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12 de novembro de 2019

Na maior competição de Biologia Sintética do mundo: Team “USP-São Carlos” (IFSC/USP) arrecada prata, e…

As equipes da USP – São Paulo e da USP – São Carlos foram os grandes destaques da edição de 2019 do iGEM” – International Genetically Engineered Machine Competition,a maior competição de biologia sintética do mundo, este ano realizada na cidade de Boston (EUA) entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro. Entre 344 equipes oriundas de 46 países, a equipe USP – São Paulo arrecadou uma medalha de ouro, enquanto que a USP – São Carlos trouxe para casa uma medalha de prata.

Team “USP – São Carlos” – iGEM 2019

O team USP – São Carlos foi integralmente constituído por dezoito alunos de graduação e pós-graduação do Curso de Ciências Físicas e Biomoleculares (CFBio) do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), que levaram até Boston um projeto para a criação de um filtro bacteriano para despoluir as águas atingidas por desastres naturais, como aqueles que aconteceram com os rompimentos das barragens de Brumadinho (2019) e Mariana (2015) (ver pormenores AQUI).

Dentre as equipes que receberam Medalha de Ouro, contam-se as da BEAS-China, Sorbonne, Oxford, ETH Zurich, Humboldt Berlin, MIT e Virgina.

Dentre as que receberam Medalha de Prata, contam-se as equipes Pasteur Paris, Washington, U.Zurich, Tokyo Tech, Madrid UCM, Aix Marseille, Stockolm, Unig Geneve, NYU New York e Shangai Tech.

O Brasil esteve representado nesta competição por seis equipes, número recorde desde que nosso país iniciou sua participação, em 2010.

Equipes brasileiras participantes:

UFRGS / UFPR / UFSCar / USP – SÃO CARLOS / USP – SÃO PAULO / UFAM.

Os resultados obtidos pelo Brasil foram:

Medalhas de Bronze: UFRGS e UFAM;

Medalhas de Prata: UFSCar e USP – São Carlos;

Medalhas de Ouro: USP – São Paulo;

Prêmio Best Rookie Judge: Fábio Nunes de Mello – USP – São Paulo.

A próxima edição do iGEM será em 2020, em Paris (França).

Mais informações sobre a competição podem ser obtidas clicando AQUI.

Confira AQUI O projeto da equipe USP – São Carlos.

Confira AQUI o projeto da equipe USP – São Paulo.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

12 de novembro de 2019

Profª Yvonne Mascarenhas homenageada pelo Instituto de Química (USP)

O Reitor da USP, Prof. Vahan Agopyan, Profª Yvonne Mascarenhas e o Diretor do Instituto de Química da USP, Prof. Paolo Di Mascio

No dia 04 do corrente mês, a docente e pesquisadora do IFSC/USP, Profª Yvonne Mascarenhas, foi agraciada com o Prêmio Rheinboldt-Hauptmann, atribuído pelo Instituto de Química da USP, em cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário e presidida pelo Reitor da USP, Prof. Vahan Agopyan.

A apresentação da biografia da decana do IFSC/USP foi feita pelo também docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Glaucius Oliva, que sublinhou a extraordinária trajetória acadêmica e profissional da homenageada, onde se destacam o seu pioneirismo e a dedicação permanente no desenvolvimento da ciência nacional, com repercussões internacionais.

Em seu breve, mas significativo discurso, o Reitor da USP classificou a Profª Yvonne Mascarenhas como um “ícone” da USP e um de seus mais importantes alicerces.

A Profª Yvonne Mascarenhas é considerada uma das mais importantes pesquisadoras brasileiras na área de cristalografia de raio X, tendo sido a primeira diretora do IFSC/USP, em 1994.

O Prêmio Rheinboldt-Hauptmann foi criado em 1987 e homenageia pesquisadores que se destacam pela excelência de seu trabalho científico e acadêmico.

Os professores alemães Heinrich Rheinboldt e Heinrich Hauptmann, que dão nome ao prêmio, foram fundadores do Departamento de Química da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e tiveram papel importante na nucleação do atual Instituto de Química da Universidade.

Estiveram presentes neste evento, o Pró-Reitor de Graduação da USP, Edmund Chada Baracat, o Diretor e o Vice-Diretor do Instituto de Química da USP, respectivamente, Paolo Di Mascio e Pedro Vitoriano de Oliveira, além de docentes e funcionários da Universidade.

(Foto de Marcos Santos – Jornal da USP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

11 de novembro de 2019

Empresa lança desafio global para zerar resíduos de embalagens

A empresa Natura lançou uma chamada global à rede de inovadores para encontrar novos meios de combater a geração de resíduos e a poluição por plástico, através do Natura Innovation Challenge Zero Waste Packaging.

Empreendedores, startups, instituições de pesquisa, universidades e empresas estão convidados a apresentar soluções com novos materiais renováveis, solúveis ou biodegradáveis, bem como inovações em modelos logísticos, de serviços ou comerciais.

São esperadas soluções que já tenham alguma etapa de desenvolvimento realizada, podendo ser em pesquisa aplicada, validada ou disponível para escalonamento. Todas as iniciativas com potencial para resolver o desafio serão analisadas pelo time da Natura e as soluções escolhidas poderão realizar parcerias e receber investimentos para se tornarem viáveis.

De acordo com estudo realizado pela ONU, 1.3 bilhão de toneladas de lixo são geradas anualmente em todo o planeta, sendo que no Brasil a média, por ano, é de 78 milhões de toneladas.

As inscrições para o Natura Innovation Challenge Zero Waste Packaging vão até o dia 30 de novembro.

Para participar basta preencher o formulário (AQUI).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

11 de novembro de 2019

Mestranda do nosso Instituto fala sobre o WO3 em seminário

O programa de seminários do Grupo de Pesquisa em Nanomateriais e Cerâmicas Avançadas do IFSC/USP – NaCA, realizou mais uma edição no dia 08 de novembro, com a apresentação do tema WO3 nanostructures synthesis: characterization and investigation  of sensor property of thin films, sob a responsabilidade da Mestranda em Ciência e Engenharia de Materiais de nosso Instituto, Janaína Lima Borges

Em sua apresentação, Janaína sublinhou que apesar do fato de os sensores de gás serem desenvolvidos desde há 50 anos, seu estudo ainda é relevante. Nos últimos anos, a análise da respiração humana tem sido usada como ferramenta útil para diagnóstico não invasivo e monitoramento de uma ampla gama de doenças.

O WO3 é um dos materiais de interesse que tem sido extensivamente estudado como camada de detecção de gás, aplicada, por exemplo, em dispositivos para acetona, ozônio e sensores de umidade.

O principal objetivo do estudo apresentado pela palestrante é a preparação de filmes finos de WO3 e a investigação da relação entre estruturas e propriedades morfológicas, com sua aplicação como sensor de gás.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

8 de novembro de 2019

Bioeletroquímica e as reações de transferência de elétrons em proteínas

A edição do programa Colloquium diei, promovido pelo Instituto de Física de São Carlos e relativo ao dia 08 de novembro, teve como palestrante convidado o Prof. Dr. Frank Nelson Crespilho (IQSC/USP), Coordenador do Laboratório de Bioeletroquímica e Interfaces da USP e Vice-Coordenador do Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo São Carlos, que apresentou o tema Bioeletroquímica e as reações de transferência de elétrons em proteínas.

Em sua apresentação, Frank Crespilho enfatizou o fato de que na última década, a Bioeletroquímica de proteínas redox tem se ocupado com grandes questões na ciência, tais como produzir bioenergia diretamente de um carboidrato, converter energia solar em energia elétrica de forma eficiente e com baixo custo, localizar um problema genético evitando a formação de um tumor, detectar níveis de açúcares no sangue instantemente para o controle da diabetes e acelerar reações químicas que demorariam anos para ocorrer (bioeletrocatálise).

Em sua palestra, Crespilho apresentou o estado-da-arte, os fundamentos e as aplicações das reações de transferência de elétrons em proteínas, com ênfase nas áreas de bioenergia e bioeletrônica molecular, com recentes resultados obtidos  nos laboratórios do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

8 de novembro de 2019

Os 60 anos de Glaucius Oliva e os 30 da Cristalografia de Proteínas

Glaucius Oliva, entre sua esposa, Claudia Tofaneli, e a Profª Yvonne Mascarenhas

Todo progresso humano está diretamente relacionado ao avanço do conhecimento promovido pela ciência. No século XXI, informação e conhecimento são os dois principais componentes da riqueza das nações. Todos os grandes desafios da humanidade, em saúde, suprimento de alimentos, energia, meio ambiente, sustentabilidade, superação de desigualdades, emprego, etc., só serão respondidos pela Ciência e Educação” – citação de Glaucius Oliva em sua apresentação (31/10/2019).

Falar de Glaucius Oliva e das comemorações do seu 60º aniversário, leva-nos inevitavelmente à enorme contribuição que este docente e pesquisador do IFSC/USP deu – e continua a dar – à ciência brasileira e mundial. Daí que, em simultâneo com as comemorações de seu aniversário, o IFSC/USP tenha comemorado também os 30 anos da Cristalografia de Proteínas no IFSC/USP, através de um magnífico workshop realizado no dia 31 de outubro, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”.

Antes mesmo de ter início o evento, o Prof. Glaucius Oliva teve a oportunidade de comentar estas comemorações aos microfones da Rádio Universitária, com o jornalista Adão Geraldo, que abaixo reproduzimos.

Prof. Vanderlei Bagnato entrega o diploma ao homenageado

“Estas comemorações são, para mim, uma honra e uma generosidade dos nossos colegas, amigos do IFSC/USP e de todo o país, porque, ao longo dos anos, minha atividade não se restringiu apenas ao nosso Instituto, já que acabei tendo muitas atividades externas, inclusive no CNPq e na SBBq, que presidi por vários anos, e na reitoria da USP. É muito legal olhar para trás e perceber que um esforço grande que se fez – e faz – com muito amor, trabalho e dedicação, resultou na criação de uma área de pesquisa que hoje está amplamente distribuída pelo país. Em 1988/1989, quando regressei de meu doutorado na Inglaterra, este foi o meu primeiro e único laboratório de cristalografia de proteínas utilizando técnicas físicas para estudar a estrutura intima da matéria biológica. Hoje, temos cerca de trinta laboratórios espalhados pelo país inteiro, incluindo um grupo fortíssimo sediado no SINCROTRON, todos eles com alunos que saíram daqui, do IFSC/USP, e vemos uma área que se tornou pujante ao longo dos anos”, salientou o cientista.

Em relação ao futuro, Glaucius Oliva chamou a atenção para o fato de a biologia e medicina estarem passando por transformações marcantes proporcionadas pelo desenvolvimento de novas metodologias experimentais e de novas técnicas computacionais, que cada vez mais permitem ir mais além do que entender as proteínas isoladamente. “Toda essa área de cristalografia de proteínas, a gente procurava isolar uma proteína – humana, ou mesmo de um parasita que causa uma determinada doença, estudar a estrutura dessa proteína, para seguidamente desenvolver moléculas que pudessem se ligar a ela para o desenvolvimento de potenciais fármacos. Hoje, as metodologias nos permitem olhar para muitas proteínas simultaneamente, juntas atuando dentro das células. Esse é o grande desafio para o futuro, quando a biologia começar a não mais ser segmentada, mas sendo olhada como um todo. E a computação, usando técnicas de inteligência artificial, que permitem cada vez mais usar dados experimentais para prever e prevenir o aparecimento de doenças sérias, como câncer, doenças auto-imunes, doenças genético-moleculares, etc..”, pontuou Glaucius.

Prof. Richard Charles Garratt (IFSC/USP)  foi o mestre de cerimônias

Para o homenageado, todo progresso humano ao longo de nossa história, como espécie, foi resultado da atividade científica. Para Glaucius, é pela ciência, pelo conhecimento, que se poderá superar todos os grandes desafios da humanidade no futuro, como saúde, alimentação, meio-ambiente, transporte, etc.. “Aqui, no Brasil, vemos um movimento oposto, com corte de bolsas, fechamento de agências, o descaso para com a ciência, demissão de cientistas lideres de instituições de ponta porque simplesmente divulgaram fatos e dados experimentais e tudo isso não afeta só a nós, que temos grupos de pesquisa estabelecidos, mas afetará principalmente os jovens: o brilho nos olhos desses jovens está se apagando, eles estão desistindo de carreiras científicas porque não veem futuro. O país não valoriza a ciência, nem os cientistas. Estamos comprometendo o futuro do nosso país”, concluiu Glaucius Oliva.

Embora não tenha reunido todo o vasto contingente de cientistas nacionais e internacionais – algo que seria impossível, pelo número de colaboradores – que até o presente momento trabalharam e colaboraram com Glaucius Oliva em suas inúmeras pesquisas, o certo é que seus mais próximos parceiros, colaboradores, ex-alunos e amigos marcaram presença e testemunharam, através de apresentações, os avanços na ciência protagonizados pelo homenageado.

Sir Tom Blundell

A primeira ação destas comemorações foi protagonizada pelo diretor do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Bagnato, que ofereceu ao Prof. Glaucius Oliva, em nome do Instituto, um diploma comemorativo dos “30 anos de Cristalografia de Proteínas do IFSC/USP”.

Como uma espécie de linha do tempo iniciada no início da década de 1980, o evento recordou quando Oliva estudou métodos de determinação de estruturas por difração de raios x em monocristais com aplicação em alguns complexos de lantadanídeos e metais de transição, bem como os estudos relativos a cristalografia de proteínas por meio de difração de raios-X (1984-1988), que lhe rendeu o título de doutor nessa área pela Universidade de Londres (Birkbeck College), sob a orientação do renomado cientista, Sir Tom Blundell*, que fez questão de estar presente no evento do dia 31.

Como já dissemos, por este workshop desfilaram os mais próximos colaboradores de Glaucius Oliva, a saber:

Prof. Glaucius Oliva apresentando seu seminário

Profª. Yvonne Primerano Mascarenhas (IFSC/USP); Sir. Tom Blundell (University of Cambridge); Prof. Aníbal Eugênio Vercesi (FCM/UNICAMP); Prof. Jerson Lima da Silva (IBqM/UFRJ); Profª. Helena Bonciani Nader (vídeo) (UNIFESP); Prof. Paulo Cezar Vieira (FCFRP/USP); Profª. Arlene Gonçalves Corrêa (DQ/UFSCar); Profª. Vanderlan da Silva Bolzani (UNESP-Araraquara); Prof. Marcos Roberto de Mattos Fontes (UNESP-Botucatu); Profª. Dulce Helena Ferreira de Souza (UFSCar); Profª. Maria Cristina Nonato (FCFRP/USP); Drª. Beatriz Gomes Guimarães (Instituto Carlos Chagas/FIOCRUZ – Curitiba) ; Profª. Leila Maria Beltramini / Profª. Ana Paula Ulian de Araújo (IFSC/USP); Prof. Rafael Victório Carvalho Guido (IFSC/USP); Prof. Adriano Defini Andricopulo (IFSC/USP); Prof. Otavio Henrique Thiemann (IFSC/USP); Dr. Andre Schutzer de Godoy (Pós-Doc IFSC/USP).

A apresentação do Prof. Glaucius Oliva – que marcou o encerramento do evento e que congregou suas principais etapas no trabalho desenvolvido ao longo dos anos na área da Cristalografia de Proteínas – Protein Christallography in Brazil: A personal recollection -, iniciou-se pela citação reproduzida no início desta matéria, ao que se seguiu uma breve abordagem a uma das passagens do livro intitulado The social function of Science (Nova York – The Macmillan Company – 1939), da autoria de John Desmond Bernal** (Birkbeck College – University of London – 1939), que abaixo reproduzimos em tradução livre.

“Existem dois pontos de vista nitidamente distintos, que podem ser chamados de imagens ideais e realistas da ciência. No primeiro, parece haver uma preocupação apenas com a descoberta e contemplação da verdade; sua função, distinta da cosmologia mística, é construir uma imagem de mundo que se encaixe nos fatos relativos à experiência. Se é também de utilidade prática, tanto melhor, desde que seu verdadeiro objetivo não seja a perda. No segundo ponto de vista, a utilidade predomina; a verdade aparece como um meio de ação útil e só pode ser testada por essa ação.

Glaucius Oliva no meio de seus colaboradores

A história da ciência mostra que seu crescimento é contínuo, em geral, e que as direções gerais do desenvolvimento econômico e o grau e a escala em que a ciência progride são aproximadamente proporcionais à atividade comercial e industrial. Os principais países industriais do mundo também são os principais países científicos. Até recentemente, a ciência na América Latina sofria com as mesmas deficiências que afligiam as grandes nações. Na época  colonial, particularmente no seu início, algo foi feito nas áreas da história natural e mineração, mas o interesse logo desapareceu e as revoluções e guerras civis que se seguiram durante a maior parte do século XIX não foram propícias ao desenvolvimento da ciência. No século atual (XX), porém, sob a influência dos EUA e do pensamento liberal ressurgente, está começando um renascimento da ciência, do qual muito se pode esperar, particularmente no México e na Argentina, onde desenvolvimentos notáveis foram feitos na medicina, biologia e arqueologia”.

Tendo destacado o importantíssimo trabalho desenvolvido atualmente pelo CIBFar – Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CEPID-FAPESP) -, sediado no IFSC/USP, que congrega o Laboratório de Química Medicinal e Computacional (LQMC) e Laboratório de Biofísica Molecular (IFSC/USP), o Núcleo de Bioensaios, Biossíntese e Ecofisiologia de Produtos Naturais (NUBBE/IQ/UNESP), Laboratórios de Síntese Orgânica (IQ/UNICAMP), Laboratórios de Produtos Naturais e Síntese Orgânica (DQ/UFSCar) e Laboratório de Produtos Naturais (FCFRP/)USP) -, o Prof. Glaucius Oliva terminou sua apresentação com um agradecimento a todos quantos participaram na dupla comemoração, em especial sua família, que considerou como sendo a base fundamental para seus equilíbrios pessoal e profissional.

 

Glaucius Oliva e sua família

Impossibilitado de estar presente no evento, o Prof. Sérgio Mascarenhas enviou, por áudio, um soneto comemorativo do 60º aniversário de Glaucius Oliva:

 SONETO PARA GLAUCIUS AOS 60!

Ele agora aos 60 completa

Uma vida de muito sucesso

de vitórias já muitas: repleta!

de legados que trazem progresso.

 

Pra Reitor da USP indicado ,

Ganhou o primeiro lugar!

Mas manobras de baixo calado

Não deixaram o Glaucius ganhar.

 

Foi até  melhor porque

do mais amplo CNPq

Pode exercer  Presidência

 

Assim elevando a Ciência!

Pois pra isso ele  tem dom!

Como Sucessor brilhante da Yvonne e do Tom!

 

Clique AQUI para acessar uma seleção de imagens do evento.

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*Sir Thomas Leon Blundell (07/07/1942) é um bioquímico britânico e biólogo estrutural. Foi membro da equipe de Dorothy Hodgkin, que resolveu em 1969 a primeira estrutura de um hormônio protéico – a insulina. Blundell fez contribuições para a biologia estrutural dos hormônios polipeptídicos, fatores de crescimento, ativação de receptores, transdução de sinal e reparo de quebra de fita dupla de DNA, temas extremamente importantes para as áreas de câncer e tuberculos. Ele desenvolveu um software para modelagem de proteínas e compreensão dos efeitos de mutações na função das proteínas, levando a novas abordagens para a descoberta de chumbo guiada por estrutura e baseada em fragmentos. Em 1999, Blundell co-fundou a empresa oncológica Astex Therapeutics, e desempenhou um papel central na reestruturação dos conselhos de pesquisa britânicos e, como presidente do Conselho de Ciência do Reino Unido, no desenvolvimento do profissionalismo na prática da ciência.

**John Desmond Bernal (10 de maio de 1901 / 15 de setembro de 1971) foi um pesquisador irlandês pioneiro no uso da cristalografia de raios X na biologia molecular, tendo escrito vários livros populares sobre ciência e sociedade. Após a formatura, Bernal começou a pesquisar, com William Henry Bragg, no Davy Faraday Laboratory, na Royal Institution em Londres. Em 1924, o cientista determinou a estrutura da grafite (o empilhamento Bernal descreve o registro de dois planos de grafite) tendo igualmente trabalhado na estrutura cristalina do bronze. Em 1927, foi apontado como o primeiro professor de cristalografia estrutural em Cambridge, tendo-se tornado diretor assistente do Laboratório Cavendish, em 1934. Aqui ele começou a aplicar suas técnicas cristalográficas em moléculas orgânicas, começando com compostos de estrina e esterol, incluindo o colesterol, em 1929, forçando a uma mudança radical de pensamento entre os químicos. Enquanto estudava em Cambridge, analisou a vitamina B1 (1933), a pepsina (1934), a vitamina D2 (1935), os esteróis (1936) e o vírus do mosaico do tabaco (1937). Também trabalhou na estrutura da água líquida, tendo mostrado mostrando a forma bumerangue de sua molécula (1933). Foi no grupo de pesquisa de Bernal onde, após um ano trabalhando com Tiny Powell, em Oxford, que Dorothy Hodgkin continuou sua carreira de pesquisa. Juntos, em 1934, eles tiraram as primeiras fotografias de raios-X de cristais de proteínas hidratadas, usando o banho de cristais em seu licor mãe, dando um dos primeiros vislumbres do mundo da estrutura molecular subjacente aos seres vivos. Em 1937, Bernal tornou-se professor de física no Birkbeck College, Universidade de Londres, tendo sido eleito, no mesmo ano, membro da Royal Society.Após a Segunda Guerra Mundial, ele estabeleceu o Laboratório de Pesquisa Biomolecular do Birkbeck College em duas casas em Torrington Square, no bairro de Bloomsbury (Londres), com 15 pesquisadores. Aaron Klug trabalhou na ribonuclease, enquanto Andrew Booth desenvolveu alguns dos primeiros computadores para ajudar no cálculo. Rosalind Franklin ingressou no King’s College e fez um trabalho pioneiro em vírus até sua morte prematura em 1958. Em The Social Function of Science (1939), ele argumentou que a ciência não era uma busca individual de conhecimento abstrato e que o apoio à pesquisa e desenvolvimento deveria ser drasticamente aumentado.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

8 de novembro de 2019

Pesquisa no IFSC/USP – Disseminação do gene blaKPC, famoso entre as “superbactérias”

Entre janeiro e julho de 2015, houve um aumento do número de casos de Klebsiella pneumoniae resistentes aos antibióticos carbapenêmicos (Ertapenem, Meropenem e Imipenem) em um hospital de Manaus. Esses antibióticos são considerados de “último recurso” e são usados em hospitais quando essas bactérias são resistentes aos outros antibióticos de acesso primário. Quando essas bactérias são resistentes aos carbapenêmicos, restam poucos antibióticos como alternativas de tratamento, como as polimixinas, por exemplo, e com isso, são chamadas de “Superbactérias”.

O grupo de pesquisa liderado pela Profa. Dra. Ilana L. B. C. Camargo, responsável pelo Laboratório de Epidemiologia e Microbiologia Molecular (LEMiMo) situado no IFSC-USP,  estudou amostras bacterianas provenientes de infecções de pacientes hospitalizados nesse período, com o objetivo de identificar quais genes de resistência estavam envolvidos na resistência aos carbapenêmicos e verificar se o aumento da resistência observado no hospital foi devido a disseminação de algum clone bacteriano, ou devido ao compartilhamento de um plasmídeo entre as bactérias (plasmídeos são elementos genéticos móveis que podem ser compartilhados por diferentes bactérias e transferir genes de resistência ou virulência de uma bactéria a outra).

Um total de 40 amostras de Klebsiella pneumoniae isoladas e identificadas pelo hospital nesse período, independentemente de serem resistentes aos carbapenêmicos, ou não, foram incluídas no estudo. Observou-se que oito dos quarenta isolados eram resistentes aos carbapenêmicos e considerados multirresistentes. Destes, dois isolados eram resistentes aos carbapenêmicos devido a alterações de porinas, que são “canais proteicos” localizados na parede celular das bactérias por onde os antibióticos podem passar para chegar ao seu interior e efetuar sua ação. Essas alterações são causadas por mutações aleatórias que ocorrem nos genes que codificam essas porinas e podem impedir/diminuir a entrada do antibiótico na célula bacteriana, deixando-a resistente ao antibiótico. Resistências causadas por mutações, só podem se disseminar entre os pacientes se o clone bacteriano resistente puder se espalhar, pois este mecanismo de resistência não pode ser “compartilhado” entre as diferentes bactérias, apenas se propaga de célula mãe para células filhas quando as células bacterianas se dividem.

No entanto, 6 isolados deste hospital continham o gene blaKPC que codifica a carbapenemase denominada Klebsiella penumoniae carbapenemase (KPC), uma enzima que degrada os antibióticos carbapenêmicos e que deixou muitas bactérias conhecidas como “Superbactérias KPC”. Esse gene é encontrado em elementos genéticos móveis, em geral em transposons carreados por plasmídeos, que podem ser transmitidos de uma bactéria para outra, sendo da mesma espécie ou não, por um processo conhecido como conjugação. Esse tipo de disseminação da resistência aos antibióticos é mais difícil de ser contido e a resistência pode se espalhar mais rapidamente se não houver conhecimento por parte dos profissionais do hospital.

 

Plasmídeo pAMKP10 que se disseminou entre amostras de Klebsiella spp. em um hospital de Manaus, causando um pequeno surto de resistência aos carbapenêmicos.

 

Neste estudo, o gene blaKPC não foi encontrado no transposon Tn4401, que se tem registrado no Brasil como principal carreador desta resistência. Quando o elemento genético móvel que carreia o gene blaKPC é diferente do Tn4401 ele é chamado de “non-Tn4401 element”, ou NTEKPC. Para identificar o NTEKPC envolvido nesta disseminação do gene blaKPC, algumas amostras bacterianas tiveram seu genoma sequenciado e, com isso, o grupo de pesquisa pode identificar algumas características interessantes que sugerem uma explicação para o início da disseminação deste gene neste hospital.

O gene blaKPC foi encontrado em um transposon muito parecido com o NTEKPC do tipo Ia encontrado na China. O NTEKPC encontrado nas amostras de Manaus contém os seguintes genes em um tipo de plasmídeo (IncX5) que não é comumente envolvido na disseminação da resistência aos carbapenêmicos: ∆ISKpn6/blaKPC-2/tnpA-ISKpn27/tnpR-Tn3/tnpA-ISEc63-like em uma unidade de transposon baseada no Tn1722. O plasmídeo envolvido na disseminação da resistência aos carbapenêmicos neste hospital foi denominado pAMKP10.

Curiosamente, observou-se que a primeira amostra bacteriana deste período estudado a apresentar o pAMKP10 não era da espécie Klebsiella pneumoniae, como previamente identificado pelos métodos usados no hospital, mas sim da espécie K. quasipneumoniae subsp. quasipneumoniae. É importante notar que não é possível fazer a distinção entre estas duas espécies pelos métodos clássicos de identificação bacteriana usados na maioria dos laboratórios clínicos. O LEMiMo só pode fazer a correta identificação graças ao sequenciamento do genoma realizado durante este estudo. Acreditava-se, até pouco tempo atrás, que essa espécie era encontrada apenas no meio ambiente e raramente estava envolvida em ambiente hospitalar ou casos de infecção. Através da tipagem por Pulsed Field Gel Electrophoresis (PFGE), comparou-se todos os isolados identificados como K. penumoniae do período estudado com a K. quasipneumoniae subsp. quasipneumoniae (denominada AMKP9) e verificou-se pela similaridade genética que não houve disseminação da mesma dentro desse período após seu primeiro isolamento. AMKP9 foi a primeira amostra a apresentar o pAMKP10 e somente após dois meses deste isolado é que pAMKP10 foi encontrado nas amostras de K. penumoniae – todas identificadas como ST11, uma linhagem com grande capacidade de disseminação no ambiente hospitalar e, em geral, multirresistente. Com isso, houve uma disseminação deste clone para pelo menos cinco pacientes neste hospital. Este estudo sugere que houve transferência do plasmídeo pAMKP10 contendo o gene de resistência entre K. quasipneumoniae subsp. quasipneumoniae e K. penumoniae, com posterior disseminação clonal desta última espécie bacteriana.

Este foi um estudo que fez parte do Doutorado da aluna Rosineide Cardoso de Souza (aluna do Programa de Pós-Graduação Em Genética Evolutiva e Biologia Molecular da UFSCar) juntamente com Andrei Nicoli G. Dabul (Pós-doutoranda no IFSC-USP), Camila Boralli e Luíza Zuvanov, alunas do Programa de Pós-Graduação do IFSC-USP. O trabalho foi recentemente publicado na revista Plasmid (Clique AQUI para conferir).

De agora em diante, é necessário investigar o impacto deste novo elemento genético carreando o gene blaKPC na sua disseminação, projeto que está atualmente em andamento no LEMiMo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

7 de novembro de 2019

As queimadas e os desmatamentos na floresta amazônica

Qual a importância da Amazônia para o clima e em especial para as chuvas na região sudeste?

O que poderá acontecer com a floresta, como consequência do desmatamento e das queimadas, e como isso é monitorado a partir do espaço, usando satélites.

Com vocabulário simples e direto, o Prof. Henrique Barbosa, docente e pesquisador do Instituto de Física da USP (IFUSP) explicou tudo isso e muito mais na edição do programa Ciência às 19 Horas, subordinada ao tema A Amazônia e o nosso futuro, promovida e realizada pelo IFSC/USP e relativa ao dia 17 de outubro último, cuja curta entrevista dada à Assessoria de Comunicação de nosso Instituto poderá ser visualizada clicando na figura abaixo.

Confira.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

 

7 de novembro de 2019

Formação Complementar em Física Experimental para alunos do ensino médio

Terminou no final do mês de outubro do corrente ano o projeto-piloto lançado pelo IFSC/USP, em parceria com a Diretoria Regional de Ensino de São Carlos, que visou oferecer a alunos do ensino médio das escolas estaduais de São Carlos e região uma formação adicional em Física Experimental, já que, tradicionalmente, a maior parte das escolas não possui infraestruturas adequadas para desenvolver esse tipo de atividade.

Luiz Antônio de Oliveira Nunes

Designado Programa de Formação Complementar em Física Experimental, o projeto envolveu trinta alunos que ao longo de cinco semanas receberam formação complementar em Física-1 – Mecânica e Eletricidade –, com experimentos que ajudaram a compreender melhor a disciplina de Física de forma dinâmica e entusiasta. Coordenado pelos docentes e pesquisadores do IFSC/USP, professores Fernando Paiva e Luiz Antônio de Oliveira Nunes, com a colaboração de dois alunos do Curso de Licenciatura em Ciências Exatas, este programa-piloto ocorreu todas as terças e quartas-feiras, durante dois meses, sendo que, segundo os organizadores, o resultado foi bastante positivo, indicando que poderá seguir em frente com pequenos ajustes.

Para a Dirigente Regional da Diretoria de Ensino de São Carlos, Profª Débora Costa Blanco, este foi, de fato, um trabalho muito importante, já que os alunos tiveram a oportunidade de mergulharem na Universidade. “Através desta integração entre a Diretoria de Ensino e o IFSC/USP, os alunos tiveram a oportunidade de aprofundarem seus conhecimentos utilizando os laboratórios e conhecendo os pesquisadores do Instituto de Física. Para aquele aluno que estuda, que está focado, para esse, a USP é a “sua” Universidade.

Fernando Paiva

Para os professores Luiz Antônio e Fernando Paiva, este projeto não poderia ter corrido melhor. “Uma vez mais o IFSC/USP lançou um programa pioneiro para os alunos do ensino médio de nossa cidade e região, e eles corresponderam da melhor forma, realizando os mesmos experimentos que os nosso alunos de Graduação, sinalizando que eles facilmente poderão ser alunos da USP. Com certeza iremos repetir esta iniciativa, pois a tendência nacional é ter mais ensino experimental nas escolas”, comentou Luiz Antônio. Para Fernando Paiva, o IFSC/USP ofereceu mais uma oportunidade que não é comum para os alunos do ensino médio. “Os alunos corresponderam além de nossas expectativas, mostrando uma força de vontade fantástica e isso nos anima a organizar novas sessões ao longo dos próximos semestres”, conclui Fernando.

Ondina (17), aluna do 3º ano, em Santa Eudóxia, relata que foi uma experiência incrível, já que nunca imaginou o quanto iria aprender em um espaço de tempo tão curto. “Foi uma oportunidade única que tive e toda vez que recebemos uma oportunidade como esta temos que abraçá-la rapidamente e fazer um esforço, pois sem esse esforço não conseguimos ir além”, pontua a jovem afirmando que irá presta o vestibular para a área de arquitetura, na USP.

Profª Taciana

Já Leonardo Peres (15), aluno do 1º ano na Escola Estadual “Prof. José Juliano Neto”, em São Carlos, destaca a forma como os professores interagiram com os alunos. “Foram muito legais nas explicações e nas orientações que deram. O conhecimento deles é muito amplo, o que faz com que a gente expanda a nossa mente. O pêndulo simples e o movimento retilíneo foram, na minha opinião, os dois grandes destaques do aprendizado, provocando em mim ainda mais paixão pela área da Física, o que me obrigou a estudar muito mais em casa”, relata o jovem, afirmando que irá seguir Engenharia Mecânica na USP.

Prof. Thiago

Thiago e Taciana foram dois dos inúmeros professores que estiveram presentes na última aula experimental ministrada pelo Prof. Luiz Antônio. “Foi uma grande oportunidade para os meus alunos conhecerem melhor a Universidade e ampliar conhecimentos, além de terem vivenciado o ambiente universitário”, sublinhou Thiago, coordenador na Escola Estadual Atília Prado Margarido, em São Carlos.

Para Taciana, coordenadora na Escola Estadual Ludgero Braga, igualmente em São Carlos “Os alunos que vieram para participar deste projeto tiveram a oportunidade de enriquecer ainda mais os seus conhecimentos. É preciso multiplicar esta iniciativa, incentivando outros alunos a participarem.

 

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação

6 de novembro de 2019

Equação de Yang-Baxter: uma fábrica de modelos integráveis

O pós-doutorando de nosso Instituto, Rodrigues Alves Pimenta, com graduação, mestrado e doutorado pela UFSCar, foi o palestrante convidado no mais recente seminário do IFSC/USP, inserido na iniciativa Café com Física e que ocorreu no dia 06 de novembro.

Subordinado ao tema Equação de Yang-Baxter: uma fábrica de modelos integráveis, Rodrigo Pimenta compartilhou algumas ideias básicas de modelos integráveis e introduzindo a equação e a álgebra de Yang-Baxter, que permitem a construção de modelos quânticos integráveis.

Rodrigo Pimenta estuda a física-matemática de modelos integráveis e, em particular, tem trabalhado no desenvolvimento da técnica conhecida como ansatz de Bethe algébrico, usada para a investigação do problema espectral de cadeias quânticas de spin.

Recentemente iniciou estudos sobre as álgebras de Onsager, estrutura matemática subjacente ao modelo de Ising e suas generalizações.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

6 de novembro de 2019

Biblioteca do IFSC/USP comemora um ano do “Projeto Bem Estar”

A Biblioteca do IFSC/USP comemorou neste mês de outubro o primeiro ano do Projeto Bem Estar, um programa semanal onde a meditação já ocupa um lugar de destaque em muitas pessoas dentro e fora do Campus USP de São Carlos.

A educadora da EESC/USP, Patrícia Leme, carinhosamente conhecida como “Pazu”, é a responsável pela realização deste programa de sucesso no IFSC/USP, salientando que o balanço deste ano foi uma enorme surpresa, principalmente porque foi uma novidade no campus, para o nosso Instituto e para as bibliotecas sediadas do campus. “É um projeto que nasceu na biblioteca da EESC/USP com uma vontade de trazer um momento de bem estar e, desse bem estar, um momento de meditação para acalmar a mente, entrando em contato com seus próprios pensamentos. Senti que podíamos fazer isso aqui, com algum sucesso. A Lena, servidora ao serviço da Biblioteca do IFSC/USP, e a diretora, Ana Mara, fizeram este convite em 2018 e, um ano depois, considero o balanço extremamente positivo, já que vemos um número crescente de participantes e a frequência deles é permanente, cativo ao longo de todas as quartas-feiras, com pequenas variações, pois sempre aparece gente nova, entre alunos, funcionários e pessoas fora da Universidade”, sublinha Pazu.

Até o presente momento, se inscreveram no Projeto Bem Estar 171 pessoas, sendo que, em 2018, a Biblioteca do IFSC/USP realizou uma avaliação no sentido de apurar se o projeto estava avançando conforme o que tinha sido planejado. Foi entregue um formulário com questões abertas a todos os participantes, indagando como as pessoas se sentiam, qual o principal objetivo que as trazia a essas sessões e como se sentiam após participar. As respostas não podiam ter sido mais animadoras, com os participantes relatando que sentiam mais tranquilidade para o enfrentamento de situações que são estressantes em seu cotidiano – em casa, no trabalho, etc., – manifestando que começaram a se sentir mais tranquilos ao aprenderem a olhar melhor suas próprias emoções, a conhecer e lidar com elas. Muitos relataram que passaram a dormir melhor, com uma diminuição acentuada dos níveis de ansiedade.

“Todos esses relatos são totalmente complementares, já que eles se unem totalmente ao que as pesquisas científicas já vêm dizendo de quais são os benefícios das práticas de meditação. Muita gente tem uma ideia errada sobre a meditação, classificando-a como um método para se livrar dos pensamentos. Totalmente errado, pois é exatamente o contrário: meditar é trazer tudo o que está acontecendo com você para aquele momento específico, é trazer sua consciência. Usualmente, nossa mente está perdida no futuro – preocupações relacionadas com o que que é que eu vou fazer para resolver isto, ou aquilo, já que não vivemos a intensidade do presente. Então, o momento de meditação é onde a mente e o corpo funcionam juntos, em simultâneo. A meditação nada mais é do que um treino para que a mente e o corpo conversem, estejam juntos. Assim, você se afasta do turbilhão. Eu sempre pergunto para os participantes, principalmente alunos e funcionários da USP, do que eles mais gostam nesse momento, e as vão em um único sentido: ‘eu gosto de me sentir importante na universidade, porque muitas vezes o que sinto é que a universidade e os professores não se importam comigo’. Por isso, eu própria me sinto no IFSC/USP como alguém que se importa em oferecer aos outros um momento de paz e tranquilidade”, enfatiza Pazu.

Para 2020, a intenção é ter mais espaços para a realização desses momentos, como, por exemplo, na Área-2, além da realização de cursos de introdução à meditação, com 6 horas de duração, gratuitos e abertos a toda a comunidade interna e externa da USP. Já se realizaram três cursos, com um total de 300 participantes. É um curso básico onde o participante sai sabendo fazer meditação em casa e no trabalho.

Quem é “Pazu”?

Patrícia Silva Leme (46), é educadora da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/)USP, tendo trabalhado em várias unidades da Universidade, inclusive na Reitoria, sempre com programas ligados à sustentabilidade e meio ambiente. Quando completou 18 anos ao serviço da USP, decidiu fazer uma pausa, principalmente devido ao intenso estresse acumulado ao longo dos anos com viagens e múltiplos compromissos com a USP. Pediu transferência para a EESC/USP e posteriormente solicitou dois anos de afastamento. A intenção era passar um ano e meio viajando com o intuito de aprender técnicas e métodos relacionados com sustentabilidade e meio ambiente, mas, acima de tudo, havia a necessidade de … Parar!

“Eu e meu marido iniciamos uma viagem para a África do Sul, em fevereiro de 2016, em serviço de voluntariado em fazendas orgânicas, algo que nos apaixonou muito. Após esse período fomos para a Europa e seguimos para a Ásia. Um ano depois de termos saído do Brasil chagamos à India e foi aí, quase sem dinheiro, que houve uma grande transformação completa em nossas vidas”, conta Pazu.

O casal fez um retiro de yoga e de meditação silenciosa em um Ashram (monastério hindu) tendo solicitado a prorrogação de seu tempo de estada em regime de voluntariado. “Foi aí que ficamos mais seis meses, tendo-me formado como professora de yoga e de meditação. Seguidamente, rumamos ao Nepal, onde fizemos mais cursos, sendo que  ficamos especialistas em meditação”, recorda nossa entrevistada.

Quando chegou no Brasil, em janeiro de 2018, Pazu vinha completamente diferente e decidida a dar sua contribuição para a USP na área em que tinha se especializado. Iniciou na EESC/USP o programa “Bem Estar” e a adesão foi enorme, tendo recebido, em um só dia, cerca de 350 inscrições.

Em outubro de 2018 o Projeto Bem Estar começou a funcionar na Biblioteca do IFSC/USP e o sucesso da iniciativa está patente, cada vez com mais participantes.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de novembro de 2019

Disponíveis cinco bolsas na UFSCar – Departamento de Física/Informação Quântica

O grupo de Informação Quântica, coordenado pelo Prof. Dr. Celso Jorge Villas-Bôas (Departamento de Física/CCET/UFSCar), está iniciando um projeto junto a Petrobrás, encontrando-se com várias bolsas disponíveis a partir de março de 2020.

O tema do projeto é: Computação quântica aplicada à dinâmica de fluidos e algoritmos de otimização.

Trata-se de um projeto para se investigar algoritmos quânticos para solução de dinâmica de fluídos e algoritmos de otimização, que são problemas ligados à extração de petróleo.

Estão disponíveis 2 bolsas para mestrado, 1 para doutorado e 2 para pós-doutorado, sendo que estas bolsas têm valores maiores que as oferecidas pela Capes/CNPq.

Para as vagas de mestrado e doutorado é necessário que o candidato tenha feito o EUF, sendo que as inscrições deverão ser realizadas junto ao site do PPGF (http://www.ppgf.ufscar.br/pt-br).

Os interessados devem entrar em contato com Taysa Mendonça (taysamendonca@df.ufscar.br).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

5 de novembro de 2019

Uma simples lágrima informa níveis de glicose ou álcool no sangue

No último mês de setembro demos destaque aqui, em nosso website, de um trabalho de pesquisa realizado na Universidade de Califórnia – San Diego (EUA), que teve a participação da pesquisadora do IFSC/USP, Laís Brazaca, no decurso de seu doutorado “sanduíche” realizado entre julho de 2017 e abril de 2018, financiado pela FAPESP e sob coordenação do Prof. Joseph Wang.

Esse trabalho verteu sobre a criação de óculos que, em contato com uma lágrima podem, em um futuro próximo, medir os níveis de glicose, álcool e/ou vitaminas presentes no sangue, sendo que os resultados dessa medição são processados em tempo real e transmitidos por bluetooth para seu computador, ou mesmo celular.

Com a intenção de aprimorar e compartilhar os avanços sobre biossensores para o diagnóstico médico, trabalho que vinha desenvolvendo no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano/IFSC), liderado pelo Prof. Valtencir Zucolotto, Laís se confrontou na Universidade de Califórnia – San Diego com uma linha de pesquisa diferente – a área de microfabricação, que possui como um de seus focos o desenvolvimento de plataformas inovadoras que permitem a análise de poucos microlitros de amostras, de forma simples e portátil, onde se inclui a pesquisa acima citada.

Muitos leitores se mostraram interessados em saber mais sobre esta pesquisa, motivo pelo qual a pesquisadora Laís Brazaca aceitou o convite para ser entrevistada no programa “Na Fronteira do Conhecimento” (TV USP/CEPOF – Canal 10 da Net São Carlos), onde explicou detalhadamente todo o processo.

Clique na imagem abaixo para assistir à entrevista.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de novembro de 2019

IFSC/USP na Semana de Ciência e Tecnologia do Vale da Ribeira

Popularizar a ciência no Vale da Ribeira junto às escolas e população em geral, foi o grande destaque da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que ocorreu na cidade de Registro (SP), entre os dias 22 e 25 do corrente mês, com exposições, palestras, concursos de robôs e espetáculos musicais, entre muitas outras atrações.

Como que uma extensão da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ocorrida em São Carlos, o IFSC/USP marcou de forma indelével sua presença nos dias 22 e 23, nas instalações do IFSP, em Registro, com o seu “Planetário Itinerante”, onde foi mostrada a história do Universo, a apresentação dos Kits Educacionais, e o tradicional “Show de Física”, que sempre encanta jovens e adultos.

A Drª Wilma Barrionuevo (CEPOF/IFSC) e o Técnico de Laboratório, Claudio Bretas (Ensino de Física/ IFSC), auxiliados pelo aluno do Curso de Licenciatura em Ciências Exatas,Pedro da Silva Cardoso,foram os responsáveis por esses eventos que congregaram, nos dois dias, cerca de dez mil visitantes.

A participação dos visitantes foi fantástica, especialmente por parte dos milhares de alunos das escolas da cidade e região que quiseram ver tudo, testar todos os experimentos e “afogar” os responsáveis com enxurradas de questões.

Este evento teve a participação do CEPOF/IFSC, LEF/IFSC, ETEC, SEBRAE, SENAC, UNISEPE, UNESP, CODIVAR, SENAI e Prefeitura Municipal de Registro.

A TV Tribuna, canal de televisão local afiliada da Globo, fez o devido destaque, que pode ser conferido AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de novembro de 2019

Sistemas fotossintéticos para geração de energia da água e luz solar

Em mais um seminário realizado no dia 1º de novembro, o Grupo de Pesquisa em Nanomateriais e Cerâmicas Avançadas (NaCA/IFSC-USP) recebeu a palestra do Mestrando em Física Aplicada de nosso Instituto, Gustavo Andrade Silva Alves, que dissertou sobre o tema Desenvolvimento de sistemas fotossintéticos para geração de energia da água e da luz solar: engenharia de band-gap do NaTaO3 para a separação da água (“Developing photosynthetic systems for energy generation – from water and sunlight: band-gap engineering of NaTaO3 towards water splitting”).

Com a crescente necessidade de produzir combustíveis renováveis e limpos, a geração de hidrogênio gasoso (H2), via fotossíntese artificial, tem atraído considerável interesse nos últimos anos. Embora o tantalato de sódio (NaTaO3) seja considerado um dos compostos mais promissores para esta aplicação, através de seu elevado nível fotocatalítico a atividade fica limitada perante a luz violeta, que consiste em uma pequena porção do espectro da energia solar.

Nesse contexto, Gustavo demonstrou propostas de estratégias de dopagem, na tentativa de modificar a estrutura da banda eletrônica do NaTaO3, a fim de permitir uma produção eficiente de H2 a partir do espectro visível da luz solar natural.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de novembro de 2019

Prof. Cléber Mendonça (IFSC/USP) no “Colloquium diei”

O Prof. Cléber Mendonça, docente e pesquisador do IFSC/USP, foi o palestrante convidado em mais uma sessão do programa Colloquium diei realizado no dia 1º de novembro, subordinado ao tema Fotônica não-linear: Pulsos ultracurtos no desenvolvimento de tecnologias emergentes.

Em sua apresentação, Cléber Mendonça destacou que a Fotônica não-linear, embora ainda seja uma área em pleno desenvolvimento, vem recebendo enorme atenção devido ao seu potencial, tanto para a geração de novas tecnologias, quanto para o entendimento de aspectos fundamentais da interação da luz com a matéria no regime de altas intensidades.

Esta área tem sido impulsionada pelo desenvolvimento de lasers com pulsos de ultracurtos, os quais apresentam altas intensidades de pico e larga banda espectral. O impacto tecnológico da Fotônica se faz presente desde dispositivos para comunicações ópticas até aplicações em medicina, tendo ainda relevante repercussão  econômica em nível mundial.

Neste colóquio, o palestrante apresentou os esforços que vem sendo realizados no Grupo de Fotônica do IFSC/USP no desenvolvimento de novos materiais fotônicos, assim como na produção de estruturas fotônicas com pulsos de femtossegundos, desde a fabricação de estruturas 3D para fotônica integrada, incluindo micro-lasers e guias não lineares, até o desenvolvimento de plataformas para Biofotônica, visando aplicações em sensores, testes de fármacos e estudos de aspectos fundamentais do desenvolvimento de células e bactérias em micro-ambientes.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de novembro de 2019

Colóquio no PPGF/UFSCar com a Profª Laura Paulucci (UFABC)

No próximo dia 07 de novembro (quinta-feira), pelas 16h30, na sala de Seminários Swieca Nova, o Programa de Pós-Graduação em Física da UFSCar apresenta o colóquio subordinado ao tema, “ARAPUCA‘s para a luz de cintilação”, com a Profa. Dra. Laura Paulucci, docente da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Em sua apresentação, Laura Paulucci falará em como a física de neutrinos atravessa um período interessante, onde existem diferentes experimentos em fase de construção/planejamento, que visam responder a questões fundamentais, como a sua hierarquia de massa, a violação de CP no setor leptônico e a possível existência de mais sabores de neutrinos, além dos três conhecidos.

Das técnicas de detecção mais recentes, a palestrante destacará as câmaras de projeção temporal instaladas em grandes volumes de argônio líquido (LArTPCs). Neste tipo de sistema, além da coleção da carga produzida na interação das partículas com o líquido nobre, é realizada também a detecção dos fótons provenientes da cintilação, usados primariamente para trigger. Um novo dispositivo baseado no aprisionamento de fótons, o ARAPUCA, prevê um aumento por um fator 10 da eficiência em relação ao modelo tipicamente considerado para estes experimentos.

A palestrante apresentará um panorama da área, a importância da detecção da luz em LArTPCs e o ARAPUCA, descrevendo o trabalho intenso de P&D que está sendo desenvolvido no Brasil e que levou à incorporação recente deste dispositivo como a base para o sistema de fotodetecção do experimento DUNE (Deep Underground Neutrino Experiment). Os trabalhos encontram-se avançados e já estão em produção os primeiros ARAPUCA’s em larga escala para o experimento SBND (Short Baseline Detector).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

1 de novembro de 2019

Parceria de Pesquisa em Inovação Tecnológica (PITE-FAPESP)

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), conjuntamente com a Drugs for Neglected Diseases initiative (DNDi), Medicine for Malaria Venture (MMV), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Campinas (UNICAMP), vão lançar no próximo dia 28 de novembro, nas instalações da FAPESP, entre as 09h30 e as 11h00,o projeto “Parceria de Pesquisa em Inovação Tecnológica (PITE-FAPESP)”, que ficará sediado em Campinas (SP), e cujo objetivo final é descobrir novos candidatos a medicamentos para o desenvolvimento clínico no tratamento de doenças tropicais parasitárias.Este projeto será coordenado pelo Prof. Luiz Carlos Dias (UNICAMP), com a colaboração dos docentes e pesquisadores do IFSC/USP, Profs.Rafael Guido,Glaucius Oliva e Adriano Andricopulo.

Este evento marca um importante marco na ciência para a descoberta de novos agentes antiparasitários, pois reúne a FAPESP, as principais universidades brasileiras e as principais organizações sem fins lucrativos (MMV e DNDi), cuja missões são entregar novas alternativas terapêuticas para o combate a doenças parasitárias.

A programação do evento incluirá a apresentação do projeto pelo Prof. Carlos Henrique de Brito Cruz (Diretor Científico da FAPESP), ao que se seguirão as apresentações de Charles Mowbray (Diretor de Pesquisa da DNDi), que falará sobre novas drogas para doenças negligenciadas; Paul Willis (Diretor Senior de Pesquisa de Drogas (MMV), que falará sobre a descoberta de novas drogas para controle e erradicação da malária; Sylvio Canuto (Pró-Reitor de Pesquisa da USP), que falará sobre ciência para todos e as necessidades urgentes na descoberta de novos medicamentos; Daniel Martins de Souza (representando o Pró-Reitor de Pesquisa da UNICAMP), que falará sobre malária, doença de Chagas e Leishmaniose, no contexto das doenças negligenciadas, e Luiz Carlos Dias, coordenador do projeto PITE-FAPESP (UNICAMP), que falará sobre o projeto e pesquisa para a descoberta de novas drogas para as doenças negligenciadas.

Para obter mais informações sobre este evento, clique AQUI.

Para se inscrever no evento, clique AQUI.

Local do evento: FAPESP – Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa – São Paulo

Informações: (11)3838-4362 | eventos@fapesp.br

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

31 de outubro de 2019

Prof. Paulo Faria da Veiga (ICMC/USP) ministra simpósio no IFSC/USP

O Prof. Paulo Faria da Veiga, docente e pesquisador do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP), foi o palestrante convidado em mais uma edição do “Café com Física”, um programa de seminários que usualmente se realiza em nosso Instituto, e que teve lugar no dia 30 do corrente mês, com a apresentação do tema On Thermodynamic and Ultraviolet Stability of Yang-Mills.

Paulo da Veiga é Professor Titular e ex-Chefe do Departamento de Matemática Aplicada e Estatística do ICMC-USP, São Carlos, Paulo Veiga é Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, desde 1993, e foi consultor para a Área Internacional do CNPq entre os anos de 2011 e 2014.

É Bacharel em Física pela Universidade de São Paulo (1980), Mestrado em Física Teórica pela UNESP (1984) e Doctorat ès Sciences Physiques, Ecole Polytechnique-Palaiseau-França e Université de Paris XI, Orsay (1991).

Foi Professor Visitante no Mathematics Department e também do Department of Physics, Lyman Lab, Harvard University EUA (de 1990 a 1993) e fez seu pós-doutorado no Institute of Advanced Studies de Princeton (1990). É professor no ICMC-USP, São Carlos, desde 1993 e tem experiência na área de Matemática Aplicada e Física Teórica, com ênfase em Física-Matemática, atuando principalmente em Resultados Analíticos Rigorosos em Mecânica Estatística e Teoria Quântica dos Campos, Teoria Construtiva de Campos, Análise Multi-Escala, Grupo de Renormalização, Análise Espectral, Espectro de Geradores de Dinâmica.

Além da pesquisa em Física-Matemática, mais recentemente dedicou-se bastante à Educação Transnacional e coordenou a participação da USP (pesquisadores, técnicos e alunos de graduação e pós-graduação) em diversas redes de cooperação europeias e sul-americanas, gerenciando a outorga de bolsas de estudo. Foi responsável por toda a mobilidade acadêmica na USP por mais de dois anos, coordenador de 06 consórcios Eramus Mundus, com cerca de 230 bolsas de estudos da UE para pós-graduação e graduação para alunos da USP. Foi membro do Conselho Diretor do Centro de Matemática e Estatística Aplicada à Indústria do ICMC-USP e de outros conselhos deliberativos no campus de São Carlos, da reitoria da USP e do ICMC-USP.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

 

30 de outubro de 2019

IFSC/USP comemora o 60º aniversário do Prof. Glaucius Oliva

O Instituto de Física de São Carlos (USP) realiza no próximo dia 31 do corrente mês, a partir das 13h30, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” (IFSC/USP), o workshop comemorativo dos “60 anos do Prof. Glaucius Oliva” e os “30 anos de Cristalografia de Proteínas no IFSC/USP).

Participarão deste evento, entre muitas personalidades que fizeram questão de estar presentes no workshop, os professores Sir Tom Blundell (Universidade de Cambridge), Yvonne Mascarenhas (IFSC/USP), Vanderlan da Silva Bolzani (UNESP – Araraquara), Dulce Helena Ferreira de Souza (UFSCar) e Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP).

A abertura do evento estará a cargo do Diretor do Instituto de Física de São Carlos, Prof. Vanderlei Bagnato.

Glaucius Oliva é Professor Titular do Instituto de Física de São Carlos e coordenador do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CIBFar/CEPID) da FAPESP.

Seus principais interesses de pesquisa estão centrados em biologia estrutural e química medicinal aplicados ao planejamento e desenvolvimento de novos fármacos, com particular ênfase em doenças infecciosas endêmicas brasileiras.

Glaucius Oliva doutorou-se em Cristalografia de Proteínas pela Universidade de Londres, em 1988, liderando, atualmente, uma equipe de pesquisas com composição multidisciplinar de físicos, biólogos e químicos. Também tem liderado projetos em colaboração com empresas farmacêuticas nacionais.

É Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, membro da TWAS (The World Academy of Sciences for the advancement of science in developing countries) e Fellow do Birkbeck College – University of London. Foi Diretor (2010) e Presidente (2011-2015) do Conselho Nacional e Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, bem como fundador e membro do Governing Board do Global Research Council (GRC).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

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