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18 de abril de 2019

Carregando a bateria do celular no sapato enquanto caminha

O chamado Efeito Piezoelétrico é a propriedade que alguns materiais apresentam de se polarizarem ao serem pressionados mecanicamente.

Os exemplos mais corriqueiros são os conhecidos isqueiros eletrônicos, os tênis que acendem leds, ou os relógios de quartzo.

Por mais incrível que pareça, você pode, inclusive, colocar a bateria de seu celular no sapato e enquanto caminha, salta, corre ou dança, por exemplo, a bateria carrega automaticamente e estará pronta para ser usada novamente, em pouco tempo.

Quer saber como funciona tudo isso e muito mais? Assista ao programa “Oficiência” na TV-USP/CEPOF (Canal 10 da Net São Carlos) ou no Youtube, apresentado pelo docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Luiz Antônio de Oliveira Nunes.

Clique na imagem abaixo e assista ao Efeito Piezoelétrico.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

18 de abril de 2019

FAPESP apoia novas “Escolas São Paulo de Ciência Avançada”

A FAPESP anunciou recentemente uma nova chamada da modalidade Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), que oferece recursos para a organização de cursos de curta duração em pesquisa avançada nas diferentes áreas do conhecimento no Estado de São Paulo.

É a décima quinta chamada da modalidade, que tem periodicidade anual. Além de contribuir para o avanço do conhecimento e para a formação dos participantes, espera-se que os eventos apoiados contribuam para dar visibilidade à pesquisa, aos programas de doutorado e às oportunidades para estágios de pós-doutorado no Estado de São Paulo, em especial a candidatos de outros estados e países.

Cientistas com interesses profissionais comuns irão se reunir, por período de 10 a 14 dias, promovendo intensa discussão e análise dos aspectos mais avançados em seus campos de pesquisa.

Os professores que lecionarão as disciplinas nas escolas selecionadas deverão ser pesquisadores de excelente qualificação e destaque, incluindo cientistas estrangeiros convidados.

Os estudantes participantes devem estar matriculados em cursos de graduação ou pós-graduação no Brasil ou exterior, sendo potenciais candidatos a cursos de mestrado e doutorado ou a estágios de pós-doutorado em instituições de ensino superior e pesquisa no Estado de São Paulo. Também poderão ser aceitos alguns jovens doutores.

Espera-se que, entre os pesquisadores convidados para apresentar minicursos ou palestras, estejam cientistas de alta visibilidade mundial, evidenciada por meio de elementos como o recebimento de prêmios científicos de alto nível, publicações de impacto reconhecido pela comunidade da área, liderança em organizações de destaque internacional. Com isso busca-se oferecer aos estudantes participantes a oportunidade de conviver com destacados cientistas.

Os estudantes selecionados terão a oportunidade de apresentar, em sessões de pôsteres, os resultados de suas pesquisas, discutindo progressos com os cientistas participantes.

As Escolas São Paulo de Ciência Avançada oferecem meios de disseminação de informação e ideias de uma forma que não poderia ser obtida por meio de canais usuais de comunicação, como publicações científicas e apresentações em eventos científicos.

Na seleção, serão priorizadas propostas com temas não debatidos recentemente nas escolas selecionadas pela modalidade ESPCA.

Submissões serão recebidas até 9 de agosto de 2019, exclusivamente pelo Serviço de Apoio a Gestão (SAGe) da FAPESP.

Uma reunião aberta a interessados para esclarecimentos sobre a modalidade ESPCA e a chamada será realizada na sede da FAPESP, no dia 22 de maio.

Para conferir o conteúdo desta chamada, clique AQUI.

(Com informações da FAPESP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

18 de abril de 2019

CERT lança novos sistemas para facilitar o cotidiano dos docentes

A partir deste mês de abril, os professores da USP podem solicitar o credenciamento para atividades simultâneas e submeter os relatórios do estágio probatório de forma totalmente virtual. O novo sistema faz parte de uma iniciativa da Comissão Especial de Regimes de Trabalho (Cert), instância da Reitoria encarregada de analisar assuntos relacionados aos regimes de trabalho do corpo docente da Universidade.

“Os principais ganhos devem ser de agilidade e de eficiência e isso se refletirá também em economia de recursos, pois, anteriormente, o processo era feito somente em papel. Com a informatização, evita-se a impressão de grande quantidade de material, necessidade de transporte, além da otimização do trabalho dos membros e do corpo técnico da Cert”, destaca o presidente da Comissão e professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), Osvaldo Novais de Oliveira Junior.

Mensalmente, a Cert recebe cerca de 300 processos, entre pedidos de credenciamento para atividades simultâneas, análise de relatórios de estágios probatórios e pedidos de afastamento de longa duração. A demanda inicial para informatizar os procedimentos foi feita pelo ex-presidente da Cert, Luiz Nunes de Oliveira, que também é docente do IFSC e presidiu a Comissão até o início de 2017.

De acordo com o Estatuto do Docente da USP, o professor que trabalha em regime de dedicação integral à docência e pesquisa (RDIDP) poderá realizar atividades simultâneas, relacionadas a seu cargo, “visando à disseminação de conhecimentos à sociedade ou a colaboração com a Universidade, desde que não prejudique o desempenho regular da função e observadas as condições definidas na resolução que regulamenta o assunto”.

Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC/USP)

O estágio probatório se refere aos três anos iniciais de trabalho do professor após sua contratação. Ao término do segundo ano do exercício, o docente deverá apresentar um relatório das atividades desenvolvidas nesse período.

Gestão do processo

O novo sistema da Cert é composto por dois módulos e foi desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Informação de São Carlos (CeTI-SC), ligado à Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da Universidade. Durante um ano, as versões-piloto foram testadas na Faculdade de Saúde Pública (FSP) e no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC).

“Os módulos do Sistema Cert compõem os sistemas corporativos da USP e, portanto, foram desenvolvidos com a mesma tecnologia. Além do padrão de interface de utilização e a arquitetura de software serem os mesmos dos sistemas corporativos, os dados dos docentes são recuperados automaticamente das bases corporativas com a utilização da senha única dos usuários”, explica o superintendente da STI, João Eduardo Ferreira.

O diretor do CeTI-SC e professor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Adilson Gonzaga, acrescenta que os módulos foram desenvolvidos “de maneira não apenas a reproduzir o fluxo de um processo que tramita na Cert, mas, principalmente, para facilitar a gestão desses processos. Neste aspecto, foi essencial o trabalho conjunto do CeTI com o corpo técnico de funcionários da Comissão para ajustes nas versões iniciais e nos testes com os pilotos”.

Utilização do sistema

O novo sistema da Cert pode ser acessado pelo USP Digital, com a utilização da senha única do usuário, a mesma que ele utiliza para acessar os sistemas corporativos da USP.

Após a autenticação, o docente deverá clicar no link “Cert – Sistema de Apoio à Comissão Especial de Regimes de Trabalho”. O sistema permite que o professor faça o upload de documentos e, para o currículo, por exemplo, bastará incluir um link para a plataforma Lattes.

O presidente da Cert afirma que a “utilização do sistema é voluntária. Os pedidos e os relatórios poderão continuar a serem feitos por papel. O objetivo é tornar o uso compulsório. Entretanto, isso só será feito quando percebermos que a comunidade esteja confortável com o sistema informatizado”.

A Comissão disponibiliza o e-mail cert@usp.br para esclarecer dúvidas sobre a utilização do sistema.

(Com informações de Adriana Cruz – Jornal da USP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

18 de abril de 2019

Serviço de apoio psicológico no IFSC/USP

A USP disponibiliza à sua comunidade acadêmica um serviço de acolhimento para prevenção de sofrimentos, orientação e acolhimento por meio do Escritório de Saúde Mental. Além dessa iniciativa institucional, algumas unidades também oferecem um atendimento similar, como é o caso do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), que possui uma psicóloga que trabalha para dar apoio imediato a quem apresenta sintomas relacionados a doenças mentais.

Bárbara Kolstock Monteiro, psicóloga que coordena o atendimento no nosso Instituto, já realizou cerca de cem atendimentos e traçou um perfil do público que tem buscado o serviço.

“A depressão e a ansiedade são os quadros que mais aparecem no instituto, não tanto entre funcionários, mas, principalmente, entre alunos de graduação e pós-graduação. Aliados a esse quadro, temos situações com abuso de álcool, ingestão de medicamentos e drogas, que contribuem para um agravamento do estado depressivo”, analisa Bárbara.

Drª Bárbara Kolstock Monteiro

As mulheres são maioria nos atendimentos e a idade dos que mais procuram o serviço oscila entre 21 e 25 anos. “O número de mulheres é superior ao dos homens, embora esse índice não represente apenas um maior adoecimento por parte delas, mas a maior facilidade em solicitar ajuda. A literatura aponta que mulheres cuidam mais da saúde do que os homens”, esclarece a psicóloga.

A profissional aponta que problemas financeiros, dramas familiares, isolamento e frustração no rendimento escolar são algumas das causas que levam a situações extremas, como, por exemplo, o suicídio. “A metodologia aplicada é, em primeiro lugar, fazer o acolhimento, escutar e validar o sentimento da pessoa, dando seguimento aos problemas considerados mais graves, como é o caso da tendência ao suicídio e é aí que nossas forças têm que estar conjugadas.”

O trabalho da Bárbara também inclui a prevenção. Ela realiza palestras de esclarecimento sobre doenças mentais na ação IFSC e Bem-Estar de sua Comunidade. A partir do mês de janeiro, ela pretende criar grupos terapêuticos com alunos de graduação, pós-graduação e funcionários, além de tentar fazer parceria com o Centro de Educação Física, Esportes e Recreação (Cefer) da USP a fim de promover atividades físicas específicas para melhorar a saúde mental das pessoas.

“Eu acredito muito no trabalho da psicologia neste sentido de ajudar a ultrapassar dificuldades, que essas pessoas comecem a ter um olhar diferente em relação ao instituto, que não é um lugar de sofrimento, mas de prazer, de promoção da saúde e do convívio saudável”, destaca a psicóloga.

Bárbara lembra que sua missão é identificar o que está causando sofrimento, adoecimento, e buscar as modificações necessárias para se atingir o bem-estar individual e coletivo. Uma das iniciativas que contribuem para esse equilíbrio é o Momento Bem-Estar, na biblioteca do IFSC/USP, com práticas de meditação. “Todos nós precisamos ter vários pilares no nosso dia-a-dia, não podemos apenas trabalhar, ou estudar, ou ser só pai, só mãe. Precisamos diversificar os nossos dias para ter equilíbrio”, conclui.

Para contatar Bárbara Kolstock Monteiro, utilize o e-mail barbarakmpsico@gmail.com

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

18 de abril de 2019

IFSC/USP: Entronização do quadro do Prof. Tito José Bonagamba

Com a presença do Reitor e do Vice Reitor da USP, Profs. Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes, e do diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Vanderlei Bagnato, realizou-se no final da tarde do dia 12 do corrente mês a cerimónia de entronização do quadro do ex-diretor do Instituto, Prof. Tito José Bonagamba, que passa agora a figurar na Galeria dos ex-diretores de nossa Unidade, localizada no 1º piso da Biblioteca do Instituto.

Antecedendo a entronização de seu quadro, o Prof. Tito José Bonagamba apresentou no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” um desenvolvido resumo de suas atividades enquanto diretor da Unidade, tendo sublinhado todos quantos no período de sua gestão o auxiliaram a atingir as metas delineadas no início de seu mandato.

Dentre muitos outros convidados, estiveram presentes dirigentes do Instituto de Química de São Carlos, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação e de outras Unidades da Universidade de São Paulo, representantes da Superintendência de Assistência Social da USP, Recursos Humanos da USP, Diretoria Regional de Ensino de São Carlos e Região, Policia Militar do Estado de São Paulo, Prefeitura do Campus USP de São Carlos, Pró-Reitores da USP das áreas de Cultura e Extensão Universitária e de Pós-Graduação, e, ainda, o Prof. João Cândido Portinari, diretor do “Projeto Portinari”.

Após a apresentação, o Prof. Tito José Bonagamba, acompanhado por sua esposa, Janice Bonagamba, pelo Reitor da USP e pelo Diretor do IFSC/USP, descerraram o quadro com a imagem do ex-diretor da Unidade, ficando assim perpetuada uma época da vida do Instituto de Física de São Carlos.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

18 de abril de 2019

IFSC/USP promove Aula Magna com Prof. José Nelson Onuchic

O Prof. Dr. José Nelson Onuchic foi o convidado especial do IFSC/USP para apresentar uma Aula Magna que ocorreu no dia 12 de abril, subordinada ao tema Exploring the Energy Landscape for Protein Folding and Function: Integrating Structural Models and Sequence Coevolution Information, um evento que lotou o Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” e que contou com diversas personalidades, entre elas o Reitor da USP, Prof. Dr. Vahan Agopyan, que iria permanecer para a Sessão Solene de outorga do Diploma e Medalha de Honra de Professor Honorário do IFSC/USP, promovida pela Congregação do Instituto (ler noticia em outro local deste website).

Coube ao diretor do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Bagnato, fazer a introdução ao convidado, tendo salientado o fato de uma Aula Magna ser sempre um marco que representa todo início de ano letivo, em seus primeiros meses, dando valor ao conceito de aula, trazendo sempre alguém ilustre, capaz de transmitir algo importante para os alunos e para a própria comunidade académica, tendo enfatizado que “Hoje, percebo que extrapolamos a comunidade acadêmica. Nosso convidado para ministrar a Aula Magna de 2019 é o Prof. Dr. José Nelson Onuchic, que é físico formado em nosso Instituto e também formado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) e tem um histórico científico brilhante. Talvez eu possa dizer que o Prof. José Nelson é um exemplo para seguirmos do ponto de vista de carreira acadêmica: ele começou como professor de nosso Instituto e, depois de ter feito doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), foi convidado a ir para os Estados Unidos continuar trabalhando em uma área emergente na época – biologia estrutural, fazendo cálculos de sistemas de proteínas que são a base da vida”. Ele fez isso de forma tão brilhante, que hoje ele é um dos expoentes no estudo de proteínas”.

Para Vanderlei Bagnato, José Nelson Onuchic tem desempenhado suas funções académicas e científicas de forma brilhante e inovadora, motivo pelo qual ele é membro das principais academias do mundo. “Para nós e para os alunos do Instituto é uma honra receber uma pessoa como o José Nelson. Ano passado, quem ministrou a Aula Magna foi o professor Daniel Kleppner, também um expoente da área. Para nós e sem desprimor para os restantes, você está acima de todos, trabalhando em uma área que você mesmo antecipou”, concluiu o diretor do IFSC/USP.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

18 de abril de 2019

Sangue novo na Academia Brasileira de Ciências (ABC)

Os professores Tiago Pereira, docente e pesquisador do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP) e Diogo de Oliveira Soares Pinto, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), são os novos membros afiliados da Academia Brasileira de Ciências (ABC), para o período de 2019/2023, cuja formalização se realizou em cerimónia ocorrida no dia 14 de março último, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (USP), em São Paulo.

A notícia foi acolhida com bastante regozijo, não só no Campus USP de São Carlos, como também e principalmente nas Unidades onde os jovens docentes desenvolvem seus trabalhos – Instituto de Física de São Carlos e Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação.

Características comuns aos dois jovens pesquisadores: humildade, amor pela ciência, amor por seus alunos, sentido de responsabilidade e visão futura, o que faz com que esta entrevista tenha a fragrância de um futuro que certamente será promissor para o País.

Professor associado do ICMC na área de Matemática aplicada desde 2015, Tiago Pereira obteve seu bacharelado em Física (2004) pela USP, doutorado em Matemática (2007) pela Universidade de Potsdam, na Alemanha, e a livre-docência em Matemática (2015) pela USP. O tema central de sua pesquisa é o comportamento coletivo que emerge de forma espontânea em sistemas dinâmicos que interagem. Em particular, o foco de estudo é como a estrutura de interação infere com a dinâmica individual para gerar novos comportamentos dinâmicos. Com pós-doutorado em matemática feito igualmente na Alemanha e mais tarde, já no Brasil, no Instituto de Matemática Pura Aplicada (IMPA), Tiago afirma que sempre se manteve na mesma área, exceto quando regressou ao nosso país.

“Eu trabalhava no sentido de entender como a ordem emerge naturalmente em sistemas. Isso é mais tratado pela Física, mas a matemática pode ajudar muito nesse direcionamento. Sempre foi um grande interesse meu. Por exemplo, você vê uma revoada de pássaros voando, mas de fato aquelas verdadeiras nuvens de pássaros não tem um líder, ou seja, eles alcançaram uma ordem sem ter um líder. No nosso coração acontece a mesma coisa. Cada célula tem seu próprio ritmo, mas se elas não conversarem entre si, a gente vai ter uma arritmia”, exemplifica Tiago. Grande parte de seu trabalho de pesquisa foi no sentido de traduzir o exemplo acima em contextos matemáticos e a partir das equações tentar prever o comportamento de várias situações, algo que criou robustez em todo estado da arte de suas pesquisas.

Chanceler alemã Angela Merkel em visita a um dos laboratórios na Universidade de Berlim

Relativamente à sua indicação para a ABC, Tiago Pereira considera – com humor – que foi um ótimo antidepressivo. “Acho que o reconhecimento é importante, porque é indicação de que o que fazemos está certo. É também uma forma de reconhecer uma área de pesquisa, porque o que eu fazia aqui não era exatamente main streaming, mas emerge de várias áreas; pegamos uma parte da matemática – grafos aleatórios -, juntamos com sistemas dinâmicos e tentamos resolver. É, em suma, o conjunto de todo o conhecimento que consegui adquirir e colocar em prática” sublinha o jovem cientista.

Dedicação e formação de bons professores

Com uma experiência riquíssima na Europa, Tiago Pereira compara a pesquisa que é feita no exterior com a que é feita em nosso país, considerando que o gap está na “qualidade uniforme”. “No Brasil, a pesquisa é boa, você tem alguns dos melhores grupos do mundo, mas conforme viaja pelo país você vai notando uma queda na qualidade; por exemplo, você vai a uma universidade vizinha da sua e lá tem um “apagão” de mão de obra. Essa disparidade gera uma desqualificação grande do estudante e isso impede o nosso crescimento. Veja o que acontece na Alemanha, por exemplo: você vai a uma universidade distante da capital (Berlim) e o nível de trabalho é exatamente igual. Na Europa, tem também algumas disparidades: eu trabalhei na Inglaterra e comparar o top 10 britânico com as outras universidades na própria Inglaterra era irreal; mas no Brasil a disparidade é gritante. Na Inglaterra, de seis em seis anos eles avaliam os professores a nível nacional e você só pode enviar quatro trabalhos para essa avaliação. Não é numérico! Eles preferem que você faça três coisas boas em quatro anos, do que você “atirar para todo lado”. Lá, eles pegam os grupos de pesquisa, leem os trabalhos e “ranqueiam” os departamentos”, pontua Tiago, que acrescenta faltar uma grande integração de áreas de pesquisa no Brasil, por forma a diminuir o citado gap.

Centro de Pesquisa na London Metropolitan University – Investimento de 30 milhões de libras

Dando como exemplo uma frase de Confúcio “Se você quer sustentar a pessoa por um dia, dê comida a ela, se quiser sustentá-la pela vida toda, tem que educar”, Tiago Pereira afirma que o que falta para alavancar a pesquisa nacional é eliminar o gargalo que existe na área da educação, ou seja, formar bons professores. “Tudo isso remete a Sócrates, que morreu por querer educar. Consultei recentemente a estatística do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa INEP) e os piores alunos viraram professores de ensino médio”. Questionado sobre qual a sua principal preocupação perante os alunos, Tiago Pereira aponta que dar treinamento é essencial e, relativamente à sua área, não se trata só de ensinar matemática, mas apresentar uma cultura do problema. “Por exemplo, fazer um doutorado tem efeitos quando a pessoa percebe que o problema é dela. O grande desafio é apresentar o problema ao aluno e ele resolvê-lo sozinho. O meu desafio é manter a neutralidade”, sublinha o pesquisador. Para os alunos, Tiago Pereira deixa uma pequena mensagem. “O conhecimento é bonito quando você se esforça; você verá essa beleza intrínseca ao longo dos vários anos de estudo. Mas isso requer uma dedicação”.

A informação quântica

Diogo de Oliveira Soares Pinto é graduado em Física (2003) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com doutorado em Física (2009) pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Suas pesquisas são principalmente em informação quântica, tendo contribuído para a caracterização de correlações quânticas em sistemas de ressonância magnética nuclear (RMN) e em materiais magnéticos. Dedica-se à melhoria de protocolos de estimativa de parâmetros a partir da teoria quântica (metrologia quântica) e se estende à geometria da informação, dinâmica de sistemas abertos e termodinâmica de sistemas fora de equilíbrio.

Diogo ingressou no pós-doutorado no IFSC/USP em meados de 2009, sob a orientação do Prof. Tito José Bonagamba, após ter concluído uma etapa de seu doutorado na cidade de Aveiro (Portugal). Depois de quatro anos no nosso Instituto, o pesquisador conseguiu uma oportunidade para prestar concurso e acabou contratado. “Estava no Grupo de Ressonância Magnética até agora, no final do meu probatório, e a partir daí criei uma identidade forte na área da informação quântica, que proporcionou a abertura de um grupo de pesquisa nessa área, em 2018”, recorda o pesquisador.

Questionado sobre o que é informação quântica, Diogo Soares Pinto alega que até podia responder sobre o que é informação e, nesse capítulo, arrisca-se a contar uma história. “Claude Shannon – o pai da teoria da informação – foi o primeiro a estudar esse problema, a entender o que era um computador e como você poderia manipular “bits”. A partir daí, ele propôs uma maneira de quantificar informação, sem de fato dizer o que ela era. Ele quantificou com uma função matemática inventada por ele  e reza a lenda que foi se consultar com o matemático John Von Neumann – o grande teórico da época –, mostrando suas conclusões. Von  Neumann terá dito: ‘Em primeiro lugar, eu acho que esse seu quantificador de informação deveria se chamar de entropia, porque essa função já existe em física e o nome dela é esse mesmo – entropia. Em segundo lugar, porque você tem uma vantagem em uma eventual discussão com qualquer físico, ou seja, você sabe o que ela está quantificando e o físico, em geral, não sabe”, relata Diogo, sorrindo perante nossa momentânea confusão. Em suma, segundo nosso entrevistado, informação é algo onde você consegue pegar toda e qualquer coisa e decodificar nessa quantidade de “bits” que carrega a identidade de algo a ser trocado e que podemos quantificar com a entropia ou com famílias de entropias. “A informação quântica surge quando você permite não lidar mais com bit 0’s e 1’s e passa a querer codificar essa informação em sistemas quânticos (partículas). Houve uma evolução grande na área e hoje existe uma espécie de distanciamento entre o que a teoria propõe e o que vai ser quantificado. Hoje, discute-se independente do sistema físico em que se vai quantificar, e manipulam-se informações. Essa é uma visão um pouco particular sobre o que é, mas, no fundo, tudo é informação quântica. É como você quantifica e manipula isso”, destaca Diogo Soares Pinto.

O impacto de entrar para a Academia Brasileira de Ciências

Claude Shannon (Foto de: Stanley Rowin)

O fato de ter sido indicado para a Academia Brasileira de Ciências foi algo que impactou o jovem cientista. “Como  estudei no Rio de Janeiro, tive a oportunidade de ter como meu mestre o Prof. Luiz Davidovich, que é o presidente da Academia. Sempre ouvimos dizer que é na Academia que os grandes mestres se reúnem para discutir diretrizes, que participa quem tem destaques de uma forma ou de outra, quem tem a oportunidade de lidar de forma mais ampla com o meio académico, com outras áreas do conhecimento, discutir políticas, até mesmo para propor políticas de estado. Isso sempre permeou o meu pano de fundo, porque convivi com isso; agora, ser indicado foi impactante, porque é uma chance de fazer parte desse grupo, é uma coisa que você sabe que está ali, mas que nunca teve contato. Por isso, vejo que realmente estou conseguindo construir uma carreira e esse ingresso na Academia é um reconhecimento de anos de trabalho”, comenta Diogo.

Já com um encontro geral dos membros da Academia marcado para o próximo mês de junho, Diogo afirma que sua preocupação se irá centrar no combate às inúmeras tentativas feitas recentemente – em nível mundial – para a desconstrução de conhecimentos e das ideias científicas já adquiridas, como, por exemplo, a defesa de um “terraplanismo e de movimentos contrários às vacinas. “A Internet é muito importante, agentes sociais são muito importantes, mas ultimamente eles têm dado voz a uma desconstrução de conhecimentos e ideias. As pessoas estão preferindo acreditar mais em discursos vagos, porque acham que tudo pode ser questionado e que pouco ou nada deve ser entendido à luz da Ciência: não foi de um dia para o outro que um cientista ou pensador acordou e simplesmente disse que a partir daquele momento determinado conceito funcionaria de determinado jeito. Existem métodos científicos, existem séculos e séculos de conhecimento acumulado, de análises de casos, de estruturação de ideias. Eu ouvi recentemente alguém dizer uma frase curtinha, bem interessante, que fala mais ou menos assim: “Toda pessoa que nasce, já nasce com conhecimento acumulado de séculos, porque séculos antes de seu nascimento, pessoas trabalharam no desenvolvimento do conhecimento; quando ela nasceu, não nasceu um mundo, mas entrou em um mundo que já existe”. Então, as pessoas questionarem ideias sem saber a origem delas é perigosíssimo, pois isso começa a afetar a saúde pública, questões de segurança, privacidade, etc.”, pontua Diogo, acrescentando que a Academia vai certamente trabalhar para mostrar à sociedade como realmente funcionam as coisas e desmistificar determinados conceitos e afirmações falsas.

A pesquisa no mundo e no Brasil

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – Brasil

Em relação ao mundo, a pesquisa tem evoluído muito rapidamente, segundo Diogo Soares Pinto. Nas últimas décadas houve uma disseminação do conhecimento científico, principalmente nas universidades, principalmente devido a um aumento de entrada de alunos nos programas de pós-graduação. “A minha área de conhecimento – informação quântica – tem sido de alguma forma privilegiada, com muitos investimentos por parte dos governos, no mundo, atendendo a que existe uma perspectiva de realização e avanço tecnológico: comunicação segura através de satélites, criptografia, computadores quânticos, etc., isso fomenta pesquisa de alta qualidade, da básica à aplicada, e houve um impulso da área nas últimas décadas. Com relação ao Brasil, curiosamente tem-se vivido um retrocesso brutal em questão de investimentos, o que tem impactado na pesquisa brasileira. Aqueles que trabalham com pesquisa teórica, como eu, sentem um pouco menos, mas quem trabalha com experimental, sente mais. Agora, a pesquisa académica tem uma coisa boa, que é o fato de que quando você começa um trabalho, ele não para, ele avança sempre, quer esse trabalho tenha um índice maior ou menor de dificuldade”, pontua Diogo.

No final da entrevista, o Prof. Diogo Soares Pinto deixa uma mensagem aos alunos: “Tenham criatividade e curiosidade. Essas duas componentes são extremamente importantes. Se você é curioso, tenaz, ou seja, insiste em fazer algo, se dedica a isso, inevitavelmente você será capaz de construir algo com o conhecimento adquirido e, na perspectiva da academia, é fazer com que todo o mundo entenda que o que ele recebe vem sendo construído ao longo de séculos e não saiu simplesmente da cabeça de um professor; é um conhecimento de longo prazo que precisa ser aprendido com profundidade, dedicação e curiosidade. Então, primeiro, devagar, que você precisa passar alguns anos ainda aprendendo. E, para formar um bom aluno – não quero dizer um que apenas publique muitos artigos –, um cara que entende o problema que está lidando, tem ferramentas para lidar com os problemas, administrar, manipular e construir coisas novas. A maior satisfação de um professor é quando chega ao final de um doutorado e percebe que conseguiu fazer isso com um estudante, que ele conseguiu independência, mantendo a curiosidade e a criatividade dele – aí, você fez um bom trabalho. Já para os alunos de graduação, o objetivo é formar pessoas para chegarem à pós-graduação, apresentando ferramentas e ao longo de todo o caminho falar que é difícil, mas estimular sempre a curiosidade para um dia eles a utilizarem com criatividade. Acho que é um ponto importante para quem está no meio académico e é um trabalho que dá um enorme prazer: você depender de si mesmo para criar. É um trabalho criativo e talvez assemelhado à arte”, finaliza o docente.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

17 de abril de 2019

Startup científica inova com remédio digital capaz de tratar dor

A Bright Photomedicine, startup brasileira que desenvolveu um remédio digital capaz de tratar a dor, acaba de captar R$ 1,5 milhão de plataforma de investimento on-line do País. Hoje, a Saúde 4.0 prevê a digitalização de dados, interconectividade entre máquinas e comandos, bancos de dados mais eficientes e, principalmente, maior autonomia dos pacientes em relação à própria saúde.

Com o uso da tecnologia na fotomedicina, é possível controlar a dose e o tipo de luz exata para cada paciente. O efeito terapêutico acontece devido a reações fotoquímicas com as enzimas das células, deixando-as novamente saudáveis. O Jornal da USP no Ar conversou com Marcelo Souza, fundador da startup e ex-aluno do Instituto de Física (IF) da USP, grande vencedor do programa de aceleração da Startup Farm em 2015.

Souza conta que a empresa surgiu como uma continuação de seu doutorado. “No Instituto de Física da USP e na Escola de Medicina de Harvard, eu descobri o fenômeno de fotoneuromodulação. Eu o estudei e descobri alguns mecanismos de ação, como o bloqueio de sinalização de dor.” Esse bloqueio faz com que os neurônios passem a conduzir menos a sensação de dor, tendo um efeito analgésico sem efeitos colaterais por utilizar apenas a luz. “Não há necessidade de outros meios.”

Após essa fase inicial, o empreendedor  começou a trabalhar no desenvolvimento de equipamentos e tecnologia para a terapia, por exemplo, a digitalização do processo de fotoneuromodulação. “Basicamente, são algoritmos computacionais que nos permitem calcular qual a melhor dose para cada tipo de doença, levando em consideração as características do paciente”, explica. Portanto, trata-se de personalizar a terapia e fazer com que a distribuição de remédios digitais aconteça no mundo virtual, tornando a tecnologia mais acessível. “Todo mundo envolvido nesse ecossistema de saúde se beneficia da digitalização, porque torna tudo mais fácil, acessível”, afirma Souza.

A empresa surgiu em 2015. De acordo com o empreendedor, dois momentos extremamente importantes na história da Bright foram a conquista de uma Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e agora esse grande salto de investidores privados. “No começo foi na raça, mas depois fui conseguindo conquistar sócios e parceiros muito mais experientes.” Para ele, existem modelos a serem seguidos, que maximizam as chances do negócio ser bem-sucedido e minimizam as perdas dos erros.

Souza também afirma que o apoio da USP e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), somado ao estudo, foi muito importante. De acordo com ele, ser uma startup de base científica significa que nossa matéria-prima é o conhecimento, a ciência. “A gente partiu de um conhecimento científico muito específico, muito escuro, de base, que é o da interação da luz com sistemas biológicos, e desenvolveu uma tecnologia.”

Na opinião do pesquisador, a Universidade é um polo de empreendedorismo e inovação. “Se as pessoas com doutorado, com mestrado e que estudaram durante anos no ensino superior não estiverem à vontade para criar empresas com base científica e tecnológica, quem mais vai estar?” Ele comenta que algumas das empresas que valem mais de um bilhão de reais, as chamadas unicórnios, são de uspianos ou ex-uspianos. “A questão é que a Universidade tem uma concentração necessária de conhecimento, de pessoas qualificadas para se juntarem e resolverem um grande problema.”

A empresa está trabalhando em um ensaio clínico em osteoartrite de joelho no Hospital das Clínicas (HC) da USP. “A gente está conseguindo uma diminuição de dor significativa em casos de pacientes que não haviam obtido melhora anteriormente.” Os resultados científicos serão publicados em periódicos internacionais ainda este ano.

O estudo também quantifica substâncias pós-inflamatórias e alguns analgésicos endógenos, buscando intermediar esses remédios convencionais.

Para obter mais informações sobre a Bright Photomedicine, clique AQUI.

(Com informações do Jornal da USP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

17 de abril de 2019

Colóquio do PPGF/UFSCar aborda “Nanomateriais Bioativos”

O Programa de Pós-Graduação em Física, da Universidade Federal de São Carlos, promove no dia 18 de abril, pelas 16h30, na sala de Seminários ”Swieca Nova”, mais um colóquio, desta vez subordinado ao tema Nanomateriais Bioativos, ministrado pelo Prof. Paulo Noronha Lisboa Filho, pesquisador do Grupo de Materiais Avançados do Departamento de Física da UNESP – Campus de Bauru.

Neste seminário serão abordados aspectos da interação de materiais nanoestruturados com o material biológico. Serão apresentadas as definições de biocompatibilidade e bioatividade à luz das novas regulamentações da UE e do NIH americano, bem como diferentes aspectos da nanotoxicidade.

Em particular, será apresentada um estratégia do uso de materiais em escala nanométrica para casos de comprometimento sistémicos em odontologia e medicina.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

17 de abril de 2019

Concurso para docentes na Universidade Federal Fluminense (UFF)

O Departamento de Física da Universidade Federal Fluminense vai realizar concursos de admissão de docentes na segunda metade de julho do corrente ano, para as seguintes áreas:

– Física Teórica: matéria condensada, mecânica estatística, partículas e campos, física nuclear;

– Física Experimental: matéria condensada, física nuclear, óptica e altas energias (exceto grandes colaborações);

Para acessar o edital dos concursos, cujas inscrições se encerram no dia 25 de abril, clique AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

17 de abril de 2019

Congregação do IFSC/USP homenageia Prof. José Nelson Onuchic

José Nelson Onuchic

A data de 12 de abril foi marcada, no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), pela cerimônia de outorga da Medalha de Honra e Diploma de Professor Honorário ao Prof. José Nelson Onuchic, em sessão solene promovida pela Congregação deste Instituto, na qual participaram inúmeros convidados, incluindo o Reitor e Pró-Reitor de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo, professores Vahan Agopyan e Carlos Gilberto Carlotti Junior, a Reitora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Profª Wanda Hoffmann e, ainda, o Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e ex-reitor da USP, Prof. Marco Antonio Zago, entre muitas outras individualidades.

Precedendo uma Aula Magna apresentada pelo homenageado, realizada no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”, a mesa de honra da Sessão Solene da Congregação do IFSC/USP foi composta pelo Reitor da Universidade de São Paulo (USP), Prof. Vahan Agopyan, o Diretor e Presidente da Congregação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, o Pró-Reitor de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo (USP), Prof. Carlos Gilberto Carlotti Júnior, os docentes do Instituto de Física de São Carlos, Professores Richard Charles Garratt e Ana Paula Ulian de Araújo – proponentes da homenagem e representantes da Congregação do Instituto, a Reitora da Universidade Federal de São Carlos, Profª Wanda Hoffmann e o homenageado, Prof. José Nelson Onuchic.

Em seu curto e emocionado discurso, Onuchic relembrou os tempos que passou no Instituto, tendo agradecido a nomeação. “Foi no Instituto de Física de São Carlos onde eu cresci, onde eu me desenvolvi como cientista e fiz muitos amigos, que levo até hoje. É por isso que essa homenagem é tão especial: expressa um carinho especial feito por pessoas que me valem muito. Mesmo longe do Instituto, tenho acompanhado seu crescimento e é o que eu quero que continue acontecendo. Mesmo longe, quero poder contribuir para o desenvolvimento cada vez maior deste Instituto e da Universidade de São Paulo, como um todo”, sublinhou o convidado.

Em sua intervenção, Vahan Agopyan enalteceu o riquíssimo currículo do homenageado, que traduz as importantes pesquisas que tem realizado para o desenvolvimento científico em prol da sociedade. “Em nome da Universidade de São Paulo agradeço a oportunidade de poder participar desta homenagem e gostaria de destacar a importância que o Instituto de Física de São Carlos tem para a Universidade de São Paulo (USP), um Instituto que tem um caráter próprio. Pela Aula que o Profº. Onuchic ministrou aqui, é possível ver o entusiasmo dele em fazer o que gosta. Ele é o acadêmico que gosta do que faz e dá o melhor de si em sua função. Ele é um exemplo que deve ser seguido”, enalteceu o reitor.

Profª Maria Cristina Ferreira de Oliveira, Profª Lourdes de La Rosa Onuchic e a Vereadora Cidinha do Oncológico

A cerimônia contou ainda com uma breve homenagem promovida pela vereadora da Câmara Municipal de São Carlos, Cidinha “do Oncológico”, que através de um projeto de lei de sua autoria propôs a nomeação de uma área verde destinada a recreação “Professor Doutor Nelson Onuchic” – pai do homenageado -, que no período de 1969 a 1971 foi Professor Titular no Departamento de Matemática da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) e Professor Titular no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP) entre 1972 e 1982. Esse momento de entrega do documento foi compartilhado pela diretora do ICMC, Profª. Maria Cristina Ferreira de Oliveira, e a ex-docente e esposa de Nelson Onuchic (mãe de José Nelson Onuchic), Senhora Lourdes de La Rosa Onuchic.

Para o diretor do IFSC/USP e presidente da Congregação do Instituto “José Nelson é, além de um amigo pessoal, um extraordinário amigo do Instituto de Física de São Carlos e um exemplo para a USP”.

Coube ao Reitor da USP, Prof. Vahan Agopyan, e ao Presidente da FAPESP, Prof. Marco Antonio Zago, entregarem, respectivamente, o Diploma e a Medalha de Honra ao homenageado.

Reitor da USP entrega diploma a José Nelson Onuchic

O título de Professor Honorário do Instituto de Física de São Carlos foi criado em 2007 pelo então diretor, Prof. Glaucius Oliva, como forma de homenagear figuras de grande importância para a formação e contribuição científica do Instituto. Desde sua criação, esta honraria foi concedida apenas a três personalidades: William Phillips (Nobel em Física 1997 – Estados Unidos), Daniel Kleppner (considerado por muito tempo o “senhor física atômica dos EUA”) e Prof. Sir Thomas Blundell (professor emérito da Universidade de Cambridge – Inglaterra). Para Onuchic vale o título de primeiro brasileiro e ex-aluno do Instituto a ostentar este título.

José Nelson Onuchic é professor de Física e Astronomia, Química e Biociências na Rice University (EUA) e é codiretor do Centro de Física Teórica Biológica – National Science Foundation (NSF).

Graduado em Engenharia Elétrica (EESC/USP) em 1980 e em Biofísica (IFQSC/USP) em 1981, Onuchic completou seu mestrado em Física Aplicada no IFSC/USP, tendo feito seu doutorado na área de química no California Institute of  Technology (Caltech) em 1987. Durante uma breve passagem pela Universidade de São Paulo, como professor assistente durante dois anos e meio, Onuchic continuou o trabalho que foi tema de sua tese de doutorado, relacionado com a teoria de transferência de elétrons, bem como sobre a teoria das reações químicas em matéria condensada e eletrônica molecular, tendo-se tornado docente e pesquisador na Universidade da Califórnia em meados de 1990.

Fellow da American Physical Society, suas principais linhas de pesquisa centram-se em métodos teóricos e computacionais para a biofísica molecular e para reações químicas em matéria condensada, estando atualmente ampliando seus horizontes científicos na área de efeitos estocásticos em redes genéticas.

Presidente da FAPESP entrega Medalha de Honra a José Nelson Onuchic

Prêmios conquistados

1989 – Prêmio Internacional de Física Teórica em homenagem a Werner Heisenberg – Trieste – Itália;

1992 – Beckman Young Investigator Award;

2006 – Eleito membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos;

2009 – Eleito membro da Academia Americana de Artes e Ciências ;

2009 – Eleito membro da Academia Brasileira de Ciências;

2011 – Prêmio Einstein Professorship – Academia Chinesa de Ciências (CAS);

2012 – Eleito Fellow da Sociedade de Biofísica;

2014 – Prêmio Diáspora do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento Industrial e Comércio Exterior do Brasil;

2017 – Eleito Fellow da Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência;

2018 – Prêmio Max Delbruck em Física Biológica.

Mesa de Honra

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

17 de abril de 2019

A malária volta assustar o Brasil

Depois de quase uma década de constante progresso no controle da malária, o Brasil volta a registrar um aumento expressivo do número de casos na Amazônia. Em 2016, foram notificados somente 129.000 casos no País, o menor número em 37 anos. Entretanto, chegamos ao final de 2017 com mais de 193.000 casos notificados – um aumento de quase 50% em relação ao ano anterior. Os números provisórios de 2018 tampouco dão margem a otimismos.

Por esse motivo, o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) realiza no próximo dia 24 de abril, a partir das 19 horas, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”, mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, com a participação do Prof. Marcelo Urbano Ferreira, pesquisador do Departamento de Parasitologia – Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/USP), que irá falar sobre A malária volta a assustar o Brasil.

Tendo em consideração que a Universidade de São Paulo possui uma longa e frutífera tradição de cooperação técnica com o Ministério da Saúde e com as secretarias municipais e estaduais, para o controle da malária, esta palestra irá apresentar alguns dos recentes resultados  apurados em pesquisas de campo recentes, na busca de fatores que contribuam para um melhor controle da doença, principalmente na Amazônia, onde ela é originária.

Esta palestra é aberta a todos e tem entrada gratuita.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

 

 

16 de abril de 2019

“Programa Nascente” (USP) abre inscrições para edição de 2019

Em sua 27ª edição, o “Programa Nascente”, criado em 1991, já é o mais tradicional programa cultural voltado aos alunos da USP. Com periodicidade anual, o concurso artístico já teve a participação de cerca de 9 mil alunos e revelou nomes como Paulo Sacramento, Flávia Junqueira, Luís Miranda e José Roberto Torero.

Para a edição de 2019, os estudantes de graduação e pós-graduação da USP poderão concorrer em sete áreas artísticas: Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Design, Música Erudita, Música Popular e Texto,

Para a Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP, Profª Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, a ideia é valorizar a produção artística da universidade: “Pretendemos ampliar cada vez mais o ‘Nascente’, dando mais força a cada edição, para corresponder ao alto nível e ao grande volume de manifestações artísticas que encontramos entre os nossos alunos”. Para isso, a Pró-Reitoria vai ampliar também as parcerias com apoiadores: “Estamos em busca de empresas e parceiros para patrocínios dos prêmios e com isto esperamos dar maior visibilidade a este programa, que já faz parte da história da USP”, ressalta a Pró-Reitora.

As inscrições para a edição de 2019 serão realizadas pela internet no site http://prceu.usp.br/nascente/inscricao2019 de 15 de abril a 30 de maio.

Além da premiação, de 4 mil reais por categoria, os vencedores terão a possibilidade de mostrar o seu trabalho em shows, concertos, apresentações, saraus e exposições promovidos pela curadoria do Programa Nascente, que é desenvolvido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP (PRCEU).

A programação desses eventos gratuitos e abertos ao público externo será realizada em novembro e deverá incluir espaços dentro e fora da Cidade Universitária.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de abril de 2019

Prof. Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP) conquista Prêmio da SBF

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Sérgio Mascarenhas, é o primeiro vencedor do Prêmio Joaquim da Costa Ribeiro de Física da Matéria Condensada e Materiais, instituído pela Sociedade Brasileira de Física (SBF).

O Prêmio destaca a excelência dos trabalhos científicos do pesquisador, reconhecidos internacionalmente, por sua contribuição ao desenvolvimento de instituições científicas e seu papel pioneiro na Física da Matéria Condensada no Brasil.

O Prêmio “Joaquim da Costa Ribeiro” de Física da Matéria Condensada e Materiais tem o objetivo de homenagear pesquisadores com reconhecida contribuição para a Física da Matéria Condensada e de Materiais (FMCM) no Brasil, podendo concorrer pesquisadores brasileiros ou estrangeiros com pelo menos vinte anos de atuação profissional em universidades ou centros de pesquisa no Brasil.

Sérgio Mascarenhas é Professor Emérito do Instituto de Física de São Carlos e do Instituto de Estudos Avançados de São Carlos da Universidade de São Paulo. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1928. Na graduação, entre 1947 e 1951, estudou Física na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Química na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após um período como pesquisador em universidades dos Estados Unidos, voltou ao Brasil, onde colaborou na criação e coordenação de instituições como o Instituto de Física e Química da USP de São Carlos, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Centro Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária em São Carlos (EMBRAPA).

Orientou cerca de 50 teses de mestrado e doutorado e publicou cerca de 200 artigos e livros. Especialista em Física da Matéria Condensada, sua pesquisa já abrangeu diversos temas: Biofísica Molecular, Física Médica, Física e Dosimetria das Radiações, Ciência e Engenharia de Materiais, Tomografia Computadorizada aplicada a pólos e agropecuária, Educação para Ciência, Arqueologia e Restauro de Arte. Entre seus prêmios estão a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (Brasil, Presidência da República), Guggenheim e Fulbright (Estados Unidos), Yamada Foundation (Japão) e Fundação Conrado Wessel 2006 na modalidade de Ciência Geral. Mascarenhas é membro da Academia Brasileira de Ciências e da American Physical Society, além de membro fundador da Academia Latino Americana de Ciência e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.

A comissão julgadora do prêmio foi formada pelos Professores Luiz Davidovich (UFRJ), Marvin Cohen (UC Berkeley) e Nitin Samarth (Penn State University).

O Prêmio será entregue em sessão solene a ser realizada no Encontro de Outono da Sociedade Brasileira de Física, que ocorrerá em Aracaju (SE), entre 26 e 31 de maio próximo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de abril de 2019

“Física! E agora? Como podemos transformar o ‘nosso’ mundo”

Depois do sucesso alcançado na iniciativa denominada “Coffee-Talks”, evento promovido pela Biblioteca do IFSC/USP no final da tarde do dia 25 de março, tendo como palco o “Espaço 24 horas” e onde uma xícara de café proporcionou um papo descontraído e muito legal entre o Prof. Euclydes Marega Junior e os alunos do IFSC/USP, com a discussão do tema Inteligência artificial, internet das coisas, computação quântica: qual a relação destes temas com a descoberta de novos materiais?, uma nova sessão foi entretanto organizada no dia 08 de abril, no mesmo local, numa coprodução entre a Biblioteca do IFSC/USP e a comissão organizadora do “SIFSC-9”. “Física! E agora? Como podemos transformar o “nosso” mundo”, foi o tema apresentado pela aluna de pós-graduação do IFSC/USP, Hilde Harb Buzzá, que, de forma bastante descontraída, onde o humor despontou por diversas vezes, contou como foram suas lutas na Graduação em relação a algumas mudanças operadas nos cursos que impactaram diretamente na sua área –  primeira turma do Curso de Ciências Físicas e Biomoleculares do IFSC/USP -, bem como as decisões que teve de tomar para contornar algumas dificuldades.

Outro aspecto abordado por Hilde foi o seu olhar sobre a Ciência em si mesma e como esse cenário se foi transformando ao longo de sua carreira acadêmica desde o ensino fundamental até o pós-doutorado. “Antes, eu pensava que a Ciência era muito bonitinha, calma e tranquila, quase uma quimera, com todo o mundo sorrindo e trabalhando em torno de objetivos comuns. Contudo, ao longo de minha vida acadêmica tive muitas decepções, assistindo, em diversos locais, a muitas brigas relacionadas com egos inflados, sentimentos de poder e de pertença exagerados, o que em princípio me assustou: eu queria Ciência, mas não queria que ela fosse polêmica”, argumenta Hilde. Na opinião da jovem pesquisadora, são os cientistas, em bloco, que fazem a verdadeira Ciência, que apaziguam conflitos e atenuam diferenças tendo como foco a sociedade, principalmente os físicos, que são profissionais que entendem um pouco de tudo – computação, biologia, farmácia, química, matemática, etc..

Em sua apresentação, Hilde Buzzá falou também de sua experiência no exterior e quanto ela contribuiu para ter um olhar diferente, encarando verdadeiros desafios cotidianos. “Como é estranho você sair de sua zona de conforto e ser obrigada a dar o melhor de si mesma, pensando que, se você é capaz de fazer seu trabalho ali, então você consegue fazer em qualquer lado, inclusive na sua instituição de origem. Basta querer!”

Graduada na primeira turma do Curso de Ciências Físicas e Biomoleculares do IFSC/USP, Hilde Buzzá trabalhou na iniciação científica com cristalografia de proteínas e imagens por ressonância magnética para o estudo da epilepsia. Durante seu mestrado e doutorado, estudou o efeito vascular da terapia fotodinâmica, usando o modelo de membrana corioalantóica em ovos de galinha, no Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) além de ter participado em projetos clínicos de aplicação de Terapia Fotodinâmica em câncer de pele não melanoma.

Atualmente, Hilde é pós-doutoranda do IFSC/USP, trabalhando com a conjugação da Terapia Fotodinâmica e Fototérmica, além da aplicação clínica da Terapia Fotodinâmica em câncer de pele humano e veterinário, e lesões por HPV.

Dentre os projetos de extensão universitária, participou da fundação da empresa Júnior do IFSC e do SPIE Student Chapter e, como presidente deste último órgão, foi curadora da exposição “Luz ao Alcance das Mãos – ensino de física acessível para pessoas com Deficiência Visual”. Em 2016, foi Professora do Curso de Doutorado e Mestrado em Engenharia Biomédica e Bioengenharia na Universidade Camilo Castelo Branco.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de abril de 2019

USP: Congresso e Simpósio de Pesquisa sobre a América Latina

O Programa de Pós-graduação Integração da América Latina, da Universidade de São Paulo (PROLAM/USP), promove entre os próximos dias 06 e 10 de maio o I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina e o III Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina, na Cidade Universitária, em São Paulo, em comemoração aos seus 30 anos de atividade.

O Congresso vai reunir, durante esse período, mais de oitocentos pesquisadores latino-americanos de diversos países da região para apresentação de trabalhos em vinte e cinco seminários de pesquisa distribuídos em várias unidades da Universidade, em especial nas dependências da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), além da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e Instituto de Relações Internacionais da (IRI-USP).

O Simpósio trará à Universidade de São Paulo conferencistas e palestrantes de destaque internacional por suas pesquisas ou produção de conhecimento sobre a América Latina.

A conferência de abertura será realizada no dia 6 de maio, às 17 horas, no Auditório Milton Santos, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP), sendo ministrada pelo Prof. Atílio Borón (Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires) e terá como tema Imperialismo y Dependencia ante los Cambios del Capitalismo Actual.

As inscrições dos interessados em participar como ouvintes certificados pelo evento estão abertas pelo site: https://sites.usp.br/prolam/

Seminários de Pesquisa e cursos de curta duração

O I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina é um espaço privilegiado para as apresentações das pesquisas de participantes brasileiros e estrangeiros que trarão seus trabalhos e reflexões em temáticas heterogêneas sobre a região. Serão vinte e cinco seminários de pesquisa com temas dos mais diversificados, tais como: movimentos sociais e lutas por emancipação em países da América Latina; política externa e relações do Brasil e América Latina; novos atores institucionais nos processos de integração do continente; patrimônio e práticas culturais, representações artísticas e literárias na América Latina, a situação dos negros nas sociedades latino-americanas entre tantos outros.

Os eventos também vão oferecer vinte e sete Cursos de Curta de Curta Duração em variadas temáticas, como Práticas Políticas e Relações Internacionais, Sociedade, Economia e Estado, Comunicação e Cultura da América Latina, entre outros.

Paralelamente a essas atividades, serão promovidos Lançamentos de Livros e a I Feira de Livros Latino-americanos, em parceria com a Edusp, Editora da USP.

Para mais informações sobre o evento e/ou para se inscrever, clique AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

 

15 de abril de 2019

“Quanto tempo demora 1 segundo? Mais do que um piscar de olhos?”

Quanto tempo dura um segundo? Todo mundo sabe, mais ou menos. É mais do que um piscar de olhos, quase uma batida do coração. Mas, para muita gente, o “quase” não basta. Definir exatamente o “tempo do tempo” para que todos falem a mesma língua é uma tarefa capitaneada por um grupo internacional, uma espécie de Organização das Nações Unidas (ONU) das medidas. Desde o fim do ano passado, a Universidade de São Paulo (USP) ajuda a formar, com os próprios cálculos, esse consenso.

A hora oficial, marcada nos relógios do mundo todo, não é definida só por uma pessoa ou um país. Ela é uma média bastante complexa de medições feitas por vários laboratórios ao redor do globo. Hoje, é possível dizer que a USP contribui com essa matemática. É no Laboratório de Referências de Tempo e Espaço, em São Carlos, no interior paulista, que essas contagens são feitas todos os dias.

A participação de uma universidade no processo é novidade até para o restante do mundo. “O BIPM (escritório internacional de pesos e medidas) ficou analisando os dados da USP por um tempo e viu que tinha confiança nesses resultados, que estavam bons para participar da rede internacional”, diz Luiz Tarelho, pesquisador e tecnologista em Metrologia e Qualidade do Inmetro – que ao lado do Observatório Nacional do Rio também contribui com medições.

Prof. Daniel Varela

Mas quem imaginou um cientista rodeado de relógios pregados na parede passou longe. Por lá, nada se parece com o que conhecemos sobre a hora. “O coração desses relógios são transições atômicas”, explica o Prof. Daniel Varela (EESC), responsável pelo laboratório. Os pesquisadores calculam o tempo de um segundo pelos “pulos” de átomos dentro desses equipamentos, os relógios atômicos (veja abaixo).

Por trabalharem com átomos, eles são muito mais certeiros do que qualquer relógio convencional. Basta dizer que só se atrasam um segundo em 30 milhões de anos, enquanto que um relógio de pulso normal pode atrasar um segundo em 3 anos. Tanta precisão pode até parecer exagero se o parâmetro for a vida cotidiana (afinal, ninguém vai se incomodar se você chegar um segundo depois a uma festa), mas é extremamente necessária em setores que dependem do tempo milimétrico.

Os satélites que dão a localização de GPS que usamos para dirigir pela cidade, por exemplo, têm a bordo relógios atômicos. Isso porque o tempo que o sinal do GPS leva para chegar ao satélite é o que vai indicar a qual distância o equipamento está. Qualquer variação minúscula nesse tempo pode mudar em metros ou até quilômetros a informação sobre o posicionamento – agora imagine o que isso pode causar à aviação. “Falamos que o tempo é transparente. Ele não aparece, mas, por trás de tudo, tem um tique-taque super importante.”

Para fazer o cálculo do segundo, o laboratório da USP usa relógios atômicos comerciais (comprados de uma empresa especializada) e outros construídos pelos próprios pesquisadores. Por enquanto, os dados enviados pela equipe ao Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM, na sigla em francês), a tal ONU das medidas, são gerados apenas pelos comerciais. Agora, eles querem que a tecnologia própria, fruto de anos de pesquisa, também seja validada no exterior. “Queremos ser considerados autônomos no desenvolvimento de relógios atômicos, que têm grande aplicabilidade. E queremos que o mundo reconheça. Ter o nosso laboratório creditado para ser parte desse grupo internacional é um passo importante”, celebra Vanderlei Bagnato, diretor do Instituto de Física da USP de São Carlos.

Segundo os professores, a inclusão da USP no BIPM foi comemorada também pelos estudantes de graduação e pós que fazem parte do laboratório. Para esses alunos, o protagonismo da universidade é uma forma de colocá-los em contato com nações que já têm tradição nesse tipo de estudo, como França, Inglaterra e os Estados Unidos. “Eles se empolgam bastante”, diz Varela.

(Com informações de Júlia Marques – Terra)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de abril de 2019

IFSC/USP promove seminário sobre oportunidades de pesquisa na Alemanha

Universidade Humboldt – Alemanha

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) realiza no próximo dia 16 de maio, a partir das 14 horas, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”, o seminário “Oportunidades de Pesquisa na Alemanha”, com a participação de pesquisadores que mantém vínculos e projetos colaborativos com diversas universidades e centros de pesquisa na Alemanha, como, por exemplo, Universidade Técnica de Munique, Universidade de Münster, Universidade de Berlim, Fundação Humboldt e o Centro Alemão de Ciência e Inovação.

No âmbito deste evento, diversos ex-bolsistas brasileiros darão depoimentos de suas experiências vividas na Alemanha, bem como as condições e vantagens de fazer pesquisa naquele país europeu.

As inscrições (gratuitas) para este seminário encerram dia 10 de maio.

Para se inscrever, clique na imagem abaixo.

Participe!!! Esta pode ser a sua chance de ter uma experiência científica e acadêmica fantástica!

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de abril de 2019

Seminário do NACa-IFSC/USP aborda o ensino de ciências

Pesquisas na área de ensino de ciências têm destacado a importância de se trabalhar com a argumentação no contexto de sala de aula, sendo que dentre os benefícios está a colaboração no desenvolvimento da linguagem científica e da habilidade de tomada de decisão dos alunos, bem como no processo de ensino-aprendizagem dos conceitos dessa área do conhecimento.

Foi com base neste resumo que a pesquisadora do IFSC/USP, Ariane Baffa Lourenço, apresentou no dia 12 de abril o seminário intitulado Argumentação no ensino de ciências: considerações teóricas e práticas, no âmbito do ciclo de seminários do Grupo de Pesquisa em Nanomateriais e Cerâmicas Avançadas (NACa), de nosso Instituto, buscando aprofundar a reflexão sobre essa temática.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de abril de 2019

Prof. Rafael Guido aborda novidades no combate à Malária

No dia 12 do corrente mês realizou-se mais um “Colloquium Diei” organizado pelo IFSC/USP, desta vez subordinado ao tema “Como a Física, a Química e a Biologia Interagem para a Descoberta de Novos Candidatos a Fármacos para a Malária”.

O palestrante convidado, Prof. Rafael Guido (IFSC/USP), apresentou as estratégias integradas de biologia estrutural e química medicinal utilizadas como ferramentas importantes no processo de descoberta de candidatos a novos fármacos para a Malária.

Guido discorreu sobre como a biologia estrutural se encontra na interface entre a biologia molecular, a bioquímica e a biofísica, tendo como foco a investigação da estrutura de macromoléculas e a relação entre a estrutura e a função biológica do alvo molecular.

Ele explicou que a química medicinal envolve a descoberta, o desenvolvimento, a identificação e a interpretação do mecanismo de ação molecular de compostos biologicamente ativos, sendo que, nesse contexto, é extremamente atrativa a integração de informações para a construção de conhecimento sólido sobre o sistema biológico em estudo.

O palestrante também afirmou que esse conhecimento pode ser aplicado na descoberta e planejamento de moléculas bioativas como candidatos a fármacos.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

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