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22 de abril de 2026

A ação da nanotecnologia na proteção dos alimentos – Uma parceria entre USP São Carlos e Portugal

 

Créditos – “Food Unfolded”

 

A aplicação da nanotecnologia na proteção de alimentos tem vindo a consolidar-se como uma das áreas mais promissoras da ciência contemporânea, não apenas pelos avanços tecnológicos que proporciona, mas sobretudo pelos impactos diretos na saúde pública, na economia e na sustentabilidade. Nesse cenário, os trabalhos desenvolvidos no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos (GNano-IFSC/USP) em colaboração com dois grupos do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) – o Grupo de Nanomedicina (NM) e o Grupo de Processamento de Alimentos (FPG), em Portugal, destacam-se como uma referência mundial.

A investigadora do NM/INL, Dra. Sanna Sillankorva, destaca que os bacteriófagos constituem uma estratégia inovadora no controlo de microrganismos patogénicos. “A integração de fagos com abordagens nanotecnológicas potencia a ação antimicrobiana de forma direcionada e sustentável, reduzindo o uso de conservantes químicos e respondendo às exigências atuais da indústria alimentar”, afirma a investigadora.

Neste sentido, o Coordenador do GNano-IFSC/USP, Prof. Dr. Valtencir Zucolotto, destaca que a nanotecnologia é fundamental para a agricultura em geral, e em particular para a proteção de alimentos, e que ela não é apenas uma inovação científica, mas uma ferramenta estratégica para a sociedade contemporânea. “Ao permitir o controle mais eficiente de contaminações e a preservação da qualidade dos alimentos, esta tecnologia atua diretamente na proteção da saúde coletiva, na redução do desperdício e na garantia de acesso a alimentos mais seguros — aspectos essenciais em um mundo marcado por desafios alimentares crescentes”, pontua o cientista.

Dra. Sanna Sillankorva (Créditos – International Iberian Nanotechnology Laboratory)

As pesquisas resultantes da colaboração entre os grupos GNano-IFSC/USP e NM-FPG/INL inserem-se em uma tendência global de transformação das embalagens alimentares em sistemas ativos e inteligentes. Nesse contexto, destaca-se a atuação da pós-doutoranda do GNano/IFSC/USP, Dra. Fernanda Coelho, que retornou recentemente de um estágio pós-doutoral no grupo de NM-FPG/INL. Apoiada pela FAPESP, a pesquisadora tem se dedicado à interface entre nanotecnologia, microbiologia e biotecnologia, com ênfase no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras para o controlo de patógenos, com potencial de aplicação nos setores agroindustrial e alimentício.

Ao utilizar nanoestruturas — como nanofibras — associadas a agentes antimicrobianos naturais, como bacteriófagos, os pesquisadores têm desenvolvido soluções capazes de reduzir significativamente a presença de microrganismos patogênicos em alimentos. Essa abordagem representa um avanço importante em relação aos métodos tradicionais, que dependem fortemente de conservantes químicos e apresentam limitações tanto em eficácia quanto em aceitação pelo consumidor. Do ponto de vista social, os benefícios são amplos e estratégicos.

Em primeiro lugar, há um impacto direto na segurança alimentar, com a redução de doenças transmitidas por alimentos contaminados, um problema ainda recorrente em diversos países. Ao atuar de forma específica contra bactérias como Salmonella e Escherichia coli, essas tecnologias contribuem para a proteção da saúde da população sem comprometer a qualidade nutricional dos alimentos.

Dra. Fernanda Coelho (GNano-IFSC/USP)

Além disso, a nanotecnologia aplicada às embalagens permite aumentar a vida útil dos produtos, reduzindo perdas ao longo da cadeia de distribuição. Esse fator é particularmente relevante em um cenário global marcado pelo desperdício de alimentos. Ao prolongar o tempo de conservação, as inovações desenvolvidas contribuem para uma gestão mais eficiente dos recursos, com reflexos positivos tanto econômicos quanto ambientais.

Outro benefício importante está na sustentabilidade. A substituição parcial de aditivos químicos por agentes biológicos naturais, como os bacteriófagos, representa uma alternativa mais ecológica e alinhada às demandas contemporâneas por alimentos mais “limpos” e seguros. Paralelamente, o desenvolvimento de materiais compatíveis com essas tecnologias abre caminho para embalagens mais eficientes e potencialmente menos impactantes ao meio ambiente.

Nesse contexto, o trabalho ganha relevância ao integrar conhecimentos de física, biotecnologia e ciência dos materiais, com uma notável contribuição para o avanço de pesquisas que não apenas demonstram a eficácia dessas nanoestruturas, mas também investigam sua segurança — um aspecto fundamental para a aplicação em larga escala. A avaliação de possíveis efeitos tóxicos e a compreensão das interações entre nanomateriais e sistemas biológicos são etapas essenciais para garantir que essas inovações sejam seguras para o consumo humano.

A estreita colaboração científica com Portugal

Prof. Dr. Valtencir Zucolotto (Coordenador do GNano-IFSC/USP)

Em todo este contexto, é importante sublinhar a colaboração entre o GNano-IFSC/USP e diversos laboratórios nacionais e internacionais, cabendo destacar, nesse caso e como já sublinhamos no início do texto, a colaboração com o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), uma organização internacional de pesquisa científica e tecnológica com sede na cidade de Braga, em Portugal, sendo o primeiro e único laboratório intergovernamental inteiramente dedicado à pesquisa e desenvolvimento em nanociência e nanotecnologia, criado ao abrigo de um acordo entre os governos de Portugal e Espanha.

A missão do INL é promover a excelência e a inovação tecnológica junto da sociedade e através da colaboração internacional e interdisciplinar, em área estratégicas como:  Nanoeletrônica e Engenharia de Dispositivos; Nanomedicina; Materiais Avançados; Segurança Alimentar e Nutrição: Energia e Sustentabilidade; e Tecnologias de Informação Quântica.

Com esta cooperação de âmbito mundial, o GNano e o INL promovem uma cultura de cooperação muito próxima, beneficiando o meio acadêmico, a indústria e os decisores políticos.

Em síntese, de forma lata, a nanotecnologia na proteção de alimentos representa uma convergência entre ciência de ponta e necessidades sociais urgentes, sendo que os avanços científicos demonstram que é possível construir sistemas alimentares mais seguros, eficientes e sustentáveis, colocando a ciência a serviço da sociedade.

Créditos – “Food Infotech”

Abaixo se apresentam três pesquisas relacionadas com este tema, para os quais pedimos a devida atenção.

Embalagens inteligentes – Nanotecnologia avança na proteção de alimentos e promete maior segurança ao consumidor (2026)Clique AQUI.

Nanotecnologia e vírus “do bem” abrem caminho para embalagens que combatem bactérias nos alimentos 2025) –Clique AQUI.

Revestimentos avançados de nanofibras carregadas com bacteriófagos para embalagens de alimentos (2026) –Clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

22 de abril de 2026

Curitiba recebe o “XXIV Encontro da Sociedade Brasileira de Materiais – 2026” organizado por docentes do IFSC/USP

O “Centro de Convenções UP Experience”, localizado na cidade de Curitiba (PR), receberá entre os dias 27 de setembro e 1 de outubro do corrente ano o “XXIV Encontro da Sociedade Brasileira de Materiais – 2026”, promovido e realizado pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat), constituindo a primeira oportunidade de realizar este grande evento na capital paranaense, reconhecida como um importante polo de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, e com forte tradição no uso e aplicação de materiais.

A programação deste grande evento científico seguirá o modelo dos eventos anteriores. Assim, durante a cerimônia de abertura, no domingo dia 27 de setembro, será ministrada uma Memorial Lecture em homenagem aos fundadores da SBPMat, em comemoração dos 25 anos da Sociedade. O evento contará com cinco seções plenárias, com apresentação de palestras de especialistas de renome internacional em assuntos de interesse mais amplo, marcadas para os dias 28 de setembro e 1 de outubro. Por outro lado, serão realizadas sessões diárias com apresentação de palestras temáticas e apresentações orais em todos os 26 simpósios temáticos.  Além disso, serão apresentadas sessões diárias entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro de painéis para apresentação dos resumos submetidos a todos os simpósios. Por fim, a cerimônia de encerramento (em 1 de outubro) contemplará a entrega de premiações aos alunos que se destacarem em seus trabalhos e apresentações (Bernhard Gross, ACS, RSC, MDPI, entre outras).

A Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) realiza seu encontro anual desde 2002, sendo atualmente o mais importante evento sediado na América Latina no segmento de Ciência e Tecnologia de Materiais, congregando mais de 2000 pesquisadores de dezenas de países.

A SBPMat foi criada oficialmente em 26 de junho de 2001, em Assembleia Geral dos sócios fundadores realizada na PUC-Rio, com o objetivo de ser a entidade representativa da academia e dos profissionais atuantes na área de Ciência e Engenharia de Materiais no Brasil. Constitui-se, assim, em uma entidade interdisciplinar voltada para os interesses de pesquisa e inovação em Materiais no Brasil. A iniciativa de organizar seu encontro anual, que conta anualmente com mais de dois mil trabalhos submetidos, veio em resposta ao progressivo amadurecimento da área de Materiais no Brasil e à manifesta ansiedade da comunidade científica pela criação de uma sociedade abrangente, de caráter multi e interdisciplinar, que a representasse, reunindo pesquisadores das áreas de engenharia, física, química, biologia, medicina, computação, geologia, farmácia, entre outras áreas afins.

Contemplando ainda a realização de exposição de equipamentos e a oferta de produtos e serviços por parte de empresas de diferentes portes e de interesse para a comunidade de materiais, este encontro assume-se de vital importância para os alunos de Pós-Graduação e pesquisadores da área de Materiais no Brasil. A participação desse público é bastante expressiva, representando cerca de 75% do total de inscritos — conforme dados do último encontro realizado em Salvador (BA), em 2025.

O IFSC/USP terá participação expressiva na organização do evento deste ano. O Prof. Gregório Couto Faria (Polímeros) atua como um dos organizadores gerais do evento (Chair). Além disso, os Profs. Javier Ellena (Cristalografia), Marcos de Oliveira Jr. (RMN), Renato Vitalino Gonçalves (NaCA) e Valtencir Zucolotto (GNano) atuam como organizadores de simpósios em suas respectivas áreas. O Prof. Valmor Mastelaro (NaCA) integra o Comitê de Programa, enquanto o Prof. Osvaldo N. de Oliveira Junior (Polímeros) compõe o Comitê Nacional do evento.

A data limite para submissão de resumos é 13 de abril de 2026 (segunda-feira). Esta é uma excelente oportunidade para apresentar seus resultados, interagir com a comunidade científica e discutir os avanços mais recentes no principal evento de Pesquisa em Materiais da América Latina. Não deixe para a última hora!

Coordenadores Gerais (Chairs)

Profa. Dra. Paula Cristina Rodrigues – Departamento de Química e Biologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) (Organizadora);

Prof. Dr. Gregório Couto Faria – Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC/USP) (Organizador);

 

Comissões

Comitê de Programa:

Profa. Dra. Paula Cristina Rodrigues – UFTPR/PR;

Prof. Dr. Gregório Couto Faria – IFSC-USP;

Profa. Dra. Yara Galvão Gobato – UFSCar;

Prof. Dr. Valmor Roberto Mastelaro – IFSC-USP;

Prof. Dr. Alejandro Pedro Ayala – UFC;

Profa. Dra. Ieda M. G. dos Santos – UFPB;

 

Comitê Local:

Prof. Dr. José Pedro Mansueto Serbena – UFPR/Curitiba;

Prof. Dr. Giuseppe Pintaúde – UTFPR/Curitiba;

Prof. Dr. João César Zielak – UP/Curitiba;

Profa. Dra. Michelle Sostag Meruvia – PUC – PR/Curitiba;

 

Comitê Nacional:

Dr. Aloisio Nelmo Klein – UFSC;

Dr. Edvani Curti Muniz – UEM/PR;

Dra. Giovana Machado – CETENE/PE;

Dra. Ieda M. G. dos Santos – UFPB;

Dra. Ingrid Távora Weber – UnB;

Dra. Lucimara Stolz Roman – UFPR;

Dr. Luiz Henrique C. Mattoso – Embrapa Instrumentação/SP;

Dra. Mônica Alonso Cotta – UNICAMP;

Dr. Osvaldo N. de Oliveira Junior – IFSC/USP;

Confira AQUI todas as informações e datas importantes para inscrição e submissão de trabalhos para este grande evento.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

20 de abril de 2026

“Ciência para todos” – Transformar alfabetização científica em política pública

Créditos – “The 74”

Um projeto articulado entre IFSC/USP e Prefeitura de São Carlos quer transformar a alfabetização científica em política pública, com uso de tecnologias imersivas, formação docente e ações em escolas, bibliotecas e museus

A aprovação do projeto “Ciência para Todos: Alfabetização Científica com Tecnologias Inovadoras”, no âmbito do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP) da FAPESP, abre uma nova frente de cooperação entre universidade, poder público e instituições culturais para qualificar o ensino de Ciências em São Carlos.

Com coordenação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e parceria da Prefeitura Municipal de São Carlos e do Instituto Mário de Andrade (IMA), a proposta pretende transformar a alfabetização científica nos anos iniciais do ensino fundamental em uma política pública estruturada, com impacto em toda a rede e potencial de replicação em outros municípios.

Com início neste mês de abril de 2026, a proposta contará com investimento total de mais de R$ 1.900.000,00 pela FAPESP, contemplando recursos para equipamentos, materiais de consumo, serviços, bolsas e reserva técnica, em uma estrutura pensada para sustentar o desenvolvimento, a aplicação e a avaliação das ações ao longo de 48 meses, com potencial de impacto direto sobre até 6.391 estudantes em 60 unidades de ensino da rede municipal.

O projeto propõe o desenvolvimento, a implementação e a avaliação de sequências didáticas interdisciplinares contextualizadas com uso de tecnologias imersivas, jogos educativos e materiais manipulativos produzidos com impressão 3D para os cinco anos do Ensino Fundamental I, estruturadas em ciclos de diagnóstico, cocriação, experimentação, avaliação e redesenho.

Os materiais educacionais, jogos, manuais e arquivos produzidos deverão ser disponibilizados em acesso aberto, ampliando a possibilidade de replicação da política pública em outros contextos.

A proposta parte de um desafio histórico da educação básica: a necessidade de práticas mais sistemáticas, atraentes e eficazes para o ensino de Ciências nos primeiros anos de escolarização. Alinhada à BNCC, à LDB e às metas do Plano Nacional de Educação, a iniciativa pretende fortalecer o pensamento científico, crítico e criativo desde a infância.

Prof. Dr. Guilherme Sipahi – “Nosso objetivo é ajudar a consolidar uma política pública duradoura, baseada em evidências e voltada à formação de estudantes mais preparados para compreender o mundo contemporâneo”

As ações serão organizadas em três frentes principais: trabalho direto com estudantes da rede municipal em escolas e bibliotecas; formação continuada de professores por meio do Centro de Formação dos Profissionais da Educação (CEFPE); e atividades de educação não formal em espaços públicos, como bibliotecas comunitárias e o Museu de Ciência “Mario Tolentino”, envolvendo também estudantes dos anos finais do ensino fundamental, do ensino médio e o público em geral. O projeto prevê ainda a produção de materiais didáticos acessíveis, a realização de oficinas e exposições e a integração das metodologias ao currículo das escolas de tempo integral.

Para o coordenador do projeto, Prof. Dr. Guilherme Matos Sipahi, a proposta busca ampliar o acesso ao conhecimento científico de forma significativa e socialmente enraizada. “A alfabetização científica precisa começar cedo e precisa dialogar com a realidade das crianças. Quando unimos escola, universidade, bibliotecas, museus e tecnologias inovadoras, criamos condições para que a ciência seja vivida de forma concreta, crítica e criativa. Nosso objetivo é ajudar a consolidar uma política pública duradoura, baseada em evidências e voltada à formação de estudantes mais preparados para compreender o mundo contemporâneo.”

Um dos diferenciais da proposta é o modelo de construção conjunta entre pesquisadores, gestores públicos, professores e instituições culturais. Em vez de transferir soluções prontas, o projeto propõe um processo contínuo de coprodução, com diagnóstico da realidade da rede, elaboração colaborativa de materiais, formação docente, aplicação nas escolas e avaliação dos resultados. A expectativa é que esse percurso produza evidências sólidas para orientar decisões curriculares e pedagógicas permanentes, fortalecendo a relação entre pesquisa acadêmica e melhoria concreta da educação pública.

Ao comentar a iniciativa, Roselei Aparecido Françoso, vice-prefeito de São Carlos, secretário municipal de Educação e responsável da prefeitura pela realização do projeto, destaca o alcance estratégico da parceria. “Esse projeto reúne aquilo que a educação pública mais precisa neste momento: compromisso com inovação, formação de professores, diálogo com a realidade da rede e capacidade de transformar boas ideias em política pública. São Carlos tem tradição em ciência e tecnologia, e agora dá mais um passo para fazer com que esse patrimônio chegue de forma ainda mais efetiva às crianças e aos educadores da rede municipal.” A proposta prevê atuação direta da Secretaria Municipal de Educação desde a concepção até a implementação, execução e avaliação das ações, com apoio institucional, pedagógico e logístico.

Roselei Françoso (Vice-Prefeito de São Carloas) – “Esse projeto reúne aquilo que a educação pública mais precisa neste momento”

Outro eixo importante será a incorporação de elementos da Arte no desenvolvimento das ações, como estratégia de engajamento e de ampliação do aprendizado em perspectiva interdisciplinar. Nesse campo, a participação do Instituto Mário de Andrade, sob a liderança de Fátima Camargo, será essencial para aproximar práticas artísticas, cultura e alfabetização científica, especialmente no contexto das escolas de tempo integral. A proposta pretende mostrar que ciência, arte e tecnologia podem atuar de forma integrada, favorecendo experiências educativas mais sensíveis, criativas e participativas.

Nesse ponto, o Dr. Herbert Alexandre João, pesquisador associado do projeto e coordenador pedagógico do “Estúdio de Mídia, Cultura e Ciência (E=mc²)” do IFSC/USP, onde a proposta será executada, destaca a importância da mesclagem de metodologias ativas com o uso de tecnologias. Atuando na área de Ensino e Formação de Professores, Herbert afirma: “Museus, bibliotecas e escolas podem atuar de forma integrada na promoção da alfabetização científica. Quando o estudante encontra a ciência em diferentes linguagens, com experiências imersivas, jogos, objetos manipuláveis e mediação qualificada, o engajamento aumenta e a aprendizagem se torna mais significativa.” A proposta também prevê o uso de realidade virtual, realidade aumentada, recursos 2D, protótipos 3D e kits de aprendizagem para ampliar o interesse dos estudantes e apoiar o trabalho docente.

Ao fim do percurso, a expectativa é não apenas melhorar indicadores de alfabetização científica e ampliar o interesse pela ciência, mas também consolidar uma proposta de formação continuada replicável, integrar os materiais ao currículo das escolas de tempo integral e subsidiar a formulação de políticas públicas educacionais baseadas em evidências.

Em São Carlos, a iniciativa reafirma o valor da colaboração entre universidade, escola, bibliotecas, museus e gestão pública na construção de respostas inovadoras para desafios reais da educação.

Participam do projeto, além do coordenador Guilherme Matos Sipahi e de Roselei Aparecido Françoso, os pesquisadores associados Ana Karina Marmorato Gomes, Fátima Helena Sampaio Camargo Catalano, Herbert Alexandre João, Mariana de Fátima Schiabel, Nathalia Muylaert Locks Guimarães e Rafaela Marchetti, reunindo equipes do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), da Prefeitura Municipal de São Carlos e do Instituto Mário de Andrade.

O projeto está vinculado à FAPESP sob o processo nº 2025/06995-1, na linha de fomento Programas de Inovação Tecnológica / PPPP – Programa de Pesquisa em Políticas Públicas / PPPP – Chamada de Propostas (2024) – Fase 2.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

20 de abril de 2026

Tecnologia transforma gás carbônico em energia limpa – Abrir portas para soluções sustentáveis

Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros promete mudar a forma como lidamos com um dos maiores desafios ambientais da atualidade: o excesso de gás carbônico (CO₂) na atmosfera. O novo sistema é capaz de transformar esse poluente em energia elétrica e em combustíveis renováveis usando apenas a luz do sol.

Na prática, o equipamento funciona como uma “usina solar inteligente”. Ao ser exposto à luz, ele ativa reações químicas que convertem o CO₂ em substâncias úteis, como etanol e metanol — combustíveis que podem ser utilizados no dia a dia. Ao mesmo tempo, o processo também gera eletricidade.

Benefícios diretos para a sociedade

O avanço vai além de um feito científico e traz impactos concretos para a população. Um dos principais benefícios é a redução da poluição do ar. Ao reaproveitar o gás carbônico, a tecnologia ajuda a diminuir a concentração de gases que contribuem para o aquecimento global, colaborando para um clima mais estável e saudável.

Outro ponto importante é a produção de energia limpa e renovável. Diferente dos combustíveis fósseis, que poluem e são finitos, os produtos gerados pelo sistema podem ser utilizados como alternativas mais sustentáveis e isso pode contribuir para reduzir a dependência de petróleo e outras fontes tradicionais de energia.

A tecnologia também pode ter impacto econômico. Ao transformar um poluente em produtos úteis, ela abre espaço para a criação de novos mercados e oportunidades de negócios, especialmente nas áreas de energia e sustentabilidade. Além disso, sistemas mais simples — que dispensam componentes caros — podem facilitar a adoção em diferentes regiões, inclusive em países em desenvolvimento.

Prof. Dr. Renato Vitalino Gonçalves (IFSC/USP)

Outro benefício relevante é a possibilidade de geração descentralizada de energia. Em vez de depender apenas de grandes usinas, comunidades, empresas e até residências poderiam, no futuro, produzir sua própria energia e combustíveis, utilizando o sol e o CO₂ disponível no ambiente.

Sustentabilidade e futuro

O sistema também se destaca por funcionar em condições comuns, sem necessidade de altas temperaturas ou pressões, o que reduz custos e torna sua aplicação mais viável.

Embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, a tecnologia representa um passo importante rumo a um modelo mais sustentável de produção de energia. Ao unir geração elétrica e reaproveitamento de poluentes, ela aponta para um futuro em que resíduos podem se tornar recursos.

Para o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Renato Vitalino Gonçalves, um dos autores deste estudo, “Esta tecnologia representa um avanço importante na forma como pensamos a energia e o meio ambiente. Estamos mostrando que é possível transformar um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global em produtos úteis, como combustíveis e eletricidade, utilizando apenas a luz solar. Além disso, um dos principais avanços do trabalho está na simplificação do sistema, que dispensa o uso de membranas e opera em condições ambientes, o que reduz custos e facilita futuras aplicações. Foi possível integrar, em um único dispositivo, a conversão do CO2 e a geração de energia elétrica, demonstrando uma abordagem eficiente e mais próxima de soluções tecnológicas viáveis. Esse tipo de desenvolvimento é fundamental para transformar conhecimento científico em aplicações reais, com potencial de impacto na transição para uma matriz energética mais sustentável”, pontua o pesquisador

Prof. Dr. Heberton Wender (Créditos – Fundação UFMS)

Já para o docente e pesquisador do Instituto de Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (IF/UFMS), Prof. Dr. Heberton Wender, igualmente um dos autores deste estudo “O que desenvolvemos é, essencialmente, uma tecnologia inspirada na natureza”, pontua o pesquisador, acrescentando que,  assim como a fotossíntese natural utiliza a luz do sol para converter CO2 em compostos energéticos, o sistema desenvolvido também aproveita a energia solar para transformar esse gás em combustíveis renováveis e, ao mesmo tempo, gerar eletricidade.

“A diferença é que fazemos isso de forma artificial e direcionada, produzindo moléculas de interesse energético, como etanol e metano. A tecnologia desenvolvida possui um paralelo importante com as células solares convencionais. Enquanto os painéis fotovoltaicos convertem a luz do sol diretamente em eletricidade, o nosso dispositivo vai além: ele combina essa geração elétrica com a conversão química do CO2, armazenando energia na forma de combustíveis. Isso amplia o uso da energia solar, permitindo gerar eletricidade e produzir combustíveis limpos, contribuindo diretamente para mitigação das mudanças climáticas”, destaca o pesquisador. Em suma, esse tipo de abordagem abre caminho para uma nova geração de tecnologias energéticas capazes de integrar captura de carbono, geração de energia e produção de combustíveis renováveis em um único sistema, operando apenas com luz solar e em condições ambientes.

Os especialistas ressaltam que, com mais investimentos e aprimoramentos, soluções como esta podem desempenhar um papel fundamental no combate às mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que promovem desenvolvimento econômico e melhor qualidade de vida para a população.

Assinam este estudo os pesquisadores: Bárbara A.C. Sá e Márcio Pereira, do Instituto de Ciências, Engenharia e Tecnologia da Universidade Federal do Vale de Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Luiz Felipe Plaça, Maximiliano J. M. Zapata e Cauê A. Martins, do Instituto de Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Glaucia B. Alcantara, do Instituto de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (IQ/UFMS), André Luís de Jesus Pereira, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA – São José dos Campos), Mohammed A. M. Bajiri, Niqab Khan, e Renato Vitalino Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e Heberton Wender do Instituto de Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (IF/UFMS)

Esta pesquisa contou com os apoios da FAPESP, CAPES, CNpQ e FUNDECT.

Confira AQUI o original desta pesquisa, publicado na revista científica internacional “ACS – Applied Energy Materials”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de abril de 2026

Responsáveis pela Comissão de Cultura e Extensão Universitária do IFSC/USP visitam Pró-Reitoria da USP

Em visita de cortesia, os Profs. Drs. Ilana Lopes Baratella da Cunha Camargo e Guilherme Matos Sipahi, nomeadamente Presidente e Vice-Presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEX) do IFSC/USP, deslocaram-se no passado dia 08 de abril à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, onde apresentaram cumprimentos ao Pró-Reitor Prof. Dr. Amâncio Jorge de Oliveira.

Na sequência dessa visita, os docentes do IFSC/USP expuseram os projetos de extensão em curso e aqueles que se encontram prestes a se iniciar, bem como suas particularidades, tendo colocado a Comissão de Cultura e Extensão Universitária do IFSC/USP à disposição do Prof. Dr. Amâncio de Oliveira para colaborar em projetos futuros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

10 de abril de 2026

Produção científica do IFSC/USP no mês de março de 2026

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de  março de 2026, clique AQUI ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico “Journal of High Energy Astrophysics” (VER AQUI).

 

 

 

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

10 de abril de 2026

Observatório Pierre Auger (Argentina) ajuda a esclarecer o enigma dos raios cósmicos

Créditos (“University of Nova Gorica”)

Um estudo internacional que teve a participação de cientistas da USP de São Carlos trouxe novos avanços na tentativa de entender um dos fenômenos mais enigmáticos do universo: os raios cósmicos de altíssima energia.

A pesquisa analisou partículas que atingem a atmosfera da Terra com enorme velocidade e investigou um detalhe importante desse processo — a quantidade de múons, partículas que chegam até o solo após essas colisões.

Quando um raio cósmico entra na atmosfera, ele colide com moléculas do ar e gera uma espécie de “chuva” de partículas secundárias. Entre elas estão os múons, que conseguem atravessar grandes distâncias e são detectados por instrumentos no solo. Medir quantos múons são produzidos ajuda os cientistas a descobrir a origem e a natureza dessas partículas vindas do espaço.

A pesquisa foi conduzida com dados do Observatório Pierre Auger, na Argentina, o maior do mundo dedicado a esse tipo de estudo.

Os cientistas combinaram dois métodos de observação: sensores que captam sinais de rádio produzidos na atmosfera e detectores no solo que registram a passagem das partículas. Essa abordagem permitiu analisar eventos em que os raios cósmicos chegam à Terra em ângulos inclinados, um tipo de ocorrência mais difícil de estudar.

Após cerca de dez anos de observações, os pesquisadores selecionaram 40 eventos considerados de alta qualidade para análise.

Os resultados indicam que a quantidade de múons medida é compatível com a expectativa para partículas mais pesadas, como núcleos de ferro. No entanto, outras medições sugerem que a composição dos raios cósmicos pode ser mais leve, o que revela uma discrepância ainda não totalmente explicada.

Esse descompasso já havia sido observado em estudos anteriores e continua sendo um desafio para a ciência. Em termos simples, os modelos teóricos atuais parecem subestimar a quantidade de múons que realmente chega ao solo. Esse “excesso” observado nos dados reais levanta dúvidas sobre o entendimento das interações dessas partículas em energias extremas.

Apesar das limitações — como o número reduzido de eventos analisados — o estudo demonstra que a combinação de diferentes técnicas de observação pode abrir novos caminhos para resolver esse quebra-cabeça.

Com a ampliação dos detectores e a coleta de mais dados no futuro, os cientistas esperam chegar a respostas mais precisas sobre a origem e o comportamento dos raios cósmicos.

A pesquisa reforça que, mesmo com décadas de estudo, o universo ainda guarda mistérios fundamentais — e que avanços tecnológicos continuam sendo essenciais para desvendá-los.

Confira AQUI o estudo realizado.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

10 de abril de 2026

Destaques da produção científica do IFSC/USP (Bimestre nov/dez 2025)

 

A Biblioteca do IFSC/USP apresenta os artigos científicos produzidos pelos seus docentes e pesquisadores que foram identificados como mais citados (Highly and Hot Cited Papers) no bimestre NOV/DEZ de 2025 pela Essential Science Indicators, um dos produtos de citação da agência Clarivate Analytics/Thomson Reuters. Lembramos que o acesso ao texto completo é liberado para comunidade USP ou quem tem acesso ao Portal CAPES.

Para mais informações: sbiprod@ifsc.usp.br

 

ÁREA:  Agricultural Sciences

Hot paperSustainable and biodegradable polymer packaging : perspectives, challenges, and opportunities

 

ÁREA:   Biology & Biochemistry

Structural basis of nirmatrelvir and ensitrelvir activity against naturally occurring polymorphisms of the SARS-CoV-2 main protease

 

ÁREA:   Molecular Biology & Genetics

SARS-CoV-2 infects the human kidney and drives fibrosis in kidney organoids

 

ÁREA:  Chemistry

Emergence of complexity in hierarchically organized chiral particles

The past and the future of Langmuir and Langmuir-Blodgett Films

Folding of xylan onto cellulose fibrils in plant cell walls revealed by solid-state NMR

Molecular docking and structure-based drug design strategies

A review on chemiresistive room temperature gas sensors based on metal oxide nanostructures, graphene and 2D transition metal dichalcogenides

Plasmonic biosensing focus review

Optimizing active sites for high co selectivity during CO2 hydrogenation over supported nickel catalysts

Good Practices in Database Generation for Benchmarking Density Functional Theory

 

ÁREA:  Clinical Medicine

Features of third generation photosensitizers used in anticancer photodynamic therapy: review

 

ÁREA:  Computer Science

Clustering algorithms: a comparative approach

Principal Component Analysis: A Natural Approach to Data Exploration

 

ÁREA:  Materials Science

Boosting CO2 photoreduction efficiency of carbon nitride via S-scheme g-C3N4/Fe2TiO5 heterojunction

A non-volatile organic electrochemical device as a low-voltage artificial synapse for neuromorphic computing

 

ÁREA:  Neuroscience & Behavior

 Mechanosensing is critical for axon growth in the developing brain

 

ÁREA:  Pharmacology & Toxicology

ADMET modeling approaches in drug discovery

 

ÁREA:  Physics

Hot Paper – The anomalous magnetic moment of the muon in the standard model: an update

The Kuramoto model in complex networks.

Revisiting the optical bandgap of semiconductors and the proposal of a unified methodology to its determination

Generalized geometric quantum speed limits

Precision measurement of the helium flux in primary cosmic rays of rigidities 1.9 GV to 3 TV with the alpha magnetic spectrometer on the international space station

Precision measurement of the proton flux in primary cosmic rays from rigidity 1 GV to 1.8 TV with the alpha magnetic spectrometer on the international space station

Towards understanding the origin of cosmic-ray positrons

The Pierre Auger Cosmic Ray Observatory

Antiproton flux, antiproton-to-proton flux ratio, and properties of elementary particle fluxes in primary cosmic rays measured with the alpha magnetic spectrometer on the international space station

Observation of the identical rigidity dependence of He, C, and O cosmic rays at high rigidities by the alpha magnetic spectrometer on the international space station

Precision measurement of the boron to carbon flux ratio in cosmic rays from 1.9 GV to 2.6 TV with the alpha magnetic spectrometer on the international space station

 

ÁREA:  Space Science

Multi-messenger observations of a binary neutron star merger

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

7 de abril de 2026

Ultrassom pode se tornar nova arma contra vírus respiratórios – Abordagem pode abrir caminho para novos tratamentos

Créditos – “MIT”

Uma pesquisa revela que ondas sonoras de alta frequência podem danificar vírus como SARS-CoV-2, H1N1 e outros sem causar danos a células.

Um estudo publicado na revista “Scientific Reports / Nature” e conduzido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), da USP de Ribeirão Preto e da UNESP (Presidente Prudente) indica que o uso de ultrassom, semelhante ao de exames médicos, pode ajudar no combate a vírus respiratórios.

A pesquisa mostra que ondas sonoras de alta frequência conseguem danificar vírus como o SARS-CoV-2 e o Influenza A (H1N1), reduzindo sua capacidade de infectar células.

Segundo os cientistas, o efeito não ocorre por aquecimento ou formação de bolhas, como em usos industriais do ultrassom, mas por um tipo de vibração chamado ressonância. Nesse processo, as ondas atingem diretamente o vírus e acabam danificando suas estruturas.

Embora os testes tenham sido feitos com vírus específicos, os resultados indicam que a técnica pode funcionar também contra outros vírus com estrutura esférica.

É o caso do vírus da gripe aviária (H5N1), do vírus sincicial respiratório (VSR), frequentemente associado a infecções pulmonares, bem como dos vírus da herpes simples (HSV-1 e HSV-2), do vírus Varicela-Zoster (VZV) e também dos arbovírus Dengue, Chikungunya e Zika, todos com morfologia aproximadamente esférica, podendo, em diferentes graus, ser afetados por esse tipo de vibração.

Prof. Dr. Odemir Martinez Bruno (IFSC/USP)

Em experimentos realizados, foi utilizado frequências entre 3 e 20 MHz, dentro do padrão de equipamentos médicos. Após a exposição ao ultrassom, os vírus apresentaram sinais claros de dano: ficaram menores, fragmentados e com sua estrutura comprometida.

Além das mudanças físicas, houve impacto no funcionamento dos vírus. Em laboratório, o SARS-CoV-2 perdeu grande parte da capacidade de infectar células após o tratamento. Em alguns casos, a replicação do vírus foi quase totalmente interrompida.

Segurança

Outro ponto importante é a segurança. Durante os testes, não houve aumento significativo de temperatura nem mudança no pH do ambiente, o que indica que o efeito ocorre de forma direta, sem prejudicar o meio ao redor.

Os pesquisadores destacam que essa técnica é diferente de métodos tradicionais, como radiação ou calor, que podem danificar tecidos humanos. Por isso, o ultrassom aparece como uma alternativa promissora e não invasiva para uso médico.

Apesar dos bons resultados, ainda são necessários novos estudos antes de aplicar a técnica em pacientes. Os próximos passos incluem testes pré-clínicos para avaliar sua eficácia e segurança.

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Odemir Martinez Bruno, coordenador do estudo, comenta: “O ultrassom vem sendo utilizado há décadas para visualização de tecidos, tendo sido demonstrado que é muito seguro. A possibilidade de seu uso terapêutico na inativação de vírus abre uma nova frente de pesquisa na medicina. O tratamento sempre foi baseado na química, como o uso de fármacos, e a inserção da física abre uma nova frente no combate as doenças causadas por vírus.

Dr. Flavio Protasio Veras (IFSC/USP) – (Créditos – FMRP/USP)

O pós-doutorando do IFSC/USP, Dr. Flavio Protasio Veras, primeiro autor do estudo e responsável pela condução dos experimentos, destaca que “O trabalho traz uma contribuição importante para a biologia dos vírus ao mostrar que a integridade da partícula viral pode ser influenciada por estímulos físicos”.

Segundo ele, esse aspecto é particularmente relevante porque amplia a compreensão sobre a vulnerabilidade estrutural dos vírus e sugere novas possibilidades de intervenção além das estratégias clássicas baseadas em fármacos.

Para o pesquisador “Ao explorar a interface entre física e biologia, o estudo ajuda a construir uma nova perspectiva para o desenvolvimento de abordagens antivirais potencialmente aplicáveis a diferentes infecções

Se confirmada, essa abordagem pode abrir caminho para novos tratamentos contra vírus, usando princípios físicos e com potencial para atuar contra diferentes tipos de infecções.

Confira AQUI o estudo publicado na revista científica internacional “Scientific Reports”.

Confira também AQUI o estudo que apresenta o modelo teórico por trás da interação entre vírus e Ultrassom, publicado no “Brazilian Journal of Physics”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

6 de abril de 2026

Oportunidade de Doutorado – IFSC/USP & CNPEM

Em uma parceria entre a Universidade de São Paulo e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), está em andamento o projeto que une Microtomografia por Raios-X (microCT) e Ressonância Magnética Nuclear (RMN).

Essa integração permitirá experimentos simultâneos na Linha Mogno do CNPEM/LNLS/Sirius, abrindo novas fronteiras no estudo de meios porosos.

Os responsáveis pelo projeto são os pesquisadores Prof. Dr. Tito José Bonagamba (LEAR/IFSC/USP) e o Dr. Everton Lucas de Oliveira (CNPEM/Sirius/Mogno).

As frentes de atuação são:
– Instrumentação
– Experimentos integrados de microCT e RMN
– Processamento e análise de sinais
– Pesquisa aplicada em meios porosos

Áreas de formação dos candidatos:
Física, Engenharia, Geofísica, Computação, Química e afins.

Local de atuação – Doutorado: o vínculo da(o) candidata(o) será com o Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). A(o) doutoranda(o) desenvolverá suas atividades majoritariamente na cidade de São Carlos, acompanhando e realizando medidas experimentais no Sirius, em Campinas, conforme a demanda do projeto.

Interessada(o)s devem entrar em contato para entrevista até o dia 15 de abril de 2026, pelos e-mails everton.oliveira@lnls.br e tito@ifsc.usp.br, anexando seus mini-currículos com o respectivo link para o Currículo Lattes.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de abril de 2026

Pesquisadores do IFSC/USP realizam segunda chamada de pacientes voluntários com diabetes (Tipos I e II) para tratamento ILIB

Créditos – “MM Optics”

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF), integrado no mesmo Instituto, estão iniciando uma segunda chamada de pacientes voluntários diabéticos (Tipos 1 e 2) para tratamento com ILIB (Intravascular Laser Radiation of Blood), ou seja, Irradiação de Laser de Modo Intravascular, com o objetivo de atingir o sangue através de um processo não invasivo.

A terapia ILIB é uma técnica terapêutica que utiliza luz laser de baixa intensidade para promover efeitos biológicos no organismo e apesar do ter um nome original que pode sugerir aplicação diretamente no interior dos vasos sanguíneos, a forma não invasiva, sendo que o laser é aplicado sobre a pele, geralmente na região do pulso, onde há grande concentração de vasos sanguíneos superficiais.

A aplicação é feita através de um fixador extracorpóreo que direciona a radiação de um laser com luz vermelha para a artéria radial, tendo como objetivo controlar mais acentuadamente o diabetes Tipos 1 e 2 e, com isso, melhorar a imunidade, a qualidade do sono e o controle da pressão arterial, combater doenças respiratórias, inflamatórias e doenças que causam alterações cardiovasculares, prevenir o envelhecimento intrínseco do corpo humano, protegendo o núcleo das células onde se encontra o DNA.

Esta chamada é dirigida a pacientes de ambos os sexos, maiores de 18 anos, com diabetes (Tipos 1 e 2) controlados, estando vedada a participação de pacientes com histórico oncológico, feridas abertas, fraturas, hematomas, infecções e amputados ou com deficiência bilateral dos membros inferiores.

Este tratamento experimental será executado sob a supervisão do docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato, com a coordenação do pesquisador do IFSC/USP, Dr. Antonio Eduardo de Aquino Junior, utilizando um equipamento desenvolvido no Instituto de Física de São Carlos.

Todos os participantes voluntários deverão ter seu diabetes perfeitamente controlado, sublinhando que todos eles deverão continuar a administração de insulina – se for o caso – e a sua medicação, atendendo a que este tratamento complementar não as substitui.

Pacientes que vivem com diabetes descontrolado, com valores de 300, 400 ou 500, deverão obrigatoriamente ser monitorados pelos médicos.

Os tratamentos terão uma duração de dez sessões (quinze minutos cada), duas vezes por semana.

Os pacientes interessados em fazer parte desta pesquisa deverão contatar a Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC) através do telefone (16) 3509-1351.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

1 de abril de 2026

IFSC/USP – Bolsa de Iniciação Tecnológica – Tecnologia empregada nos experimentos de gravidade análoga

O Research group on quasispectrum from black holes, dentro do Grupo de Física Teórica do Departamento de Física e Ciência Interdisciplinar do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), está com inscrições abertas até dia 10 de abril para 01 (uma) bolsa de Iniciação Tecnológica e Industrial (ITI-A) do CNPq.

Área de conhecimento: Física e Engenharia;

Projeto CNPq: Método analítico para estudar quase-espectro de buracos negros;

Pesquisador responsável: Dr. Horacio S. Vieira;

Plano de pesquisa: Gravidade experimental: Tecnologia e desenvolvimento científico

Início: Imediato

Duração inicial: 12 meses

Vagas: 01 (uma)

Pré-requisitos:

*Estudantes entre o terceiro e o sexto semestre da graduação;

*Disponibilidade mínima de 20 horas semanais;

*Não possuir vínculo empregatício;

*Nível intermediário de Inglês;

*Disponibilidade para viagem internacional (plus).

Documentos exigidos:

*Histórico escolar da graduação;

*Carta de motivação (01 página);

*Currículo Lattes atualizado.

Inscrições até o dia 10/04/2026

Enviar os documentos para: horacio.santana.vieira@ifsc.usp.br

Indicar no assunto do e-mail: “Iniciação Tecnológica – CNPq”.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

1 de abril de 2026

Novo teste brasileiro usa nanoleveduras para detectar COVID-19 de forma mais rápida, barata e precisa

(Créditos – MSF)

Cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP (Campus de Araraquara), e do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), desenvolveram uma nova forma de detectar o vírus da COVID-19 que pode tornar os exames mais rápidos, acessíveis e confiáveis. A pesquisa foi publicada na revista científica internacional “Biomedical Microdevices” e apresenta uma tecnologia inovadora que pode ajudar no diagnóstico de doenças infecciosas.

O grande diferencial desse novo teste está no uso de leveduras (micro-organismos semelhantes aos usados na fabricação de pão e cerveja) modificadas em laboratório para reconhecer especificamente o coronavírus. Essas leveduras são depositadas em um dispositivo que identifica a presença do vírus por meio de pequenas mudanças elétricas. Em termos simples, o aparelho “percebe” quando entra em contato com o vírus, funcionando de maneira semelhante a um sensor que reage ao toque, nesse caso com a presença do próprio vírus.

Uma das principais vantagens dessa tecnologia é o custo mais baixo na produção dos sensores, pois não é necessária a purificação de anticorpos, normalmente importados. A Profa. Dra. Tatiana Moreira da FCF-UNESP explica que somente a porção que reconhece o patógeno é produzida e localizada na superfície da levedura, o que mantém a especificidade da detecção e contribui com a redução dos custos, favorecendo a fabricação dos sensores em larga escala. “As medidas elétricas podem ser feitas com equipamentos portáteis, facilitando o acesso a exames, especialmente em locais com menos recursos”, pontua.

Outro ponto importante é a sensibilidade do teste. Apesar de substituir anticorpos dos sensores usuais por leveduras, o dispositivo consegue identificar quantidades extremamente pequenas do vírus, o que aumenta as chances de detectar a doença logo no início da infecção. Além disso, o sistema mostrou ser capaz de diferenciar o coronavírus de outros vírus, como os da gripe e da dengue, reduzindo erros no diagnóstico.

(Créditos – “Biomedical Microdevices”)

O cientista Rafael Hensel, autor principal do estudo, destaca que “Leveduras já foram usadas para a detecção de COVID-19 por um grupo de pesquisa australiano, mas a integração dessa abordagem com dispositivos impedimétricos possibilitou a detecção de cargas virais mais baixas”. Além disso, o desenvolvimento de uma tecnologia nacional pode contribuir para a redução de custos e a ampliação da testagem.

Os pesquisadores também ressaltam que por não requerer equipamentos complexos, o teste pode ser utilizado diretamente em clínicas e postos de saúde, permitindo a obtenção de resultados mais rápidos e auxiliando no controle da transmissão de doenças.

Embora ainda precise passar por etapas adicionais antes de chegar ao uso amplo, o novo método é visto como uma solução promissora não só para a COVID-19, mas também para outras doenças. A tecnologia pode ser adaptada para identificar diferentes vírus e condições de saúde no futuro.

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Osvaldo Novais de Oliveira Jr., igualmente um dos autores da pesquisa, sublinha que “É promissora a combinação de sensores com materiais de baixo custo, como as leveduras, com a técnica de impedância elétrica para detecção, que também pode ser barata e utilizável em qualquer ambiente com um aparelho portátil produzido no Brasil”.

Com isso, o estudo abre caminho para uma nova geração de testes mais simples, rápidos e eficientes, que podem fazer diferença no cuidado com a saúde da população.

Confira AQUI o artigo científico publicado na revista “Biomedical Microdevices”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

30 de março de 2026

Pesquisadores do IFSC/USP abrem segunda chamada para tratamento experimental de lipedema

(Créditos – “BBC-News”)

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) inicia a segunda chamada para participação em um tratamento experimental voltado a pacientes com lipedema. O estudo dá continuidade a uma abordagem inovadora que busca melhorar a qualidade de vida das pacientes participantes, investigando os efeitos da combinação entre compressão pneumática intermitente e fototerapia.

A proposta é avaliar se a associação dessas técnicas pode reduzir sintomas e melhorar a circulação periférica nos membros inferiores. Segundo o fisioterapeuta e pesquisador do IFSC/USP, Matheus Henrique Camargo Antonio, autor do estudo, o tratamento utiliza uma bota pneumática especial que exerce pressão nas pernas para estimular a circulação e diminuir o inchaço. Simultaneamente, é aplicada uma luz laser para promover a fotobiomodulação, tecnologia integrada ao próprio equipamento.

Este tratamento envolve a realização de dez sessões ao longo de cinco semanas para cada paciente (duas sessões por semana), com duração média de trinta minutos por sessão.

O estudo é dedicado a mulheres residentes em São Carlos, com mais de 18 anos e com diagnóstico clínico prévio de lipedema. Não poderão participar pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, tabagismo, consumo de álcool ou antecedentes oncológicos.

Bota pneumática (Créditos – “IFSC/USP”)

A expectativa dos pesquisadores é que a combinação das terapias proporcione alívio significativo dos sintomas, oferecendo uma nova perspectiva de tratamento e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pacientes.

O que é lipedema

O lipedema é uma condição crônica e progressiva caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura subcutânea, que afeta principalmente pernas e quadris e, em alguns casos, os braços.

Esse acúmulo ocorre de forma desproporcional, resultando em um aumento das extremidades inferiores em relação à parte superior do corpo.

Principais sintomas

Aumento de volume nas pernas ou braços (simétrico);

Sensação de peso ou dor ao toque;

Facilidade para formar hematomas;

Pele com aspecto irregular (tipo “casca de laranja”);

Inchaço que piora ao longo do dia;

Dificuldade para perder gordura nessas regiões, mesmo com dieta e exercício;

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida, há indícios de uma predisposição genética, já que a condição costuma ocorrer em famílias. O lipedema também está frequentemente associado a períodos de alterações hormonais, como puberdade, gestação e menopausa.

As pacientes interessadas em participar do estudo podem obter mais informações e realizar a inscrição na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF), localizada na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, pelo telefone (16) 3509-1351, em horário comercial.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

30 de março de 2026

Estudo brasileiro apresenta novos esclarecimentos sobre estrutura matemática de derivadas singulares com aplicações na física

Prof. Dr. Emanuel Henn (IFSC/USP) – Um dos autores do estudo

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) apresentaram novos esclarecimentos sobre um problema matemático fundamental presente em diferentes áreas da física, como eletrostática e elasticidade, num estudo que foi publicado na “Revista Brasileira de Ensino de Física”

O trabalho investiga a chamada estrutura distribucional de derivadas singulares, um conceito matemático utilizado para descrever fenômenos físicos que surgem como conseqüência de modelos idealizados: grandezas físicas nessas idealizações apresentam comportamentos descontínuo em pontos específicos do espaço — como ocorre no campo elétrico gerado por cargas pontuais.

Os pesquisadores analisaram derivadas associadas à função 1/r, que aparece com frequência em equações fundamentais da física. Essas derivadas podem apresentar singularidades, isto é, pontos onde os valores matemáticos se tornam indefinidos ou infinitos.

Para lidar com esse problema, os cientistas utilizaram ferramentas da teoria das distribuições, um ramo da matemática que permite tratar rigorosamente essas singularidades por meio de objetos como a “Delta de Dirac”, amplamente empregada em física teórica.

Segundo o estudo, é possível extrair de forma sistemática a parte singular dessas derivadas usando identidades vetoriais e técnicas matemáticas como integração por partes em regiões próximas à origem do sistema de coordenadas.

A pesquisa também revisita e demonstra resultados clássicos, como o laplaciano da função 1/r — uma expressão fundamental em equações que descrevem potenciais gravitacionais e elétricos.

(Créditos – “Youscience”)

Outro ponto central do artigo é a chamada identidade de Frahm, que ajuda a descrever matematicamente a estrutura dessas singularidades. A análise mostra que diferentes operadores diferenciais compartilham uma estrutura regularizante comum, revelando conexões profundas entre áreas distintas da física matemática.

Além da importância teórica, os resultados ajudam a tornar mais claros conceitos frequentemente utilizados no ensino e na pesquisa em física, especialmente em disciplinas como eletromagnetismo, mecânica dos meios contínuos e teoria de campos.

Os autores destacam que compreender com precisão essas estruturas matemáticas contribui para modelagens mais rigorosas de fenômenos físicos, incluindo problemas de elasticidade de materiais, campos eletromagnéticos e até estudos envolvendo condensados de Bose-Einstein com interações dipolares.

A pesquisa reforça o papel da matemática avançada como ferramenta essencial para explicar fenômenos fundamentais da natureza e também como base para o desenvolvimento de novas aplicações científicas e tecnológicas.

Este estudo é assinado pelos pesquisadores Pedro de Castro Diniz, Aristeu Lima e Emanuel Henn.

Confira AQUI o original deste estudo.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

26 de março de 2026

Com apoio do IFSC/USP – Aula inaugural da 4ª Turma do Curso de Especialização em Laser em Saúde da Santa Casa de São Carlos

No último dia 22 de março o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato, esteve presente na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC) onde realizou a aula inaugural da 4ª Turma do Curso de Especialização em Laser em Saúde promovido pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da SCMSC (IEP), com o apoio do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

O curso, coordenado pelo pesquisador Dr. Antônio Eduardo de Aquino Junior, chega a esta 4ª Turma mantendo o nível de excelência de seus pesquisadores e colaboradores que ministram as mais diversas disciplinas, trazendo conceitos sobre as mais importantes inovações realizadas nos últimos quinze anos em pesquisas clínicas.

Tudo isso tem possibilitado não apenas mais e melhores conteúdos para os alunos, que são profissionais de saúde, mas principalmente a ampliação da gama de resultados positivos junto aos pacientes.

Em setembro do corrente ano será dado início à 5ª Turma deste curso.

 

 

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de março de 2026

Responsáveis pela Comissão de Graduação do IFSC visitam Pró-Reitoria de Graduação da USP

Profs. Drs. Valmor Roberto Mastelaro, Marcos Garcia Neira, João Renato Muniz e Paulo Takeo Sano (Créditos PRG/USP)

Desde 20 de fevereiro do corrente ano, o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) iniciou um novo ciclo administrativo que se prolongará até o ano de 2030, reafirmando seu compromisso com o diálogo institucional, a transparência e a construção de soluções colaborativas.

Nesse sentido, os Prof. Drs. João Renato Carvalho Muniz e Valmor Roberto Mastelaro, respectivamente Presidente e Vice-Presidente da Comissão de Graduação do IFSC/USP, visitaram no dia 19 deste mês de março os Profs. Drs. Marcos Neira e Paulo Sano, Pró-Reitor e Pró-Reitor Adjunto de Graduação da USP, para apresentação institucional da Unidade e alinhar pautas estratégicas, no sentido de fortalecer vínculos, promover a cooperação e contribuir para o desenvolvimento contínuo da Universidade de São Paulo.

O Prof. Dr. Marcos Garcia Neira é Professor Titular da Universidade de São Paulo, onde atua como Pró-Reitor Adjunto de Graduação. Licenciado em Educação Física e em Pedagogia, é Mestre e Doutor em Educação, com Pós-Doutorado em Currículo e Livre-Docência em Metodologia do Ensino.

Foi Diretor da Faculdade de Educação entre 2018 e 2022, e atualmente leciona nos cursos de graduação e pós-graduação da instituição. Coordena o Grupo de Pesquisas em Educação Física Escolar (www.gpef.fe.usp.br), desenvolvendo estudos sobre currículo e ensino da Educação Física.

O Prof. Dr. Paulo Takeo Sano é biólogo, com bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (1991). Advogado, com bacharelado em Direito pela Universidade de São Paulo (2023).

Obteve seus títulos de Mestre e de Doutor em Ciências Biológicas (Botânica) também pela USP (1993, 1999), realizando, em seguida, pós-doc no Royal Botanical Gardens, Kew (1999).

É professor titular do Departamento de Botânica da USP; atua e orienta na pós-graduação em duas linhas de pesquisa: Sistemática de Fanerógamas, com ênfase em diversidade e evolução de monocotiledôneas; e Ensino de Ciências, em particular, Educação em Biodiversidade, Botânica, e Formação de Professores.

É coordenador do Grupo Cajuí: Coprodução do Conhecimento, Sustentabilidade e Educação em Biodiversidade, trabalhando em coprodução com o povo que habita os quilombos e os campos rupestres brasileiros.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de março de 2026

Responsáveis pela Comissão de Pesquisa e Inovação do IFSC/USP visitam Pró-Reitora de Pesquisa e Inovação

Profs. Drs. Daniel Varela Magalhães, Maria Helena Palucci Marziale e Ana Paula Ulian de Araújo

O Presidente de Comissão de Pesquisa (CPq) do IFSC/USP, Prof. Dr. Daniel Varela Magalhães, e a Vice-Presidente da mesma Comissão, Profª Drª Ana Paula Ulian de Araujo, deslocaram-se no dia 19 deste mês de março à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da USP, onde apresentaram cumprimentos à nova Pró-Reitora, Profª Drª Maria Helena Palucci Marziale.

Na circunstância, os responsáveis pela Comissão de Pesquisa e Inovação do IFSC/USP expuseram as características do Instituto e colocaram-se à disposição da Pró-Reitoria para colaborar na dinâmica da nova gestão e nos projetos futuros, tendo convidado a nova Pró-Reitora a visitar o IFSC/USP em data oportuna.

A Profª Drª Maria Helena Palucci Marziale é Bacharel em Enfermagem (EERP/USP), Especialista em administração hospitalar (Univ. São Camilo), mestre em Ciências – Psicobiologia (FFCLRP) e doutora Ciências – Enfermagem (EERP), aperfeiçoamento em Ergonomia pelo CNAM (França).

Professora Titular da EERP é responsável por disciplinas na graduação e pós-graduação. Sua atuação acadêmica é focada em Saúde do Trabalhador, Ergonomia e Gestão em editoração científica.

É Pesquisadora 1A do CNPq, coordena a Red Internacional de Enfermería en Salud Ocupacional (REDENSO Internacional) e é Líder do Núcleo de Estudos Saúde e Trabalho (NUESAT/USP).

Coordenou 26 projetos de pesquisas e publicou 220 artigos científicos. Orientou 25 doutores, 17 mestres e 37 estudantes de Iniciação Científica. Sua produção intelectual busca a sustentabilidade e a melhoria das condições psicossociais no trabalho, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 3,4,8,17). Assessora da CAPES, CNPQ e Fundações de Amparo a Pesquisas de vários estados para avaliação de pesquisas e participou em várias comissões de elaboração de critérios de avaliação para produção científica da área de Enfermagem na CAPES.

Na gestão universitária, possui uma trajetória de liderança, tendo ocupado cargos de Diretora da EERP/USP, Assessora Técnica I da Reitoria e coordenadora do Escritório Alumni USP, Membro da Comissão de Avaliação Docente (CAD/USP), Chefe de Departamento (EERP), atuando também na gestão de Comissão de Cultura e Extensão Universitária e em Programa de Pós-graduação da Unidade, foi membro do Conselho Gestor do Campus USP/RP e a sua experiência estende-se à gestão hospitalar, com participação nos conselhos gestores do Hospital das Clínicas da FMRP/USP e de outros três hospitais de Ribeirão Preto.

É reconhecida na área de editoração científica e enfermagem ocupacional.

Atualmente, coordena a coleção de revistas REVENF/SciELO, Diretora de Publicações da Associação Brasileira de Enfermagem, membro do Comitê de Avaliação de Periódicos LILACS/OPAS, membro da Comissão de avaliação de revistas de enfermagem na Biblioteca Virtual de Saúde-Enfermagem BVSE/OPAS, Editora Emérita da Revista Latino-Americana de Enfermagem, Editora Associada da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional e é membro do corpo editorial de mais de uma dezenas de revistas internacionais e nacionais.

Integra órgãos estratégicos como o Conselho Executivo da Asociación Internacional de Facultades de Enfermería (ALADEFE) e sua contribuição em políticas públicas é registrada por participações enquanto colaboradora convidada do Ministério da Saúde na elaboração do Programa Nacional de Atenção Integral à saúde dos trabalhadores do SUS e como membro da Comissão Coordenadora de elaboração do Plano de Ensino do Município de Ribeirão Preto.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

20 de março de 2026

Pesquisadores do IFSC/USP desenvolvem sensor mais eficiente e estável para detecção de ozônio no ar

Sistema de gás em laboratório do IFSC/USP

Após pesquisadores do IFSC/USP e da Universitat Rovira i Virgili, na Espanha, terem desenvolvido em 2025 um sensor flexível capaz de detectar poluentes atmosféricos, especialmente o dióxido de nitrogênio (NO2), agora surgiu a oportunidade de se desenvolver um novo tipo de sensor capaz de identificar a presença de ozônio no ar com maior eficiência e estabilidade. A tecnologia pode contribuir para o monitoramento da qualidade do ar e para a prevenção de problemas ambientais e de saúde causados pela poluição atmosférica.

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Valmor Roberto Mastelaro que coordenou este estudo publicado recentemente na revista científica “Chemosensors”, enfatiza o fato de que o ozônio presente na atmosfera em níveis elevados é considerado um poluente prejudicial. A exposição prolongada pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar doenças pulmonares. Por isso, sistemas capazes de detectar pequenas quantidades desse gás são fundamentais para o controle da qualidade do ar em ambientes urbanos e industriais.

No estudo, os cientistas criaram um sensor formado por camadas de nanomateriais de óxido de grafeno reduzido (rGO) e óxido de zinco (ZnO) organizadas de forma estratégica. Essa estrutura funciona como uma espécie de “sanduíche” que protege um dos componentes mais sensíveis do dispositivo. Essa proteção evita que o material seja danificado pelo próprio ozônio durante a detecção, problema comum em sensores a base de rGO para detecção de O3.

Os testes mostraram que o dispositivo consegue detectar concentrações muito pequenas de ozônio no ar. Além disso, apresentou boa capacidade de distinguir esse gás de outros poluentes comuns, como monóxido de carbono, amônia e dióxido de nitrogênio.

Prof. Dr. Valmor Mastelaro (IFSC/USP)

Outro ponto positivo observado foi a estabilidade do sensor. Durante os experimentos, não foram identificados sinais de desgaste ou degradação do material, indicando que o método de fabricação adotado pode aumentar a durabilidade do equipamento.

Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia pode ajudar no desenvolvimento de sistemas mais precisos de monitoramento ambiental. Sensores desse tipo podem ser utilizados em estações de medição da qualidade do ar, em áreas industriais ou até em dispositivos portáteis voltados ao controle da poluição.

O avanço também abre caminho para novas pesquisas que buscam tornar os sensores de gases cada vez mais sensíveis, confiáveis e acessíveis, ampliando as possibilidades de aplicação em diferentes setores.

Sobre esta pesquisa, o Prof. Dr. Valmor Mastelaro comenta que o sensor à base de ZnO-rGO-ZnO na estrutura de “sanduiche” foi desenvolvido para solucionar o problema da oxidação e degradação do rGO quando exposto ao gás ozônio, processo chamado de ozonolise. “Ao nosso conhecimento, apenas três sensores a base de rGO-ZnO para detecção de O3 foram reportados antes devido a esse problema da degradação do sensor, sendo dois deles do nosso grupo de pesquisa. Com isso, a metodologia desenvolvida abre caminho para a fabricação de novos sensores à base de óxidos metálicos e rGO para a detecção de O3, evitando o processo de ozonólise – reação com ozônio que quebra ligações duplas em moléculas orgânicas”, pontua o cientista.

Além do Prof. Dr. Valmor Mastelaro, assinam esta pesquisa os pesquisadores – Rayssa Silva Correia, Amanda Akemy Komorizono, Julia Coelho Tagliaferro e Natalia Candiani Simões Pessoa, um trabalho que contou com o apoio da FAPESP.

Para conferir o estudo original, clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de março de 2026

Diretor do IFSC/USP é eleito membro titular da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da USP

No decurso da 1051ª Sessão Ordinária do Conselho Universitário da Universidade de São Paulo, realizada no passado dia 24 de fevereiro, o Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, foi eleito, com a maior votação, membro titular da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da USP para um mandato de dois anos.

A COP, cuja presidência passa a ser exercida pela Prof.ª Dr.ª Marly Babinski (IGc), é um órgão importante no âmbito da gestão da Universidade de São Paulo, sendo responsável por analisar e orientar decisões relacionadas ao orçamento e aos bens da universidade.

Como principais atribuições, a COP tem a responsabilidade de analisar a proposta de orçamento anual, da USP antes da aprovação final, acompanhar a execução financeira, opinar sobre o uso de recursos, avaliar todas as questões patrimoniais, emitir pareceres técnicos e recomendações que ajudem o Conselho Universitário a tomar decisões nos âmbitos administrativo e financeiro, e acompanhar projetos e/ou políticas da USP que possam impactar o orçamento ou o patrimônio institucional.

Além do Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, compõem a COP os seguintes membros:

Prof.ª Dr.ª Anna Helena Reali Costa (EP) – Suplente da Presidência;

Prof. Dr. Giuseppe Alexandre Romito (FO);

Prof. Dr. Ricardo Pinto da Rocha (IB);

Prof. Dr. Umberto Cesar Corrêa (EEFE);

Representação Discente:

Titular: Juliana Lopes Chaves Fiorese (IRI);

Suplente: Vinicius Alvarenga e Veiga (FD);

Suplentes:

Prof. Dr. Ricardo Gariba Silva (FORP);

Prof. Dr. Carlos Pelleschi Taborda (ICB);

Prof. Dr. Eduardo Siegle (IO);

É um orgulho imenso para o IFSC/USP contar com a participação e a expertise de seu Diretor em tão importante órgão de gestão da Universidade de São Paulo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP