Notícias

13 de julho de 2020

USP e UFSCar juntas no ensino virtual em escolas públicas

Foi lançada no dia 07 de julho último a  “Feira Virtual de Ciência e Tecnologia da USP/DE 2020“, uma iniciativa promovida pelo Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF-IFSC/USP) e pela Diretoria de Ensino – Região de São Carlos. A divulgação foi feita por meio de videoconferência, coordenada pelas professoras Marília Faustino (DE) e Wilma Barrionuevo (CEPOF), tendo contado com a participação de 186 professores da Rede Estadual de Ensino. Os coordenadores gerais do evento foram os docentes e pesquisadores Profs. Vanderlei Bagnato, Euclydes Marega Jr. e Sebastião Pratavieira , todos do CEPOF-IFSC/USP), e a Dirigente de Ensino, Profª Debora G. Costa Blanco.

Durante os próximos meses, os Clubes de Ciências formados pelas escolas produzirão uma breve monografia e um vídeo, com o tema “As Invenções que Mudaram o Mundo”. A Feira Virtual ocorrerá em outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.  A Coordenadora de Difusão Científica do CEPOF, Profa. Wilma Barrionuevo, atenderá todas as Escolas e Clubes de Ciências por meio de videoconferências, auxiliando todos os participantes a fazerem suas monografias e vídeos, os quais serão julgados pela Comissão de Professores e Pesquisadores do CEPOF-IFSC/USP, coordenada pelos Profs, Euclydes Marega Jr e Sebastião Pratavieira.

Ações de Difusão de Ciências com as Escolas em contexto de Pandemia

Equipe encarregada pelo Projeto LEON – Leitura online

No atual contexto de isolamento social, em situação de pandemia, outras ações importantes têm sido desenvolvidas junto às escolas, em parceria com membros da EduSCar. Dentre essas iniciativas, destaca-se o acompanhamento da adaptação pedagógica da EMEB Ulysses Ferreira Picollo, coordenado pela Profa. Yuriko Baldin (UFSCar). Outra ação relevante com esta escolar é a implementação do Projeto LEON, de alfabetização online, coordenado pela Profa Deisy Souza, do INCT ECCE, da UFSCar, que consiste em alfabetizar virtualmente alunos do Ensino Fundamental. Na última semana, nove famílias se interessaram e o desafio agora será iniciar os trabalhos visando assessorar os pais no monitoramento das crianças, para que entrem rotineiramente no programa de ensino e realizem as tarefas previstas. O engajamento será monitorado remotamente e os monitores procurarão fornecer apoio, também remoto, aos pais ou aos próprios alunos.

Já na E.E. Profa. Maria Ramos, professores da EduScar estão desenvolvendo 5 principais atividades: (1) oferecimento do Curso de Aperfeiçoamento em “Habilidades Sociais na Escola Mediadas pelo Professor”, oferecido pela Prof. Zilda Del Prette, da UFSCar, o qual tem tido ampla participação dos professores; (2) Planejamento para criação, apropriação e preservação de espaços da escola, com engajamento dos estudantes, em projeto coordenado pelo Prof. David Sperling (NECIAU-USP); (3)  inclusão de 20 residentes de Licenciatura em Ciências Exatas da USP, em projeto coordenado pelas professoras da USP Nelma Bossolan, Renata Meneghetti e Edna Zuffi; (4) Importantes ações relacionadas a atividades na área de Matemática, desenvolvidas pelo Prof. Adilson Presoto da DM/UFSCar. (5) Clubes de Ciências: atividades científicas diversas desenvolvidas pela Profa. Wilma Barrionuevo e o Prof. Jorge Oishi.

Outro destaque que leva benefícios a todas as escolas, é o conjunto de vídeos educacionais produzidos pelo CDMF e pelo CEPOF, todos eles exibidos através da internet e também pelo Canal 10, gerenciado pelo CEPOF. De modo complementar, o CEPOF tem produzido aulas e desafios científicos para o Ensino Básico e Médio e para a Graduação do IFSC, as quais são exibidas ao vivo e disponibilizadas pela TV e internet. Parte desse conteúdo está sendo igualmente exibido no site do MCTIC e disponibilizado para todo País.

Link disponibilizado no Programa Ciência em Casa, na página do MCTIC (AQUI).

Coordenadores da EduSCar

A EduSCar consiste em um Grupo formado pelos coordenadores dos CEPIDs/Fapesp, INCTs e CPE/Fapesp; nominalmente, os Profs. Edgar Zanotto (idealizador da EduSCar); Glaucius Oliva,  Vanderlei Bagnato, Elson Longo, Jose Alberto Cuminato, Deisy das Graças e Arlene Correa; além da Profa. Debora Gonzalez C. Blanco – Dirigente da Diretoria de Ensino – Regional de São Carlos e do Secretário Municipal de Educação Orlando (Nino) Menegati. A coordenadora executiva da EduSCar é a Dra. Wilma R. Barrionuevo.

Além dos coordenadores, vários professores da USP e UFSCar participam desta importante iniciativa. Destacam-se nas ações com as escolas os Profs. Sergio Mattos (Lasca -DHb – UFSCar), Paulo Cesar Camargo (DF/UFSCar), Adilson Oliveira (DM/UFSCar), Jorge Oishi (DES/UFSCar), Leila Beltramini (CIBFAR/USP) e Ana Cândida Rodrigues (CERTEV/UFSCar).

Rui Sintra & Wilma Barrionuevo – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

13 de julho de 2020

Sensor colocado sobre a pele analisa substâncias presentes no suor

Um dos últimos destaque noticiosos publicado pela Agência FAPESP diz respeito ao desenvolvimento de um sensor vestível, impresso em nanocelulose microbiana, um polímero natural que foi criado por pesquisadores do IFSC/USP e do IQSC/USP, em colaboração com a Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Campus de Araraquara, Universidade de Araraquara (UNIARA), Universidade de Campinas (UNICAMP) e Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), em Campinas, em um trabalho publicado na revista Talanta.

Este trabalho, coordenado pelo docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Jr., remete a dispositivo que poderá substituir, com vantagens, os sensores convencionais, impressos em superfícies plásticas. Aplicado sobre a pele, ele permite detectar várias substâncias presentes no suor, funcionando como um sensor não invasivo de amostras.

Robson Rosa da Silva, um dos pesquisadores que assinou o trabalho, salientou, em entrevista à Agência Fapesp, que “A nanocelulose microbiana é um polímero 100% natural, produzido por bactérias a partir do açúcar. Sua principal vantagem em relação ao plástico é que propicia uma interface muito maior com a pele e já é encontrada no mercado há alguns anos na forma de curativos. No entanto, ainda não havia sido estudada como matriz para a fabricação de sensores eletroquímicos”. Nos sensores de matriz plástica, a transpiração forma uma espécie de barreira entre a pele e o dispositivo, dificultando a detecção, e constituindo também um fator alergênico. “Já o sensor em nanocelulose é totalmente respirável: o suor consegue chegar até a camada ativa do eletrodo através da matriz de nanocelulose”, explica.

O sensor tem a forma de um pequeno adesivo retangular, com 1,5 centímetro de comprimento e 0,5 centímetro de largura e a espessura de uma folha de papel de seda, conseguindo E detectar vários biomarcadores, como sódio, potássio, ácido úrico, ácido láctico, glicose etc. “Esses elementos ou substâncias, que circulam na corrente sanguínea, são detectáveis também no suor. Assim, uma aplicação possível do sensor de nanocelulose é o monitoramento do diabetes. Outra é o controle hormonal em mulheres, por meio da detecção do hormônio estradiol”, salienta Robson, sublinhando que o dispositivo poderia ser usado para detectar também a presença de poluentes atmosféricos no organismo. “Como prova de conceito, expusemos o sensor a baixas de concentrações de metais tóxicos, como chumbo e cádmio. E o resultado foi positivo”, acrescenta o pesquisador.

Para Paulo Augusto Raymundo Pereira, outro autor principal do trabalho, “As unidades de detecção são impressas sobre a matriz de nanocelulose microbiana por meio de uma técnica de serigrafia semiautomatizada, com o uso de pasta com grande concentração de partículas de carbono, devido à alta condutividade elétrica desse material. Reações químicas de oxidação ou redução produzem o sinal elétrico que indica a concentração do metabólito de interesse. Para isso, o sensor é conectado a um potenciostato, que faz as medidas eletroquímicas por meio da variação da corrente elétrica. E as informações obtidas são, finalmente, transmitidas a um computador, e traduzidas por meio da curva-padrão”, detalha Pereira. Segundo ele, a conexão wireless do sensor com o aparato de medição e leitura é uma possibilidade tecnológica de fácil resolução.

Os pesquisadores estudam, agora, o uso do dispositivo para a administração de medicamentos, bem como sua viabilização comercial.

Os pesquisadores que participaram neste trabalho, foram: Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC/USP) / Robson Silva (IFSC/USP) / Paulo Raymundo Pereira (IFSC/USP) / Anderson Campos (IQSC/USP) / Deivy Wilson (IFSC/USP) / Caio Otoni (UNICAMP) / Hernane Barud (UNIARA) / Carlos Costa (LNNano) / Rafael Domeneguetti (UNESP) / Debora Balogh (IFSC/USP)  e Sidney Ribeiro (UNESP).

Para acessar o artigo científico relativo a este trabalho, clique AQUI.

(Adaptado do texto original de José Tadeu Arantes / Agência FAPESP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

13 de julho de 2020

Oportunidade: vaga para pesquisador(a) em SRCD no LNLS / CNPEM

O Laboratório Nacional de Luz Sincrotron (LNLS), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), está com uma vaga para pesquisador(a) em SRCD – Dinoísmo Circular por Radiação Sincrotron (SRCD).

As atividades incluem o aprimoramento do programa do usuários em SRCD no Sirius, o projeto e o comissionamento da linha de luz de SRCD, Cedro, no Sirius, e o desenvolvimento de estações experimentais de ponta para a linha de luz.

São destacadas como principais atividades:

-Impulsionamento do programa de usuários em SRCD no Sirius;

-Projeto e comissionamento da linha de luz de SRCD, Cedro, no Sirius;

-Desenvolvimento de estações experimentais de ponta para a linha de luz.

Qualificações requeridas:

-Doutorado em Física, Química, Biologia ou áreas afins;

-Experiência em SRCD;

-Fluência em Inglês.

Para obter mais informações, ou se candidatar à vaga, clique AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

8 de julho de 2020

CDMF/UFSCar assinala “Dia Nacional da Ciência” e “Dia Nacional do Pesquisador”

O Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), acaba de lançar a série Os Cientistas – O universo em seus corpos, com inovadora animação da nanoarte em três atos, em homenagem a 12 grandes cientistas que transformaram o mundo em diversos campos do conhecimento.

Assim, é com imenso prazer que o Prof. Elson Longo, Diretor do CDMF, convida a todos a prestigiar essa homenagem ao Dia Nacional da Ciência e Dia Nacional do Pesquisador, comemorada no dia de hoje (08/07), por meio do link: http://cdmf.org.br/2020/07/08/cdmf-lanca-a-serie-os-cientistas-em-animacao-inovadora-da-nanoarte/

O vídeo também encontra-se no canal do YouTube do CDMF: https://youtu.be/BYvYJLCQWPg

Neste primeiro ato, a série revaloriza os cientistas Nikola Tesla (engenharia mecânica e eletrotécnica), Marie Curie (pioneira no ramo da radiotividade), Thomas Edison (inventor da lâmpada elétrica incandescente) e Albert Einstein (desenvolveu a Teoria da Relatividade Geral).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

7 de julho de 2020

Consulta à comunidade da USP sobre a Praça Central da Área 1 do Campus

Encontra-se em fase de desenvolvimento de projeto a renovação da Praça Central da Área-1 do Campus USP de São Carlos.

Nesse sentido, a Divisão do Espaço Físico da Prefeitura do Campus de São Carlos (PUSP-SC) está pedindo a colaboração da comunidade uspiana para, até dia 15 de julho, se manifestar quanto à sua percepção e anseios relativos a esse espaço.

Para colaborar, basta responder a um breve questionário que poderá ser acessado clicando AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

6 de julho de 2020

Laboratórios de Ensino de Física (LEF) – Nova realidade para os alunos do IFSC/USP

Os profissionais que se encontram ao serviço dos Laboratórios de Ensino de Física de nosso Instituto (LEF-IFSC/USP) estão já ultimando os preparativos para uma nova realidade que se prolongará, no mínimo, até ao início do ano letivo de 2021.

Para o Curso Experimental de Física – 2, coordenado pelos Profs. Luiz Antônio de Oliveira Nunes e Eduardo Ribeiro de Azevêdo, as particularidades das aulas experimentais estão sendo preparadas desde junho último e adaptadas com o máximo de pormenor, para poderem ser realizadas em sistema remoto no início do segundo semestre deste ano letivo (20/07), com o intuito de que os alunos não percam nada sobre os inúmeros experimentos que irão ser feitos. Com estas aulas, os alunos do IFSC/USP ficarão preparados para prosseguir os mesmos experimentos no primeiro semestre de 2021, esperando-se que seja então em sistema presencial.

O técnico de laboratório, Leandro de Oliveira, tem se dedicado a revisar, testar e melhorar a coleta de dados de todos os experimentos que constam do curso, para posterior gravação das vídeo-aulas, enquanto Ademir Moraes, responsável pelo Serviço de Oficina Mecânica do Instituto se desdobra para construir e aperfeiçoar pormenores técnicos e peças integrantes dos inúmeros instrumentos.

O curso compreende as áreas de calorimetria, oscilações, rotações de corpos rígidos, densimetria, ondas estacionárias e processos técnicos em gases, pelo que o trabalho de ambos se assume importantíssimo para os estudantes.

“Tem sido um trabalho exaustivo, que envolve muitos pormenores. Tudo tem que ser revisado com muita atenção, para que nada falhe quando  as gravações das aulas online começarem. O que está em causa é que o aluno não perca nada em relação aos experimentos que irão ser feitos. Nada pode falhar…” , sublinha Leandro.

Para Ademir Moraes “O mais importante é que os pormenores das peças, dos relógios e dos marcadores não passem despercebido aos alunos, pois essas peças serão fundamentais para os resultados finais dos experimentos. Por isso, temos que readaptar peças e incluir outras para que os alunos não percam as temáticas neste segundo semestre, e para que possam ir adiante no seu curso, com sucesso.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

6 de julho de 2020

Rede de contatos sociais influencia cenário da pandemia de COVID-19

Imagine uma cidade com 100 mil habitantes se deslocando, diariamente, a destinos comuns e cotidianos: escola, trabalho, atividades religiosas, atendimentos médicos e atividades de lazer, entre outros, inclusive utilizando ou não o transporte público. Em tempos de pandemia, como vivemos atualmente, é possível estimar como esses deslocamentos podem influenciar na transmissão de um vírus? De acordo com uma equipe de cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), também de São Carlos, a resposta é sim. A garantia dos especialistas vem de um novo modelo matemático desenvolvido por eles que é baseado em redes complexas e de múltiplas camadas. O ComplexVid-19, como foi denominado, pode, assim, fornecer dados mais precisos de uma população de qualquer cidade, ou até mesmo de todo um país.

ComplexVid-19 é um aprimoramento do conhecido modelo matemático SIR, que é aplicado ao estudo de epidemias analisando possíveis ações futuras e suas consequências. “Construímos um modelo robusto que leva em conta todas as possibilidades avaliando o comportamento cotidiano de uma população”, descreve o Prof. Odemir Bruno, do Grupo de Computação Interdisciplinar do IFSC/USP.

Sociedade Virtual

Na prática, os cientistas inserem dados reais no modelo ComplexVid-19 e, de acordo com os resultados, podem estimar as principais ações que devem ser tomadas pelos gestores. Esses dados estão todos disponíveis publicamente por entidades como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outros órgãos públicos. A partir desta inserção, é possível simular a inclusão de um ou mais indivíduos “infectados” no sistema ComplexVid-19 e analisar seus comportamentos cotidianos.

Infográfico: Beatriz Abdalla/Jornal da USP com ícones de flaticon

 

“Poderemos criar no ComplexVid-19 uma sociedade virtual, porém com dados reais. E isso pode incluir dados de populações de um país como o Brasil, de um estado como o Rio de Janeiro, uma cidade como São Paulo, ou um bairro, por exemplo”, descreve Bruno.

Dados públicos informam desde o número de crianças matriculadas em escolas, quantidade de trabalhadores, usuários do transporte público em horários diversos, frequentadores de templos religiosos e o número estimado de pessoas hospitalizadas pela covid-19, entre outros. “É justamente a partir desses dados que é formada uma rede complexa. Agora imagine incluirmos um grupo de ‘infectados’ nessa sociedade virtual. Teremos então uma simulação mais precisa da circulação do vírus”, estima o pesquisador.

“É assim que o ComplexVid-19 aprimora o modelo SIR tradicional e poderá ser aplicado ao estudo da epidemia de covid-19 no Brasil, analisando possíveis ações futuras e suas consequências”, garante Leonardo F. S. Scabini. Ele faz parte da equipe do professor Odemir Bruno, que em breve publicará um artigo sobre o novo modelo numa conceituada revista internacional de física.

Redes Complexas e o Modelo SIR

O SIR é um dos modelos epidêmicos mais conhecidos e utilizados em doenças infecciosas. O modelo considera uma população fixa com apenas três compartimentos: suscetíveis (S), indivíduos saudáveis mas que podem contrair a doença; infectados (I), aqueles que contraíram a doença e são capazes de infectar os suscetíveis; e recuperados (R), que não podem contrair a doença novamente. Daí a sigla SIR.

Mas como explica Scabini, no mundo real os contatos físicos dependem de muitas interações sociais e as pessoas só contraem a doença se estiverem em contato com um indivíduo infectado. “É por isso que uma rede complexa de interações sociais se aproxima melhor da realidade e nos ajuda a entender o comportamento da doença”, explica.

A rede complexa do ComplexVid-19 é caracterizada por considerar estatísticas de infecção, morte e tempo de hospitalização. Para simular isolamento, distanciamento social ou medidas de precaução, em seu trabalho os pesquisadores removeram camadas e/ou reduziram a intensidade dos contatos sociais. Os resultados mostram que, mesmo tomando várias premissas otimistas, os atuais níveis de isolamento no Brasil ainda podem levar ao colapso do sistema de saúde e a um número considerável de mortes (média de 149.000).

Gráficos Fonte: Hospital John Hopkings – Foto: Reprodução/COmplexVID-19

 

De acordo com o professor Odemir Bruno, o ComplexVid-19 já está disponível para utilização. “Principalmente gestores públicos que estiverem interessados em aplicar o modelo em suas realidades”, avisa. Para tanto, basta que se tenha em mãos dados estatísticos da população local para serem inseridos no sistema.

O trabalho teve início em março deste ano e deverá ser publicado em breve numa publicação especializada.

A equipe de pesquisadores coordenada pelo professor Odemir Bruno é composta por Leonardo F. S. Scabin e Altamir G. B. Junior (IFSC), Lucas C. Ribas, Mariane B. Neiva e Alex J. F. Farfán, todos do ICMC.

(In Jornal da USP/ Antonio Carlos Quinto)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

3 de julho de 2020

Jovens pesquisadores combatem COVID-19 sem bolsas

Cientistas solicitam criação de programa emergencial de bolsas de pós-graduação e pós-doutorado

Cientistas começaram recentemente a se movimentar no sentido de ser criado um programa emergencial de atribuição de bolsas de pós-graduação e de pós-doutorado destinadas aos jovens cientistas que, em todo o país, se encontram na linha da frente no combate à COVID-19. Com a crise desencadeada pela pandemia, o governo foi obrigado a lançar um programa emergencial de apoio à população, principalmente junto aos milhões de pessoas que ficaram subitamente sem renda. Agora, nos laboratórios das universidades e centros de pesquisa, cujo trabalho prioritário é buscar soluções para combater a COVID-19, o drama assola um imenso lote de jovens cientistas impossibilitados de se sustentar e às suas famílias, uma situação provocada pelo substancial contingenciamento dos investimentos públicos nas áreas de ciência e tecnologia, e principalmente, pelo corte na atribuição de bolsas. Muitos desses jovens pesquisadores estão neste momento em busca de outras soluções profissionais, longe de seus laboratórios e de suas especializações.

Sob os auspícios do governo, CNPq e CAPES poderiam, na opinião desses cientistas, criar um programa emergencial de bolsas de pós-graduação e de pós-doutorado, suprindo estas dificuldades que acarretam graves prejuízos para o país.

Dando como exemplo o Campus da USP de São Carlos, o número de jovens pesquisadores que estão enfrentando a pandemia, sem qualquer provento, é preocupante. Um levantamento inicial feito pela Associação de Pós-Graduandos indicou que há mais de 100 pesquisadores sem renda no Campus, dentre alunos de pós-graduação e pós-doutorandos. Muitos desses pesquisadores estão atuando em pesquisa para o combate da COVID-19.

Para o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, a situação dramática desses jovens cientistas tem que ser resolvida em curto prazo, até porque eles são indispensáveis nas pesquisas que continuam sendo desenvolvidas nos laboratórios:

“Estamos adaptando nossas tecnologias de biossensores para a detecção de COVID-19, e devido à urgência da demanda precisamos contar com profissionais experientes. Felizmente, temos uma equipe altamente qualificada, com doutoras e doutores que já publicaram dezenas de artigos em revistas científicas. Com seu espírito de solidariedade e amor à ciência, essas doutoras e esses doutores estão trabalhando no projeto de COVID-19. Para mim, é frustrante e constrangedor que várias delas e vários deles estejam sem bolsa ou emprego. Somente um programa emergencial de bolsas pode resolver esse problema no curto prazo. Assim como profissionais de diversas áreas estão recebendo apoio do governo e doações de entidades privadas, acredito que os cientistas jovens precisam ser apoiados. E não se trata de auxílio sem retorno, pois os jovens cientistas podem contribuir com seu trabalho, tanto nas soluções para os problemas trazidos pela pandemia da COVID-19, quanto para muitas outras áreas em que há carência no País.”

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

3 de julho de 2020

Educação à distância e ensino remoto emergencial: no Brasil e no mundo

O último dia 02 de julho foi marcado pela realização de uma palestra virtual organizada pela diretoria do IFSC/USP, subordinada ao tema Educação a distância e ensino remoto emergencial: no Brasil e no Mundo, com a participação do Prof. Carlos Eduardo Bielschowsky, professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O palestrante foi presidente da Fundação Cecierj / Consórcio Cederj, sendo atualmente docente do Instituto de Química da UFRJ e membro do conselho estadual de educação do Rio de Janeiro, onde preside a câmara de educação básica.

Nos últimos anos, vem migrando sua atividade de pesquisa para a área de Educação, com a publicação de vários artigos nesta área, e desde abril de 2011 é o editor chefe da Revista Brasileira de Educação a Distância da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.

Para acessar o vídeo desta palestra, clique AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de julho de 2020

Atualização da produção científica do IFSC/USP em junho de 2020

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de junho de 2020, clique aqui ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico:

Physics of the Dark Universe, v. 28, p. 100547-1-100547-6, May 2020 (AQUI)

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de julho de 2020

Biossensor será adaptado para realizar o diagnóstico do coronavírus

Foto ilustrativa

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, que desenvolveram um biossensor para detectar câncer de cabeça e pescoço, vão adaptar a tecnologia para detectar o vírus da COVID-19, aliás, como foi anteriormente sugerido, em noticia veiculada no nosso site (AQUI) pelo docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior .

O objetivo é introduzir no biossensor já existente uma sequência de DNA capaz de identificar o vírus. Para o dispositivo chegar aos hospitais, o grupo de pesquisa busca parcerias para acoplar o biossensor a equipamentos de medida portáteis e realizar sua produção em larga escala.

“Biossensores podem ser definidos como dispositivos analíticos capazes de detectar a concentração ou presença de um alvo utilizando sondas biomoleculares, materiais derivados biologicamente ou biomiméticos (que imitam o comportamento biológico)”, afirma Paulo Raymundo Pereira, pesquisador do IFSC que participa do projeto. “Eles estão intimamente associados ou integrados a um transdutor físico-químico ou microssistema de transdução, os quais permitem acompanhar os resultados da detecção.”

Paulo Augusto Raymundo Pereira (arquivo pessoal)

O pesquisador explica que o biossensor possui três componentes principais. “Um deles é uma biomolécula de reconhecimento que interage especificamente ou captura o alvo da análise”, relata. “Também há um dispositivo ou transdutor para converter um evento biológico alvo-biorreceptor em um sinal mensurável e um equipamento para processar a saída de sinal quantificável.”
De acordo com Pereira, os elementos biológicos receptores mais comuns utilizados para fabricação de biossensores são enzimas, organelas, células, tecidos, antígenos, anticorpos, ácido desoxirribonucleico (DNA), ácido ribonucleico (RNA), aptâmeros, lipossomas, lipídios e microorganismos. “Os transdutores tipicamente empregados são ópticos, eletroquímicos, piezoelétrico, acústico de superfície, fenômenos magnéticos, termistores e eletroquimiluminescentes”, conta. “Um sinal é geralmente produzido como uma resposta de uma interação específica entre a molécula-alvo e um biorreceptor, com esse evento sendo medido e registrado.”

Genossensores

Os pesquisadores do IFSC desenvolveram genossensores capazes de detectar a metilação do DNA do gene MGMT (do inglês o6-methylguanine DNA methyltransferase). “A metilação está envolvida na oncogênese do carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço e pode ser usada na detecção precoce do câncer para aumentar as chances de cura, mas infelizmente o diagnóstico geralmente é feito nos estágios finais da doença”, ressalta Pereira.

O estudo foi realizado em parceria com o Hospital do Amor, em Barretos (interior de São Paulo).

(Adaptado do texto da autoria de Júlio Bernardes/Jornal da USP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de julho de 2020

COVID-19: ACS Publications Webinar Series discute interação entre universidades e indústria

A American Chemical Society (ACS) realiza no próximo dia 07 de julho, entre as 16h00 e as 17h00, o segundo seminário da série ACS Publications Webinar Series, intitulado: COVID-19: possibilidades de interação universidade-indústria nas áreas de vacinas, terapêuticos e diagnósticos.

O evento discutirá a interação entre academia e indústria na busca de soluções inovadoras para o enfrentamento da pandemia do COVID-19 e contará com a participação de proeminentes cientistas brasileiros, os quais estão liderando importantes pesquisas relativas ao combate ao novo coronavírus: Prof. Dr. Ernesto T. A. Marques Junior, Professor do Departamento de Doenças Infecciosas (University of Pittsburgh), Pesquisador da Fundação Fundação Oswaldo Cruz e Especialista em vacinas e diagnósticos, com extensa experiência em colaborações com a indústria, e Prof. Dr. Glaucius Oliva, Professor Sênior do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Coordenador do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CIBFar/CEPID) da FAPESP, Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico.

As moderadoras do seminário serão: Prof. Dra. Mônica Cotta (Associate Editor – ACS Applied Nano Materials) e Profa. Dra. Thereza A. Soares (Associate Editor – Journal of Chemical Information and Modeling).

Link para inscrições:

https://american-chemical-society.zoom.com/webinar/register/WN_9dpnCzjuRgOBO2RsblIbhQ

Dúvidas e informações, por favor entre em contato através dos e-mails: rbracchi@acs-i.org e mgrassi@acs-i.org

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

1 de julho de 2020

IFSC/USP faz chamada para tratamento de úlceras vasculares

Enfermeira Elissandra Moreira Zanchin

Devido à emergência nacional causada pela pandemia da COVID-19, as instalações onde funcionava a Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF), pertencente à Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, e onde se procediam aos tratamentos da fibromialgia, úlceras vasculogênicas e câncer de pele, entre outros, foram cedidas para reforçar as infraestruturas de triagem destinadas ao combate ao novo coronavirus.

Por esse motivo, o IFSC/USP, que mantinha nesse local todos os pesquisadores que exerciam suas atividades nos citados tratamentos, tiveram que transferir esses serviços para diversos locais, de forma a que os pacientes não fossem prejudicados.

Úlcera em estado avançado, e a mesma úlcera praticamente cicatrizada

O IFSC/USP, em parceria com a Clínica Cicatrizze Laserterapia, estão convocando pacientes portadores de úlceras venosas, residentes apenas da cidade de São Carlos, para iniciarem um novo projeto de pesquisa para tratamento de cicatrização de  feridas localizadas em membros inferiores, utilizando, para isso, um novo equipamento desenvolvido pelo Grupo de Óptica do Instituto, idealizado pelo cientista, Prof. Vanderlei Bagnato.

“Este novo tratamento, dividido por sessões, utiliza uma combinação de pressão negativa (vácuo) diretamente sobre a úlcera, puxando a circulação sanguínea para o local da lesão, seguindo-se uma estimulação com laser e a aplicação de oxigênio com o intuito de aumentar a circulação, para assim se proceder a uma evolutiva cicatrização”, explica Elissandra Moreira Zanchin, enfermeira responsável pelo tratamento.

Os interessandos em participar deste projeto deverão entrar em contato com a Clínica Cicatrizze Laserterapia, localizada na San Lucca Center, Rua 7 de Setembro, 3134, segundo andar, Centro – São Carlos.

O Apoio na Gestão dos Tratamentos está a cargo do Dr. Antonio Eduardo de Aquino Junior (pesquisador do IFSC/USP).

Telefone para contato: 34123036 – ou pelo Celular 997316004.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

 

29 de junho de 2020

02/07: “Educação à distância e ensino remoto emergencial: no Brasil e no Mundo”

Em mais um encontro virtual entre diretoria e docentes e pesquisadores do IFSC/USP, realiza-se no próximo dia 2 de julho, entre as 17h00 e as 18h00, uma palestra virtual subordinada ao tema Educação a distância e ensino remoto emergencial: no Brasil e no Mundo, com a participação do Prof. Carlos Eduardo Bielschowsky, professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Com Graduação em física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1977), mestrado em física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1980) e doutorado em Física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (1984), Carlos Bielschowsky é atualmente professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro cedido para o governo do Estado do Rio de Janeiro.

Atuou desde o início da carreira, até 2011, na área de Química, com ênfase em Físico-Química, principalmente nos seguintes temas: colisao eletron-atomo e eletron-molecula, espectroscopia atomica e molecular, fisica atomica e molecular, espectroscopia molecular e colisao eletron-molecula, com cerca de 50 artigos completos publicados em revistas na área, tais como Physical Review e Chemical Physics Letters. Desde a década de 80 vem atuando também na área de educação, tendo participado de diversos projetos na UFRJ, tais como o processo de avaliação Institucional da UFRJ, como presidente da comissão permanente de avaliação COOPERA, a implantação de 55 laboratórios de informática em graduação, da comissão do Paiub/MEC e o projeto de Reconstrução da Infraestrutura das IFES também no MEC.

Coordenou de 1989 a 1997 a elaboração e a implementação do consorcio CEDERJ, que reúne sete Universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro – UFRJ, UERJ, UNIRIO, UFF, CEFET, UENF e UFRRJ, o governo do Estado do Rio de Janeiro, fazendo parte, atualmente, da Universidade Aberta do Brasil. O consórcio CEDERJ oferece, hoje, 16 cursos de graduação à distância a cerca de 40 mil alunos em 32 polos regionais em todo o Estado do Rio de Janeiro. Ocupou entre junho de 2007 e dezembro de 2010 a posição de Secretário de Educação à Distância do Ministério de Educação.

De janeiro de 2011 a julho de 2020 voltou a ocupar a presidência da Fundação Cecierj / Consórcio Cederj, retornando após esse período às atividades no Instituito de Química da UFRJ e no conselho estadual de educação, onde preside a câmara de educação básica.

Nos últimos anos, vem migrando sua atividade de pesquisa para a área de Educação, com a publicação de vários artigos nesta área, e desde abril de 2011 é o editor chefe da Revista Brasileira de Educação a Distância da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância (in: Lattes).

O link para acesso à sala onde se realizará a palestra será encaminhado nos e-mails dos docentes do IFSC/USP pelo Luciano Joioso (ScInfor), no dia 1-7-2020, juntamente com as instruções necessárias.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

29 de junho de 2020

Sistema de descontaminação do ar desenvolvido pelo IFSC/USP

Um novo equipamento desenvolvido no Grupo de Óptica do IFSC/USP (EMBRAPII), sob a supervisão do pesquisador Prof. Vanderlei Bagnato, promove a descontaminação de partículas suspensas no ar, minimizando as chances de contaminação para os ocupantes de espaços fechados. O novo equipamento faz com que todo ar existente em um determinado recinto circule rapidamente por um sistema, que, usando radiação UVC interna, descontaminando o mesmo de forma rápida. Além disso, o sistema desenvolvido promove um gradiente de pressão, proporcionando a decantação mais rápida das partículas que, estando no chão, não chegam facilmente à área de respiração das pessoas. Em outras palavras, o sistema remove as partículas da área de respiração, sem causar poeiras, diminuindo as chances de contágio.

Para que minimize as chances de contágio, o sistema foi idealizado para descontaminar o ar de forma continua, até porque gotículas e aerossóis expelidos à medida que as pessoas falam, respiram ou tossem, estão carregados de microorganimos contidos na saliva e nas vias respiratórias.

Gotículas e aerossóis expelidos à medida que falamos, respirados ou tossimos. Normalmente carregados de microorganimos contidos na saliva e nas vias respiratórias

Além dos cuidados que se deve ter com equipamentos de uso pessoal (máscaras e higienização), bem como a descontaminação de utensílios, pacotes, mobílias, superfícies e assoalhos, ainda resta prestar atenção ao ar que nos envolve e que respiramos. Ao existir um indivíduo contaminado em uma sala, sua respiração, tosse, espirros e fala, ajuda a transmitir para o ar vírus e bactérias. Estas partículas permanecem no ar na forma de micro partículas, ou mesmo em aerossol por várias horas. Sendo abundantes na região de nossa respiração (dentro do volume de ar que se aspira), existem grande chances de que apenas respirando as pessoas adquiram os microorganismos. Independentemente das partículas expelidas na respiração, as vestes, cabelo e outras partes do corpo podem, também, carregar por algum período, partículas infectadas que são deixadas no meio ambiente. Mesmo utilizando máscaras, um pouco destas partículas vaza para o ambiente. Certamente, as máscaras diminuem muito estes fatores, mas não os anulam por completo.

Como funciona o sistema:

Para testar o sistema, foram colocados aerossóis contaminados dentro de um ambiente, e o circulador-descontaminador atuou neste sistema. Placas coletores de microorganismos foram colocadas no ambiente e foi comparada o acumulo e crescimento de microorganismos com e sem a ação do circulador. O resultado mostrou que após alguns minutos de circulação, nada mais se revela como contaminantes no ar.

O sistema funciona da seguinte maneira: um fluxo de ar quase laminar é criado próximo ao chão, arrastando as partículas em suspensão. O fluxo de ar e partículas passam pelo sistema com desinfecção em exposição intensa ao UVC e é retornado ao ambiente, por cima. Ao passar pelo UVC, em alguns segundos a descontaminação ocorre.

Experimentos realizados mostram que durante uma única passagem nesta intensa luz, 99,99% dos microorganismos são eliminados. Com diversas passagens, atinge-se alta diminuição microbiana. A operação do sistema é que a cada 15 mim, 100 m3 de ar circulam pelo sistema. Desta forma, quando ligado, todo o ar de uma sala de tamanho médio (5x5x4 m) passa pelo sistema a cada 15 minutos. A grande vantagem do sistema é que tudo que circula passa pelo processo de descontaminação, e aquilo que a pressão de cima para baixo ajuda a depositar no chão, representa menos risco às pessoas.

Várias salas do IFSC-USP (incluindo salas de aula) já estão sendo equipadas com este sistema, afim de permitir a circulação e manutenção de estudantes e funcionários essenciais , diminuindo riscos de contaminação.

Placas de Petri com meio de cultura após 24 horas da realização da coleta de E. coli nebulizada no ambiente. No topo quando não há ação de descontaminação observa-se um grande números de colônias. Após descontaminação observa-se mais de 100.000 vezes de decréscimo dos microorganismos

Em locais de alta circulação e de estadia de pessoas, estes equipamentos serão, certamente, indispensáveis. Em principio, o sistema opera com grande segurança e sem risco para as pessoas, podendo ser empregado em diversas situações.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

29 de junho de 2020

Através do Youtube: “Fórum Internacional: Em direção ao Novo Normal”

Com a participação dos Profs. Drs. James Bennett Milliken, Chanceler do Sistema da Universidade do Texas, Michael Pippenger, Vice-Presidente e Reitor Associado de Internacionalização da Universidade de Notre Dame, Dr. Evilázio Francisco Borges Teixeira, Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e Vahan Agopyan, Reitor da USP, Com a mediação do Prof. Dr. Jaime Martins de Santana, Diretor do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília, realiza-se no dia 30 de junho, pelas 11 horas, através do Youtube, o “Fórum Internacional: Em direção ao Novo Normal”, onde se poderá conhecer os planos institucionais relacionados ao momento atual da COVID-19 e, sobretudo, sobre a era “pós-pandemia”.

O link de conexão para este evento pode ser acessado AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

26 de junho de 2020

A importância da Nanotecnologia no combate à COVID-19

Prof. Valtencir Zucolotto (IFSC/USP)

Como toda tecnologia disruptiva, a nanotecnologia – área que desenvolve e utiliza materiais em escala nanométrica – tem sido amplamente requisitada para o enfrentamento da pandemia causada pelo vírus SARS-COV-2 e da COVID-19. Um resumo dos principais avanços da utilização da nanotecnologia e suas frentes é apresentado a seguir. Note-se que nosso objetivo é trazer uma visão realista daquilo que já está sendo feito e testado em laboratórios no mundo, sem considerar todos os possíveis caminhos pelos quais a Nanotecnologia, em conjunto com a biotecnologia e a (bio)medicina, ainda vão contribuir de maneira decisiva para o controle e erradicação da atual pandemia.

Diagnóstico: A área de diagnósticos tem sido amplamente beneficiada com estudos e aplicações da Nanotecnologia. Como exemplo, temos os kits de diagnóstico à base de nanopartículas que atuam no conceito de Point-of-Care (POC), para diagnóstico de doenças de maneira simples, sem a necessidade de grandes equipamentos e, sempre que possível, manuseados pelo próprio paciente. Esses sistemas estão em consonância com recentes determinações da OMS [1], que priorizam o diagnóstico genético ou de proteínas a partir de sistemas POC, direcionados à COVID-19. Nesse sentido, a Nanotecnologia pode e vem atuando de maneira importante na fabricação de kits de diagnóstico rápido, como o sistema desenvolvido pelo pesquisador Seo et al., [2] que utiliza Grafeno para detectar o vírus SARS-COV-2 em concentrações muitíssimo baixas, da ordem de femtoMolar (10-15 M). Em outro grupo de pesquisa, Chen et al. [3] relataram a utilização de chips de diagnóstico que utilizam nanopartículas do polímero poliestireno para a detecção eficiente de anticorpos anti-SARS-COV-2 em amostras de soro humano. Esses dispositivos são de simples manuseio e a presença de anticorpos é revelada numa região (uma tira de papel) do dispositivo na forma de listras coloridas, indicando testes positivos ou negativos.

Extraído de Ref 3: Chen et al., Anal. Chem., Just Accepted Manuscript • DOI: 10.1021/acs.analchem.0c00784 – BOX com dispositivo diagnóstico

Em outros dois trabalhos recentes, a importância da Nanotecnologia fica evidente ao se explorar as propriedades únicas de nanomateriais ópticos e magnéticos para diagnóstico, ou seja, as propriedades desses materiais que permitem seu uso nessas aplicações provavelmente não estariam presentes se o material fosse processado em uma escala maior (na macroescala). No primeiro trabalho, as propriedades ópticas únicas exibidas por nanopartículas de ouro depositadas num chip na forma de nanoilhas de ouro, são exploradas por Qiu et al. [4] para a fabricação de dispositivos muito eficientes para a detecção de material genético do vírus SARS-COV-2. A segunda pesquisa é de um grupo de pesquisadores chineses [5] que utiliza nanopartículas magnéticas (nanoimãs) para a extração de material genético do vírus da SARS-COV-2 em amostras de pacientes, de maneira mais rápida, o que permite que testes convencionais como o PCR (sigla para Polymerase Chain Reaction, que é o teste mais utilizado e mais preciso para diagnóstico da COVID-19) apresentem resultados em um intervalo de tempo bem menor.

Terapia: Nas áreas de terapia contra os efeitos devastantes da COVID-19, um trabalho recente e bastante interessante de Dormont et al. [6] relata a utilização de nanopartículas capazes de levar um fármaco, (o alfa-tocoferol) que diminuem os efeitos da inflamação aguda causada pela COVID-19, responsável, em muitos casos, pelo agravamento da doença. As nanopartículas possuem um tamanho de 70 nm (diâmetro) e foram capazes de liberar o fármaco e diminuir muito os efeitos da hiperinflação, com ótimos resultados em modelos animais. Vale lembrar que a liberação controlada de um fármaco diretamente na região afetada, diminuindo os efeitos colaterais, é possível com a utilização de nanocápsulas que carregam o fármaco e podem liberá-lo de maneira controlada no interior da célula doente, pois são cerca de mil vezes menores que uma célula humana.

Extraído de Ref 6: Dormont et al., Sci. Adv 10.1126/sciadv.aaz5466 (2020) – Ilustração nanocápsula

Na área de Prevenção, duas abordagens muito interessantes têm utilizado Nanotecnologias, para a fabricação de Vacinas, e de Máscaras contendo nanopartículas.

Em dois trabalhos recentes, dois tipos de nanopartículas, incluindo nanopartículas de ouro de 40 e 100 nm de diâmetro [7] ou nanopartículas a base de polímeros [8] foram utilizadas como Vacinas para SARS-COV e MERS-COV, respectivamente. Em ambos os trabalhos, as nanopartículas foram complexadas com proteínas dos vírus e foram capazes de induzir respostas imunológicas importantes em testes in vivo.

Ainda na área de Prevenção, Zhong et al. [9] desenvolveram recentemente um novo tipo de máscara autolipante, e é capaz de auto esterilizar quando exposta à luz solar, o que causa um aquecimento localizado no elemento filtrante da máscara a base de grafeno (que pode atingir 80oC), que a esteriliza. Na área de fabricação de máscaras, outro trabalho recente e que pode rapidamente ser colocado em prática foi reportado por Leung et al. [10]. Os pesquisadores produziram elementos filtrantes a base de Nanofibras de PVDF, um polímero tecnológico importante, capazes de barrar a passagem de vírus. Os filtros podem ser utilizados em máscaras, respiradores, ventiladores, etc. Apenas 6 camadas das nanofibras foram suficientes para barrar 98% dos microrganismos (classificação N98).

Referências

1-Report of the WHO-China Joint Mission on Coronavirus Disease 2019 (COVID-19); WHO: Geneva, Switzerland, 2020.

2-Seo et al., https://dx.doi.org/10.1021/acsnano.0c02823.

3-Chen et al., Anal. Chem., Just Accepted Manuscript • DOI: 10.1021/acs.analchem.0c00784.

4-Qiu et al., https://dx.doi.org/10.1021/acsnano.0c02439.

5-Zhao et al.,  A simple magnetic nanoparticles-based viral RNA extraction method for efficient detection of SARS-CoV-2, bioRxiv preprint doi: https://doi.org/10.1101/2020.02.22.961268.

6-Dormont et al., Sci. Adv 10.1126/sciadv.aaz5466 (2020).

7-Sekimukai et al., Microbiology and Immunology. 2020;64:33–51

8-Lin et al., Adv. Funct. Mater. 2019, 1807616.

9-Zhong et al., https://dx.doi.org/10.1021/acsnano.0c02250.

10-Leung et al., Separation and Purification Technology 245 (2020) 116887.

Prof. Dr. Valtencir Zucolotto

Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia USP/São Carlos

Link para CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/5768000922241088

Prof. Zucolotto: É Professor Titular no Instituto de Física de São Carlos – IFSC da Universidade de São Paulo (USP), onde coordena o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia GNano/IFSC/USP. É Editor da Série de Livros Nanomedicine and Nanotoxicology (Springer-Nature). As pesquisas do Grupo GNano, lideradas pelo prof Zucolotto, estão focadas no desenvolvimento de nanomateriais teranósticos, incluindo nanopartículas, nanotubos e nanorods para aplicações em nanomedicina, e nos aspectos toxicológicos e de Segurança dos nanomateriais.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

25 de junho de 2020

Pesquisador do IFSC/USP participa da “ACS on Campus”

Numa iniciativa conjunta da American Chemical Society, (ACS) e da Universidade Federal de Tecnologia do Paraná (UTFPR), realiza-se no próximo dia 30 de junho, às 15h00, via Web, o evento “ACS on Campus”, com o objetivo de congregar estudantes e pesquisadores em torno de temas importantes sobre processos de publicação de artigos e os recursos disponíveis na ACC para esse fim.Este evento, que contará com a participação do docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, tem inscrição gratuita e é aberto a todos os estudantes e pesquisadores que estudam ciências – não apenas química.

O programa está organizado da seguinte forma:

15h00-15h10

Abertura e considerações iniciais;

15h10-15h55

Dez dicas para publicações acadêmicas elaboradas em idioma inglês para não nativos – Prof. Osvaldo Novais de |Oliveira Junior, editor-executivo da ACS Applied Materials and Interfaces e Prof. Dave Whitten, editor-associado da ACS Applied Materials and Interfaces;

15h55-16h10

Live Q&A Session

16h10-16h25

Intervalo

16:25-16:30

Comentários finais e conselhos para ter sucesso no futuro

O Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior liderou a pesquisa na fabricação de novos materiais na forma de filmes ultrafinos obtidos com as técnicas de Langmuir-Blodgett e de auto-montagem. É membro fundador do Centro Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC), um instituto líder em processamento de linguagem natural do português. Nos últimos anos, o Prof. Oliveira foi pioneiro no uso combinado de métodos de campos distintos da ciência, com a mesclagem de métodos de física estatística e ciência da computação para processar texto, e o uso de visualização de informações para aprimorar o desempenho da detecção e biossensibilidade. Este trabalho pioneiro está associado à fusão da nanotecnologia com o Big Data Analytics e o aprendizado de máquina.

O Prof. David G. Whitten (Ph.D) é docente da Universidade do Novo México e tem mais de cinquenta anos de experiência como cientista e acadêmico. Ele ingressou na Universidade do Novo México em 2005 e, desde então, tem se destacado como cientista, divulgando trinta e três tecnologias, sendo autor de 17 patentes. Foi selecionado como Professor Distinto em 2016 e é o Diretor Associado do Centro de Engenharia Biomédica. O Prof. Whitten explora os mecanismos pelos quais diferentes compostos funcionam, principalmente na aplicação como antimicrobianos.

Para se inscrever neste evento, clique AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de junho de 2020

Reflexões na pandemia – “Aos meus alunos… Com carinho…”

De repente, eis que perdi completamente a noção do tempo. O dia adormece, lentamente, coberto pelo lençol do Universo.

De minha janela observo o Campus da USP de minha cidade, estridantemente silencioso… Inquietantemente vazio. Tento descortinar, lá longe, a janela de minha sala onde ao longo de algumas décadas tenho professado a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena, se o aluno se sentiu feliz pelo que aprendeu comigo e por tudo aquilo que ele me ensinou.

Recostado na cadeira olho uma vez mais, no monitor de meu computador, o roteiro da aula que preparei para, remotamente, auxiliar meus alunos naquilo que eu puder, tendo em vistas que sua formação não pode parar. Neste momento, estou impedido de entrar cansado em minha sala de aula e perante o “desassossego” da turma transformar meu cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender. A pandemia me condicionou a ter que exercer meu trabalho à distância com os meus queridos alunos.

Desligo o computador e contemplo o exuberante pôr-do-sol de minha janela.

É hora de descansar um pouco.

Momentaneamente, saio de cena sem sair do espetáculo.

(Texto: Rui Sintra – adaptação da escrita de Jairo Lima/ Imagem: Prof. Jan Frans Willem Slaets – IFSC/USP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

22 de junho de 2020

Newsletter “Caminhos de Cultura” volta em formato eletrônico

A Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU), da Universidade de São Paulo está lançando a Newsletter Caminhos de Cultura Caminhos da Cultura, trazendo dicas e destaques culturais da USP voltados à sociedade.

A ideia de uma newsletter com conteúdos culturais da USP voltados à sociedade já estava sendo amadurecida desde que o antigo guia Caminhos da Cultura, impresso em papel, deixou de circular. Foram implementadas outras ferramentas de divulgação, como páginas no Facebook e no Instagram, a revista USP Integração e programas nas rádios USP-FM e Cultura, mas com a chegada da pandemia da COVID-19, o cenário mudou.

Rapidamente todos os espaços culturais tiveram que ser fechados e programações presenciais, canceladas ou suspensas. Isso não significou a paralisia das atividades culturais e de extensão da USP, muito pelo contrário: começaram a frutificar as mais variadas iniciativas online, em diversas áreas e para todos os públicos, sem custo, e acessíveis pela internet.

Foi para facilitar a identificação desses eventos e sua participação que a PRCEU criou, então, o USP Cultura em Casa, que funciona como um guia, com atualizações constantes, compilando e organizando as atividades que a USP promove para a sociedade e que podem ser acessadas de casa. Além de concentrar as informações no site cultura.usp.br, a iniciativa divulga também, diariamente, no Facebook e Instagram.

Agora, o Caminhos da Cultura volta, em formato eletrônico, por meio desta newsletter, para se somar como mais um canal de divulgação das atividades do USP Cultura em Casa, com dicas e destaques selecionados em diferentes áreas de interesse e públicos-alvo.

Para conhecer a primeira edição, clique AQUI, e para se inscrever e receber periodicamente os novos lançamentos, clique AQUI.

(Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária – USP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Fale conosco
Instituto de Física de São Carlos - IFSC Universidade de São Paulo - USP
Obrigado pela mensagem! Assim que possível entraremos em contato..