNPEM) e Prof. Dr. Igor Polikarpov (IFSC/USP);
Como se candidatar:
As inscrições para ambas as oportunidades estarão abertas até 30 de abril de 2026.
Os interessados devem enviar a documentação abaixo para os endereços de email marcele.martins@lnbr.cnpem.br e ipolikarpov@ifsc.usp.br. No assunto, deverão preencher: “Projeto enzimas da biodiversidade – Bolsa Doutorado” (para doutorado) ou “Projeto enzimas da biodiversidade – Bolsa Pós-Doutorado” (para pós-doc).
Documentos necessários:
*Currículo atualizado;
*Contato de 2 referências acadêmicas;
*Candidatos a bolsa de doutorado: Histórico Escolar de Graduação (para Doutorado Direto) ou Mestrado (Doutorado Regular);
Assessoria de Comunicação – IFSC/USP
11 de março de 2026

Alerta em fazendas leiteiras no Nordeste do Brasil com bactéria Streptococcus agalactiae provovando altos índices de mastite bovina

Mastite bovina (Créditos – “Iomlan Animal Science”)

Um amplo mapeamento genético de Streptococcus agalactiae — bactéria associada à mastite bovina — revelou alta diversidade de linhagens circulando em rebanhos leiteiros do Nordeste brasileiro, além da presença de genes ligados à resistência a antibióticos importantes na prática veterinária. Os dados reforçam o alerta para vigilância sanitária e uso mais criterioso de antimicrobianos na pecuária leiteira.

O estudo, liderado pela pesquisadora do IFSC/USP, Profª Ilana Lopes Baratella da Cunha Camargo, juntamente com sua equipe e outros colegas brasileiros e publicado na revista científica internacional “Pathogens”, analisou amostras de leite de vacas com mastite clínica e subclínica no estado da Paraíba.

A partir do sequenciamento genômico completo das bactérias isoladas, os pesquisadores identificaram diferentes tipos de sequência (STs), com destaque para linhagens já associadas a infecções em bovinos em outras partes do mundo. Essa variedade genética indica que a população bacteriana é mais complexa do que se imaginava e pode dificultar estratégias padronizadas de controle da doença.

Entre os achados que mais preocupam está a detecção de genes de resistência a antibióticos, incluindo aqueles relacionados à tetraciclina e aos macrolídeos. Essas classes de medicamentos são frequentemente utilizadas no tratamento de infecções em animais de produção. A presença desses genes sugere que parte das bactérias já possui mecanismos para sobreviver a terapias convencionais, o que pode levar a falhas de tratamento e à persistência da infecção nos rebanhos.

Streptococcus_agalactiae (Créditos – “Wikipedia”)

Os cientistas também investigaram fatores de virulência — características genéticas que aumentam a capacidade da bactéria de causar doença. Foram encontrados genes associados à adesão às células do hospedeiro e à evasão do sistema imune, elementos que ajudam a explicar por que Streptococcus agalactiae consegue estabelecer infecções crônicas na glândula mamária das vacas, impactando diretamente a produção e a qualidade do leite.

A mastite está entre as enfermidades mais onerosas da cadeia leiteira, causando redução da produção, descarte de leite e custos com medicamentos e manejo. Para os autores da pesquisa, o detalhamento genômico das cepas circulantes abre caminho para programas de controle mais direcionados, que considerem o perfil genético local das bactérias, em vez de depender apenas de protocolos generalizados.

Os resultados também dialogam com uma preocupação global: a resistência antimicrobiana. Embora o estudo tenha foco veterinário, microrganismos resistentes em animais podem representar risco indireto à saúde pública, seja por contato direto, seja pela cadeia alimentar. Por isso, os pesquisadores defendem integração entre vigilância animal e humana dentro do conceito de Saúde Única (One Health).

Na prática, o trabalho reforça a importância de medidas como diagnóstico laboratorial antes do tratamento, melhoria das condições de higiene na ordenha e monitoramento constante dos rebanhos.

Mais do que tratar, o desafio agora é prevenir a disseminação de linhagens resistentes que já estão presentes nas fazendas leiteiras da região.

Confira AQUI o estudo publicado na revista internacional “Pathogens”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

10 de março de 2026

No Dia Internacional da Mulher – Bióloga premiada destaca desafios enfrentados por mulheres na ciência

A bióloga brasileira Gabriela Dias Noske, de 28 anos, afirmou que mulheres que atuam na área científica muitas vezes precisam se esforçar mais para conquistar reconhecimento profissional.

A pesquisadora, que recebeu o “Grande Prêmio de Tese da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)”, destacou em reportagem publicada no “Jornal de Brasília” – Ana Bottallo / “FolhaPress” (08/03/2026) – que a desigualdade de gênero ainda está presente no ambiente acadêmico e na carreira científica.

Pesquisadora do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), ligado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), Gabriela atua na área de biologia estrutural. Segundo ela, o desafio começou ainda durante a graduação no Curso de Ciências Físicas e Biomoleculares no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP). Em turmas com cerca de 20 estudantes, havia apenas uma ou duas mulheres, o que refletia um ambiente predominantemente masculino.

A cientista relata que, durante o doutorado, chegou a ouvir críticas de colegas homens sobre a forma como conduzia seus estudos, sendo desencorajada a seguir suas próprias ideias. Mesmo assim, persistiu na carreira acadêmica e concluiu o doutorado direto em 2023. O trabalho rendeu a ela o Grande Prêmio Capes de Tese na área de Exatas em 2024, concedido anualmente a apenas três pesquisadores no país.

Durante a pandemia de Covid-19, sua tese integrou um projeto voltado à identificação de enzimas capazes de inibir a ação do vírus SARS-CoV-2, com potencial para a produção de novos medicamentos. A pesquisadora afirmou que foi gratificante aplicar seu conhecimento científico em benefício da sociedade em um momento de crise global.

Atualmente, Gabriela dedica-se ao estudo do fungo Trichoderma reesei, utilizado na indústria para a degradação da celulose e produção de bioetanol. Para analisar a estrutura molecular das enzimas produzidas pelo microrganismo, a cientista utiliza técnicas como cristalografia de raios X e criomicroscopia eletrônica, além de experimentos realizados no acelerador de partículas Sirius (acelerador de partículas brasileiro), considerado o maior do país.

