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8 de maio de 2018

Aula no IFSC/USP: alterada a definição das unidades de medida

A tradicional barra de madeira ou de metal, com o comprimento de 1 metro linear, que serve, por exemplo, para medir o corte de uma peça de pano, mede mesmo 1 metro?

O tradicional peso de 1 Kg., que ainda se utiliza em algumas balanças mais rudimentares, pesa mesmo um quilo?

Um segundo, medido em nossos relógios, vale mesmo um segundo, ou seja, ele é exato?

Explicar a ciência por trás das definições e realizações das unidades físicas é uma das nobres tarefas dos cientistas, pelo que estas simples perguntas, seguidas das respectivas respostas e acompanhadas de experimentos práticos, foram as bases iniciais para o diálogo aberto e bem humorado que o Diretor da nossa Unidade, Prof. Vanderlei Bagnato, deu durante uma fantástica aula aberta realizada no final do dia 14 de abril, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” (IFSC/USP), perante uma vasta plateia constituída por alunos dos 1° e 2º anos de todos os cursos do Instituto de Física de São Carlos, a que se juntaram docentes e pesquisadores e, ainda, alunos de outras Unidades do Campus USP de São Carlos.

Subordinada a título Conceito do Quilograma: Novas definições do Sistema Internacional de Unidade, a aula, transformada em uma magnífica conversa aberta com todos os participantes, demonstrou como a ciência e tecnologia são neste momento capazes para redefinir as mudanças propostas, provocando uma forma de todo o mundo falar a mesma linguagem dentro do espetro do Sistema Internacional de Unidade, tendo em consideração que o que vale para fazer a medição correta das unidades de medida é a observação das constantes fundamentais que estão presentes na Natureza, como a gravitação, a luz e o vácuo, entre muitas outras. Aliás, esta constatação vai ao encontro daquilo que a ciência sempre soube sobre o assunto, ou seja, que as constantes fundamentais dimensionais constituem a melhor forma de definir, de maneira precisa e sem alterações, todas as unidades.

O sistema métrico foi originalmente concebido como um sistema de medição derivável de fenômenos imutáveis, sendo que o sistema métrico foi introduzido pela primeira vez na França (1799), mas cujas limitações técnicas exigiam o uso de artefatos, como o protótipo de medidor e o protótipo de quilograma.

Em 1960, o medidor foi redefinido em termos do comprimento de onda da luz de uma fonte específica, tornando-o derivado de fenômenos naturais, deixando o quilograma-protótipo como o único artefato do qual as definições da unidade SI dependem. Assim, já a partir do dia 19 deste mês de maio, o sistema métrico (SI) será, pela primeira vez, totalmente derivável de fenômenos naturais, mantendo-se, contudo, as mesmas sete unidades básicas – segundo, metro, quilograma, ampere, kelvin, mol e candela. Destes, o quilograma, ampere, kelvin e mol serão redefinidos, escolhendo-se valores numéricos exatos para a constante de Planck, a carga elétrica elementar, a constante de Boltzmann e a constante de Avogadro, respectivamente. O segundo, o metro e candela já estão definidos por constantes físicas, sendo apenas necessário editar suas definições atuais.

Saliente-se que a última grande reforma do sistema métrico aconteceu em 1960, quando o Sistema Internacional de Unidades (SI) foi formalmente publicado como um conjunto coerente de unidades de medida. O SI é estruturado em torno de sete unidades básicas que possuem definições aparentemente “arbitrárias” e outras vinte unidades derivadas dessas unidades básicas. Embora o conjunto de unidades forme um sistema coerente, as definições não.

O novo conceito, que será implementado a partir do dia 19 de maio de 2019, irá restabelecer tudo isso, usando as quantidades fundamentais da natureza como base para derivar as unidades de base. Isto significará, entre outras coisas, que o quilograma protótipo deixará de ser usado como a réplica definitiva do quilograma.

Esta aula, primeiramente mostrada no IFSC/USP, deverá ser apresentada, com pequenas alterações, pelo Prof. Vanderlei Bagnato, juntamente com o Prêmio Nobel da Física (1997), William Daniel Phillips.

A primeira exibição internacional ocorrerá em Barcelona, no próximo mês de julho, seguindo-se diversas outras localidades.

Veja como foi a aula do Prof. Vanderlei Bagnato, clicando AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

8 de maio de 2018

“Highly Cited Papers” e “Hot Papers” na Biblioteca do IFSC/USP

A Biblioteca do IFSC/USP está expondo em sua vitrine principal, desde o início do mês de abril, os denominados Highly Cited Papers e Hot Papers, um conjunto de artigos científicos de extrema relevância publicados pelos docentes e pesquisadores de nosso Instituto no período compreendido entre maio e dezembro de 2016, através de indicação da Web of Science.

Estes artigos, considerados como “mais citados” e/ou “com substancial interesse”, constituem parte do Essential Science Indicators, uma plataforma de citação que pertence à Agência Thomson Reuters.

Para obter mais informações sobre esta exposição, o contato de email é: bib@ifsc.usp.br

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

7 de maio de 2018

Cristalização assistida em campo de filmes finos de nanotubos de TiO2

O Grupo de Pesquisa em Nanomateriais e Cerâmicas Avançadas (NACA/IFSC/USP), localizado na Área-2 do Campus USP de São Carlos, promoveu no dia 04 de maio mais um seminário, tendo desta vez como palestrante convidado Leonardo dos Santos (Iniciação Científica em Materiais Nanotubos do IFSC/USP), orientado pelo Prof. Dr. Renato Gonçalves, que apresentou o tema Cristalização assistida em campo de filmes finos de nanotubos de TiO2.

Ao constatar que os nanotubos de TiO2 anódicos são amplamente investigados devido ao seu potencial uso como fotocatalisadores em processos, por exemplo, na fotossíntese artificial para geração de H2, o palestrante propôs a cristalização de nanotubos de TiO2 a baixa temperatura assistida por campo elétrico, preservando a morfologia e atingindo alta cristalinidade de TiO2 NTs, dispensando, dessa forma, a cristalização em torno de 400 °C em fornos convencionais dos filmes amorfos sintetizados.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

4 de maio de 2018

“Colloquium diei”: Alicia Kowaltowski disserta sobre “Energy Methabolism”

Energy Methabolism foi o tema abordado pela pesquisadora Profa. Dra. Alicia Kowaltowski (IQ/USP) em mais uma edição do programa Colloquium diei, que ocorreu na manhã do dia 04 de maio, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”, em nosso Instituto.

Nesta palestra, Alicia mostrou que, similarmente aos seres humanos, nos quais a obesidade está relacionada com uma variedade de doenças relacionadas à idade, a longevidade dos roedores que vivem em laboratório é limitada pela obesidade, incluindo a ração padrão que é fornecida a eles.

De fato, a limitação diária da ingestão calórica (restrição) tem sido amplamente demonstrada para aumentar o tempo de vida e prevenir doenças relacionadas à idade em roedores.

Nesta apresentação, a palestrante promoveu a discussão em torno das diferenças metabólicas que existem entre a restrição calórica e outras intervenções dietéticas que promovem a perda de peso, como o jejum intermitente.

Alicia Kowaltowski também mostrou como a forma mitocondrial, a função e o transporte de íons se alteram quando é aplicada a restrição calórica, e como as mudanças no metabolismo energético promovidas por essa intervenção dietética previnem doenças relacionadas à idade e modificações no cérebro, fígado, pele e células.

Os resultados apresentados pela palestrante mostraram que a ingestão calórica, a forma mitocondrial e a função estão intimamente interconectadas e apresentam papéis regulatórios centrais em doenças relacionadas com a idade.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

3 de maio de 2018

Em Buenos Aires: II Escola de Cristalografia e Biologia Estrutural

Entre os dias 27 de agosto e 7 de setembro de 2018, a Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires (Argentina) promoverá a II Escola de Cristalografia e Biologia Estrutural: como e para que obter o cristal de uma proteína?

O objetivo da Escola, que tem como público alvo alunos de pós-graduação, será transmitir aos participantes as ferramentas necessárias para obter e purificar proteínas, sua posterior cristalização e resolução estrutural, juntamente com as informações derivadas da estrutura obtida. Também serão dados conhecimentos básicos de técnicas complementares, tais como simulação computacional, métodos bioinformáticos e sistemas de droga-proteína.

As inscrições estão abertas até dia 31 de maio, e deverão ser feitas AQUI.

Estão disponíveis oportunidades para atribuição de bolsas.

Aqueles que desejarem mais informações deverão enviar e-mail ao docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Javier Ellena, no endereço javiere@ifsc.usp.br

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

3 de maio de 2018

Convocam-se voluntárias para tratamento de lesões causadas pelo vírus HPV

Mulheres entre 18 e 60 anos, que sejam portadoras de lesões do tipo verrugas causadas pelo vírus HPV na região genital, estão sendo convidadas a participar de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com a Prefeitura da cidade.

A técnica, que será comparada com o tratamento convencional, é a Terapia Fotodinâmica, uma pesquisa que já foi realizada nas cidades de Araraquara e Ribeirão Preto e que agora será implementada em São Carlos, com o objetivo de tornar a Terapia Fotodinâmica uma realidade para tratar o condiloma, como uma estratégia para novo tratamento menos invasivo.

Como fatores de exclusão de estudo estão: mulheres grávidas ou que apresentem quadro de imunossupressão (portadoras do vírus da AIDS ou HI e indivíduos transplantados em quimioterapia).

Todas as voluntárias passarão por uma triagem conduzida por médicos ginecologistas, com exames e avaliações.

As interessadas em participar do estudo poderão entrar em contato com os médicos responsáveis – Dr. Valter Fausto dos Santos e Dr. Rita Helena Schiavone Crestana -, ou se dirigirem à Unidade Básica de Saúde Parque Delta – São Carlos – SP, na Rua Pedro Cavarette, 151 – Cuidado Ambulatorial (telefone 016- 3361-4677).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

30 de abril de 2018

Você sabe como se proteger de raios? A TV USP/CEPOF ensina

Por vezes, coisas inesperadas acontecem conosco em nosso cotidiano.

Certa vez, o “Fusquinha” de um professor foi atingido por um raio… Você pensa que ele saiu do carro? Que nada! A decisão dele foi exatamente oposta… Decidiu ficar dentro do Fusca.

Na TV-USP/CEPOF (Canal 12 da Net São Carlos), o programa do Prof. Luiz Antônio de Oliveira Nunes – “Oficiência” – explica como tudo aconteceu e de que forma você pode se proteger dos raios… Mesmo dentro de um carro.

Confira (AQUI) esse programa, que também se encontra postado no Youtube e… Divirta-se, aprendendo Ciência.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

30 de abril de 2018

CNPq atribui título de “Pesquisador Emérito” ao Prof. Vanderlei Bagnato

O Diretor de nossa Unidade, Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, foi agraciado com o título de Pesquisador Emérito do CNPq, premiação que ocorrerá no decurso deste mês de maio, em solenidade comemorativa ao aniversário do órgão.

O título de Pesquisador Emérito outorgado pelo CNPq destina-se a pesquisadores brasileiros ou estrangeiros radicados no Brasil há pelo menos dez anos, pelo conjunto de sua obra científico – tecnológica e por seu renome junto à comunidade científica.

Entende-se “conjunto da obra”, artigos científicos, livros e capítulos de livros, orientações em cursos de pós-graduação, participação em academias nacionais e internacionais, patentes registradas, prêmios e láureas recebidos.

A comunidade do IFSC/USP congratula o Prof. Vanderlei Bagnato por esta premiação.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

30 de abril de 2018

Técnica amplia em 32 vezes capacidade bactericida de nanopartículas

Um grupo de pesquisadores ligados ao Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP -, e cujos pesquisadores do IFSC/USP, Profs. Valmor Roberto Mastelaro e Antonio Carlos Hernandes fazem parte, acaba de dar um passo à frente na corrida para conseguir desenvolver novas técnicas para obter partículas de prata em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) e aumentar as propriedades óptica, catalítica e bactericida do material, na área de ciência dos materiais.

Os pesquisadores desenvolveram uma nova rota tecnológica para obtenção de nanopartículas de prata com capacidade bactericida 32 vezes maior do que as existentes atualmente, usadas em embalagens de alimentos, órteses e materiais médico-hospitalares, entre diversos outros.
Resultados do estudo – que conta com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), além da University Jaume I, da Espanha, e da University of Liberec, da República Checa – foram publicados na revista Scientific Reports. “Conseguimos desenvolver uma rota inédita para produzir nanopartículas de prata diferentes das existentes e com capacidade bactericida muito maior”, disse Elson Longo, professor da UFSCar e coordenador do CDMF.

Os pesquisadores do CDMF desenvolveram há três anos um método inovador para obter estruturas, denominadas nanocompósitos, formadas por nanopartículas de prata acopladas a um cristal semicondutor de tungstato de prata, por meio de microscopia eletrônica de transmissão.
Por meio dessa técnica, na qual um feixe de elétrons é irradiado em uma amostra de tungstato de prata, eles conseguiram obter bactericidas promissores, em que o semicondutor de tungstato de prata atrai os agentes bacterianos e as nanopartículas de prata neutralizam eles.

A produção em larga escala desses materiais para aplicações reais por meio dessa técnica, contudo, era bastante limitada em razão do alto custo do microscópio eletrônico de transmissão. “O custo do microscópio eletrônico de transmissão usado para obter esse material é em torno de € 1,3 milhão. Isso torna completamente inviável obter esse material em larga escala”, disse Longo.

A fim de aumentar a produção desses nanocompósitos por meio de um método mais competitivo, os pesquisadores desenvolveram uma nova técnica em que irradiam laser na superfície do semicondutor de tungstato de prata por um tempo extremamente curto, isto é, em femtossegundos (equivalente a 10-15 segundos).

As análises das amostras revelaram que a interação entre o semicondutor de tungstato de prata e a radiação por laser pulsado em femtossegundos deu origem a uma grande quantidade de dois tipos diferentes de microestruturas obtidas por microscopia eletrônica.
“Observamos que essa nova técnica que desenvolvemos resultou em nanopartículas de prata, que ficavam sobre o semicondutor, e também clusters [aglomerados] de prata”, disse Longo.

A fim de avaliar a atividade bactericida dos materiais, os pesquisadores colocaram amostras deles em contato com cepas da bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) – que apresentam resistência a diversos agentes antimicrobianos e estão relacionadas a infecções hospitalares.

As análises por microscopia apontaram que as amostras irradiadas com laser apresentaram uma atividade bactericida 32 vezes maior que as nanopartículas de prata produzidas com irradiação por feixes de elétrons. “Essa nova técnica abre a possibilidade de obtenção de compostos bactericidas de alto desempenho e fácil fabricação”, avaliou Longo.

Aplicações

Os pesquisadores entraram com um pedido de patente da nova técnica e das duas novas classes de nanopartículas de prata obtidas por meio dela. A ideia é licenciar a tecnologia para a Nanox – uma spin-off do CDMF, sediada em São Carlos, apoiada pelo programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP. “A Nanox já vende nanopartículas de prata para muitos países e poderia se beneficiar muito dessa nova técnica de obtenção desse material”, disse Longo.

Os pesquisadores pretendem avaliar o uso do material em próteses odontológicas e iniciaram testes para avaliar a ação dos nanocompósitos em células cancerígenas. Os resultados preliminares dos experimentos indicaram que as nanopartículas foram capazes de eliminar células tumorais, sem afetar células sadias.

O artigo Towards the scale-up of the formation of nanoparticles on α-Ag2WO4 with bactericidal properties by femtosecond laser irradiation , assinado por Marcelo Assis, Eloisa Cordoncillo, Rafael Torres-Mendieta, Héctor Beltrán-Mir, Gladys Mínguez-Vega, Regiane Oliveira, Edson R. Leite, Camila C. Foggi, Carlos E. Vergani, Elson Longo e Juan Andrés, pode ser lido na revista Scientific Reports, clicando AQUI.

(Com informações da Agência FAPESP / Fotos: CDMF)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

29 de abril de 2018

Com apoio do IFSC/USP: Grupo Zenith (EESC/USP) lança sonda “Garatéa-3”

O passado dia 22 de abril ficou marcado, no Campus USP de São Carlos, pelo lançamento da terceira sonda cientifica e quarta no geral do Grupo Zenith – Garatéa-3 -, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), que concluiu, no próprio dia, sua jornada à estratosfera.

Patrocinada pela Águia Sistemas de Armazenagem e Oz Produtora, com o apoio da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP) e Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), a Garatéa-3 partiu do hangar da Engenharia Aeronáutica da EESC/USP, tendo levado a bordo experimentos de astrobiologia do Instituto de Química para o estudo da sobrevivência de leveduras extremófilas, bem como experimentos próprios para teste de protozoários.

Atingindo a altitude de 3.1634 metros, a sonda embarcou sistemas de medição de dados ambientais desenvolvido pelos alunos, com destaque para os sistemas de medição de ultravioleta A, B e C e o sistema para radiação ionizante.

A sonda contou com um novo sistema de rastreio em tempo real, junto à telemetria de seus sensores, integrando sistemas GPS a bases terrestres em dispositivos android com o aplicativo do grupo, por meio da modulação LoRa, tendo-se testado também o novo sistema de transmissão de imagens ao vivo.

Pela primeira vez, graças a Oz Produtora, o grupo levou uma câmera 360° para a estratosfera! Mais imagens serão disponibilizadas em breve, bem como o vídeo do lançamento e resgate.

A Garatéa-3 é considerada um marco para o Grupo Zenith e representa a primeira sonda completamente reutilizável da equipe. Seu próximo voo integrará o sistema de controle de altitude e deve ocorrer no segundo semestre de 2018.

O grupo Zenith EESC/USP agradece a todos que participaram, apoiaram e acreditaram em mais uma missão!

O céu não é o limite, é apenas o começo!

Veja mais sobre este e outros projetos na página do Facebook do Grupo Zenith, clicando AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

29 de abril de 2018

Laser e Ultrassom combatem dor da Disfunção Temporomandibular

Depois de se ter mostrado altamente eficiente nos tratamentos de processos dolorosos causados por fibromialgia e por outras lesões osteoneuromioarticulares, tal como a artrite, o novo equipamento – portátil e de baixo custo – desenvolvido no Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (GO-IFSC/USP), que atualmente se encontra em pleno funcionamento na Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, acaba de ganhar mais um protocolo para uma nova linha de pesquisa, desta vez na área odontológica.

De fato, o tratamento das dores provocadas pela Disfunção Temporomandibular (DTM), realizados com Laser e LED, já possui trabalhos publicados na literatura científica, a exemplo do que aconteceu em 2015, quando o pesquisador do IFSC/USP, Dr. Vitor Panhóca publicou seu artigo na revista internacional Lasers in Medical Sciences, tendo verificado eficácia no tratamento da dor.

Dr. Vitor Hugo Panhoca

Agora, em um novo protocolo, o equipamento, que utiliza a técnica de ultrassom (US) associada ao laser, foi realizado um caso clínico, com sucesso, por um grupo de pesquisadores do IFSC/USP, entre eles o Dr. Vitor Panhóca, no tratamento de processos dolorosos causados por dores bucofaciais originadas pela designada DTM, uma inflamação provocada preferencialmente por bruxismo (ranger os dentes), ou pela colocação da cabeça em má posição, traumas, estresse e ansiedade, entre outras causas, podendo degenerar em doença crônica. Lembramos que a articulação temporomandibular (ATM) é a região responsável por unir a mandíbula ao osso temporal, sendo essa a estrutura anatômica que nos permite abrir a boca, sorrir, falar, mastigar e bocejar.

“Com efeito, atendendo a que tanto o Laser como o Ultrassom já têm vários artigos consagrados para aliviar as dores, o que fizemos foi otimizar o efeito celular e, atendendo às características da ponteira do aparelho, que é mais larga, a emissão conjunta dos dois componentes abrange uma área maior de tecidos, algo que o Laser sozinho não consegue fazer”, explica Vitor Panhóca.

A nova metodologia foi aplicada como tratamento-piloto a uma paciente que apresentou DTM, associada a fortes dores de cabeça (cefaleia secundária), tendo-se verificado que, em oito sessões (cerca de um mês), ela melhorou substancialmente todos os processos dolorosos.

Esse tratamento-piloto e seus resultados foram a base para a elaboração de um artigo científico publicado na revista científica Oral Health and Dental Management (https://www.omicsonline.org/ArchiveOHDM/articleinpress-oral-health-dental-management-open-access.php) de autoria dos pesquisadores do IFSC/USP, Vanderlei Salvador Bagnato, Vitor Hugo Panhóca, Fernanda Paolillo e da fisioterapeuta Larissa Lopes, sendo que o próximo passo da pesquisa é estender o procedimento a um número maior de pacientes, consolidando assim mais um novo dispositivo ou técnica de tratamento para DTM, inteiramente voltado para a sociedade, incrementando o IFSC/USP como um centro de pesquisa de excelência e de referência nacional.

(Imagem principal: Susan Hong)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

28 de abril de 2018

Minicurso Solitons

 

DATA: 14 de Maio de 2018 HORA: 11h00

LOCAL: Sala F-210 (IFSC/USP)

TÍTULO DA APRESENTAÇÃO: “The idea of solitons”

PALESTRANTE: Prof. Gabriel Luchini (UFES – Vitória)

Our current understanding of the World (where only inertial frames are taken into account and gravity plays no role!) is based on the idea of fields which, at the quantum level, give rise to what we understand as the fundamental constituents of Nature: particles. In this lecture, another approach to particles shall be discussed: it will be shown how to construct a moving lump of energy (our common sense idea of what a particle is) using a classical field. The dynamics of this particle, called soliton, will be discussed, as well as some aspects of its scattering processes.

 

HORA: 11h15

LOCAL: Sala F-210 (IFSC/USP)

TÍTULO DA APRESENTAÇÃO: “Self-dual solitons”

PALESTRANTE: Prof. Luiz Agostinho Ferreira (IFSC/USP)
In this lecture, an introduction to the concept of self-duality will be given. Moreover, examples of self-dual solitons such as kinks, skyrmions, monopoles etc. will be discussed.

 

HORA: 14h00

LOCAL: Anfiteatro Novo (IFSC/USP)

TÍTULO DA APRESENTAÇÃO: “Topological solitons (+ gravity)”

PALESTRANTE: Prof.a Betti Hartmann (IFSC/USP)

Topological solitons are a specific kind of solitons that arises (frequently) in theories with spontaneous symmetry breaking. Topology plays an important role in these cases and results from the non-triviality of the ground state of the model and the requirement of finite energy of the soliton solutions. In this lecture, mainly two examples of topological solitons will be discussed: vortices (a.k.a. cosmic strings) and magnetic monopoles, both in flat and curved space-time.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

27 de abril de 2018

“Colloquium diei”: A matéria em condições extremas com o “ALICE”

Estudando a matéria em condições extremas com o ALICE – de colisões próton-próton a chumbo-chumbo foi o tema de mais uma edição da iniciativa Colloquium Diei, que ocorreu no dia 27 de abril, no nosso Instituto, com a participação do Prof. David Chinellato (UNICAMP).

Abordando que as colisões de íons pesados no LHC (CERN – Suíça) permitem que a matéria seja estudada em condições extremas de temperatura e densidade de energia, nas quais se espera que ocorra a formação de Quark-Gluon Plasma (QGP), o experimento ALICE (A Large Ion Collider Experiment) REM o principal objetivo de estudar esse novo estado da matéria.

Chinellato descreveu, em sua apresentação, alguns resultados obtidos no ALICE, com ênfase no setor de partículas identificadas e no estudo sistemático de fenômenos associados ao QGP, que vem sendo realizado pela colaboração próton-próton, próton-chumbo e chumbo-chumbo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP