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27 de janeiro de 2023

USP passa a utilizar sistema próprio de ingresso a partir de notas do ENEM

ENEM/USP substitui o SISU e alunos se inscrevem diretamente na FUVEST

A partir de agora, a Universidade de São Paulo (USP) institui uma nova forma de seleção em seu vestibular, substituindo o Sistema de Seleção Unificada (SISU) pelo denominado ENEM/USP. Com essa medida, sincroniza-se o calendário dos aprovados pela FUVEST e através do ENEM.

Esta nova forma de seleção veio da constatação de que muitas vagas do SISU não estavam sendo preenchidas porque havia um problema de atraso na liberação dos resultados. De fato, a escolha via SISU só ocorre semanas após a divulgação das notas do ENEM. A USP fez um acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais “Anísio Teixeira” (INEP) para ter acesso imediato aos resultados do ENEM. Ao contrário do que acontecia antes, em que candidatos(as) tinham que se inscrever no SISU, agora podem se inscrever diretamente na FUVEST. Assim, concorrerão diretamente a uma das vagas para a USP através dos resultados do ENEM.

Candidatos(as) só terão que entrar no site da FUVEST (VER AQUI)-, colocarem seus dados e se candidatarem a uma das vagas disponíveis no curso de sua preferência. Caso seja selecionado(a), esse(a) candidato(a) vai poder fazer a matrícula juntamente com ingressantes da FUVEST.

Confira todas as informações AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

26 de janeiro de 2023

Novo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil na USP – PAPFE-2023

A Pró-Reitora de Inclusão e Pertencimento da USP (PRIP) divulgou recentemente um vídeo contendo explicações sobre o novo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil – PAPFE-2023”.

Além do citado vídeo, também está disponível o edital para o PAPFE 2023 que já está com o prazo de inscrições aberto.

Para consultar o edital, clique AQUI.

Para assistir ao vídeo, clique na imagem abaixo.

Para obter mais informações, clique AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

24 de janeiro de 2023

Disciplina optativa no IFSC/USP é um sucesso e regressa em 2023 – “Inovação e Empreendedorismo com ênfase em Patentes”

Prof. Daniel Magalhães

A realização da disciplina optativa “Inovação e Empreendedorismo com ênfase em Patentes”, iniciativa levada a efeito no segundo semestre de 2022 (agosto/novembro) e organizada pelo IFSC/USP, com a participação do Escritório de Ações para Imersão no Mercado de Trabalho (EAIMT), resultou na aprovação de cerca de 85 alunos, dentre os 150 que se inscreveram.

Totalmente online e aberta a todos os alunos que frequentam cursos no ensino superior  – seja qual for a área do conhecimento -, esta disciplina optativa tem o objetivo de complementar o conhecimento que os alunos estão adquirindo em seus respectivos cursos, transmitindo-lhes a importância de cultivar algo que já é tradicional em nosso Instituto – a inovação e o empreendedorismo -, neste caso com foco na produção de patentes.

Esta disciplina optativa, ministrada pelos Profs. Daniel Magalhães e Vanderlei Salvador Bagnato, tem como principais fundamentos:

– Apresentar o papel das instituições de ensino e pesquisa no contexto da inovação e empreendedorismo;

– Apresentar aos alunos de graduação quais são os conhecimentos, as habilidades e as atitude que necessitam ser desenvolvidas para possibilitar, a partir da concepção da ideia, a obtenção de uma marca e patente;

– Estimular a criatividade do aluno na geração de ideias e sistemas inovadores, que possam se tornar marcos com seu domínio institucional garantido.

Ênfase na produção de patentes – propriedade intelectual

“Muitas disciplinas falam de algo que já constitui uma longa cultura aqui no IFSC/USP, que é a inovação e o empreendedorismo, e algumas delas têm mais foco em aspectos gerais de empreendedorismo e empreendedorismo para “startups” – como criar uma “startup”, etc. O foco desta disciplina optativa é a ênfase que ela dá na produção de patentes, que é, de fato um objetivo muito interessante. Quando alguém decide empreender, e se tem uma ideia ou um produto novo, inovador, essa pessoa tem a necessidade de se proteger, de proteger sua ideia ou produto, até porque isso facilitará muito a captação de investimentos no futuro para que a entrada dela no mercado seja uma realidade”, relata o Prof. Daniel Magalhães, que, além de ministrar a disciplina, é um dos coordenadores de inovação do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), um CEPID da FAPESP alocado no IFSC/USP.

Empreendedorismo em São Carlos – Startups

(Créditos – Shutterstock)

A questão da produção de patentes está intimamente ligada ao empreendedorismo, algo que ainda não faz parte do cotidiano de nossa cidade, necessitando de ações mais robustas, como explica o Prof. Magalhães. “Muitas vezes, empreender pode acontecer na sua sala, no seu ambiente de trabalho. Fala-se muito em “intra-empreendedorismo”, algo que é apenas desenvolvido dentro de uma empresa graças a ideias e projetos de seus colaboradores no sentido de implementar algo novo. Tem grandes empresas que estimulam os funcionários e colaboradores a proporem inovações, mesmo patenteáveis. Por exemplo, temos ex-alunos que têm patentes junto com grandes empresas, recebendo royalties só por isso”, pontua Magalhães.

A propriedade em São Carlos já deu origem à criação de cerca de duzentas “startups” e elas continuam florescendo em nossa cidade, embora em um ritmo lento. “Muitas dessas “startups” estão diretamente focadas na ideia ou no produto proposto na patente, com a intenção de virarem um negócio, ou serem absorvidas por uma empresa de grande expressão, consoante a inovação que for apresentada. A “startup” tem a agilidade de ser criada e de repente sumir caso não dê certo, com pouco ônus.

Regresso da disciplina no segundo semestre de 2023

A disciplina optativa “Inovação e Empreendedorismo com ênfase em Patentes” vai regressar no segundo semestre de 2023 (data a anunciar), mantendo os dias e os horários que foram instituídos no ano passado – quartas-feiras entre as 19h00 e as 20h00 -, ao longo de três meses, no formato online.

Quanto ao conteúdo da disciplina, ela estará organizada da seguinte forma:

–  Considerações gerais, histórico e definição;

– Principais tratados;

– Sistema de Propriedade Intelectual;

Legislação de propriedade intelectual (internacional e brasileira);

– Formas legais de proteção/exemplos;

– Patentes (definição e requisitos legais exigidos);

– Informação tecnológica a partir dos documentos de patente / Busca de anterioridade;

– Elaboração de relatórios de patente;

– Depósito e gestão de patente;

– Fases do patenteamento;

– PCT (Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes);

– – Exemplos de patentes;

– Da ideia ao produto;

– Como escolher a proteção adequada;

– Marcas;

– Procedimentos para registro e gestão da marca;

– Atividades.

Fique atento às noticias veiculadas no portal e nas mídias sociais do IFSC/USP em relação ao anúncio relativo ao início desta disciplina.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

24 de janeiro de 2023

Microscópio visualiza moléculas usando elétrons em vez de luz: Ex-aluno da USP de São Carlos é o responsável pelo equipamento

Vitor Hugo Serrão, ex-aluno do Curso de Bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares da USP de São Carlos, do Instituto de Física, é um dos pesquisadores especialistas que trabalham com o potente crio-microscópio recentemente instalado no novo centro de crio-microscopia eletrônica, na Universidade de Califórnia, Santa Cruz (UCSC-EUA) – o “Glacios 20 kV Transmission Electron Microscope”, um dos poucos existentes no mundo e uma ferramenta que está ajudando a revolucionar a biologia estrutural.

Este microscópio permite aos pesquisadores  visualizarem proteínas, colhendo imagens delas congeladas em um fino filme de gelo. A operação consiste em colocar uma pequena gota que contém a proteína em uma pequena grade de metal de 3 milímetros de diâmetro. Essa grade é então mergulhada em etano líquido a cerca de -196 °C, congelando  tão rapidamente a amostra que  as moléculas de água vitrificam. Em seguida, essa amostra é colocada dentro do microscópio eletrônico onde um feixe de elétrons permite a formação da imagem. Ou seja, os elétrons funcionam como uma luz que, através da lente de uma sofisticada câmera, cria assim um grande conjunto de imagens que representam projeções das proteínas presentes na amostra. A partir destas projeções são construídos modelos tridimensionais que são posteriormente refinados e analisados.

As novas instalações da UCSC

O novo microscópio e as novas instalações da UCSC, gerenciadas pelo Dr. Vitor Hugo Serrão – que estão abertas para qualquer pesquisador nacional ou internacional e para empresas de biotecnologia -, foram destaques em uma das edições de dezembro de 2022 do jornal “Santa Cruz Sentinel”. Nessa edição, uma das constatações foi que  computadores poderosos ajudam a analisar milhares de imagens para serem montadas em um modelo 3D das moléculas em estudo. Esse modelo 3D, que os cientistas chamam de “estrutura resolvida”, pode ser usado para projetar medicamentos ou aprender sobre doenças, dando como exemplo a imagem da proteína presente na superfície do coronavírus – aquela que apareceu em todos os artigos sobre o COVID-19 nos últimos dois anos. De fato, essa imagem foi gerada usando crio-microscopia eletrônica. Foi um dos principais motivos pelos quais os pesquisadores foram capazes de projetar tratamentos e vacinas de forma tão rápida, mostrando-se muito mais rápida e automatizada do que as técnicas tradicionais, como a cristalografia de proteínas e difração de raios-X.

O pesquisador da UCSC, Vitor Hugo Serrão, junto ao “Glacios Cryo-Transmission Electron Microscope”. (Foto – Elise Overgaard – Santa Cruz Sentinel)

A importância de entender a estrutura de moléculas

Sabendo-se que as proteínas estão na pele, sangue, ossos e em todos os outros tecidos do corpo, elas controlam seu relógio biológico, estão envolvidas em doenças, movimentam os músculos e ativam todos os sentidos, mesmo sendo muito, muito pequenas. Para referência, o diâmetro de um cabelo humano é de cerca de 100.000 nanômetros, enquanto o diâmetro de uma única proteína é em média de cerca de 5 nanômetros.

Em declarações ao citado jornal, o pesquisador Vitor Hugo Serrão confirmou a importância do novo microscópio, afirmando: “Se queremos entender a biologia, que é a ciência que estuda a vida, é importante entender a estrutura de moléculas”. De fato, os biólogos estruturais estudam as formas das proteínas, sendo que a forma determina a função. Proteínas que têm a forma original alterada podem causar doenças, como Alzheimer e Parkinson, e a maioria das drogas são baseadas nas formas das  proteínas alvo. Mas, para estudar as estruturas das proteínas, os cientistas precisam ser capazes de observá-las, algo que o novo microscópio faz com extrema eficiência e rapidez, projetando-se como uma nova ferramenta para avançar nas mais complexas pesquisas.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de janeiro de 2023

Pesquisa/tratamento – Chamada de voluntárias com distúrbios do sono

(Créditos: UCLA)

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), através de seu Grupo de Óptica e do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), está promovendo uma chamada de pesquisa para trinta mulheres voluntárias com idades entre 30 e 50 anos, que tenham distúrbios no sono.

Esta chamada visa desenvolver e avaliar um tratamento para distúrbios do sono com base na aplicação de laser e ultrassom, visando restabelecer os padrões de qualidade nas pessoas que sofrem com esse problema.

As trinta mulheres voluntárias serão divididas em dois grupos de quinze: o primeiro grupo será constituído por voluntárias que tomam medicamentos controlados, enquanto o segundo grupo será composto por voluntárias que não fazem uso de medicamentos controlados.

Não poderão se candidatar grávidas, pessoas com marca-passo e com histórico oncológico.

Esta pesquisa estará sob a responsabilidade do pesquisador do IFSC/USP, Dr. Antonio Aquino, com supervisão do Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, sendo que as inscrições para esta chamada poderão ser feitas através do telefone da Unidade de Terapia Fotodinâmica / Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, pelo telefone (16) 3509-1351.

Assessoria de Comunicação IFSC/USP

20 de janeiro de 2023

“Brazilian School and Workshop on Statistical Mechanics – Recent Developments” – 23 a 27 de janeiro de 2023

Com os patrocínios da FAPESP, Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP e Universidade de São Paulo (USP), realiza-se entre os dias 23 e 27 de janeiro de 2023, nas instalações do IFSC/USP, o “Brazilian School and Workshop on Statistical Mechanics – Recent Developments”, uma Escola dedicada às comunidades científicas das áreas de teoria de matéria condensada e física estatística, cujo foco se irá concentrar em descrever matematicamente fenômenos complexos em sistemas fortemente interativos, reunindo os pesquisadores em um ambiente onde os conceitos e técnicas possam ser disseminados e discutidos.

Esta Escola – integralmente apresentada em idioma inglês – contará com três minicursos na fronteira das áreas de física estatística e matéria condensada, bem como um workshop, atividades estas que procurarão promover novas linhas de pesquisa e angariar mais colaborações através do leque de tópicos que irão ser abordados, como, por exemplo: supercondutividade não convencional, transições de fase, líquidos de spin, dinâmica de sistemas quânticos fechados e dinâmica de sistemas clássicos de não equilíbrio, entre outros.

Para conferir o programa dos Minicursos, clique AQUI.

Para conferir o programa do Workshop, clique AQUI.

Para assistir ao vivo pelo Canal Youtube do IFSC/USP, clique AQUI.

Para se inscrever neste evento, clique na imagem abaixo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

18 de janeiro de 2023

Unidade EMBRAPII do IFSC/USP já contemplou mais de 60 projetos – Total de R$ 30 milhões em recursos

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) é uma instituição governamental cujo foco é apoiar as instituições de pesquisa tecnológica, fomentando a inovação na indústria brasileira. Ao auxiliar a modernizar as empresas através de produtos e/ou processos, a ação da EMBRAPII tem como principal meta fazer com que as empresas sejam mais competitivas, trazendo para a sociedade brasileira as soluções para os seus problemas cotidianos.

Criada em julho de 2017, a Unidade EMBRAPII do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) dedica-se a transformar a ciência produzida em tecnologias nas áreas da óptica, robôtica, instrumentação e novos fármacos. Com mais de sessenta projetos executados e/ou em execução, contemplando um elevado número de empresas – desde as startups até às já consolidadas -, o principal foco da Unidade EMBRAPII do IFSC/USP está relacionada com a saúde humana, animal, vegetal e na defesa do meio ambiente. Os projetos já entregues (38) resultaram em diversos produtos e processos já presentes no mercado.

Coletor solar baseado na redução de perdas térmicas

Uma centena de empresas trabalha com tecnologias desenvolvidas no IFSC/USP

Pesquisador Prof. Vanderlei Bagnato testa sistema portátil para captação de veias para procedimentos intravenosos

Entre as empresas que têm projetos EMBRAPII, sediadas em todo o território nacional, e outras que nasceram no Instituto de Física de São Carlos – perto de quarenta -, existe cerca de uma centena que trabalha com tecnologias que foram desenvolvidas no próprio Grupo de Óptica do IFSC/USP e no Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), um CEPID que se encontra alocado no Instituto, todas elas tendo em consideração as necessidades sociais. “Como a Unidade EMBRAPII do IFSC/USP trabalha com pequenas e médias empresas, é óbvio que o nosso foco seja desenvolver equipamentos que resolvam alguns dos principais problemas do país. Um dos exemplos é um equipamento desenvolvido em nossos laboratórios, que tem a missão de realizar exames do solo para determinar a sua qualidade, tendo em vista melhorar a produtividade”, sublinha o Prof. Vanderlei Bagnato, coordenador da Unidade EMBRAPII do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP). Contudo, as pesquisas realizadas pelo Grupo de Óptica do IFSC/USP e pelo CEPOF são bastante diversificadas, abrangendo outras áreas importantes, tendo sido desenvolvidos, até agora, outros equipamentos, principalmente na área médica – lasers terapêuticos, microscopia, análises clínicas e instrumentação cirúrgica, entre outros -, produtos que já estão disponíveis nas diversas necessidades do mercado, com a particularidade de serem de baixo custo.

Novos horizontes: colaboração internacional mais intensa e destaque para a saúde pública

Embora o sucesso da Unidade EMBRAPII do IFSC/USP seja claramente visível, a intenção do Prof. Vanderlei Bagnato é atingir uma nova etapa com a intensificação da colaboração internacional, atendendo ao sucesso alcançado até agora, sendo necessário ultrapassar as fronteiras nacionais e trazer recursos e empresas diretamente da Europa e dos Estados Unidos. Segundo Bagnato, já se encontram em curso ações no âmbito do programa europeu “Eureka” que deverão gerar parcerias entre empresas brasileiras e europeias não apenas determinando novas tecnologias para o mundo, como também contribuindo para a inserção do know-how brasileiro na Europa. “Além desse programa, a participação no projeto “Global Health” também se mostra de vital importância, já que ela deverá gerar produtos e processos relacionados com um dos tipos

Sistema portátil de captação de veias para procedimentos intravenosos

de câncer mais recorrente no mundo – câncer de colo de útero -, projeto que pretende melhorar os procedimentos para o tratamento das lesões colo-uterinas em países que necessitam de alta tecnologia com baixo custo. Como vê, temos projetos para produzir melhores medicamentos, para treinar profissionais e, principalmente, para preparar melhor as empresas a produzirem o máximo no país”, diz Bagnato. No IFSC e na EESC a Unidade EMBRAPII conta com mais de dez professores participando e cerca de quarenta bolsistas desenvolvendo os projetos. Uma característica importante é que a Unidade EMBRAPPI do IFSC/USP procura ter uma participação ativa das empresas parceiras em todos os projetos, sendo que isso simplifica e cria o compromisso para se alcançar ainda mais sucesso.

Trabalhar mais com startups, promover a formação de novas empresas e incentivando-as a apoiar as áreas mais deficitárias do país, é uma das apostas de Bagnato. “Um dos projetos mais importantes que temos em desenvolvimento é dedicado à área de descontaminação ambiental de espaços fechados, incluindo áreas hospitalares. Trata-se de um combate a fungos e bactérias, algo que se tornou recentemente um dos grandes desafios da saúde pública mundial”, enfatiza o pesquisador. Neste contexto e também na área da saúde pública está sendo desenvolvido, em parceria com uma empresa, um sistema portátil dedicado ao tratamento da pneumonia resistente a antibióticos, de forma não-invasiva e de baixo custo, equipamento que em um futuro próximo poderá estar disponível nos consultórios médicos, postos de saúde e hospitais.

Aplicação fotônica no tratamento da alopecia androgenética (calvicie feminina)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de janeiro de 2023

Chamada de voluntários para projeto que limita a seleção e a transmissão de resistência a antibióticos

Continua aberta a participação de voluntários para o projeto “Estratégias de intervenção da microbiota que limitam a seleção e a transmissão de resistência a antibióticos no domínio da saúde única (MISTAR)”, sob responsabilidade da Profa. Dra. Ilana Camargo do LEMiMo (IFSC-USP).

Esta chamada tem como objetivo estudar a ocorrência de bactérias resistentes aos antibióticos na comunidade, pelo que os pesquisadores se propõem avaliar a poeira existente nas casas e a microbiota de residentes (tutor e cão) antes e durante um período de purificação de ar do ambiente doméstico em diferentes grupos, a saber:

– casas sem cão;

– casas com cão que não tomou antibiótico nos últimos 3 meses;

– casas com cão que tomou antibiótico nos últimos 3 meses.

Para isso, o IFSC/USP busca voluntários que se enquadrem em um desses grupos para participarem do projeto.

Os interessados em participar podem enviar email para lemimo@ifsc.usp.br para que o grupo de pesquisa entre em contato.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

8 de janeiro de 2023

USP – Nota em defesa da Democracia Brasileira

08 de janeiro de 2023

“A Universidade de São Paulo não aceita, não tolera e não admite agressões à democracia.

Comprometida com a Constituição Cidadã de 1988 e com os Direitos Humanos, a USP repudia os atos criminosos e terroristas praticados por vândalos ridículos, que depredaram as sedes dos três poderes da República hoje em Brasília.

Os arruaceiros fanáticos mancharam de vergonha a capital federal na data de hoje.

Entidades do mundo todo, representantes de governos estrangeiros e instituições democráticas rechaçam a baderna e se solidarizam com o novo governo brasileiro, eleito e empossado legitimamente.

Pela presente nota, a USP vem se somar aos que defendem a nossa República e rechaçar os que promovem a destruição, movidos pelo ódio e pela ignorância.

A USP exige o esclarecimento imediado dos fatos e a punição dos responsáveis pelo terrorismo.

Ditadura nunca mais.

Democracia sempre.

Carlos Gilberto Carlotti

Reitor da USP

Maria Arminda do Nascimento Arruda

Vice-reitora da USP”

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

6 de janeiro de 2023

Pesquisadora do IFSC/USP lança livro: “Clô, a bactéria”

“Quando meu filho Valentin teve que tomar a última dose da vacina contra o tétano, ele não entendia a importância de se vacinar… Foi quando “Clô, a bactéria” surgiu na minha vida”, pontua a docente e pesquisadora do IFSC/USP, Profª Ilana Camargo, autora deste livro da “Editora Dialética”

Clostridium tetani é uma bactéria carinhosamente chamada de “Clô” nesta obra. O livro, dedicado às crianças e à família, conta como a Clô se multiplica, sobrevive no ambiente e de que forma causa o tétano… Por outro lado, Clô também sabe como a vacina contra o tétano funciona e conta tudo de forma didática, muito simples

“Clô, a bactéria” é uma forma de educar a família e conscientização para os adultos.

Clô dá dicas para as crianças se protegerem e ajuda a convencer os pequenos de que temos que nos vacinar!

O livro pode ser adquirido em sua forma de eBook em vários sites, dentre eles o Google livros (VER AQUI), ou na sua forma física em vários marketplaces, dentre eles o site da editora (CONFIRA AQUI).

 

Durante este mês de Janeiro, a iniciativa “Tarde de Férias do CDCC” irá dedicar um pouco de sua programação sobre a temática das bactérias e sobre a história da Clô.

Consulte a programação do CDCC.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de janeiro de 2023

Pesquisadores da USP criam sensor que detecta metais pesados no suor

Imagem – Anderson M. de Campos

Metais pesados, como chumbo e cádmio, estão presentes em ambientes e itens utilizados no dia a dia, como baterias, produtos de beleza e até alimentos. Por serem tóxicos, seu efeito cumulativo no organismo pode causar uma série de problemas para a saúde. E para detectá-los em fluidos corporais são necessários instrumentos analíticos caros e ambiente controlado para testes. Como alternativa, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram, com materiais simples, um sensor portátil capaz de verificar a presença desses elementos no suor, cuja amostra pode ser facilmente obtida.

O estudo, apoiado pela FAPESP, envolveu grupos dos institutos de Física (IFSC/USP) e de Química (IQSC/USP) de São Carlos, além de colaboradores da Universidade de Munique (Alemanha) e da Chalmers University of Technology (Suécia), sendo que os resultados foram divulgados na revista “Chemosensors”.

“Determinar a exposição a metais pesados pode oferecer informações importantes sobre a saúde de uma pessoa: altos níveis de cádmio podem levar a problemas fatais no trato respiratório, fígado e rins; enquanto a intoxicação por chumbo pode retardar o crescimento e o desenvolvimento, além de causar irritabilidade, aumento de comportamento violento, dificuldades de aprendizagem, fadiga, perda de memória e apetite, infertilidade, pressão alta, perda auditiva em crianças e declínio no funcionamento mental em adultos”, afirma Paulo Augusto Raymundo Pereira, idealizador do trabalho e pesquisador do IFSC-USP.

Segundo o pesquisador, esses metais são eliminados do organismo principalmente pelo suor e pela urina. A análise desses fluidos corporais, portanto, pode auxiliar em estudos toxicológicos e terapêuticos.

Pesquisador Paulo Augusto Raymundo Pereira (IFSC/USP)

“Dessa forma, o design e a fabricação de sensores flexíveis usando métodos de prototipagem fáceis, baratos e rápidos para produção em larga escala, como é o caso do nosso dispositivo, são fundamentais para o monitoramento e a detecção in loco do estado de saúde dos indivíduos, em análises descentralizadas.”

Ao contrário de outras técnicas padrão-ouro para detectar metais pesados em fluidos biológicos, todos os materiais e as etapas de produção do sensor da USP são simples.

“Feito sobre polietileno tereftalato [PET], o dispositivo utiliza uma fita adesiva condutora de cobre flexível e uma etiqueta de papelaria que contém o desenho dos sensores, além de esmalte de unhas ou spray como camada protetora. Para remover o cobre exposto, é realizada uma imersão em solução concentrada de cloreto férrico por 20 minutos, seguida de lavagem com água, o que promove a corrosão necessária. Tudo isso se traduz em maiores velocidade e escalabilidade, com baixos consumo de energia e custo”, detalha Robson R. da Silva, pesquisador da Chalmers University of Technology e coautor da pesquisa.

Depois de pronto, o dispositivo é conectado a um instrumento portátil chamado potenciostato, que executa a análise por meio de um potencial aplicado que produz uma corrente elétrica proporcional à concentração de cada metal. O resultado é obtido em um aplicativo, que pode ser instalado em equipamentos eletrônicos como notebooks, tablets ou smartphones.

Por sua simplicidade, pode ser manuseado tanto por analistas quanto por pessoas não especializadas ou treinadas, em ambientes de saúde como postos, hospitais e consultórios. Outra vantagem é que seu uso pode ser estendido para outras áreas, como a ambiental.

“Poços artesianos, por exemplo, são regulamentados e precisam passar por análise de metal. Nosso sensor poderia ser extremamente útil nesses casos”, afirma Anderson M. de Campos, pesquisador da Universidade de Munique e integrante da equipe.

Melhorias e possível patente

O desempenho do sensor na detecção de chumbo e cádmio foi avaliado em estudos feitos com amostras de suor artificial enriquecido sob condições experimentais ideais. Porém, ainda são necessárias adaptações para que o dispositivo possa ser patenteado.

“Até a finalização desta invenção, não encontramos nenhum relato sobre o uso de sensores flexíveis de cobre para detecção de metais tóxicos no suor, mas uma busca de anterioridade provavelmente deve encontrar algo semelhante, o que dificultaria nosso processo”, diz o pesquisador do IQSC-USP Marcelo L. Calegaro, coautor da pesquisa.

Para ultrapassar essa barreira, o cientista trabalha em melhorias e na expansão de aplicação. Uma das ideias é substituir a etapa de corrosão, que gera detritos e resíduos, pelo corte em uma máquina de papel. Outra é utilizar o mesmo desenho de sistema para detectar também pesticidas na água e em alimentos, por exemplo.

O artigo “Design and Fabrication of Flexible Copper Sensor Decorated with Bismuth Micro/Nanodentrites to Detect Lead and Cadmium in Noninvasive Samples of Sweat” pode ser lido AQUI.

(Por: Julia Moióli /Agência FAPESP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

3 de janeiro de 2023

Produção científica do IFSC/USP no mês de dezembro de 2022

Para ter acesso às atualizações da produção científica do IFSC/USP cadastradas no mês de dezembro de 2022, clique AQUI, ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, localizado em frente à entrada da Biblioteca do IFSC/USP.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico “Biosensors and Bioelectronics” (VER AQUI).

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de janeiro de 2023

Inscrições para o Fox International Fellowship Program, Yale University (Pós-Graduação)

Estão abertas até às 12h00 do dia 20 de janeiro de 2023,  as inscrições para o Edital 1636 – Fox International Fellowship Programa, da Yale University, nos Estados Unidos (vaga e bolsa), dirigido a estudantes de pós-graduação – mestrado e doutorado – de diversos cursos, desde que seus projetos se relacionem diretamente com as áreas descritas no citado edital.

As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente via Internet, por intermédio do Sistema Mundus (na área de acesso público). Leia atentamente o edital e inscreva-se, sob o código 1636, em Editais > Alunos de Pós-Graduação  (VER AQUI) (não é necessário login no sistema).

Em caso de dúvidas, entre em contato com o escritório internacional da sua Unidade USP.

Para conferir o edital, clique AQUI.

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

22 de dezembro de 2022

FAPESP faz chamada para fixação de jovens doutores em São Paulo

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), torna pública a presente Chamada e convida os interessados a apresentarem propostas de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e de inovação para obtenção de apoio financeiro no âmbito do Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil, em conformidade com o Acordo de Cooperação Técnica FAPESP/CNPq, Processo SEI nº 01300.008822/2022-31.

Para acessar esta chamada, clique AQUI.

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de dezembro de 2022

Cursinho Popular da Licenciatura em Ciências Exatas – Abertas as inscrições para processo seletivo de novos alunos

O Cursinho Popular da Licenciatura em Ciências Exatas (CPCEx) é um projeto fundado pela Secretaria Acadêmica da Licenciatura em Ciências Exatas (SACEx) da Universidade de São Paulo e mantém suas atividades desde 2007.

O CPCEx tem como principal objetivo democratizar o acesso à educação e promover preparação para os principais vestibulares.

No passado dia 06 do corrente mês, foram abertas as inscrições para o processo seletivo de novos alunos do cursinho. São um total de 40 vagas, sendo 50% reservadas a estudantes que estejam cursando ou tenham cursado o ensino médio integralmente em escola pública.

Existem duas formas de inscrição:

Inscrição virtual – Basta acessar o formulário (VER AQUI);

Inscrição presencial – Realizada no Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) – Endereço: Rua Nove de Julho, 1227, Centro – São Carlos – SP

Telefone: (16) 3373-9772

Email: cdcc@cdcc.usp.br

Horário de funcionamento:

Segunda-feira: das 14h às 18h

Terça-feira a Sexta-feira: das 8h às 18h

Sábados: das 9h às 12h

Para mais informações, acesse o edital AQUI.

As inscrições encerram-se dia 06/01/2023.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de dezembro de 2022

Os 22 anos do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF) – Ao serviço da Ciência e Sociedade

O Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), sediado no Instituto de Física de São Carlos (USP) – ver AQUI, AQUI e AQUI –  e diretamente conectado com seu Grupo de Óptica, está comemorando o seu 22º aniversário mantendo os mesmos princípios que nortearam a criação deste CEPID da FAPESP no ano de 2000 e que o transformaram em um dos mais importantes centros de pesquisa do país.

E, à missão de desenvolver a ciência básica e aplicada, e de promover avanços tecnológicos na grande área de conhecimento, que é a Óptica, a vasta equipe do CEPOF soube adicionar com extrema eficiência uma ampla colaboração inter e multidisciplinar com universidades e outras instituições de pesquisa nacionais e estrangeiras, bem como com empresas e centros de pesquisas privados, além de uma intensa ação de difusão das ciências junto à sociedade, principalmente junto ao público mais jovem, nas escolas.

Feiras de ciências, criação de kits educacionais, workshops e simpósios, programas em colaboração com as diretorias de ensino, mostras e exposições públicas, bem como um canal de televisão próprio transmitindo vinte e quatro horas e onde são difundidas aulas e programas educativos, são alguns dos exemplos desse permanente “link” com a sociedade, tudo isso provocando impactos muito positivos de diversa ordem.

Prof. Vanderlei Salvador Bagnato

Com cerca de três centenas de colaboradores, entre pesquisadores, técnicos, pessoal administrativo e alunos de pós-graduação, um dos principais objetivos do CEPOF é o campo da inovação: ou seja, transformar o conhecimento gerado em protocolos, produtos e equipamentos que contribuam para a resolução dos diversos problemas que a sociedade enfrenta, principalmente na área da saúde, contribuindo, simultaneamente, para o avanço da economia do país.

Ao longo destes vinte e dois anos de trabalho, o CEPOF tem sido reconhecido pela sua competência, dinamismo e espírito inovador em desenvolver inúmeros projetos científicos importantes, contando até agora com mais de cem patentes concedidas e registradas, tendo-se destacado nacional e internacionalmente por sua atuação no combate à COVID-19 nos anos de 2020 e 2021, e em 2022 na recuperação de pacientes com sequelas provocadas pela doença, tudo através de protocolos e equipamentos desenvolvidos em seus próprios laboratórios.

Neste aniversário, falar do êxito do CEPOF é igualmente enaltecer os nomes de todos os pesquisadores* que fazem parte dessa vasta equipe coesa, liderada pelos pesquisadores, Vanderlei Salvador Bagnato, Euclydes Marega Junior e Jarbas Caiado Neto.

*Adriano Siqueira; Alessandra Rastelli; Ana Claudia Pavarina; Ben-Hur Borges; Carla Fontana; Clovis de Souza; Cristina Kurachi; Daniel Magalhães; Débora Pereira; Emanuel Henn; Ewweron Mima; Francisco Guimarães; Francisco Ednilson dos Santos; Glauco Caurin; Gustavo Telles; Hernane Barud; Juliana Ferreira-Strixino; Kilvia Farias; Kleber de Oliveira; Ladislau Neto; Lilian Moriyama; Luciano Bachmann; Marcelo Becker; Mônica Caracanhas Santarelli; Natália Inada; Patrícia Castilho; Paulino Villas Boas; Philippe Courteille; Raul Teixeira; Rodrigo Shiozaki; Romain Bachelard; Sebastião Pratavieira; Sérgio Muniz e Thiago Cunha.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de dezembro de 2022

Experimento com ultrassom neutraliza o SARS-CoV-2 – Pesquisadores da USP de São Carlos e Ribeirão Preto inativam vírus “in vitro” com ressonância acústica

Imagine eliminar uma infecção viral causada pelo SARS-CoV-2, sem medicamentos ou qualquer procedimento invasivo, utilizando apenas ondas acústicas. O procedimento seria rápido, indolor e seguro, bastaria ao paciente colocar um equipamento similar a um colar em seu pescoço, e em poucos minutos os vírus presentes em sua corrente sanguínea estariam neutralizados. Isso lembra muito os tratamentos médicos de filmes de ficção científica, como “Jornada nas Estrelas”, nos quais uma medicina avançada era capaz de curar doenças com equipamentos não invasivos. Até há pouco tempo, técnicas como estas estariam presentes apenas na ficção, mas um experimento realizado por cientistas da USP abre caminho para esse novo horizonte.

Pesquisadores da USP de São Carlos (Instituto de Física – IFSC/USP) e USP de Ribeirão Preto (Faculdade de Medicina / Faculdade de Ciências Farmacêuticas), desenvolveram um trabalho experimental realizado “in vitro”, que confirma, pela primeira vez, a hipótese matemática coordenada pelo cientista do MIT (Massachussets Institute of Technology), Tomasz Wierzbicki, a qual sugere que o ultrassom poderia ser utilizado para neutralizar o SARS-CoV-2. O experimento brasileiro demonstrou que esta hipótese é verdadeira, ou seja, o ultrassom de fato é capaz de entrar em ressonância com a proteína spyke presente na casca envoltória do vírus e quebrá-la, o que inativa o patógeno.

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Odemir Bruno, co-autor do trabalho brasileiro, afirma que quando se deparou com esse trabalho teórico viu nele uma excelente alternativa para revolucionar o combate à pandemia do COVID-19 e de outras doenças causadas por vírus. Para tanto, estabeleceu uma parceria com a USP de Ribeirão Preto que permitiu que o experimento pudesse ser desenhado e realizado. A aposta dos pesquisadores foi testar inúmeros aparelhos de ultrassom cujas frequências pudessem penetrar a pele humana e encontrar “aquela” frequência que seria capaz de entrar em ressonância e quebrar o vírus – tal como a frequência única do som de uma corda de violino que é capaz de estilhaçar uma taça de cristal.

“Tivemos a sorte de encontrar um único equipamento hospitalar que emite essa exata frequência (5/10 MHz). Conseguimos demonstrar experimentalmente que a técnica funciona “in vitro” sendo muito eficaz na inativação do vírus e na redução drástica da carga viral. Vamos ter que realizar muitos procedimentos ainda para compreender melhor o fenômeno, mas o certo é que o ultrassom destrói o vírus e tem potencial para se tornar uma poderosa arma que a medicina poderá usar para combatê-lo”, afirma o pesquisador.

Odemir Bruno, juntamente com cientistas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, desenharam todo o experimento que obedeceu a logísticas complicadas, sendo que o próximo passo é saber qual é precisamente o local da “casca” do vírus que se rompe devido à ação do ultrassom e que vantagens – ou desvantagens – existem para os pacientes com essa destruição. “O que sabemos com precisão, neste momento, é que o vírus pode ser inativado por ultrassom e através de aparelhos simples que já foram aprovados pela ANVISA e pelo FDA (EUA).

Uma revolução fantástica

Prof. Odemir Bruno

As pesquisas seguem com algum cuidado para que os pesquisadores possam ter em mãos todas as informações necessárias. Atualmente, experimentos “in vivo” com cobaias estão sendo conduzidos e, dependendo destes resultados, poderão ser realizados experimentos clínicos em humanos. Muitos pormenores terão que ser investigados e analisados, sendo que um deles é ver qual o tempo que será necessário para aplicar o ultrassom nos pacientes e qual será a intensidade e frequência para otimizar a ressonância que é capaz de destruir o vírus. “Com a frequência e intensidade precisas, em poucos segundos o vírus fica inativado na cadeia sanguínea”, enfatiza o Dr. Odemir Bruno. A estratégia de aplicação do ultrassom, segundo o pesquisador, será bastante simples. “Por exemplo, através de um colar, parecido com um colar cervical, que é colocado no paciente. É a partir dele que o ultrassom irá funcionar, incidindo sua ação durante determinado tempo em todas as principais artérias que passam pelo pescoço”, explica o pesquisador. Um processo que se afigura sem dor, sem invasão, sem contra-indicações e sem medicamentos.

Prof. Flavio Veras (Créditos – FMRP/USP)

Para o Prof. Odemir Bruno, este método, que poderia ser administrado contra outros vírus ou doenças, tem potencial para uma autêntica revolução na virologia. “O combate à pandemia reuniu esforços de cientistas no mundo todo e nas mais diversas áreas de conhecimento. O que se descobriu sobre virologia nos últimos três anos, devido ao COVID-19, supera tudo aquilo que foi feito nessa área ao longo dos
Último meio século. Devemos ter muitas novidades na medicina nos próximos anos”, conclui o pesquisador.

O Prof. Flavio Veras, co-autor do trabalho e pesquisador da USP de Ribeirão Preto, complementa, afirmando que, embora ainda haja muito trabalho a ser realizado, o caminho para que o novo tratamento chegue até os pacientes está traçado. “Tudo vai depender do sucesso da próxima fase, que é verificar a evolução clínica das cobaias infectadas com o COVID. Estamos realizando este experimento atualmente. Precisamos saber até onde o ultrassom é capaz de inativar o SARS-CoV-2, considerando a corrente sanguínea, o sistema respiratório e em outros órgãos que podem ser afetados pela COVID-19. Após a conclusão destes estágios, em caso de real sucesso da técnica, poderão ser inicializados os testes clínicos com humanos. Mas, salientamos, ninguém deve tentar utilizar o tratamento por ultrassom como terapia, já que é um trabalho científico experimental, em andamento, e pode ser prejudicial e danoso. Somente após a conclusão dos estudos é que terapias poderiam ser recomendadas.”, comenta o pesquisador. Os cientistas estão esperançosos e trabalhando intensamente para que concluídas todas estas etapas, equipamentos de tratamento clínico com ultrassom cheguem ao mercado e ajudem a salvar vidas.

Assinam este artigo científico os pesquisadores: Flavio Veras, Ronaldo Martins, Eurico Arruda, Fernando Q. Cunha e Odemir M. Bruno.

Para conferir o artigo científico, clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

14 de dezembro de 2022

Coordenadora de difusão do CEPOF-IFSC/USP recebe prêmio

A coordenadora de difusão do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF), alocado no IFSC/USP, Drª Wilma Regina Barrionuevo, foi uma das personalidades distinguidas com o “Prêmio Personalidade da Tecnologia”, em sua 36ª edição realizada no passado dia 08 de dezembro e promovida pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP).

Criado em 1987 para celebrar o Dia do Engenheiro, cuja data oficial é 11 de dezembro, a iniciativa homenageou profissionais que se destacaram em suas áreas de atuação.

Além de Wilma Barrionuevo (Segurança Alimentar), foram premiados Guilherme de Oliveira Estrella (Energia), Carlos Afonso Nobre (Mudanças Climáticas), Vicente Abate (Reindustrialização), Markus Francke (Transporte Sustentável) e Ivani Contini Bramante (Valorização Profissional).

As categorias e nomes escolhidos para a edição 2022 “representam as urgências do momento e apontam caminhos para o futuro de avanços socioeconômicos com sustentabilidade e qualidade de vida”, destacou o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro.

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina e em Gestão de Tecnologia da Informação pela Universidade Paulista, Wilma Barrionuevo tem mestrado e doutorado em Ecologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pela Universidade de Nevada (EUA). Tem ainda três pós-doutorados pela USP nas áreas de Engenharia Ambiental, de Química e Física Computacional.

Desenvolveu o projeto sobre automação de hortas verticais com uso de LED, visando a produção de hortaliças, leguminosas e ervas medicinais com a utilização de energia limpa. O objetivo é evitar o uso de pesticidas, de modo a proporcionar melhor qualidade de vida e segurança alimentar em classes sociais diversas, em todas as regiões brasileiras.

Atua no Instituto de Física de São Carlos da USP, sendo coordenadora de Difusão Científica do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CePOF), por meio do qual capacita professores e estudantes de escolas públicas e participa da formação de centenas de clubes de ciências.

É autora e coautora de obras nas áreas de ciências e saúde e também de inovação empresarial. Recebeu premiações como cientista emérita nas áreas de Tecnologia, Inovação e Educação.

Para conferir o CV dos premiados, clique AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

12 de dezembro de 2022

Saliva indica a presença – ou não – do vírus COVID-19 – Novo biossensor detecta através de mudança de cor o vírus mesmo em início da contaminação

Pesquisadora Elsa Materón finalizando os testes no laboratório do IFSC/USP

Uma pessoa vai à farmácia, compra um pequeno tubo, abre a tampa e coloca um pouco de saliva no interior. Passados cinco minutos ela fica sabendo se contraiu – ou não – a COVID-19 graças a uma mudança de cor no interior do tubo.

Este poderá ser o cenário em um futuro muito próximo no que diz respeito a um novo e inovador teste para a COVID-19, que pode ser estendido para outros vírus, graças à criação de um novo biossensor desenvolvido por uma equipe de cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e de várias outras instituições. Parte dos resultados desses estudos foi publicada na “ACS Applied Materials & Interfaces”.

Tendo como principal autora da publicação científica a pesquisadora Elsa Materón (IFSC/USP), este novo biossensor é constituído por nanopartículas de ouro recobertas com um anticorpo. Ao entrarem em contato com a proteína espícula (Spike) do vírus SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, a dispersão com as nanopartículas muda de cor. Isso ocorre mesmo para concentrações baixas do vírus, ou seja, mesmo para os estágios iniciais da COVID-19, quando a carga viral ainda é pequena.

As alterações de cor

A mudança de cor acontece porque as nanopartículas recobertas com anticorpos se aglomeram em torno do vírus no tubo, obviamente se a saliva contiver o vírus. Para altas cargas virais, a mudança é facilmente visível, de vermelho para roxo, em apenas cinco minutos. Para pacientes com carga viral baixa, ou seja, que estejam no início da contaminação, a mudança de cor poderá ser quase imperceptível, podendo suscitar dúvidas devido à dificuldade de verificação. Essa dificuldade foi resolvida pelos pesquisadores, simplesmente fotografando o tubo com o biossensor usando um telefone celular. As fotos são processadas com um aplicativo (app) específico que permite determinar a carga viral, sendo que essa determinação é feita com uso de inteligência artificial para correlacionar imagens à carga viral.

Para o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Osvaldo N. Oliveira Jr., que também assina o estudo: “Este método é inovador na medida em que permite diagnosticar a COVID-19 sem usar instrumentos (apenas um telefone celular). É possível facilmente estender o método para outros vírus, bastando alterar o anticorpo”, pontua o pesquisador.

Além de servir para o diagnóstico de COVID-19, o biossensor pode ser usado para verificar se há contaminação de águas com o vírus SARS-CoV-2. Nos testes publicados no artigo científico, comprovou-se a determinação da carga viral em águas colocadas diretamente no tubo contendo as nanopartículas (biossensor), sem necessidade de pré-tratamento. Assim, a tecnologia desenvolvida permite um monitoramento rápido de contaminação ambiental, sem necessitar instrumentos ou operadores especializados para as análises.

Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Jr.

As pesquisas continuam com testes em voluntários em hospitais de Brasília, cujos resultados são excelentes. Numa bateria de testes, o diagnóstico com o biossensor de nanopartículas teve acerto de 100% em comparação ao padrão de PCR (teste molecular denominado polymerase chain reaction). Este trabalho foi feito no âmbito do projeto da Rede Nanoimunoteste, coordenada pelo Prof. Ricardo Bentes de Azevedo, da Universidade de Brasília (UnB), tendo recebido também os apoios da CAPES, CNPq e FAPESP.

Colaboraram neste estudo pesquisadores das seguintes instituições, cujos nomes se encontram mencionados no artigo científico (VER AQUI).

Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP); Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioanalítica (INCTBio – Campinas); Instituto de Física “Gleb Wataghin” (UNICAMP); Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Laboratório Nacional de Nanotecnologia para a Agricultura (EMBRAPA – Instrumentação); Instituto de Biologia (UNICAMP); Instituto Nacional do Câncer (RJ); Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), e Departamento de Física da Universidade del Valle, na Colômbia.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

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