Apesar das conquistas, a pesquisadora observa que muitos cargos de liderança na ciência ainda são ocupados majoritariamente por homens. Para ela, essa realidade reforça a sensação de que mulheres precisam demonstrar constantemente sua capacidade para alcançar as mesmas posições.

Gabriela afirma que se inspira em cientistas históricas como Marie Curie e Rosalind Franklin. No futuro, quando estiver à frente de seu próprio laboratório, pretende incentivar a presença feminina na pesquisa científica, contribuindo para reduzir as desigualdades e fortalecer a participação das mulheres na ciência.

(Foto – “Folha/Ciência”)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

10 de março de 2026

Curso de Férias em Espectroscopia Óptica Avançada: Teoria e Prática – Uma iniciativa muito positiva no IFSC/USP

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), através do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CePOF – CEPIx USP e INCT CNPq), realizou, entre os dias 2 e 13 deste mês de fevereiro, o “Curso de Férias em Espectroscopia Óptica Avançada – Teoria e Prática”, iniciativa que reuniu, principalmente, alunos de graduação interessados em aprofundar os seus conhecimentos em uma das áreas centrais da pesquisa científica moderna.

Com mais de oitenta alunos inscritos, foram selecionados vinte jovens que participaram de atividades que ocorreram diariamente em dois períodos, pela manhã e à tarde, totalizando quatro horas de aulas e práticas laboratoriais por dia.

Durante o curso, os participantes revisaram conceitos fundamentais sobre a interação entre luz e matéria, abordando, entre outros temas, dos fundamentos clássicos aos aspectos quânticos, incluindo atividades práticas com técnicas consideradas essenciais na área, como absorção UV-Vis, emissão óptica e fluorescência molecular, além do uso de instrumentação avançada, como, por exemplo, monocromadores, espectrômetros e sistemas de aquisição em diferentes configurações experimentais.

Os participantes ainda tiveram contato com métodos modernos de análise, como medidas de tempo de vida, TCSPC, espectroscopia Raman e FTIR, espalhamento elástico e inelástico, técnicas de polarização e processos multifóton.

Preparando os estudantes para os desafios da ciência

Com o objetivo de proporcionar uma experiência próxima da realidade científica, preparando estudantes para aplicar as ferramentas aprendidas em projetos de iniciação científica e pesquisas em laboratórios especializados, a iniciativa reuniu não só alunos de graduação do próprio IFSC/USP, como também outros oriundos de outras unidades da USP São Carlos, da UNESP e UFSCar.

Aula com o Prof. Dr. Francisco Eduardo Gontijo Guimarães (IFSC/USP)

Pedro Krauss

Pedro Kraus, oriundo de Campo Grande (MS) e aluno do último ano do Bacharelado em Física (IFSC/USP), não hesitou em se inscrever no curso. “Estou investindo muito em óptica e fotônica, inclusive estou a fazer iniciação científica nessa área, e estou trabalhando principalmente em espectroscopia. Dessa forma, entendi que participar deste curso seria muito útil, atendendo a que estou trabalhando a fundo na espectroscopia óptica durante este semestre. Em relação ao conteúdo do curso, está sendo diferente do que eu esperava, no sentido positivo, já que participei de inúmeros experimentos que para mim foram novidade, além de várias informações muito valiosas”, destaca o aluno.

Júlia Bernardes Coelho, oriunda de Araguari (MG) está cursando o 3º ano do Bacharelado em Física Biomolecular também no IFSC/USP. “Eu sempre vejo na minha iniciação científica os meus colegas trabalhando com espectroscopia e eu não entendia direito todo esse processo, nem entendia a importância que ela tinha como um método analítico para estudar as interações entre a matéria e a radiação. Quando eu soube que ia ter este curso e que a programação seria teórica e prática, achei que seria uma ótima oportunidade para ficar por dentro dessa área e tirar todas as dúvidas”, pontua a aluna.

Segundo o Prof. Sebastião Pratavieira, “Este foi o primeiro curso desse tipo que oferecemos, que acabou sendo um aprendizado também para nós, docentes — tanto na organização quanto em entender melhor o que funciona para os alunos quando juntamos teoria com prática de laboratório”, relata o docente, acrescentando que a espectroscopia óptica é uma área muito ampla, com muitas técnicas e aplicações diferentes.

Júlia Bernardes Coelho

“No IFSC/USP temos várias linhas de pesquisa, básicas e aplicadas, que dependem diretamente dessas ferramentas. Então faz bastante sentido criar um curso de férias que apresente esse “panorama” e, ao mesmo tempo, coloque os estudantes para medir, analisar e interpretar dados de verdade. Além disso, nossos laboratórios de ensino já contam com diversos experimentos e instrumentação que permitem esse tipo de atividade prática, e foi muito bom poder usar essa estrutura para aproximar os participantes do cotidiano de um laboratório de pesquisa”, conclui o professor.

A expectativa é que cada aluno tenha saído dessa iniciativa com algo realmente útil, com uma base mais sólida, mais segurança para lidar com instrumentação e, principalmente, uma visão mais clara de como essas técnicas entram na formação.

Ao final, os participantes receberam certificados emitidos pela USP, reconhecendo a formação complementar obtida durante este curso, que teve como professores: Sebastião Pratavieira, Euclydes Marega Junior, Vanderlei Salvador Bagnato e Francisco Eduardo Gontijo Guimarães.

Esta é uma iniciativa que certamente poderá ser realizada anualmente.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

9 de março de 2026

Revisão harmoniza teoria e experimento no cálculo do momento magnético do múon

O enorme ímã supercondutor de quase 15 metros de diâmetro do experimento “Múon g-2” sendo transportado inteiro do Brookhaven National Laboratory para o Fermilab. A operação, apelidada de “The Big Move”, percorreu cerca de 5.100 km em 35 dias, combinando transporte rodoviário noturno e transporte marítimo e fluvial (imagem: Fermilab) (Agência FAPESP)

Artigo assinado por centenas de pesquisadores mostra que a discrepância histórica entre a previsão teórica e os dados experimentais praticamente desapareceu; resultado é fundamental para validação do Modelo Padrão da Física de Partículas

Ao longo dos últimos anos, o chamado “momento magnético anômalo do múon”, representado pela fórmula “g-2”, foi objeto de um intenso debate no campo da física de partículas. Diferenças entre o número medido em laboratório e o calculado no Modelo Padrão foram interpretadas como possíveis sinais de fenômenos ainda desconhecidos, não incorporados pela teoria. Agora, uma revisão internacional, que mobilizou centenas de pesquisadores do mundo todo, concluiu que, com os cálculos e os experimentos atuais, a discrepância praticamente desapareceu, dentro da margem de erro. Artigo a respeito foi publicado no periódico Physics Reports.

“A mensagem mais importante da revisão, que expressa o consenso atual, é que aquela grande discrepância registrada no passado aparentemente não existe, segundo os dados e os cálculos mais recentes. Ainda sobrevivem tensões a serem investigadas, mas os resultados apontam para o acordo entre teoria e experimento”, diz Diogo Boito, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP). Com sua aluna Cristiane Yumi Mise London, doutoranda no IFSC-USP, Boito participou da revisão e foi um dos autores do capítulo 4 do artigo.

O múon é uma partícula elementar da classe dos léptons. Esta engloba três partículas eletricamente carregadas e com carga igual a “-1” (o elétron, o múon e o tau) e três partículas neutras (o neutrino do elétron, o neutrino do múon e o neutrino do tau). No contexto terrestre, o múon surge principalmente quando raios cósmicos colidem com núcleos da atmosfera ou em colisões artificiais produzidas em laboratório pelos grandes aceleradores de partículas. Como possui massa cerca de 207 vezes maior do que a do elétron, o múon é instável e decai no elétron por meio da interação fraca. Seu tempo próprio de vida é de aproximadamente 2,2 microssegundos. Porém, pelo fato de viajar em velocidades próximas à da luz, ele sofre o efeito da dilatação do tempo, formulada pela Teoria Especial da Relatividade. De modo que, para o observador externo, seu tempo de vida pode se prolongar por dezenas e até centenas de microssegundos – o suficiente para que um grande número de múons possa atravessar toda a atmosfera e alcançar a superfície da Terra.

Como tem carga elétrica e é dotado de spin, o múon comporta-se como um pequeno ímã – vale dizer que possui um momento magnético, que quantifica sua interação com um campo magnético externo por meio de uma constante conhecida como “g”. O valor teórico do momento magnético no contexto relativístico é obtido a partir da equação de Dirac (formulada pelo físico inglês Paul Dirac, 1902-1984, Prêmio Nobel de Física de 1933, um dos fundadores da mecânica e da eletrodinâmica quânticas) e o resultado é “g = 2”. Porém o momento magnético real nunca tem “g” igual a 2, porque o múon jamais aparece sozinho, mas está sempre rodeado de campos quânticos nos quais todo tipo de partícula pode se manifestar e efetivamente se manifesta.

“O campo magnético não ‘enxerga’ apenas a partícula isolada. Ele ‘enxerga’ toda essa nuvem na qual a partícula se encontra imersa. E nessa nuvem tem de tudo”, afirma Boito. “Por isso, o ‘g-2’, o momento magnético anômalo do múon, constitui um extraordinário recurso para testar o Modelo Padrão. Se a medida de ‘g-2’ obtida experimentalmente e a medida calculada a partir da teoria coincidem, isso representa uma importante validação do Modelo Padrão. Mas se existe uma discrepância entre os dois valores, como parecia existir, a conclusão seria a de que alguma coisa não prevista pelo Modelo Padrão poderia estar ocorrendo”, ele explica.

Essa “coisa não prevista” a que se refere o pesquisador poderia ser matéria escura, outras formas do bóson de Higgs ou, até mesmo, outras forças diferentes das quatro forças conhecidas (gravitacional, eletromagnética, forte e fraca). Em resumo: “coisas” que não estão contempladas pelo Modelo Padrão. “Daí a importância de medir e calcular esse número com extrema precisão”, comenta Boito.

As medições experimentais mais recentes foram realizadas no Fermi National Accelerator Laboratory, o Fermilab, um dos principais laboratórios de física de partículas do mundo, localizado no Estado de Illinois (EUA), em continuidade a medições anteriores feitas no Brookhaven National Laboratory, no Estado de Nova York.

No experimento são utilizados principalmente múons positivos, que são produzidos e colocados para circular em um anel magnético extremamente uniforme, com cerca de 14,2 metros de diâmetro. Enquanto circulam em velocidades próximas à da luz, os múons decaem por interação fraca e produzem pósitrons (elétrons positivos), que escapam da órbita do feixe e atingem os detectores instalados ao redor do anel. Esses pósitrons são emitidos com maior probabilidade na direção e sentido do spin. Se o momento magnético do múon fosse exatamente 2, como manda a teoria, os impactos produzidos nos detectores formariam uma linha contínua de altura invariável. Porém, como existe uma diferença entre o valor real e 2, isto é, o “g-2”, tal fato causa uma precessão do spin, um bamboleio semelhante ao do pião, que faz com que os impactos subam e desçam periodicamente. É exatamente esse sobe e desce que permite medir, com extrema precisão, o valor de “g-2”.

O experimento do Fermilab não é inteiramente novo: ele aproveitou o anel magnético que já existia no Brookhaven. Foi montada uma operação com logística extraordinária para levar o anel inteiro, sem desmontar, de um laboratório a outro. O transporte não foi feito por rodovia, diretamente de Nova York para Illinois. Mas percorreu cerca de 5,1 mil quilômetros em aproximadamente 35 dias, combinando transporte rodoviário noturno em caminhões especiais na saída de Brookhaven e na chegada ao Fermilab, e um longo trecho marítimo e fluvial em barcaça ao longo da costa leste dos Estados Unidos, contornando a Flórida e subindo pelo sistema de rios até Illinois.

Em 2021 e 2023, os primeiros resultados do Fermilab confirmaram os valores obtidos no Brookhaven. E os resultados de 2025, que encerraram o ciclo experimental, alcançaram muito mais precisão, mas não mudaram substancialmente os números anteriores. Ficou claro que os valores experimentais eram muito sólidos. Se havia discrepância com relação aos resultados obtidos a partir da teoria, isso se devia a uma deficiência destes últimos. Foi o que a nova revisão demonstrou. Levando em conta tanto os dados experimentais atualizados quanto avanços significativos nos cálculos teóricos, a revisão concluiu que as diferenças entre teoria e experimento caíram para um nível estatisticamente não significativo. Em outras palavras: com os números atuais, não há evidência que corrobore a necessidade de uma nova física, para além do Modelo Padrão.

Prof. Dr. Diogo Boito (IFSC/USP)

“A dificuldade dos cálculos teóricos se deve ao fato de que a interação do múon com o campo magnético recebe contribuições de todas as partículas previstas pelo Modelo Padrão. Parte dessas contribuições – associada ao elétron, ao fóton e aos bósons eletrofracos – pode ser calculada com métodos analíticos altamente precisos. Por assim dizer, com papel e lápis”, sublinha Boito.

“Porém, mesmo em relação às contribuições que podem ser tratadas analiticamente, como essas determinadas pela eletrodinâmica quântica, o cálculo do ‘g-2’ exige considerar uma série de correções sucessivas. A correção de primeira ordem, associada à troca virtual de um fóton, foi calculada por Julian Schwinger em 1948. Correções de ordens superiores envolvem processos mais complexos, como o fóton transformando-se temporariamente em pares elétron-pósitron antes de ser reabsorvido. À medida que se consideram ordens cada vez mais altas, surgem diagramas com múltiplos pares virtuais, mas cada novo termo contribui progressivamente menos para o resultado final, o que permite que possam ser suprimidos. Ainda assim, para se alcançar a precisão atual, calculada até a quinta ordem, foi necessário um esforço que levou mais de meio século para ser completado.”

“Hoje, o maior desafio está em outro setor, aquele governado pela força forte, que envolve quarks e glúons, os constituintes dos prótons e nêutrons. Essa interação é descrita pela cromodinâmica quântica [QCD, da expressão em inglês quantum chromodynamics], que é uma teoria matematicamente complexa”, afirma Boito. Durante um bom tempo, a estratégia principal para estimar a contribuição dos quarks ao “g-2” foi indireta. Em vez de calculá-la diretamente a partir da QCD, os físicos recorriam a outro método rigoroso, porém baseado em medições experimentais obtidas em aceleradores, nas quais elétrons e pósitrons colidem e se transformam em hádrons. Esses dados de colisões são então inseridos em relações matemáticas que permitem reconstruir a contribuição hadrônica ao “g-2”, sem cálculos fundamentais em QCD, que seriam impraticáveis. Trata-se do chamado “método baseado em dados”, que possibilita contornar as dificuldades matemáticas da QCD, mas que levou a grandes discrepâncias com os dados experimentais de “g-2″.

Uma nova estratégia teórica e recursos computacionais muito mais robustos abriram caminho para a solução do conflito. “Nos últimos anos, ganhou protagonismo uma abordagem chamada de “cromodinâmica quântica na rede”, ou lattice QCD. Nesse método, o espaço-tempo não é tratado como contínuo, mas como um conjunto de pontos discretos formando um reticulado – análogo à rede cristalina de um sólido. Essa discretização transforma o problema teórico em algo que pode ser tratado numericamente: em vez de lidar com as infinitas possibilidades de um espaço-tempo contínuo, os cálculos passam a ocorrer em um volume finito, com espaçamento mínimo entre os pontos. Isso torna viável simular a dinâmica dos quarks e glúons em supercomputadores. O objetivo é aproximar cada vez mais essa rede do espaço-tempo real, reduzindo o espaçamento entre os pontos e aumentando o volume simulado, até que os resultados possam ser extrapolados para o mundo físico”, informa o pesquisador.

Na QCD na rede, não se resolve diretamente uma equação analítica para obter o resultado final. O procedimento é diferente: define-se a intensidade das interações fundamentais entre quarks e glúons, distribuem-se essas partículas sobre o reticulado e deixa-se o sistema evoluir numericamente, segundo as regras da teoria, usando uma técnica estatística conhecida como Método de Monte Carlo (devido aos famosos cassinos daquela cidade).

Vale ressalvar que a descrição popular segundo a qual o múon estaria rodeado por uma “nuvem de partículas virtuais” não é o ponto de partida dos cálculos, mas uma forma posterior de interpretar os resultados. Os físicos começam com expressões rigorosamente quantitativas fornecidas pela teoria quântica de campos e só depois procuram traduzi-las em imagens intuitivas. A noção de nuvem é, portanto, uma metáfora pedagógica para representar uma série de correções calculadas termo a termo, não algo que seja contado diretamente como um número fixo de partículas ao redor do múon.

Para efeito de comparação, o melhor valor experimental obtido para “(g-2)/2” pelo Fermilab foi 0,001165920705±0,000000000148. Pelo método de QCD na rede, chegou-se ao número 0,00116592033±0,00000000062. A diferença entre eles, da ordem de 3,8×10^(-10), não é estatisticamente significativa.

Novas medidas de colisões elétron-pósitron no acelerador VEPP-2000 em Novosibirsk, na Sibéria, feitas pelo experimento CMD-3 em 2023, levam a resultados que, com o “método baseado em dados”, são muito próximos aos obtidos com a “QCD na rede” e em bom acordo com os experimentos de “g-2”. Este resultado difere daqueles anteriormente alcançados com esse método e indica que algumas das medidas de colisões elétron-pósitron mais antigas podem ter algum problema, ou ter sua incerteza subestimada. As medidas anteriores estão sendo cuidadosamente investigadas para que se chegue a um diagnóstico final. E novos experimentos, como o BES-III, na China, continuam medindo colisões elétron-pósitron. No momento, segundo os autores da revisão, os cálculos utilizando “QCD na rede” atingiram um nível de precisão suficiente para que sejam mais confiáveis, substituindo o método anterior na parte mais crítica do cálculo, mas os resultados obtidos com o “método baseado em dados” precisam ser mais bem entendidos para se chegar a um veredito final.

A revisão é fruto de um esforço internacional coordenado, resultante da chamada Muon g-2 Theory Initiative, criada em 2017 para coordenar a comunidade de pesquisadores envolvidos no assunto. O grupo organiza workshops regulares e publica relatórios de consenso – conhecidos como White Papers – reunindo os melhores resultados disponíveis em cada momento. A nova edição incorpora centenas de estudos recentes, revisões metodológicas e atualizações experimentais, além de avanços em ferramentas computacionais. Participam do trabalho instituições da Europa, Ásia, América do Norte e América Latina. O Brasil aparece por meio de pesquisadores ligados ao IFSC-USP.

A participação brasileira foi apoiada pela FAPESP por meio de Auxílio a Jovens Pesquisadores-Fase 2, concedido a Boito; e de bolsas de Doutorado e de Estágio de Pesquisa no Exterior, concedidas a London.

O artigo The anomalous magnetic moment of the muon in the Standard Model: an unpdate pode ser lido em: sciencedirect.com/science/article/pii/S0370157325002157.

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

6 de março de 2026

A incerteza de medição – Cientista do IFSC/USP contribui no debate sobre um conceito fundamental da Metrologia

Pode parecer um tema distante do cotidiano, mas a forma como definimos a “incerteza de medição” influencia desde exames laboratoriais até a fabricação de peças de avião. Um novo artigo científico trouxe esse assunto para o centro de um debate internacional ao questionar uma mudança proposta para um dos principais guias de metrologia do mundo. 

O texto, assinado por pesquisadores da Itália, Reino Unido, Suécia, Bélgica e Brasil, foi publicado na revista Metrologia e discute como se deve entender a incerteza associada a qualquer resultado de medição — seja a temperatura de um paciente, a concentração de um medicamento ou a espessura de um componente industrial. 

Medir nunca é perfeito

Toda medição tem algum grau de dúvida. Nenhum instrumento é absolutamente exato, e o próprio objeto medido pode variar. É por isso que, junto com o valor medido, cientistas informam também a incerteza de medição — um indicador da qualidade e da confiabilidade daquele resultado.

Por décadas, o principal documento internacional sobre o tema, o Guia para a Expressão da Incerteza de Medição (GUM), tratou essa incerteza como algo que pode ser descrito por números e modelos matemáticos. Em termos simples, é uma forma de dizer: “o valor mais provável é este, mas ele pode variar dentro desta faixa”. 

Essa abordagem é prática e operacional. Ela permite comparar resultados entre laboratórios, verificar a qualidade de processos industriais e garantir que medições feitas em países diferentes sejam compatíveis.

A nova proposta muda o foco

A controvérsia surgiu porque uma publicação mais recente ligada ao GUM apresentou outra forma de definir a incerteza de medição. Nessa nova visão, a incerteza de medição passa a ser descrita como a dúvida que ainda existe sobre o valor verdadeiro daquilo que foi medido. 

À primeira vista, isso pode parecer apenas uma mudança de palavras. Mas os autores do artigo alertam que é uma mudança bem mais profunda.

Segundo eles, a definição tradicional tratava a incerteza de medição como uma entidade matemática — algo que pode ser calculado, modelado e comunicado de forma objetiva. Já a nova definição a aproxima de um estado de dúvida, algo mais ligado à interpretação humana do que a uma quantidade formal. 

Os cientistas argumentam que, na prática da metrologia, profissionais precisam de ferramentas quantitativas. Laboratórios constroem compilações de incerteza de medição, usam distribuições estatísticas e calculam intervalos numéricos. Transformar a incerteza de medição principalmente em “dúvida” pode enfraquecer essa base técnica.

Prof. Dr. Daniel Varela Magalhães (IFSC/USP)

Além disso, a nova definição coloca no centro a ideia de um “valor verdadeiro” da grandeza medida. O problema é que, em muitas situações reais, esse valor único e perfeitamente definido simplesmente não existe.

Por exemplo: ao medir a temperatura de uma sala, qual é o valor verdadeiro? Ele varia de ponto a ponto e de segundo a segundo. O próprio modo como definimos o que está sendo medido já traz uma variação embutida. Os autores lembram que esse tipo de situação é comum e faz parte da prática normal das medições. 

Se a incerteza de medição for vinculada apenas à dúvida sobre um único valor verdadeiro, ela pode deixar de representar bem esses casos mais complexos.

Os autores não defendem que tudo permaneça como está. Eles reconhecem que o conceito tradicional pode ser ampliado para lidar melhor com situações modernas, como medições com muitos parâmetros ou métodos estatísticos mais avançados.

O ponto central, porém, é que a evolução deveria acontecer por ampliação e ajuste, e não por uma troca completa de base conceitual. Para eles, mudar a natureza da incerteza de medição — de algo matemático para algo principalmente psicológico — quebra uma continuidade de mais de 30 anos de prática científica internacional. 

Essa continuidade é importante porque a metrologia sustenta sistemas de qualidade, normas técnicas e acordos internacionais. Uma redefinição brusca pode gerar interpretações diferentes entre países e setores, afetando a comparabilidade de resultados.

Um debate com impacto no mundo real

Embora pareça filosófico, o debate tem consequências práticas. A definição de incerteza de medição influencia:

*Certificações de laboratórios;

*Controle de qualidade industrial;

*Regulamentações técnicas;

*Comércio internacional de produtos que dependem de medições confiáveis;

Se dois países entendem “incerteza de medição” de maneiras diferentes, podem surgir conflitos na aceitação de resultados e produtos.

No fundo, a discussão gira em torno de uma escolha conceitual importante: a incerteza de medição deve ser tratada principalmente como um número que descreve a variação possível de um resultado, ou como uma dúvida sobre um valor verdadeiro que nunca conhecemos completamente?

O artigo defende que a primeira visão — matemática, operacional e já amplamente usada — continua sendo a mais útil e inclusiva. A decisão final, porém, dependerá do debate dentro da comunidade internacional de metrologia nos próximos anos. 

Para o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Daniel Varela Magalhães, um dos autores do artigo “O resultado do debate, no futuro, tende a ser refinado e, provavelmente, indicar possíveis nuances, a depender do tipo de medição ou verificação que está sendo realizada. A discussão atual gira em torno de uma definição a ser adotada pelo Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM), que tem como característica definições diretas, incisivas, não tendo muito espaço para uma discussão mais profunda de todas essas nuances”, sublinha o pesquisador.

Confira AQUI o original do artigo publicado na revista “Metrologia”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

4 de março de 2026

Em poucos minutos – Sensor biodegradável detecta presença de agrotóxicos em alimentos

Créditos – “Jornal USP”

Pesquisadores do IFSC/USP, em colaboração com colegas da Embrapa Instrumentação, Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP) e da Universidade Federal de Viçosa (MG), desenvolveram um sensor flexível e biodegradável capaz de identificar resíduos de agrotóxicos diretamente na superfície de frutas, verduras e até em amostras de água e saliva. A tecnologia, que pode ser conectada a celulares ou computadores, permite análises rápidas no próprio local — sem a necessidade de laboratórios ou equipamentos complexos.

O dispositivo funciona como uma espécie de “adesivo inteligente” que pode ser colocado sobre a casca dos alimentos ou de folhas de plantas. Em menos de quatro minutos, ele detecta simultaneamente três pesticidas comuns — diquat, carbendazim e difenilamina — usando apenas uma pequena gota de amostra. Segundo o estudo, o teste completo leva cerca de 3 minutos e 28 segundos.

Uma alternativa aos testes tradicionais

Hoje, a verificação de resíduos químicos costuma depender de análises laboratoriais caras, demoradas e feitas por especialistas, dificultando o monitoramento frequente e em tempo real. O novo sensor foi criado justamente para suprir essa lacuna, permitindo medições rápidas diretamente no campo, em feiras, mercados ou pontos de produção.

Os autores desta pesquisa, publicada na revista científica internacional “Biosensors and Bioelectronics: X”, destacam que a ferramenta pode ajudar agricultores e autoridades a tomar decisões imediatas sobre segurança alimentar e uso de defensivos agrícolas.

Arquivo pessoal

Este sensor é produzido com um material derivado de plantas, semelhante a um plástico natural, que se decompõe no ambiente. Esse suporte é leve, flexível e capaz de se adaptar a superfícies curvas, como cascas de frutas. Quando combinado com glicerol, o material se degrada completamente no solo em cerca de 240 dias.

Dr. Paulo A. Raymundo-Pereira (IFSC/USP)

Além disso, o custo estimado de produção é inferior a 8 centavos de dólar por unidade, o que pode viabilizar o uso em larga escala, inclusive como dispositivo descartável.

Nos testes, o equipamento conseguiu identificar pequenas quantidades de pesticidas com precisão e sem interferência de outras substâncias comuns, como sais ou açúcares. Também demonstrou resistência física, ou seja, continuou funcionando mesmo após ser dobrado repetidas vezes, o que é essencial para aplicação em superfícies irregulares.

O sensor mostrou boa repetibilidade — ou seja, diferentes unidades forneceram resultados semelhantes — característica importante para dispositivos descartáveis.

Impacto potencial na agricultura e na saúde

A tecnologia pode contribuir para uma agricultura mais eficiente e segura.

Estima-se que doenças de plantas causem perdas de até 40% da produção agrícola mundial, com prejuízos superiores a 220 bilhões de dólares por ano. Nesse contexto, ferramentas que monitorem rapidamente a presença de químicos ajudam a equilibrar produtividade e segurança alimentar.

O cientista do IFSC/USP, Dr. Paulo A. Raymundo-Pereira, um dos autores do estudo, confirma que o sensor abre caminho para uma nova geração de dispositivos portáteis capazes de funcionar como “laboratórios no campo”, permitindo análises rápidas, simples e acessíveis sem danificar os alimentos.

Confira AQUI o artigo original deste estudo.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

4 de março de 2026

IFSC/USP realiza Aula Magna para seus calouros com o Prof. Dr. Jerson Lima Silva

Plateia no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”

O IFSC/USP organizou no dia 26 do corrente mês uma Aula Magna especialmente dedicada aos seus calouros com a presença do Prof. Dr. Jerson Lima Silva, docente do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis – CCS Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), subordinada ao tema “Do Invisível à Vida: A Física da Estrutura, da Complexidade e da Doença”.

Sublinhe-se que uma Aula Magna tem um papel simbólico e prático bastante importante para os alunos que estão ingressando no ensino superior. Ela não é apenas uma palestra inaugural, mas um momento de transição entre a vida escolar e a vida acadêmica. A Aula Magna funciona como um rito de passagem, marcando oficialmente o começo da jornada acadêmica, e ajudando os estudantes a perceberem que entraram em uma nova etapa de suas vidas, com mais autonomia, responsabilidades e oportunidades.

Coube ao Diretor do IFSC/USP, Prof. Dr. Adriano Andricopulo, dar as boas-vindas aos ingressantes no Instituto e sublinhar a importância dessa Aula Magna para cada um deles, apresentando, na sequência, o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Glaucius Oliva, que fez a introdução ao Prof. Dr. Jerson Lima Silva.

O palestrante recebeu o título de Doutor em Biofísica no ano de 1987 – Instituto de Biofísica (UFRJ). Ele é Professor Titular no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ desde 1997, Diretor Fundador do Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas desde 1998 e Pesquisador do Instituto DOr de Pesquisa e Ensino (IDOR) (2025).

Perfeita interação com a plateia, majoritariamente constituída por calouros

O professor é pesquisador bolsista (nível 1A) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desde 1987, e membro efetivo da Academia Brasileira de Ciências,  da Academia Mundial de Ciências (TWAS) – para o Avanço da Ciência em Países em Desenvolvimento e membro titular da Academia Nacional de Medicina.

O ministrante da Aula Magna, Prof. Dr. Jerson Lima Silva, junto com o Diretor do IFSC/USP, Prof. Dr. Adriano Andricopulo

Dentre os principais prêmios e distinções estão os da Fundação John Simon Guggenheim (1991); da International European Economic Community (1991); Prêmio Sendas em Doenças Infecciosas de Crianças (compartilhado) (1995); Howard Hughes Medical Institute (1997-2002); Prêmio Nacional Unibanco em Medicina (compartilhado) (1998); Auxílio Núcleos de Excelência do Ministério da Ciência e Tecnologia (1998); Cientista do Estado do Rio de Janeiro em 2000-2022; Ordem Nacional do Mérito Científico concedido pela Presidência da República do Brasil na classe de Comendador (2002) e na classe de Grã-Cruz (2009); Prêmio da Academia Mundial de Ciências (TWAS) de Biologia TWAS Award in Biology (2006); Prêmio FCW 2009 em Ciência e Cultura da Fundação Conrado Wessel (2010); Prêmio Faz Diferença – Ciência/Saúde (2012) do Jornal O GLOBO; Gregorio Weber Award da American Biophysical Society (2018); Medalha Vital Brazil (2021); Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia (2022), Medalha Darcy Ribeiro (UENF – 2024), Prêmio SBBq – Leopoldo de Meis (2025), entre outros.

O laboratório do Prof. Jerson Silva tem prestado contribuição expressiva ao campo da biologia estrutural, enovelamento protéico, montagem viral e no entendimento dos mecanismos responsáveis pelo dobramento errado de proteínas, importante em muitas doenças humanas, que incluem Cancer, doenças de príons e doença de Parkinson.

O palestrante é Diretor Fundador do Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas (CNRMN – UFRJ), principal centro da América Latina aparelhado com equipamentos de ressonância magnética nuclear (RMN) de alto campo (900, 800, 700, 600, 500 e 400 MHz), tendo igualmente coordenado o Instituto Milênio de Biologia Estrutural em Biomedicina e Biotecnologia (IMBEBB) apoiado pelo CNPq (2005-2008) e coordena o INCT de Biologia Estrutural e Bioimagem desde 2008.

Jerson Lima Silva também atuou como Diretor Científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) entre 2003 e 2018, e como Presidente desta fundação entre 2019 e 2024.

O Diretor do IFSC/USP, Prof. Adriano Andricopulo, junto ao palestrante e ao Prof. Glaucius Oliva, restantes docentes e calouros que participaram da Aula Magna

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de março de 2026

Calouros de 2026 têm primeiro contato com o IFSC/USP

Diretor do IFSC/USP – Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo

Depois da comemoração conjunta do ingresso de cerca de mil calouros na USP de São Carlos, um importante evento que ocorreu no período da manhã do dia 23 de fevereiro, a tarde desse mesmo dia foi dedicada a que os jovens alunos, devidamente acompanhados por veteranos, partissem em visita ao campus e à descoberta de seus institutos.

Os calouros do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e seus familiares foram recebidos e saudados no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” pelos Diretor e Vice-Diretor do Instituto, Profs. Drs. Adriano Andricopulo e Luís Gustavo Marcassa, estando presentes na plateia os Coordenadores dos cursos do IFSC/USP – Profs. Drs. João Renato – Bacharelado em Física Biomolecular; Gonzalo Trevieso – Bacharelado em Física Computacional e Paulo Barbeitas Miranda – Bacharelado em Física, contando-se também com o Curso Interunidades de Licenciatura em Ciências Exatas, que congrega o Instituto de Física de São Carlos, o Instituto de Química de São Carlos e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação.

Hoje o futuro ingressa na USP

Na sua mensagem aos calouros, o Diretor do IFSC/USP, Prof. Dr. Adriano Andricopulo, sublinhou as características do IFSC/USP, uma comunidade de docentes, alunos e funcionários dedicada a fazer boa ciência, formar com excelência e servir a sociedade, com respeito às pessoas e com um compromisso com sua missão pública.

Professores, calouros e familiares reunidos no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”

Vice-Diretor do IFSC/USP – Prof. Dr. Luís Gustavo Marcassa repassando informações preciosas aos calouros

O Diretor do IFSC/USP sublinhou, em sua intervenção, que “Hoje o futuro ingressa na USP”, representado por todos os alunos ingressantes na Universidade de São Paulo (11 mil) e que irão se confrontar com os grande desafios que estão colocados no Século XXI – saúde, energia, habitação, segurança, ambiente, mudanças climáticas, etc.. “Vocês irão continuar a trilha do nosso Instituto mantida ao longo de sua história que está marcada pela excelência no ensino, na pesquisa, na inovação e na extensão universitária”, destacou Adriano Andricopulo, acrescentando que toda essa experiência ao longo de quatro anos irá amadurecer o olhar acadêmico, científico e social dos jovens alunos.

Em seu improviso, o Diretor do IFSC/USP chamou a atenção dos calouros para o compromisso que todos passariam a ter a partir daquele momento – responsabilidade. “A responsabilidade que todos nós temos e e que vocês passam a ter também a partir de hoje, é o compromisso do dia-a-dia da vida acadêmica. Por isso, vocês têm que se dedicar aos cursos, têm que estudar, têm que interagir com os professores, com os coordenadores aqui presentes e com os seus colegas. Todos nós, professores, estamos à disposição de vocês para conversas francas, para construção conjunta de soluções, para verificar onde podemos melhorar e onde podemos ajudar todos vocês. Quem tiver dificuldades deverá se aproximar de nós, mesmo em questões pessoais para que possamos atuar. Nós estamos aqui exatamente para isso, para construir uma comunidade, para que vocês possam se integrar.” Dentro dessa ideia, desse compromisso, dessa responsabilidade e seriedade,  a mensagem do Diretor do IFSC/USP foi no sentido de que a missão maior é formar, em prol do desenvolvimento do Brasil, os melhores profissionais nos cursos de bacharelado de um dos mais conceituados institutos pertencentes à melhor universidade do País e da América Latina – a Universidade de São Paulo.

Diante do futuro com o privilégio de saudá-lo

Palavras do Diretor do IFSC/USP geraram confiança entre os calouros

Todos os anos, com a entrada de novos alunos, e ao olharmos para os rostos novos, percebemos que cada estudante deposita uma confiança silenciosa, a confiança de que encontrará um ambiente que estimule o pensamento crítico, a criatividade e a liberdade intelectual. De fato, o início de um ciclo acadêmico traz uma energia particular, quase elétrica. Os calouros representam renovação, com novas perguntas, novas perspectivas, novas inquietações.

Para os dirigentes, sua esperança não é apenas que os seus alunos se formem, mas que se tornem pessoas capazes de contribuir para a sociedade com ética, sensibilidade e inteligência. Ao lhes darem as boas-vindas, os dirigentes do IFSC/USP não estão apenas abrindo as portas do instituto – eles estão simbolicamente abrindo caminhos, pois eles entendem que, naquele instante, estão diante do futuro e têm o privilégio de saudá-lo.

Este encontro terminou com um pequeno coffee-break de confraternização.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

26 de fevereiro de 2026

Perto de 11 mil alunos entram na USP – Só na USP São Carlos ingressaram cerca de mil estudantes

Participação do Centro de Robótica da USP

O passado dia 23 de fevereiro foi marcado pela “Abertura Conjunta da Semana de Recepção aos Calouros do Campus USP de São Carlos 2026”, numa acolhida aos cerca de mil alunos que ingressaram na USP São Carlos para frequentarem os 23 cursos disponíveis no Campus.

O evento ocorreu no período da manhã nas instalações do Centro de Educação Física, Esportes e Recreação do Campus USP São Carlos (CEFER), sob o tema “É sua vez de voar mais alto”, que usou pássaros geométricos coloridos como assinatura, uma campanha idealizada por estudantes da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

Uma divertida demonstração de robôs do Centro de Robótica da USP deu as boas-vindas aos calouros tendo-se seguido uma apresentação do Coral da USP São Carlos com mais uma fantástica apresentação, sob a batuta do Maestro Sergio Alberto de Oliveira, e no âmbito do início do evento foi exibido um vídeo de boas-vindas aos calouros de todos os campi com palavras dos recém-empossados Reitor e Vice-Reitora da USP, na circunstância os Profs. Drs. Aluísio Augusto Cotrim Segurado e Liedi Légi Bariani Bernucci. (Confira AQUI).

Marcaram presença neste evento, usando da palavra, as seguintes autoridades:

Prof. Dr. Marcos Garcia Neira – Pró-Reitor de Graduação pro tempore – USP;

Profª Drª Luciana Montanari – Presidente da Comissão de Graduação da Escola de Engenharia de São Carlos;

Prof. Dr. Paulo Sergio Lopes de Souza – Prefeito do Campus;

Prof. Dr. Hamilton Varela – Diretor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP);

Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo – Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP);

Prof. Dr. André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho – Diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP);

Prof. Dr. João Marques de Almeida Lopes – Diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP);

Prof. Dr. Fernando Martini Catalano – Diretor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP).

“Não faça a trajetória sozinho, faça a trajetória ao lado de um amigo seu, de uma colega sua”

Em seu discurso, o Pró-Reitor de Graduação da USP fez questão de lembrar que todas as condições que estão sendo oferecidas aos calouros são subsidiadas pelos impostos que são pagos por aquelas pessoas que talvez nunca tenham a oportunidade de aqui estar. “Então, é muito sério, isso nos responsabiliza para tudo o que fizermos deverá ser bem feito. Então, quero deixar essa mensagem; tudo o que vocês fizerem, por favor façam bem feito”.

Professores, calouros e seus familiares atentos às mensagens enviadas através dos discursos das autoridades acadêmicas

Uma outra recomendação feita pelo docente a todos os calouros foi de que todos os alunos irão conhecer várias atividades na Universidade e esse conhecimento mostrará como a USP é rica, variada, com recursos e com muitas possibilidades. “Mas não esqueçam que a coisa mais importante que vocês têm que fazer nesta universidade é estudar e vocês têm que ir às aulas. Têm que frequentar as aulas, acompanhar os professores e vocês irão ver aqui a experiência mais magnífica que poderão ter. Vocês serão alunos de qualidade e isso irá acontecer porque aqui os professores são da melhor qualidade”.

“Não faça a trajetória sozinho, realize-a ao lado de um amigo seu, de uma colega sua” (Pró-Reitor de Graduação pro tempore – Prof. Dr. Marcos Garcia Neira)

Outras recomendações do Pró-Reitor de Graduação foram para que os alunos aproveitem ao máximo os momentos nas salas de aula e em todos os momentos que eles participarem nas atividades paralelas que certamente acontecerão.

A necessidade de se fazer amigos na Universidade foi outro dos destaques apresentados pelo Prof. Marcos Garcia Neira, tendo sublinhado que a sobrevivência na Universidade e o percurso se tornam mais tranquilos se os alunos fizerem amigos. “Se ao seu lado, na sala de aula, na república ou na moradia encontrar alguém que você perceba que está precisando de uma palavra amiga, de um ombro, de uma conversa, de uma saída para espairecer, de um convite para dar uma volta, por favor, faça isso. Faça isso com o seu colega, com a sua colega e também aceite essa oferta de alguém que estiver ao seu lado e quiser também apresentar o ombro para você. Não faça a trajetória sozinho, faça a trajetória ao lado de um amigo seu, de uma amiga sua. Esta é uma trajetória acadêmica, uma trajetória que precisa ser feita de forma coletiva. Fica mais fácil, fica mais prazerosa e nesta Universidade vocês irão estabelecer os laços que vão durar para a vida toda”, pontuou o dirigente da USP.

No final de seu discurso, o Pró-Reitor de Graduação da USP pediu para que os calouros retribuam à sociedade tudo aquilo que ela irá depositar neles.

“Nós temos um país que exige que façamos melhor, que tenhamos um futuro mais promissor”

“Todos os grandes desafios que nós temos ao longo do século XXI, sejam eles na área de saúde, energia, habitação, segurança, ambiente, mudanças climáticas, todos eles requerem respostas da ciência (Prof. Dr. Adriano Andricopulo – Diretor do IFSC/USP)

No seu discurso, o recém-eleito Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, sublinhou o quão importante será a trajetória de cada um dos calouros a partir daquele momento. Será uma trajetória marcada por grandes desafios e por mudanças na vida de cada um dos alunos ao longo do curso, o que requer, acima de tudo, responsabilidade, compromisso e dedicação. “Aqui, quando falamos de ciência, de educação, inovação e de perspectivas de ter um futuro melhor, um futuro promissor e de carreiras que vão ser bem-sucedidas, certamente falando de Excelência”, pontuou o Diretor do IFSC/USP.

Para o Prof. Adriano Andricopulo, falar de problemas que certamente todos terão de enfrentar não é prazeroso e ele expressou isso mesmo em seu discurso de forma enfática. Na visão do Diretor do IFSC/USP, o que tem de se procurar são soluções cada vez melhores, mais eficazes e que possam contemplar o conjunto de coisas que existe na USP. “Vocês vão enfrentar ao longo desse caminho de formação um período com grande possibilidade de evolução, de conhecimento, experiência pessoal, experiência acadêmica. É para isso que estamos aqui, todos nós, ajudando e estando à disposição para colaborarmos ao longo desse período com cada um de vocês. Podem contar conosco”, afirmou o Prof. Adriano Andricopulo.

Ao destacar que o Brasil exige que se faça mais e melhor e que se possa vislumbrar um futuro mais promissor, o Diretor do IFSC/USP pontuou que “Todos os grandes desafios que nós temos ao longo do século XXI, sejam eles na área de saúde, energia, habitação, segurança, ambiente, mudanças climáticas, todos eles requerem respostas da ciência. Todos esses grandes temas que acabei de elencar são discutidos quando falamos de pesquisa, de possibilidades de ensino. Enfim, a USP está aqui para atender, para que possamos trabalhar juntos e construir um futuro melhor e que depende, essencialmente, de todos vocês. Sejam muito bem-vindos!”, finalizou o orador.

O evento terminou em festa com a atuação da “Bateria do CAASO”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP