Colloquium diei

Colóquios IFSC às sextas – colloquium diei

25 de março de 2011

Colloquium diei: “Aventuras nas proximidades do zero absoluto de temperatura”

Mais uma edição do tradicional Colóquio do IFSC foi realizada com sucesso na manhã desta sexta-feira, 25 de março. O evento, que teve início às 10h30, lotou o Auditório Professor Sérgio Mascarenhas com seus fiéis espectadores.

O palestrante deste colóquio foi o Professor Vanderlei Bagnato, do próprio IFSC, que trabalhou um dos temas de sua especialidade, a Física de baixíssimas temperaturas, sob o título “Aventuras nas proximidades do zero absoluto”.

Bagnato, que foi o autor da primeira tese na área de átomos frios aprisionados, contou que a área tem sido muito investigada atualmente, com centenas de publicações anuais, e que os trabalhos mais notáveis da área já renderam a seus autores cerca de oito Prêmios Nobel.

Na ocasião específica desta palestra, o professor resolveu abordar os mistérios que rondam o resfriamento da matéria. “Nós sabemos que, durante o resfriamento de matéria comum, seu estado físico passa pelo gasoso, depois pelo líquido e, por fim, pelo sólido. Mas e depois?”, instiga Bagnato. Segundo ele, há ainda fenômenos físicos pouco investigados nesta área que podem apresentar resultados surpreendentes às ciências exatas e naturais.

Bagnato também apresentou seu grupo de pesquisa, o CEPOF/INOF, oferecendo aos alunos presentes a oportunidade de se agregar a ele desenvolvendo pesquisa de excelência no IFSC.

Assim, a frequente plateia do Colóquio IFSC fica à espera de mais uma discussão produtiva, que acontecerá, conforme previsto, na próxima sexta-feira, dia 1 de abril.

Assessoria de Comunicação

Data: 25 de março

17 de março de 2011

Colloquium diei: “A medida de todas as coisas”

Na sexta-feira, dia 18, dando continuidade ao ciclo de reuniões semanais intitulado “Colóquio IFSC”, mais um evento será realizado no Auditório Professor Sérgio Mascarenhas.

O palestrante convidado é o Professor Alberto Saa, do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp. Nesta ocasião, ele abordará o tema “A medida de todas as coisas”, tema de extrema relevância para alunos de todos os cursos oferecidos pelo IFSC. Veja o resumo:

“A Ciência nos proporciona medidas precisas de grandezas com amplíssimas faixas de valores. O caso das medidas de comprimento, por exemplo, é emblemático. Temos medidas precisas de objetos e fenômenos ocorrendo desde as gigantescas escalas cosmológicas até as diminutas sub-nucleares.

Como, porém, se pode medir distâncias e comprimentos em escalas às quais não temos acesso direto? Como se mede a distância entre duas galáxias? E o raio atômico? Essas medidas são, obviamente, feitas indiretamente. Veremos que, com base em alguns princípios físicos e matemáticos, pode-se obter estimativas razoavelmente precisas de comprimentos e distância que estão muito além (e aquém!) das nossas percepções.

Várias destas técnicas de medição têm aplicações no nosso dia-a-dia e, de fato, o vêm modificando rapidamente. Estas aplicações tecnológicas não serão, contudo, o foco da apresentação. Ficaremos apenas com as principais idéias físicas matemáticas e veremos como a Ciência moderna vem dando um novo significado objetivo à máxima de Pitágoras:

‘O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são; das coisas que não são, enquanto não são’.”

Os Colóquios IFSC são destinados a toda a comunidade científica, mais especificamente para alunos de graduação, e ocorre em todas as sextas-feiras, às 10h30, e não é necessário inscrever-se antecipadamente.

Assessoria de Comunicação

Data: 17 de março

4 de março de 2011

Colloquium diei: “Base Instrumental para um Centro de Imagens e Espectroscopia in vivo por Ressonância Magnética”

O primeiro Colóquio IFSC de 2011 foi realizado hoje, dia 4 de março, às 10h30. Como de costume, o evento foi realizado no Auditório Professor Sérgio Mascarenhas, com uma platéia composta por mais de 100 interessados, entre calouros e veteranos de graduação, alunos de pós-graduação e professores.

O palestrante convidado foi o professor doutor Alberto Tannús, docente do Grupo de Ressonância Magnética do Instituto de Física de São Carlos desde 1989. Tannús concluiu graduação, mestrado e doutorado em Física na Universidade de São Paulo. Possui três pós-doutorados (Francis Bitter Magnet Laboratory – MIT, em Cambridge, EUA; Korea Advanced Institute Of Science And Technology, na Coréia do Sul; Center for Magnetic Resonance Research, na Universidade de Minnesota).

Tannús se dedica à investigação de Medidas Ópticas de Fenômenos de Ressonância Magnética e Imagens e Espectroscopia in vivo, e desde o começo de seus estudos também se dedica à Instrumentação de Ressonância Magnética Nuclear, tanto que coordena, atualmente, o Laboratório de Imagens do grupo de Ressonância Magnética do IFSC e o Centro de Imagens e Espectroscopia in vivo por Ressonância Magnética para Estudo de Modelos Animais (CIERMag), além de ser MRC do programa CInAPCe (Cooperação Interinstitucional de Apoio à Pesquisa sobre o Cérebro) da FAPESP.

E, de fato, foi sobre essa experiência no projeto CInAPCe que Tannús discorreu durante sua fala. A partir do título “Base Instrumental para um Centro de Imagens e Espectroscopia in vivo por Ressonância Magnética”, o docente explicou para a platéia a origem do Centro, no ano 2000, contou das dificuldades orçamentárias iniciais e dos trajetos percorridos para hoje ser reconhecido como um dos “Main Research Centres” (ou Principais Centros de Pesquisa) do país.

O Centro de Neurociências, que reúne instituições como a USP, Unicamp, Unifesp e o Hospital Israelita Albert Einstein, tem o objetivo principal de investigar a plasticidade do cérebro, ou seja, sua capacidade de modificar sua estrutura e funcionamento para melhor se adaptar às experiências e estímulos. Com algumas dificuldades burocráticas, o grupo viu-se obrigado a fazer um recorte deste objeto de pesquisa, centrando os esforços no estudo da epilepsia, tema em comum entre todas as instituições envolvidas.

Atualmente, tendo demonstrado ótimos resultados no desenvolvimento de suas pesquisas, o CInAPCe consolidou-se como um dos maiores centros de pesquisa do país na área e, segundo Tannús, pretendem expandir suas abordagens em breve.

O pesquisador acrescenta ainda que pode parecer incomum que um Instituto de Física se dedique a estudos médicos deste tipo, por isso explica: “O IFSC se empenha no CInAPCe em problemas de ordem instrumental, ou seja, atuamos como a base tecnológica do Centro, oferecendo infra-estrutura e profissionais altamente qualificados para as operações necessárias nos estudos e experimentos”.

O interessante da oportunidade deste colóquio é que, por ser um tópico extremamente multidisciplinar, consegue ser pertinente a todos os cursos do IFSC – Física, Física Computacional, Ciências Fìsicas e Biomoleculares -, e apresenta a todos os alunos, principalmente para os calouros, as oportunidades de que dispõem em pesquisas de Iniciação Científica.

Para saber mais sobre o CInAPCe, visite o site http://www.cinapce.org.br/

Os Colóquios IFSC são realizados todas as sextas-feiras, às 10h30, no Auditório Professor Sérgio Mascarenhas. Vale lembrar que na próxima sexta-feira, dia 11, não haverá edição do evento, que retornará no dia 18 com uma apresentação do Professor Alberto Saa, do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc) da Unicamp. O professor abordará o tema “A medida de todas as coisas”. Acompanhe as atualizações de eventos na página principal do IFSC.

Nicolle Casanova / Assessoria de Comunicação

Data: 04 de março

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