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13 de fevereiro de 2026

IFSC/USP: Processo Seletivo – 2º semestre de 2026

Os editais dos processos seletivos para ingresso no 2º semestre de 2026, nas áreas Física Teórica e Experimental, Física Biomolecular e Física Computacional estão disponíveis AQUI, na aba Processo Seletivo.

É importante que todos leiam os Editais e antecipem suas dúvidas.Lembramos que os(as) candidatos(as) para a área de Física Teórica e Experimental devem apresentar nota do EUF.

Os candidatos para as áreas de Física Biomolecular e Física Computacional devem apresentar nota de exame realizado pela CPG cuja inscrição estará aberta no período de 19/02 até 27/03/2026.

Informações detalhadas nos editais. Em caso de dúvidas, entrem em contato com o serviço de pós-graduação do IFSC (svposgrad@ifsc.usp.br).

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

13 de fevereiro de 2026

Produção científica do IFSC/USP no mês de janeiro de 2026

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de janeiro de 2026, clique AQUI ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico “American Journal Of Hematology” (VER AQUI)

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

6 de fevereiro de 2026

Pesquisadores descobrem enzimas que ajudam antibióticos a vencer bactéria resistente

(In: Flickr)

Cientistas do IFSC/USP e UNESP descobriram duas enzimas capazes de “quebrar” a proteção de uma bactéria perigosa e, com isso, fazer um antibiótico voltar a funcionar melhor. A pesquisa traz uma nova esperança no combate a infecções difíceis de tratar, tanto em pessoas quanto em animais.

A bactéria estudada é a Staphylococcus aureus, responsável por problemas como infecções na pele, no pulmão, no sangue e até em próteses médicas. Em vacas, ela também pode causar mastite, uma inflamação nas mamas que gera prejuízos na produção de leite.

Um dos motivos que tornam essa bactéria tão difícil de eliminar é que ela forma uma espécie de camada protetora chamada “biofilme”. Imagine um “lodo invisível” onde as bactérias ficam grudadas e escondidas. Essa camada dificulta a ação dos antibióticos e também a defesa do próprio organismo.

Os pesquisadores focaram em um tipo de “cola” presente nesse biofilme, feito principalmente de uma substância açucarada. As duas enzimas estudadas conseguem cortar justamente essa “cola”, desmontando a estrutura que protege as bactérias.

Duas enzimas com efeito poderoso

As enzimas, chamadas ApGH20 e ChGH20, foram produzidas em laboratório. Quando aplicadas sobre os biofilmes da bactéria, elas conseguiram destruir grande parte dessa camada protetora. Uma delas, a ApGH20, foi muito mais eficiente, precisando de uma quantidade bem menor para ter efeito.

Imagens feitas com microscópio mostraram que, depois do tratamento, o biofilme praticamente desaparecia, deixando as bactérias mais expostas.

O resultado mais animador apareceu quando as enzimas foram usadas junto com o antibiótico gentamicina.

Prof. Dr. Igor Polikarpov (IFSC/USP)

Sozinho, o remédio quase não conseguia matar as bactérias protegidas pelo biofilme, mesmo em doses altas. Mas, depois que o biofilme foi enfraquecido pelas enzimas, o antibiótico passou a funcionar muito melhor. Doses bem menores já foram suficientes para eliminar as bactérias — pelo menos 16 vezes menores do que antes.

Isso acontece porque, sem a “capa protetora”, o medicamento consegue finalmente alcançar as bactérias.

Além de uma bactéria isolada de um paciente humano, os cientistas também testaram o método em bactérias vindas de casos de mastite em vacas. As enzimas também ajudaram a reduzir os biofilmes nesses casos, embora com resultados variados, já que alguns biofilmes tinham outros tipos de material além da “cola” açucarada.

Uma nova estratégia contra a resistência

Com o aumento das bactérias resistentes e a falta de novos antibióticos no mercado, a ideia de ajudar os remédios antigos a funcionarem melhor ganha força. Em vez de substituir os antibióticos, as enzimas atuariam como aliadas, removendo a proteção das bactérias.

Os pesquisadores destacam que os testes ainda foram feitos em laboratório. Os próximos passos envolvem estudos para verificar segurança e eficácia em organismos vivos. Mesmo assim, os resultados indicam um caminho promissor para tratar infecções difíceis causadas por biofilmes bacterianos.

Esta pesquisa foi divulgada na revista científica “Acta Biomaterialia”, tendo como autores Andrei Nicoli Gebieluca Dabul, Lorgio Victor Bautista Samaniego, Anelyse Abreu Cortez, Samuel Luis Scandelau, Marcelo Vizon a Liberato, Agatha MS Kubo, Ana Beatriz Rodrigues, Rejane MT Grotto, Guilherme Valente, Vera Lúcia Mores Rall, Sebastião Pratavieira, Mario de Oliveira Neto, Carla Raquel Fontana e Igor Polikarpov (pesquisador correspondente).

Clique AQUI para acessar este estudo.

(Créditos imagem principal na home – “Cystic Fibrosis Today”)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

6 de fevereiro de 2026

Composto sintético tem potencial de tratar malária e evitar sua transmissão

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um composto sintético com potencial para tratar e também bloquear a transmissão da malária. A nova molécula atua em três fases do ciclo da doença, eliminando a forma assexuada do parasita do sangue e do fígado humano, além de impedir sua transmissão para o mosquito. A abordagem multiestágio consiste em uma estratégia mais completa para o combate à doença.

“Um diferencial importante desse composto é sua eficácia contra o Plasmodium vivax, espécie predominante no Brasil e que não é possível cultivar de forma contínua em laboratório. A descoberta foi possível graças a testes realizados na Fiocruz de Rondônia, com sangue de pacientes infectados. A molécula também atua contra o P. falciparum, espécie mais agressiva da doença”, afirma Anna Caroline Aguiar, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autora do estudo.

O trabalho, realizado na Unifesp, teve a colaboração de integrantes do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

A pesquisa também contou com o apoio da FAPESP por meio de Projetos Temáticos e Bolsa Jovem Pesquisador, além da parceria da Fundação Oswaldo Cruz em Rondônia, do Centro de Medicina Tropical em Rondônia, da Universidade Nova de Lisboa em Portugal e da Universidade Federal de São Carlos.

No artigo publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o efeito triplo do composto, derivado de 4-quinolonas naturais, que bloqueia a infecção assexuada hepática, combate os estágios sanguíneos da doença (responsáveis pelos sintomas) e impede a transmissão ao mosquito.

“Estudamos esse composto há cinco anos e, ao longo desse tempo, comprovamos seu efeito contra o parasita nas fases hepática e sanguínea, em que ele está no hospedeiro. Neste novo artigo, é a primeira vez que demonstramos de modo experimental sua ação em bloquear a transmissão da doença”, explica Aguiar à Agência FAPESP.

Os testes realizados em cultura celular com sangue de pacientes infectados mostraram que a molécula inibe a formação do parasita em estágios que ocorrem dentro do mosquito vetor (quando está nas fases denominadas oocinetos, oocistos e esporozoítos). Dessa forma, mesmo que o inseto pique uma pessoa infectada tratada com o composto, ele não consegue transmitir o protozoário para outra pessoa.

A análise foi confirmada em estudos realizados em camundongos na Universidade Nova de Lisboa. Os animais foram tratados com o composto e infectados com o Plasmodium berghei, espécie que infecta roedores.

“O que torna essa molécula especialmente interessante é que ela atua nas três fases do ciclo da malária: hepática, sanguínea e de transmissão. Em geral, o paciente com malária precisa de diferentes medicamentos para cobrir essas etapas e esse composto reúne potencial de tratamento e de bloqueio da transmissão, com possível uso para prevenção”, afirma Aguiar.

Muitas fases

A malária é uma doença complexa causada por protozoários do gênero Plasmodium, cujo ciclo de vida envolve dois hospedeiros: o ser humano e as fêmeas do mosquito Anopheles. No hospedeiro humano, esse ciclo se divide em três fases principais, conhecidas como hepática, sanguínea e de transmissão.

A doença começa nos humanos quando um mosquito infectado pica uma pessoa e injeta os parasitas, em forma denominada esporozoítos. Estes alcançam a corrente sanguínea e vão até o fígado da pessoa infectada, onde invadem as células hepáticas e se multiplicam.

Depois de se multiplicarem na fase hepática, os parasitas retornam à corrente sanguínea para invadir as hemácias (glóbulos vermelhos), destruindo-as. É nessa fase (denominada sanguínea) que surgem os sintomas típicos da malária, como febre, calafrios e anemia.

Já a fase de transmissão ocorre quando outro mosquito pica uma pessoa infectada e ingere os parasitas presentes no sangue desse indivíduo. Dentro do mosquito, eles se desenvolvem até atingirem a forma capaz de infectar outros humanos, reiniciando assim um novo ciclo.

Aguiar explica que a nova molécula atua na mitocôndria do parasita, inibindo um complexo enzimático denominado citocromo bc1, essencial para a produção de pirimidinas, blocos fundamentais do DNA. Sem a capacidade de formar DNA, o Plasmodium não consegue se replicar nem completar seu ciclo de vida.

“Outro aspecto importante é que essa molécula é altamente seletiva. Atua nas mitocôndrias do parasita, mas não nas dos humanos”, celebra Aguiar.

Os pesquisadores ressaltam que ainda existe um longo caminho até que a nova molécula se torne um fármaco capaz de combater a malária. Atualmente a doença mata cerca de 600 mil pessoas por ano, sendo a grande maioria no continente africano.

“A molécula é uma excelente candidata. Os indícios [de eficácia] justificam o investimento para o desenvolvimento futuro de um medicamento. Isso porque, embora exista tratamento para a doença, trata-se de um parasita muito bem adaptado e capaz de desenvolver resistência aos medicamentos existentes”, afirma Rafael Guido, professor do IFSC/USP e coautor do estudo.

O artigo Evaluation of the activity of 4-quinolones against multi-life stages of Plasmodium spp. pode ser lido em:  https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c08663

(Por: Maria Fernanda Ziegler / Agência FAPESP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de fevereiro de 2026

Vagas abertas para Atividade de Extensão (LEMiMo-IFSC/USP) – Inscrições até 27 de fevereiro

Rodas de conversa sobre microbiologia em escolas e espaços não formais de ensino

Estão abertas as inscrições para a Atividade Extensionista Curricular “Rodas de conversa sobre microbiologia em escolas municipais e estaduais e espaços não formais de ensino”, vinculada ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

A atividade tem como objetivo levar conhecimentos básicos de microbiologia a estudantes do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), de forma lúdica, interativa e baseada em evidências científicas, abordando temas como higiene pessoal, biofilmes bacterianos, vacinas, microrganismos do bem e do mal e prevenção de doenças infecciosas.

O que os(as) estudantes da USP irão desenvolver

Os(as) participantes atuarão diretamente em escolas da região de São Carlos, realizando:

*Rodas de conversa e dinâmicas educativas com crianças

*Apresentações baseadas em livros de divulgação científica infantil

*Atividades práticas sobre lavagem correta das mãos, escovação dentária e uso do fio dental

*Demonstrações sobre a presença de microrganismos no cotidiano

*Apoio à produção de materiais de divulgação científica para mídias digitais em nossas redes sociais (@ilana_escreve e @LEMIMO_USP.

Antes das atividades em campo, os(as) estudantes receberão treinamento presencial no campus-2, incluindo alinhamento de conteúdo, abordagem pedagógica com crianças, uso de formulários de avaliação.

Público-alvo atendido

Alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I de escolas municipais, estaduais e espaços não formais de ensino da região de São Carlos.

Coordenação

*Docente responsável: Profa. Dra. Ilana Lopes Baratella da Cunha Camargo (LEMiMo – IFSC/USP);

*Corresponsável: Profa. Dra. Sandra Regina Costa Maruyama (FCFRP-USP);

Carga horária

*Carga horária total da atividade – 70 horas;

Período e vagas

*Inscrições – Até 27/02/2026;

*Período de realização – 09/03/2026 a 30/06/2026;

*Vagas disponíveis –12;

Critérios de seleção

Terão prioridade estudantes que:

*Já tenham cursado disciplina com conteúdo de microbiologia básica (teórica e/ou prática);

*Tenham disponibilidade mínima de dois períodos livres por semana (manhã e tarde);

*Possuam interesse em atuação com crianças e em divulgação científica;

*Tenham familiaridade com ferramentas digitais (ex.: Canva, Google Forms);

Contribuição social

A atividade está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente:

*Saúde e Bem-Estar;

*Água Potável e Saneamento;

*Vida Terrestre e Vida na Água;

Além do impacto educacional, a ação busca promover conscientização em saúde pública, estimular o interesse pela ciência e fortalecer a relação entre a USP e a comunidade.

Inscrições pelo sistema ApoloWeb.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de fevereiro de 2026

Ciência, inclusão e cidadania – Espaço Interativo de Ciências atua na agenda de férias da “Fundação Casa”

Equipe do EIC – Educadora Gislaine Santos, mediadores Cauã Vallim, Karlo  Boscolo e Benjamim Luansi

O Espaço Interativo de Ciências (EIC) integrou a agenda de férias do Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente da “Fundação Casa” com uma oficina sobre os Fundamentos da Biologia Celular e Molecular, realizada nos dias 24 e 26 de janeiro.

A atividade prática experimental foi idealizada e conduzida pela educadora Gislaine Costa (EIC/IFSC), com a participação dos mediadores Benjamim Luansi, Karlo  Boscolo e Cauã Vallim, integrantes de projetos desenvolvidos no EIC.

Ao longo das oficinas, os adolescentes exploraram conceitos importantes da biologia por meio de quebra-cabeças que representavam diferentes tipos celulares, abordando noções básicas sobre células procarióticas e eucarióticas, bem como as diferenças entre células animais e vegetais. A proposta favoreceu a compreensão das estruturas celulares, suas funções e os níveis de organização dos seres vivos, a partir de uma abordagem lúdica e participativa.

A programação incluiu ainda um experimento de extração de DNA vegetal, utilizando banana, que possibilitou aos participantes visualizar o material genético presente nas células. A atividade foi finalizada com a construção de uma molécula de DNA com peças plásticas, utilizando um kit exclusivo desenvolvido pela equipe do EIC, reforçando conceitos como dupla hélice, bases nitrogenadas e complementaridade.

Para o mediador Benjamim, participante do projeto Clube de Ciências do EIC e estudante do curso de Licenciatura em Ciências Exatas da USP, a participação na atividade foi uma experiência bastante enriquecedora. Segundo ele, atuar em um ambiente distinto da sala de aula tradicional amplia sua vivência como educador e lhe proporciona a oportunidade de aplicar estratégias de ensino em contextos educacionais variados, tornando sua formação docente mais dinâmica e diversificada.

A realização da oficina foi possível a partir da articulação da educadora Gislaine Santos (EIC/IFSC) com a equipe gestora da Fundação CASA, através da encarregada técnica, Márcia Aparecida Saúde Juliak, do coordenador pedagógico Carlos Eduardo Mauricio, com apoio do diretor da unidade, Agnaldo Rios, e marca o início de uma promissora parceria, voltada ao desenvolvimento de ações educativas entre o Espaço Interativo de Ciências e o contexto socioeducativo.

O que é a Fundação Casa” e a relevância das parcerias com a universidade

Atividades lúdicas realizadas com os adolescentes da “Fundação Casa”

A “Fundação Casa” é uma instituição vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, responsável pela execução de medidas socioeducativas destinadas a adolescentes em conflito com a lei. Sua atuação está fundamentada na educação, na formação cidadã e na construção de novas perspectivas de vida, tendo como foco a reinserção social e o desenvolvimento integral dos jovens.

A aproximação entre a “Fundação Casa” e universidades, centros de pesquisa e espaços de divulgação científica configura uma estratégia interessante para ampliar o alcance e a qualidade das ações educativas no contexto socioeducativo. Para os adolescentes, essas parcerias garantem acesso a experiências formativas inovadoras, contato com o conhecimento científico e estímulo ao pensamento crítico. Para a universidade, representam uma vantagem institucional e social, ao possibilitar a extensão universitária qualificada, a aplicação do conhecimento acadêmico em contextos reais, a formação humanizada de estudantes e educadores, além do fortalecimento de seu compromisso com a transformação social.

Iniciativas construídas de forma colaborativa, como as oficinas desenvolvidas pelo EIC, evidenciam o potencial dessas parcerias universidade–instituição para gerar impactos concretos, promover inovação educacional e consolidar práticas socialmente responsáveis que beneficiam, de maneira mútua, tanto a Fundação CASA quanto a universidade.

O Espaço Interativo de Ciências (EIC) faz parte do projeto de pesquisa, inovação e difusão do conhecimento chamado “Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos” (CIBFar), um dos projetos CEPIDs, apoiados pela FAPESP.

Participam do CIBFar cerca de 23 professores/pesquisadores das  seguintes Instituições: Instituto de Física de São Carlos (Instituição sede) e Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, ambas da Universidade de São Paulo); Instituto de Química da UNICAMP; Instituto de Química da UNESP-Araraquara; Departamento de Química da UFSCar-São Carlos e Departamento de Farmacologia da UNIFESP. O EIC está instalado em um prédio histórico, no centro da cidade de São Carlos, SP, onde existem salas temáticas internamente e um Jardim Medicinal na área externa, e abriga uma equipe inteiramente dedicada à educação e à divulgação científica.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de fevereiro de 2026

Nanocerâmicas na medicina – Como pesquisas de laboratório podem mudar diagnósticos, tratamentos e a vida das pessoas

(Créditos – “Portland’s Tech Evolution”)

A medicina moderna enfrenta desafios enormes – diagnosticar doenças mais cedo, tratar apenas as células doentes e reduzir efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida dos pacientes. Em meio a esse cenário, materiais quase invisíveis estão ganhando protagonismo. São as chamadas “nanocerâmicas”, partículas tão pequenas que operam na escala dos átomos — e exatamente por isso conseguem interagir de forma precisa com o corpo humano.

Dois estudos científicos recentes, da autoria de pesquisadores do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos (GNano-IFSC/USP) – um dos quais em colaboração com pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen (Alemanha), mostram como essas nanopartículas de origem cerâmica, baseadas em fosfatos de cálcio, podem transformar tanto a forma como enxergamos o interior do corpo quanto a maneira como tratamos doenças complexas, como o câncer.

A primeira pesquisa foca em nanopartículas de hidroxiapatita, um material já bastante conhecido na medicina por compor naturalmente ossos e dentes. Próteses, implantes dentários e enxertos ósseos já utilizam esse material há décadas. Contudo, a inovação surge quando esse material é produzido em escala nanométrica e com pequenas modificações químicas.

(Créditos – “El Shenawy Dental Care”)

Os cientistas descobriram que, ao inserir íons de carbonato na estrutura dessas nanopartículas, surgem imperfeições microscópicas — chamadas de defeitos cristalinos — que fazem o material emitir luz quando estimulado. Esse brilho não vem de corantes artificiais, mas da própria estrutura do material.

Por que isso é tão importante?

Hoje, para visualizar células e tecidos, a medicina depende fortemente de marcadores fluorescentes sintéticos, que podem se degradar com o tempo, causar toxicidade ou mesmo interferir no funcionamento das células.

As nanopartículas de hidroxiapatita luminosas resolvem parte desse problema, já que elas são:

1-Biocompatíveis, pois imitam minerais naturais do corpo;

2-Estáveis, mantendo a emissão de luz por longos períodos;

3-Multifuncionais, podendo atuar como material estrutural e marcador óptico ao mesmo tempo.

No futuro, essa tecnologia poderá permitir diagnósticos mais precoces, ao acompanhar alterações celulares em tempo real, um monitoramento menos invasivo de doenças crônicas, uma redução de custos em exames de imagem e uma maior segurança para pacientes, especialmente crianças e idosos.

Em termos sociais, isso significa mais precisão médica, menos exposição a substâncias potencialmente tóxicas e maior eficiência no sistema de saúde.

Luta contra o câncer

A segunda pesquisa avança em outra frente crítica da medicina, que é o tratamento direcionado, especialmente contra o câncer. Um dos grandes problemas da quimioterapia tradicional é que o medicamento não distingue células doentes de células saudáveis, causando efeitos colaterais severos como queda de cabelo, náuseas e enfraquecimento do sistema imunológico.

Para enfrentar isso, os pesquisadores autores deste estudo desenvolveram nanopartículas de fosfato de cálcio sensíveis ao pH, capazes de “sentir” o ambiente químico ao redor.

Como isso funciona?

Tecidos doentes, como tumores, costumam ter um ambiente mais ácido do que tecidos saudáveis. As nanopartículas permanecem estáveis no sangue, mas se desintegram ao encontrar esse ambiente ácido. Com isso, liberam o medicamento apenas no local desejado.

(Créditos – “Healthline”)

Além disso, essas nanopartículas foram modificadas com ácido fólico, uma vitamina que funciona como um “GPS químico”. Muitas células cancerígenas possuem grande quantidade de receptores para essa vitamina, o que facilita a entrada seletiva das nanopartículas nessas células.

Neste caso concreto, os benefícios potenciais são profundos, a saber:

1-Tratamentos mais eficazes com doses menores de quimioterápicos;

2-Redução drástica de efeitos colaterais;

3-Maior adesão dos pacientes aos tratamentos;

4-Possibilidade de terapias personalizadas.

Do ponto de vista social, isso pode significar menos internações, menor sofrimento físico e emocional e uma melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Segundo o Dr. Thales Machado, pesquisador do GNano e primeiro autor dos artigos, os estudos demonstram como é possível se inspirar em materiais presentes em organismos vivos e suas propriedades para transformá-los em materiais multifuncionais, acessíveis, atóxicos e biodegradáveis, com potencial impacto na saúde humana. “Os nanomateriais cerâmicos desenvolvidos nos estudos são compostos principalmente por cálcio, fósforo e carbono, elementos abundantes e de baixo custo, obtidos por reações químicas simples em água e à temperatura ambiente, com alto potencial de escalonamento industrial”, sublinha o pesquisador.

O pesquisador destaca ainda que, no primeiro estudo, a funcionalização com citrato reforça o caráter biomimético e incrementa a estabilidade dos fosfatos de cálcio para uso em técnicas de bioimagem. Já no segundo, a funcionalização com ácido fólico emprega a Química Click, uma estratégia reconhecida com o Prêmio Nobel de Química em 2022 por sua simplicidade, alta seletividade, elevado rendimento químico e robustez das ligações resultantes, garantindo o direcionamento eficiente do fármaco às células-alvo.

O elo entre as duas pesquisas: uma nova geração de nanomedicina

Prof. Dr. Valtencir Zucolotto – Coordenador do GNano-IFSC/USP

Embora abordem aplicações diferentes, os dois estudos compartilham uma mesma visão, que é criar materiais inteligentes, inspirados na própria biologia humana e que sejam capazes de unir diagnóstico e tratamento.

Essas nanocerâmicas podem, no futuro, localizar uma doença, permitir que médicos a visualizem e atuar diretamente no tratamento, tudo com o mesmo material. Esse conceito, conhecido como teranóstica (terapia+diagnóstico), representa um dos caminhos mais promissores da medicina moderna.

Ainda que essas tecnologias estejam em fase de pesquisa, seu potencial é claro. Elas apontam para um futuro em que os exames serão menos invasivos, os tratamentos serão mais humanos e a medicina será cada vez mais personalizada.

Para o coordenador do GNano-IFSC/USP, Prof. Dr. Valtencir Zucolotto, que assina os dois estudos, a mensagem é muito clara: “Através da Nanotecnologia é possível transformar materiais convencionais, já amplamente utilizados em vários setores, em materiais avançados e altamente sofisticados tecnologicamente. Na medicina, em particular, esses materiais são fundamentais pois apresentam alta capacidade de interagirem apenas com tecidos e células doentes, minimizando consideravelmente os efeitos colaterais”.

O Prof. Zucolotto esclarece ainda que “Além das aplicações em medicina, o grupo GNano/USP já está aplicando essas nanocerâmicas na agricultura, onde atuam como careadores de defensivos (químicos e biológicos) e nutrientes para as plantas, com a vantagem de diminuir consideravelmente as doses necessárias para as lavouras, resultando em maior segurança e aportando maior valor aos produtos”.

No mundo invisível das nanopartículas, a ciência está construindo soluções muito concretas para melhorar a saúde, reduzir desigualdades no acesso a tratamentos e oferecer novas esperanças a milhões de pessoas.

Para conferir os dois estudos realizados, acesse AQUI e AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

3 de fevereiro de 2026

IFSC/USP faz chamada para tratamento das consequências da Doença de Parkinson

(Créditos – “Plexus Neuro Center”)

O Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e o Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), alocado nesse Instituto, em colaboração com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC), estão fazendo a partir do próximo dia 22 do corrente mês uma chamada de 40 pacientes voluntários residentes apenas na cidade de São Carlos, com diagnóstico de Doença de Parkinson, em estágios iniciais ou médios, para tratamento das consequências da doença – tremores e dores pertinentes – com técnica de fotobiomodulação.

Esta chamada exclui pacientes com estado avançado da Doença de Parkinson, que apresentem impossibilidade de caminhar ou com deficiência profunda na fala, e portadores de marca-passo.

Os pesquisadores Carolina Gianini e Antônio Eduardo de Aquino Junior

O tratamento proposto, que será realizado ao longo de seis semanas, com 12 sessões no total (2 vezes por semana), na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) da Santa Casa de São Carlos, estará sob a responsabilidade da pesquisadora do IFSC/USP, mestranda do curso de Biotecnologia da UFSCar, Carolina Gianini, que já participou em dois projetos relativos à doença e que, por isso, está bastante familiarizada com o tipo de intervenção que está sendo proposto, bem como as características dos pacientes detentores da doença.

“Será uma nova vertente de trabalho utilizando novos protocolos e os equipamentos já desenvolvidos no Instituto. Com isso, esperamos melhorar os quadros dos pacientes com a Doença de Parkinson, nomeadamente nos quadros relativos aos tremores e dores, que são característicos da doença”, sublinha a pesquisadora

Para o coordenador dos projetos de pesquisa clínica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com a Santa Casa de São Carlos, Dr. Antônio Eduardo de Aquino Junior, este tratamento vem na sequência dos estudos e observações que têm sido feitos na última década e que levaram os pesquisadores a dar respostas a novos questionamentos relacionados com a saúde pública. Ou seja, os cientistas vão abrindo portas para outras descobertas, como neste novo tratamento cuja coordenação-geral é do pesquisador são-carlense e professor do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Salvador Bagnato. “Neste novo tratamento teremos avaliações de exames de imagem e de outras específicas, como por exemplo às relativas a proteínas sanguíneas, que podem nos mostrar mais caminhos para obtermos sucesso nesta terapia que vai ser realizada”, sublinha Aquino Junior.

Os pacientes interessados em se inscrever neste novo tratamento deverão entrar em contato com o número de celular (16) 99268-5154, sendo que o projeto se iniciará em sua fase de avaliação no próximo dia 22 do corrente mês, na Unidade de Terapia Fotodinâmica.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de janeiro de 2026

Cientistas encontram substâncias promissoras contra a Covid-19 em banco internacional de medicamentos

Mesmo com o avanço da vacinação e o controle da fase mais crítica da pandemia, a Covid-19 ainda representa um desafio para a saúde pública mundial. Novas variantes do coronavírus continuam surgindo, o que reforça a importância de desenvolver medicamentos capazes de combater o vírus, além das vacinas. Um estudo científico recente traz uma boa notícia nesse cenário.

Pesquisadores identificaram substâncias promissoras capazes de bloquear a multiplicação do coronavírus a partir de um banco internacional de compostos químicos de acesso aberto. O trabalho foi publicado na revista científica “ACS Omega” e contou com a participação de cientistas do IFSC/USP e de outras unidades da Universidade de São Paulo, além de pesquisadores estrangeiros,

Como o estudo foi feito

Para realizar a pesquisa, os cientistas utilizaram coleções de substâncias mantidas pela organização Internacional Medicines for Malaria Venture (MMV). Essas coleções reúnem quase 1.400 compostos que já haviam sido estudados para o tratamento de outras doenças, principalmente as chamadas doenças negligenciadas, como a malária.

A vantagem dessa estratégia é ganhar tempo: como essas substâncias já são conhecidas, o caminho até um possível medicamento pode ser mais rápido e seguro.

Em laboratório, os pesquisadores testaram essas moléculas contra partes específicas do coronavírus que são essenciais para sua sobrevivência. O foco principal foi uma enzima chamada PLpro, que funciona como uma “ferramenta” usada pelo vírus para se multiplicar dentro das células humanas e escapar das defesas do organismo.

Substância se mostrou altamente eficaz

Entre todas as moléculas testadas, uma delas chamou a atenção dos cientistas. Identificada como MMV1634397, a substância foi capaz de bloquear com eficiência a ação da enzima PLpro. Em testes com células infectadas pelo coronavírus, ela reduziu significativamente a multiplicação do vírus.

A partir desse resultado, os pesquisadores foram além: modificaram quimicamente a molécula original para tentar torná-la ainda mais potente. Esse processo levou à criação de novas versões da substância, algumas delas com desempenho ainda melhor do que a original.

Uma das versões desenvolvidas se mostrou especialmente promissora, pois conseguiu inibir o vírus em concentrações muito baixas e apresentou características importantes para um futuro medicamento, como estabilidade e bom comportamento no organismo.

Por que essa descoberta é importante

Atualmente, a maioria dos medicamentos contra a Covid-19 atua em apenas um alvo do vírus. Ao identificar substâncias que agem em uma enzima ainda pouco explorada, os cientistas ampliam as possibilidades de tratamento, inclusive contra variantes que possam surgir no futuro.

Além disso, o estudo destaca a importância da ciência aberta. Ao disponibilizar bancos de substâncias para pesquisadores do mundo todo, iniciativas como a da MMV aceleram descobertas e fortalecem a resposta global a pandemias.

Embora os compostos ainda precisem passar por novas etapas de testes antes de se tornarem medicamentos disponíveis à população, os resultados representam um passo importante no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes contra a Covid-19 e outras doenças causadas por vírus emergentes.

Segundo o pesquisador e autor correspondente do artigo científico, Dr. Andre Schutzer Godoy (IFSC/USP) “O estudo demonstra como a combinação entre ciência aberta, colaboração internacional e reaproveitamento inteligente de bibliotecas químicas pode acelerar significativamente a descoberta de novos tratamentos. “Ao explorar compostos já conhecidos e disponíveis em bancos de acesso aberto, conseguimos encurtar etapas do desenvolvimento de fármacos e abrir novas possibilidades terapêuticas contra a Covid-19 e outros vírus emergentes. Esse trabalho mostra que a inovação científica depende cada vez mais de cooperação, compartilhamento de dados e do uso estratégico de recursos globais”, destaca o pesquisador.

Para acessar o artigo científico, clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de janeiro de 2026

Novos reitor e vice-reitora da USP tomam posse no próximo dia 23 de janeiro

Fotomontagem – Jornal USP

Os professores Aluísio Augusto Cotrim Segurado e Liedi Légi Bariani Bernucci tomarão posse como novo reitor e nova vice-reitora da USP para o período de 2026 a 2030

No próximo dia 23 de janeiro (sexta-feira), às 15h, os professores Aluisio Augusto Cotrim Segurado e Liedi Légi Bariani Bernucci tomarão posse como novo reitor e nova vice-reitora da Universidade de São Paulo (USP) para o período de 2026 a 2030. A sessão solene do Conselho Universitário que empossará os novos dirigentes será realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

A chapa USP pelas Pessoas, formada por Segurado e Liedi, foi a mais votada na eleição para a escolha dos novos dirigentes, com 1.270 votos, e encabeçava a lista tríplice encaminhada ao governador do Estado, Tarcísio de Freitas. A eleição foi realizada no último dia 27 de novembro. A nomeação foi assinada pelo governador no dia 4 de dezembro. A chapa também foi a mais votada na consulta à comunidade universitária, realizada no dia 18 de novembro.

Aluisio Augusto Cotrim Segurado, 68 anos, formou-se na Faculdade de Medicina (FM) da USP em 1980, onde também obteve os títulos de Mestre (1991), Doutor (1994) e Livre-Docente (2001) em Doenças Infecciosas e Parasitárias. É professor titular da FM desde 2012, com trajetória científica fortemente marcada pela pesquisa em doenças infecciosas e determinantes sociais da saúde. Teve atuação expressiva no enfrentamento da epidemia de HIV no Brasil, conciliando assistência, pesquisa e formação de profissionais.

Na gestão universitária, Segurado exerceu as funções de chefia de departamento, presidência da Comissão de Pós-Graduação e presidência da Comissão de Relações Internacionais da FM. Já na administração central, foi vice-reitor executivo de Relações Internacionais (2013-2014), coordenador do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (2018-2022) e é o atual pró-reitor de Graduação. Foi, também, diretor do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) durante a pandemia da covid-19, conduzindo respostas institucionais em um dos períodos mais complexos da saúde pública recente.

Liedi Légi Bariani Bernucci, 67 anos, é engenheira formada (1981) pela Escola Politécnica (Poli), onde concluiu mestrado (1985) e doutorado (1995) após estágio na ETH Zurich, instituição de referência internacional nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia. Desde 1986 integra o corpo docente da Poli, tornando-se professora titular em 2006, com trajetória acadêmica dedicada às áreas de pavimentação, solos tropicais, infraestrutura de transportes e inovação tecnológica. Coordenou o Laboratório de Tecnologia de Pavimentação e contribuiu para a criação de um dos mais completos laboratórios de pesquisas ferroviárias do País, formando dezenas de mestres, doutores e pós-doutores.

Sua experiência em cargos de gestão inclui a chefia do Departamento de Engenharia de Transportes (2007-2014), a Vice-Diretoria (2014-2018) e a Diretoria da Poli, sendo a primeira mulher a assumir o cargo de diretora na escola, em 2018. Foi, ainda, diretora-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo (2022-2024) e integra conselhos científicos nacionais e internacionais, além da Academia Nacional de Engenharia e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).

Os novos reitor e vice-reitora da USP terão mandato de quatro anos. Esta será a 30ª gestão reitoral na história da Universidade, fundada em 1934. O primeiro reitor da USP foi o professor da Faculdade de Direito (FD), Reynaldo Porchat, e o primeiro vice-reitor, o docente da Faculdade de Medicina (FM), Antonio de Almeida Prado.

A cerimônia de posse terá transmissão pelo Canal USP no YouTube a partir das 15h do dia 23 de janeiro (AQUI).

(Por: Adriana Cruz – Jornal da USP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de janeiro de 2026

Bolsa de Doutorado Direto – Desenvolvimento de Semicondutores para Geração de Hidrogênio Verde via Fotoeletrocatálise da Água

O IFSC/USP abre inscrições até o dia 20 de fevereiro do corrente ano para uma bolsa de doutorado direto, sob a supervisão do Prof. Dr. Renato Vitalino Gonçalves.

O projeto faz parte do Centro de Pesquisa em Engenharia Molecular para Materiais Avançados (CEMol) e se concentra no desenvolvimento de filmes finos semicondutores baseados em BiVO4 simples e dopados para divisão fotoeletroquímica da água.

O candidato selecionado para o doutorado trabalhará na deposição de fotoânodos à base de BiVO4, incluindo elementos dopantes, e na otimização do desempenho fotoeletroquímico e da estabilidade para a produção de hidrogênio sob iluminação solar.

O projeto envolve síntese e caracterização de materiais avançados usando técnicas como XPS, XRD, Raman, UV–Vis e medições fotoeletroquímicas (PEC) no laboratório NaCA (IFSC/USP).

Os candidatos deverão ter graduação em Física, Ciência dos Materiais ou áreas afins, e com interesse em energia renovável, filmes finos e nanomateriais, são incentivados a se inscrever.

Requisitos:

*Graduação em Física, Ciência dos Materiais ou áreas afins.

*Experiência (não obrigatória) em materiais semicondutores, fotoeletroquímica ou técnicas avançadas de caracterização (XPS, Raman, XRD, UV–Vis).

*Experiência (não obrigatória) em medições elétricas e fotoeletroquímicas, como LSV, EIS e IPCE.

*Proficiência em inglês (leitura e escrita científica).

*Capacidade de trabalhar em uma equipe multidisciplinar e integrar diferentes tipos de dados.

*Por se tratar de uma bolsa de doutorado direto, não aceitaremos candidaturas de pessoas com mestrado.

Duração e Localização:

O projeto terá duração de até quatro anos, com atividades realizadas principalmente no Instituto de Física de São Carlos, Universidade de São Paulo (São Carlos, Brasil). O bolsista também contará com a infraestrutura e as colaborações do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, SP, por meio de sua associação com o CEMol, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

Orientador:

Prof. Dr. Renato Vitalino Gonçalves, Instituto de Física de São Carlos, Universidade de São Paulo/ Brasil.

Como se inscrever:

Os candidatos interessados devem enviar os seguintes documentos para rgoncalves@ifsc.usp.br:

1- Carta de motivação destacando experiências anteriores relevantes para o projeto (máximo de 2 páginas);

2- Curriculum vitae (CV), incluindo links para o currículo Lattes (para candidatos brasileiros) e outros perfis acadêmicos.

Processo seletivo:

Os candidatos pré-selecionados serão convidados para uma entrevista online entre fevereiro e março de 2026.

Sobre o CEMol:

O Centro de Pesquisa em Engenharia Molecular para Materiais Avançados (CEMol) é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

O CEMol é uma iniciativa multi-institucional com sede no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) composto também por pesquisadores da USP, UFSCar, UFABC, Unifesp, Unesp, Embrapa e IPEN. Os pesquisadores do CEMol empregam técnicas de síntese e caracterização de materiais e se utilizam de ciência de dados para contribuir com o desenvolvimento de dispositivos e novos materiais.

A abordagem interdisciplinar do CEMol está voltada para produzir soluções para problemas da sociedade nas áreas de Energia Alternativa, Materiais Sustentáveis, Saúde, Materiais Quânticos e Ferramentas Científicas.

Para mais informações acesse: https://pages.cnpem.br/cepidcemol/ 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de janeiro de 2026

Atividade extensionista em Educação Ambiental e Biodiversidade oferece 60 horas para alunos da USP

Inscrições seguem abertas no sistema JúpiterWeb até 12 de fevereiro para projeto que atua em espaços e escolas públicas – Jardins polinizadores: concepção, instalação e manejo de abelhas sem ferrão em práticas de biodiversidade e Economia Solidária.

Estudantes de cursos da USP interessados em atuar em Extensão Universitária podem se inscrever em atividades de concepção, instalação e manejo de jardins polinizadores para atrair e sustentar agentes polinizadores (abelhas sem ferrão, borboletas e insetos).

No projeto pretende-se desenvolver competências pedagógicas por meio de encontros educativos e treinamentos em escolas e em espaços públicos, com amplo leque de aprendizagens e possibilidade de construção de espaços que promovam impactos ambientais positivos.

Além disto, estudantes da USP podem ampliar o aprendizado e atuar com público externo à universidade em valores, princípios e práticas de Economia Solidária: auxiliar na sistematização de experiências vivenciadas, melhoria de registros (desenvolvimento de aplicativos) e controle – por meio de registros, depoimentos, vídeos – organização/divulgação em ações de coleta, processamento e comercialização do mel e de outros produtos para usos múltiplos. A atividade de extensão tem início previsto para 23 de fevereiro de 2026, contabiliza 60 h de Extensão e recebe inscrições até 12 de fevereiro, exclusivamente pelo sistema JúpiterWeb.

Ao longo do semestre, os graduandos da USP participam ativamente do planejamento e da condução das atividades. De acordo com a professora Débora Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), coordenadora do projeto, e a professora Eny Maria Vieira, do Instituto de Química e São Carlos (IQSC/USP), vice-coordenadora, o foco está na formação de estudantes com interesse em áreas tais como Educação Ambiental, Ciências, Biodiversidade, Ecologia, Economia Solidária e Processos de Aprendizagem por meio de encontros, palestras e eventos comunitários em espaços rurais, públicos e em escolas, em ações comprometidas com o papel social da USP e possibilidades de transformação.

Nesta edição, serão oferecidas 20 vagas e as atividades ocorrerão entre 23 de fevereiro e 3 de julho de 2026. Para participar, é necessário ter disponibilidade para atuar uma vez por semana com dias e horários das atividades definidos posteriormente.

Saiba mais

Inscreva-se pelo sistema JúpiterWebhttps://uspdigital.usp.br/jupiterweb/webLogin.jsp

Dúvidas? Envie uma mensagem para
gdebora@ifsc.usp.br 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

14 de janeiro de 2026

Programa “Vem Saber” alcança mais de 165 mil estudantes e quase 10 mil professores em 2025

Atividades com jovens estudantes nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia) e Matemática

Programa do IFSC chega a todas as regiões do Estado de São Paulo

O programa “Vem Saber”, iniciativa de difusão científica da Universidade de São Paulo (USP) vinculada ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC), consolida-se como uma das mais abrangentes ações de extensão universitária voltadas à educação pública no estado de São Paulo.

Com sede na área 2 do campus da USP São Carlos, no Conjunto de Apoio Didático, o programa reúne projetos que integram estudantes, professores e gestores do ensino médio em uma agenda permanente de formação, orientação acadêmica e estímulo à ciência.

Em 2025, o “Vem Saber” alcançou mais de 165 mil estudantes e aproximadamente 9.900 professores, em articulação com as Diretorias de Ensino e com parceiros institucionais como a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC), o Centro Paula Souza (CPS), o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF/FAPESP) e a USP/Esalq, por meio do Instituto PECEGE.

Entre as frentes de atuação, destaca-se a “Competição USP de Conhecimentos e Oportunidades (CUCO)”, considerada a principal ação do programa. Em 2025, a CUCO registrou 157.664 estudantes inscritos e mobilizou a colaboração de 9.552 professores. Ao longo de nove edições, a competição já atingiu 936.482 participantes da rede pública estadual paulista, com adesão de 100% das Diretorias Regionais de Ensino e participação ativa da direção central do Centro Paula Souza.

A iniciativa consolidou-se como um processo formativo, com foco especial em estudantes em situação de maior vulnerabilidade social, ao articular avaliação diagnóstica, orientação vocacional e acesso a oportunidades acadêmicas.

Para o coordenador executivo do “Vem Saber”, Dr. Herbert Alexandre João, “a força da CUCO está nos professores colaboradores, que incentivam os estudantes a conhecer o processo de acesso ao ensino superior. O engajamento impressiona até mesmo quem atua na área. Na Unidade Regional de Ensino de Caieiras, por exemplo, a colaboradora trabalha há 2 anos com estudantes em privação de liberdade da Fundação Casa, ampliando a relevância e o impacto social da CUCO”, destacou Herbert João.

Formação de professores

Outra vertente estratégica do “Vem Saber” são as visitas monitoradas ao campus da USP São Carlos, realizadas por meio do projeto Universitário por um Dia (UPD). Em 2025, o programa recebeu 57 escolas distintas, reunindo 2.121 alunos do ensino médio em atividades na Sala do Conhecimento, com a participação de estudantes provenientes de 40 cidades do estado. A experiência imersiva aproxima os jovens do ambiente universitário, apresenta carreiras científicas e tecnológicas e amplia o repertório de escolhas educacionais. Em paralelo, a plataforma do programa registrou a participação de 6.165 estudantes em cursos on-line de formação complementar, como “Decifrando seu dinheiro”, “Fotografia” e “Desenvolvimento de Aplicativos e Jogos”, ampliando o alcance territorial das ações.

Atividade de Pré-Iniciação Científica na cidade de Descalvado (SP)

No campo da formação de jovens, o projeto de pré-iniciação científica “Cientistas do Amanhã” desempenha papel central ao inserir estudantes do ensino médio em atividades orientadas de pesquisa. Entre fevereiro e dezembro de 2025, 50 estudantes participaram do projeto, dos quais 46 eram oriundos do município de Descalvado (SP), da E.E. José Ferreira da Silva. O programa concedeu 35 bolsas de fomento, sendo 34 destinadas a meninas, reforçando o compromisso institucional com a diversidade, a inclusão social e a promoção da equidade de gênero nas áreas de ciência e tecnologia.

A agenda de formação continuada de professores completa o ecossistema do “Vem Saber”. Em 2025, 290 docentes do ensino médio participaram das atividades, com a realização de quatro Orientações Técnicas envolvendo educadores das Diretorias Regionais de Ensino de Guarulhos, Zona Leste da cidade de São Paulo, Jaú, São Carlos e Araraquara. As ações priorizam metodologias ativas, atualização de conteúdos em ciências e física e a integração entre escola e universidade, contribuindo para a qualificação do ensino e para a disseminação de práticas pedagógicas inovadoras.

Ao articular competição acadêmica, visitas monitoradas, pré-iniciação científica, cursos on-line e formação docente, o “Vem Saber” constrói uma política pública de alcance estadual ancorada na cooperação interinstitucional e na vocação extensionista da USP. O programa opera como ponte entre a educação básica e o ensino superior, ampliando oportunidades, estimulando trajetórias científicas e promovendo a democratização do acesso ao conhecimento. Com resultados expressivos em 2025 e parcerias consolidadas, a iniciativa reafirma o lema que orienta sua atuação: transformar vidas por meio da educação.

Para o coordenador-geral e criador do “Vem Saber”, Prof. Antonio Carlos Hernandes, “os resultados positivos alcançados ao longo dos anos demonstram que a aproximação com a educação básica, quando bem estruturada, gera impacto real na formação e no projeto de vida dos estudantes, fortalece a escola pública e amplia as perspectivas de acesso ao ensino superior, especialmente para jovens em situação de vulnerabilidade social”, concluiu Hernandes.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

13 de janeiro de 2026

USP deposita patente da primeira bateria de Nióbio alcançando uma nova fronteira estratégica para o Brasil

Tecnologia supera bloqueio químico histórico, atinge 3 volts e avança para testes industriais

Durante décadas, o nióbio foi visto como um paradoxo na ciência de materiais. Embora seja um metal estratégico, abundante no Brasil e amplamente utilizado em ligas de alto desempenho, ninguém no mundo havia conseguido transformá-lo em uma bateria funcional, estável e recarregável. O obstáculo não estava na engenharia, mas na química extremamente complexa dos componentes ativos à base de nióbio, que se degradam rapidamente em contato com água e oxigênio.

Esse impasse histórico começou a ser superado por uma pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo, que resultou não apenas em um novo dispositivo tecnológico, mas em uma descoberta científica sobre como controlar a química do nióbio em baterias, protegida por depósito de patente junto à USP.

Uma descoberta científica inspirada na biologia

A história da descoberta começou há cerca de dez anos, quando o professor Frank Crespilho, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), líder do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces da USP e pesquisador do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica e Sustentabilidade (INCT), sediado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), atuava como professor visitante na Harvard University.  Na época, ele estudava sistemas biomiméticos, inspirados em processos biológicos capazes de controlar reações químicas extremamente delicadas, como ocorre em enzimas e metaloproteínas.

Do ponto de vista químico, o nióbio é um elemento com uma estrutura eletrônica singular, capaz de acessar múltiplos estados de oxidação próximos em energia. Cada um desses estados representa um nível eletrônico distinto, potencialmente utilizável para armazenamento de carga. Essa característica torna o nióbio extremamente promissor para aplicações eletroquímicas avançadas.

Prof. Frank Crespilho (IQSC/USP)

No entanto, essa mesma riqueza eletrônica sempre impôs um desafio fundamental: em ambientes eletroquímicos convencionais, especialmente na presença de água e oxigênio, o nióbio sofre com reações químicas parasitas rápidas, levando à formação de espécies inativas e à perda irreversível da atividade redox. A descoberta associada à arquitetura N-MER (Niobium Multi-stage Electronic Redox), viabilizada pelo meio redox ativo NB-RAM (Niobium Redox Active Medium), nasce da transposição de um princípio já conhecido na biologia — o controle fino do ambiente químico para estabilizar metais altamente reativos — para um sistema artificial de armazenamento de energia.

Eu já sabia que a natureza resolvia esse problema há bilhões de anos”, explica o Prof. Frank Crespilho. “Em sistemas biológicos, como enzimas e metaloproteínas, metais altamente reativos mudam de estado eletrônico o tempo todo sem se degradar, porque operam dentro de ambientes químicos muito bem controlados. A pergunta que fizemos foi simples e ousada: será que daria para copiar esse princípio e aplicar em uma bateria de nióbio? O nióbio é como um interruptor com muitos níveis, não apenas ligado e desligado. Cada nível guarda uma quantidade diferente de energia. Fora de um ambiente controlado, esse interruptor enferruja e quebra. O que fizemos foi criar uma caixa de proteção inteligente para ele; essa caixa é o NB-RAM. Dentro dela, o interruptor pode mudar de nível várias vezes, de forma controlada, sem se degradar. É exatamente isso que os sistemas biológicos fazem, e foi isso que adaptamos para a bateria de nióbio.”

Dois anos de otimização até a estabilidade

Grande parte do avanço da bateria de nióbio é resultado de um trabalho extenso de otimização conduzido pela doutoranda Luana Italiano, que dedicou dois anos ao refinamento do sistema até alcançar estabilidade e reprodutibilidade. O processo envolveu dezenas de versões experimentais, com ajustes sucessivos no ambiente químico e nos mecanismos de proteção do material ativo.

“Não bastava fazer a bateria funcionar uma única vez. Ao longo de dois anos de trabalho no projeto, nosso foco foi garantir estabilidade, repetibilidade e controle fino dos parâmetros”, explica Luana. Segundo ela, o principal desafio foi encontrar o equilíbrio entre proteger o sistema e manter seu desempenho elétrico. “Se você protege demais, a bateria não entrega energia. Se protege de menos, ela se degrada.”

Esse refinamento foi essencial para permitir que o nióbio operasse de forma reversível, alternando entre diferentes estados eletrônicos sem perda significativa de desempenho. Como resultado, o sistema passou a funcionar de forma estável não apenas em condições de laboratório, mas também em arquiteturas próximas das utilizadas pela indústria.

“Depois desse período de desenvolvimento e validação, os testes mostram que não estamos falando apenas de um conceito”, destaca a pesquisadora. “É um sistema que já funciona em formatos reais.”

Da descoberta à patente: 3 volts e validação tecnológica

Após o desenvolvimento do protótipo funcional, a tecnologia teve sua patente depositada pela USP e avançou para níveis intermediários de maturidade tecnológica (TRL-4). Essa etapa comprova que a bateria funciona não apenas em condições ideais de laboratório, mas também em ambientes e arquiteturas próximas da realidade industrial. Atingir 3 volts é um marco estratégico.

Essa é a faixa de tensão da maioria das baterias comerciais atuais, o que significa que a bateria baseada na arquitetura N-MER compete diretamente com tecnologias existentes.

Tecnologia estratégica, interesse internacional e próximos passos

O avanço científico e tecnológico despertou o interesse de grupos internacionais, incluindo empresas chinesas do setor de baterias, que já entraram em contato para conhecer a tecnologia desenvolvida na USP. Apesar desse interesse externo, Crespilho defende que o desenvolvimento completo da bateria deve permanecer no Brasil, sob liderança do Estado de São Paulo.

Essa é uma tecnologia estratégica. O depósito da patente garante proteção, mas é o empenho institucional que assegura que ela se transforme em desenvolvimento, indústria e soberania tecnológica”, afirma o pesquisador.

Para avançar e viabilizar a fase 3 do desenvolvimento é necessário empenho institucional para a criação de um centro multimodal de pesquisa e inovação, envolvendo governos estadual e federal, universidades e startups de base tecnológica.

Crespilho finaliza, afirmando que “A bateria de nióbio desenvolvida na USP mostra que o Brasil não precisa apenas exportar recursos, mas pode liderar tecnologias; desde que a ciência seja tratada como prioridade nacional.”

(26/12/2025)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

12 de janeiro de 2026

Balanço 2025 — Ciência, memória e o papel de comunicar o que transforma

Ao recordar o ano de 2025 no Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), fazemos isso não apenas como observadores, mas como jornalistas integrados na equipe da Assessoria de Comunicação (AC) da instituição, que acompanhou de perto a ciência sendo construída, discutida e, sobretudo, traduzida para a sociedade.

Foi um ano intenso, marcado por avanços científicos relevantes e por um esforço contínuo de transformar conhecimento altamente especializado em informação acessível, compreensível e socialmente útil. O trabalho da AC ao longo de 2025 foi, em grande medida, o de se assumir como ponte: entre laboratórios e cidadãos, entre artigos científicos e notícias, entre pesquisadores e o público que, muitas vezes sem perceber, é diretamente impactado por essas descobertas. E o Instituto de Física de São Carlos ofereceu um terreno fértil para esse exercício diário de comunicação científica.

Um dos eixos mais marcantes do ano foi a consolidação de pesquisas em nanotecnologia aplicada à saúde. Acompanhamos a criação de centros, o desenvolvimento de protótipos e a articulação entre físicos, médicos e empreendedores. Nosso desafio, como jornalistas, foi explicar como nanomateriais e estruturas invisíveis a olho nu podem resultar em diagnósticos mais precoces, terapias mais precisas e tratamentos menos invasivos. Ao traduzir esses avanços em reportagens, ficou claro o quanto a ciência feita no IFSC/USP tinha potencial real de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Outro tema recorrente nas pautas de 2025 foi o avanço em sensores de altíssima sensibilidade, baseados em metassuperfícies e novos materiais.

Ao entrevistar pesquisadores e acompanhar resultados publicados, percebemos que esses trabalhos iam muito além da física fundamental: tratavam-se de tecnologias capazes de identificar patógenos, poluentes ambientais e biomarcadores de doenças em concentrações extremamente baixas. Levar esse conteúdo ao público significou explicar, em linguagem clara, como a ciência pode antecipar riscos, salvar tempo — e vidas.

Também estivemos envolvidos na cobertura de pesquisas em fotônica e eletrônica avançada, que apontam para dispositivos mais eficientes, sensores mais precisos e aplicações industriais promissoras. Ao narrar essas histórias, buscamos sempre destacar o impacto social: o fortalecimento da indústria nacional, a geração de empregos qualificados e a possibilidade de inovação tecnológica produzida no Brasil, dentro de uma universidade pública.

Em 2025, a pauta da energia limpa ganhou espaço especial, com projetos voltados ao desenvolvimento de tecnologias para produção de hidrogênio verde, capazes de usar a luz solar de forma mais eficiente. Nosso papel foi contextualizar esses estudos dentro dos desafios climáticos globais, mostrando que a pesquisa desenvolvida no IFSC/USP não se limita ao presente, mas aponta caminhos para um futuro energético mais sustentável.

Mas, talvez o aspecto mais significativo do ano tenha sido perceber, reportagem após reportagem, que a ciência desenvolvida no Instituto de Física de São Carlos não permanece restrita aos muros da universidade. Cobrimos prêmios, parcerias com micro e pequenas empresas, soluções inovadoras que chegaram ao mercado e iniciativas que aproximaram a pesquisa acadêmica do cotidiano das pessoas. Cada texto publicado reforçou uma convicção pessoal: ciência que não é comunicada corre o risco de não cumprir plenamente sua função social. Como jornalistas institucionais, 2025 reafirmou para nós a importância estratégica da comunicação científica.

Não se trata apenas de divulgar resultados, mas de explicar processos, contextualizar descobertas, ouvir pesquisadores e, principalmente, considerar o olhar do cidadão comum. É nesse diálogo que a ciência ganha sentido público e se transforma em política, inovação, saúde e desenvolvimento.

Encerrando este balanço, podemos dizer que 2025 foi um ano em que o IFSC/USP avançou significativamente na produção de conhecimento científico de impacto — e que tivemos o privilégio de registrar, narrar e dar voz a essas conquistas.

Ao contar essas histórias, a AC tem plena consciência de que contribuiu não só para construir memória institucional, mas também reforçar o compromisso da universidade pública com a sociedade que a sustenta.

Feliz 2026!

(Equipe AC-IFSC/USP – Rui Sintra / Ricardo Rehder / Adão Geraldo / Maria Zilda Lima)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de dezembro de 2025

Eleição para Diretor(a) e Vice-Diretor(a) do Instituto de Física de São Carlos da USP

PORTARIA:

Portaria IFSC 39-2025 de 11.09.2025

DATA DA ELEIÇÃO: A eleição ocorrerá no dia 04/12/2025, em até dois turnos de votação, conforme regras da Portaria supracitada.

 

COMISSÃO ELEITORAL: A condução do processo eleitoral ficará a cargo da seguinte Comissão Eleitoral:

Prof. Dr. Luiz Nunes de Oliveira;

Prof. Dr. Richard Charles Garratt;

Profª Drª Cristina Kurachi;

 

INSCRIÇÕES:

1º PERÍODO DE INSCRIÇÕES DE 15 A 24/10/2025

As chapas poderão ser compostas por Professores Titulares e Professores Associados 3.

FICHA DE INSCRIÇÃO DA CHAPA

TERMO DE DESINCOMPATIBILIZAÇÃO

2º PERÍODO  DE INSCRIÇÕES DE 10 a 19/11/2025

Não havendo pelo menos duas chapas inscritas, haverá um novo prazo para inscrição, nos moldes do primeiro período, hipótese em que poderão ser apresentadas candidaturas compostas também de Professores Associados 2 e 1.

FICHA DE INSCRIÇÃO DA CHAPA

TERMO DE DESINCOMPATIBILIZAÇÃO

Desincompatibilização: Os docentes que exercerem as funções de Diretor, Vice-Diretor, bem como Presidente e Vice-Presidente das Comissões Estatutárias, que se inscreverem como candidatos, deverão, a partir do pedido de inscrição, desincompatibilizar-se, afastando-se daquelas funções, em favor de seus substitutos, até o encerramento do processo eleitoral.

 

DO COLÉGIO ELEITORAL: São eleitores todos os membros da Congregação e dos Conselhos dos Departamentos da Unidade.

 

PLANO DE GESTÃO DA(S) CHAPA(S) DEFERIDA(S)

Plano Gestão-Chapa_Profs Adriano e Marcassa

 

RESULTADO DA ELEIÇÃO – 1º TURNO

Apuração-Sistema de Votação

 

RESULTADO DA ELEIÇÃO – 2º TURNO

 

COMUNICADOS DA COMISSÃO ELEITORAL

Comunicado 1-Comissão Eleitoral_Prof Titulares_Prof Associados3

Mensagem2-Comissão Eleitoral_Aprovação Inscrições-1operíodo

Mensagem3-Comissão Eleitoral-2operíodo inscrição_Profs Titulares e Associados 1-2-3

Mensagem4-Comissão Eleitoral_Apresentação Pública Chapa(s)

Mensagem5-Comissão Eleitoral_Apresentação Pública da Chapa Inscrita

Mensagem6-Comissão Eleitoral_Resultado Eleição

NOMEAÇÕES DO REITOR

17 de dezembro de 2025

IFSC/USP – Oportunidade de Bolsa de Pós-Doutorado (FAPESP)

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) abre processo seletivo para uma Bolsa de Pós-Doutorado (FAPESP), vinculada ao Centro de Engenharia Molecular para Materiais Avançados (CEMol), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP, com sede no CNPEM.

Esta oportunidade é para a área de Energia Alternativa – Projeto: Engenharia de Superfície de Fotoanodos de BiVO4 e Fe2TiO5 para Divisão Fotoeletroquímica da Água.

Confira AQUI todas as informações sobre esta oportunidade.

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de dezembro de 2025

IFSC/USP conquista 1º lugar nacional em inovação com solução inédita para procedimentos estéticos sem uso de agulhas

Troféu de primeiro lugar dos projetos de 2025 no programa Embrapii/Sebrae

O Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC/USP) alcançou destaque nacional ao receber o prêmio de primeiro lugar na categoria de projetos desenvolvidos com microempresas na parceria Embrapii/Sebrae. A premiação foi anunciada durante o Encontro Anual de Unidades Embrapii, realizado nos dias 9 e 10 deste mês em Brasília, evento que reuniu mais de 250 representantes de centros de inovação de todo o país.

Com a presença da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o encontro promoveu debates sobre tendências tecnológicas, estratégias para fortalecer a inovação nacional e metas de desenvolvimento para os próximos anos. A apresentação de resultados de destaque, como o projeto vencedor do IFSC/USP, reforçou o papel estratégico das universidades públicas na geração de soluções que chegam efetivamente à sociedade.

Tecnologia permite aplicações estéticas sem agulha — e com mais segurança

O projeto premiado apresenta uma solução inovadora para a aplicação de ácido hialurônico em procedimentos estéticos faciais. A técnica substitui o uso tradicional de agulhas por ondas de choque, capazes de carregar e introduzir as moléculas na pele de forma não invasiva. Essa abordagem representa uma mudança profunda na prática estética e abre caminho para novos produtos e protocolos clínicos, já em desenvolvimento para lançamento pela empresa parceira.

Desenvolvido em colaboração com a NAPID – Núcleo de Apoio à Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento, o trabalho foi coordenado pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato, com participação da pesquisadora Dra. Fernanda Carbinato e de alunos e pesquisadores vinculados à Unidade Embrapii do IFSC/USP.

Benefícios diretos da tecnologia premiada

Além da inovação técnica, o projeto se destaca pelos benefícios práticos e sociais que oferece:

1-Procedimento mais seguro – Ao eliminar agulhas, a técnica reduz significativamente riscos de intercorrências como hematomas, infecções, perfurações indevidas de vasos e reações adversas — problemas comuns em aplicações estéticas convencionais;

Gelia Martinez, Vanderlei Bagnato e Marcelo Prim, um dos diretores da Embrapii

2-Experiência mais confortável para o paciente – O método não invasivo diminui o desconforto típico das aplicações injetáveis, tornando o procedimento mais atraente para pessoas com sensibilidade ou aversão a agulhas;

3-Maior acessibilidade ao tratamento – A redução de riscos e a simplificação do processo podem tornar o procedimento mais acessível a um público maior, inclusive em clínicas de menor porte que hoje evitam aplicações injetáveis devido à complexidade e aos altos níveis de especialização exigidos;

4-Expansão das aplicações do ácido hialurônico – Ao viabilizar uma forma mais segura de entrega do produto, a tecnologia abre portas para usos além da estética facial — como hidratação profunda da pele, tratamentos dermatológicos específicos e possíveis aplicações em áreas biomédicas emergentes;

5-Potencial para padronização e redução de custos – Como o método reduz variáveis operacionais dependentes da técnica manual do profissional, há potencial para maior padronização dos resultados, o que pode reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento;

Pioneirismo reconhecido nacionalmente

O reconhecimento do projeto reforça a competência do IFSC/USP e destaca o pioneirismo do Instituto na transformação da ciência básica em tecnologias aplicadas, especialmente no setor produtivo ligado à saúde e ao bem-estar. A presença no evento do professor Vanderlei Bagnato e da administradora do programa Embrapii-IFSC-USP, Gelia Martinez, simboliza o engajamento institucional no avanço da inovação brasileira.

A conquista evidencia o papel do IFSC/USP como um polo de excelência em pesquisa e desenvolvimento, e reforça a importância da parceria Embrapii/Sebrae na criação de soluções tecnológicas que se traduzem em melhorias reais para a sociedade.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de dezembro de 2025

No IFSC/USP – “Noções Básicas de Fabricação Mecânica”

Ao fim de mais um semestre letivo cheio de provas, prazos e desafios nas disciplinas teóricas e práticas do IFSC/USP, uma em especial se destaca: “Noções Básicas de Fabricação Mecânica”.

Nessa disciplina, os(as) estudantes saem da sala de aula e mergulham na Oficina Mecânica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), aprendendo diretamente com o nosso time técnico, que transforma teoria em prática todos os dias.

Ao longo do semestre, eles vivenciam na prática conceitos de usinagem, metrologia, segurança e processos de fabricação, até chegar ao projeto final – a construção de um pequeno canhão didático, que integra todas as etapas do aprendizado.

Nada disso seria possível sem a dedicação, experiência e cuidado do excelente corpo técnico da Oficina Mecânica:

Ademir Morais; Araldo Luiz Isaias de Moraes; Carlos Alberto Arruda Camargo; Carlos Aparecido Pereira; Ricardo Henrique Rodrigues.

Confira AQUI o álbum de fotos.

Um agradecimento especial a todos eles.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de dezembro de 2025

USP inaugura Centro de Inovação em São Carlos e abre novo ciclo para ciência, tecnologia e desenvolvimento regional

A cidade de São Carlos, conhecida como “Capital da Tecnologia”, ganhou, no dia 8 de dezembro, um reforço importante para consolidar sua vocação científica: o Centro de Inovação da USP – Complexo São Carlos – InovaUSP/SC. A inauguração, marcada por uma cerimônia cheia de simbolismos, reuniu representantes da universidade, do governo e de entidades da sociedade civil — os três pilares do modelo de desenvolvimento baseado na chamada Hélice Tríplice da Inovação, que aposta no trabalho conjunto para gerar impacto social e econômico.

O novo espaço, instalado na área-2 do campus da USP, nasce com o propósito de ser mais do que uma estrutura física. Ele pretende funcionar como um ambiente vivo, capaz de aproximar diferentes áreas do conhecimento, incentivar projetos transdisciplinares e fortalecer o diálogo da academia com organismos públicos, empresas e organizações sociais.

Uma inauguração que espelha a força da colaboração

A Mesa de Honra da cerimônia refletia a diversidade de atores envolvidos no projeto. O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Jr., destacou em seu discurso que o Centro de Inovação marca “um passo estratégico para fortalecer a presença da Universidade no desenvolvimento socioeconômico do país”. Ao seu lado, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Paulo Nussenzveig, reforçou que iniciativas como o InovaUSP/SC ajudam a transformar conhecimento científico em soluções concretas para a sociedade.

O vice-prefeito de São Carlos, Roselei Françoso, lembrou que o município tem tradição em ciência e tecnologia há mais de meio século, mas que a criação de espaços de interação entre academia e setor produtivo é essencial para ampliar resultados. Também compuseram a mesa Mirlene Simões, do Instituto Angelim, e Marcos Henrique dos Santos, do Ciesp São Carlos, representando a sociedade civil organizada e o setor industrial.

A presença ainda de representantes da Embrapa Instrumentação e Sudeste Agropecuária, ParqTec, Sebrae-SP, Senai e de empresas como a Tecumseh, sinaliza que o Centro de Inovação pretende atuar de forma aberta e integrada. Várias dessas instituições apresentaram depoimentos no evento, reafirmando o interesse em estabelecer projetos conjuntos com a USP.

Transdisciplinaridade como motor da inovação

O InovaUSP/SC, coordenado pelo docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Tito José Bonagamba, nasce com uma diretriz clara: promover o encontro de saberes. Em vez de laboratórios isolados ou pesquisadores atuando em áreas restritas, o Centro foi projetado para favorecer conexões entre diferentes campos — da engenharia à saúde, da tecnologia à educação, das ciências humanas às startups.

A proposta segue uma tendência internacional. Universidades de referência em inovação, como MIT e Stanford, vêm investindo em ambientes que eliminam barreiras disciplinares e estimulam o trabalho colaborativo. A USP, ao adotar esse modelo em São Carlos, busca ampliar sua capacidade de produzir soluções com impacto real na sociedade.

Prof. Tito José Bonagamba abordando as particularidades e objetivos do Centro de Inovação da USP – Complexo São Carlos – InovaUSP/SC

Segundo o documento institucional apresentado durante o evento, o Centro pretende “contribuir para o Desenvolvimento Socioeconômico Inclusivo e Sustentável do País”, missão que acompanha a Universidade desde sua criação, em 1934. Isso significa apostar em projetos que também considerem inclusão social, diversidade, sustentabilidade ambiental e o fortalecimento de comunidades locais.

Uma ponte entre a USP e a sociedade

A segunda grande missão do Centro é ampliar a presença da USP fora dos muros do campus. Para isso, a articulação com governos, empresas e organizações sociais será central. A inauguração apresentou uma série de parcerias que já vinham sendo construídas ao longo dos últimos meses — mesmo antes da conclusão da obra física.

Essas parcerias incluem ações de capacitação profissional, desenvolvimento de tecnologias, apoio a empreendedores, eventos com a comunidade e projetos de pesquisa aplicada. O coordenador do InovaUSP/SC afirmou que, nos meses anteriores à inauguração, dedicou-se intensamente a conhecer demandas da sociedade e identificar potenciais colaborações.

O objetivo é criar um fluxo contínuo entre desafios reais e soluções produzidas no ambiente acadêmico. Isso inclui desde problemas simples, como processos administrativos ou comunicação interna de entidades públicas, até questões complexas, como mobilidade urbana, transição energética, segurança alimentar ou automação industrial.

Impactos esperados para São Carlos e para o país

São Carlos já abriga mais de 150 empresas de base tecnológica, dois campi da USP, um campus da UFSCar, além de centros de pesquisa como o Embrapa Instrumentação. A chegada do InovaUSP/SC reforça esse ecossistema, oferecendo novas oportunidades para quem empreende, pesquisa ou busca desenvolvimento profissional na cidade.

Para os estudantes, o Centro poderá se tornar um ponto de encontro para estágios, mentorias, aceleração de projetos e formação empreendedora. Para as empresas, funcionará como porta de entrada para a expertise científica da USP. Para o setor público, abre caminho para o uso de conhecimento técnico na solução de problemas urbanos.

A longo prazo, iniciativas como essa tendem a fortalecer a presença da universidade no desenvolvimento regional, criar empregos qualificados e ampliar a competitividade da indústria local.

Um pequeno espaço com ambição gigante

Momento do descerramento da placa de inauguração – Prof. Tito José Bonagamba ladeado por Roselei Françoso (vice-prefeito de São Carlos) e pelo reitor da USP Prof. Carlos Gilberto Carlotti Junior

Ao final da cerimônia, uma frase chamou atenção: inspirando-se nas palavras de Neil Armstrong ao pisar na Lua, o Prof. Tito José Bonagamba lembra que o Centro de Inovação “pode ser pequeno em espaço, mas representa um salto gigantesco para a inovação”.

A declaração resume o espírito do projeto: mais do que uma inauguração, o InovaUSP/SC simboliza a aposta em um novo ciclo, no qual o conhecimento científico deixa de ser restrito à universidade e passa a circular, de forma ágil e integrada, por todos os setores da sociedade.

Se depender das instituições presentes no evento, São Carlos deverá assistir nos próximos anos ao fortalecimento de uma rede colaborativa que transforma ideias em ações — e ações em impacto para a cidade e para o país.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP