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2 de março de 2026

Em poucos minutos – Sensor biodegradável detecta presença de agrotóxicos em alimentos

Créditos – “Jornal USP”

Pesquisadores do IFSC/USP, em colaboração com colegas da Embrapa Instrumentação, Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP) e da Universidade Federal de Viçosa (MG), desenvolveram um sensor flexível e biodegradável capaz de identificar resíduos de agrotóxicos diretamente na superfície de frutas, verduras e até em amostras de água e saliva. A tecnologia, que pode ser conectada a celulares ou computadores, permite análises rápidas no próprio local — sem a necessidade de laboratórios ou equipamentos complexos.

O dispositivo funciona como uma espécie de “adesivo inteligente” que pode ser colocado sobre a casca dos alimentos ou de folhas de plantas. Em menos de quatro minutos, ele detecta simultaneamente três pesticidas comuns — diquat, carbendazim e difenilamina — usando apenas uma pequena gota de amostra. Segundo o estudo, o teste completo leva cerca de 3 minutos e 28 segundos.

Uma alternativa aos testes tradicionais

Hoje, a verificação de resíduos químicos costuma depender de análises laboratoriais caras, demoradas e feitas por especialistas, dificultando o monitoramento frequente e em tempo real. O novo sensor foi criado justamente para suprir essa lacuna, permitindo medições rápidas diretamente no campo, em feiras, mercados ou pontos de produção.

Os autores desta pesquisa, publicada na revista científica internacional “Biosensors and Bioelectronics: X”, destacam que a ferramenta pode ajudar agricultores e autoridades a tomar decisões imediatas sobre segurança alimentar e uso de defensivos agrícolas.

Arquivo pessoal

Este sensor é produzido com um material derivado de plantas, semelhante a um plástico natural, que se decompõe no ambiente. Esse suporte é leve, flexível e capaz de se adaptar a superfícies curvas, como cascas de frutas. Quando combinado com glicerol, o material se degrada completamente no solo em cerca de 240 dias.

Dr. Paulo A. Raymundo-Pereira (IFSC/USP)

Além disso, o custo estimado de produção é inferior a 8 centavos de dólar por unidade, o que pode viabilizar o uso em larga escala, inclusive como dispositivo descartável.

Nos testes, o equipamento conseguiu identificar pequenas quantidades de pesticidas com precisão e sem interferência de outras substâncias comuns, como sais ou açúcares. Também demonstrou resistência física, ou seja, continuou funcionando mesmo após ser dobrado repetidas vezes, o que é essencial para aplicação em superfícies irregulares.

O sensor mostrou boa repetibilidade — ou seja, diferentes unidades forneceram resultados semelhantes — característica importante para dispositivos descartáveis.

Impacto potencial na agricultura e na saúde

A tecnologia pode contribuir para uma agricultura mais eficiente e segura.

Estima-se que doenças de plantas causem perdas de até 40% da produção agrícola mundial, com prejuízos superiores a 220 bilhões de dólares por ano. Nesse contexto, ferramentas que monitorem rapidamente a presença de químicos ajudam a equilibrar produtividade e segurança alimentar.

O cientista do IFSC/USP, Dr. Paulo A. Raymundo-Pereira, um dos autores do estudo, confirma que o sensor abre caminho para uma nova geração de dispositivos portáteis capazes de funcionar como “laboratórios no campo”, permitindo análises rápidas, simples e acessíveis sem danificar os alimentos.

Confira AQUI o artigo original deste estudo.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2 de março de 2026

Calouros de 2026 têm primeiro contato com o IFSC/USP

Diretor do IFSC/USP – Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo

Depois da comemoração conjunta do ingresso de cerca de mil calouros na USP de São Carlos, um importante evento que ocorreu no período da manhã do dia 23 de fevereiro, a tarde desse mesmo dia foi dedicada a que os jovens alunos, devidamente acompanhados por veteranos, partissem em visita ao campus e à descoberta de seus institutos.

Os calouros do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e seus familiares foram recebidos e saudados no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” pelos Diretor e Vice-Diretor do Instituto, Profs. Drs. Adriano Andricopulo e Luís Gustavo Marcassa, estando presentes na plateia os Coordenadores dos cursos do IFSC/USP – Profs. Drs. João Renato – Bacharelado em Física Biomolecular; Gonzalo Trevieso – Bacharelado em Física Computacional e Paulo Barbeitas Miranda – Bacharelado em Física, contando-se também com o Curso Interunidades de Licenciatura em Ciências Exatas, que congrega o Instituto de Física de São Carlos, o Instituto de Química de São Carlos e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação.

Hoje o futuro ingressa na USP

Na sua mensagem aos calouros, o Diretor do IFSC/USP, Prof. Dr. Adriano Andricopulo, sublinhou as características do IFSC/USP, uma comunidade de docentes, alunos e funcionários dedicada a fazer boa ciência, formar com excelência e servir a sociedade, com respeito às pessoas e com um compromisso com sua missão pública.

Professores, calouros e familiares reunidos no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”

Vice-Diretor do IFSC/USP – Prof. Dr. Luís Gustavo Marcassa repassando informações preciosas aos calouros

O Diretor do IFSC/USP sublinhou, em sua intervenção, que “Hoje o futuro ingressa na USP”, representado por todos os alunos ingressantes na Universidade de São Paulo (11 mil) e que irão se confrontar com os grande desafios que estão colocados no Século XXI – saúde, energia, habitação, segurança, ambiente, mudanças climáticas, etc.. “Vocês irão continuar a trilha do nosso Instituto mantida ao longo de sua história que está marcada pela excelência no ensino, na pesquisa, na inovação e na extensão universitária”, destacou Adriano Andricopulo, acrescentando que toda essa experiência ao longo de quatro anos irá amadurecer o olhar acadêmico, científico e social dos jovens alunos.

Em seu improviso, o Diretor do IFSC/USP chamou a atenção dos calouros para o compromisso que todos passariam a ter a partir daquele momento – responsabilidade. “A responsabilidade que todos nós temos e e que vocês passam a ter também a partir de hoje, é o compromisso do dia-a-dia da vida acadêmica. Por isso, vocês têm que se dedicar aos cursos, têm que estudar, têm que interagir com os professores, com os coordenadores aqui presentes e com os seus colegas. Todos nós, professores, estamos à disposição de vocês para conversas francas, para construção conjunta de soluções, para verificar onde podemos melhorar e onde podemos ajudar todos vocês. Quem tiver dificuldades deverá se aproximar de nós, mesmo em questões pessoais para que possamos atuar. Nós estamos aqui exatamente para isso, para construir uma comunidade, para que vocês possam se integrar.” Dentro dessa ideia, desse compromisso, dessa responsabilidade e seriedade,  a mensagem do Diretor do IFSC/USP foi no sentido de que a missão maior é formar, em prol do desenvolvimento do Brasil, os melhores profissionais nos cursos de bacharelado de um dos mais conceituados institutos pertencentes à melhor universidade do País e da América Latina – a Universidade de São Paulo.

Diante do futuro com o privilégio de saudá-lo

Palavras do Diretor do IFSC/USP geraram confiança entre os calouros

Todos os anos, com a entrada de novos alunos, e ao olharmos para os rostos novos, percebemos que cada estudante deposita uma confiança silenciosa, a confiança de que encontrará um ambiente que estimule o pensamento crítico, a criatividade e a liberdade intelectual. De fato, o início de um ciclo acadêmico traz uma energia particular, quase elétrica. Os calouros representam renovação, com novas perguntas, novas perspectivas, novas inquietações.

Para os dirigentes, sua esperança não é apenas que os seus alunos se formem, mas que se tornem pessoas capazes de contribuir para a sociedade com ética, sensibilidade e inteligência. Ao lhes darem as boas-vindas, os dirigentes do IFSC/USP não estão apenas abrindo as portas do instituto – eles estão simbolicamente abrindo caminhos, pois eles entendem que, naquele instante, estão diante do futuro e têm o privilégio de saudá-lo.

Este encontro terminou com um pequeno coffee-break de confraternização.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

26 de fevereiro de 2026

IFSC/USP realiza Aula Magna para seus calouros com o Prof. Dr. Jerson Lima Silva

Plateia no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”

O IFSC/USP organizou no dia 26 do corrente mês uma Aula Magna especialmente dedicada aos seus calouros com a presença do Prof. Dr. Jerson Lima Silva, docente do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis – CCS Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), subordinada ao tema “Do Invisível à Vida: A Física da Estrutura, da Complexidade e da Doença”.

Sublinhe-se que uma Aula Magna tem um papel simbólico e prático bastante importante para os alunos que estão ingressando no ensino superior. Ela não é apenas uma palestra inaugural, mas um momento de transição entre a vida escolar e a vida acadêmica. A Aula Magna funciona como um rito de passagem, marcando oficialmente o começo da jornada acadêmica, e ajudando os estudantes a perceberem que entraram em uma nova etapa de suas vidas, com mais autonomia, responsabilidades e oportunidades.

Coube ao Diretor do IFSC/USP, Prof. Dr. Adriano Andricopulo, dar as boas-vindas aos ingressantes no Instituto e sublinhar a importância dessa Aula Magna para cada um deles, apresentando, na sequência, o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Glaucius Oliva, que fez a introdução ao Prof. Dr. Jerson Lima Silva.

O palestrante recebeu o título de Doutor em Biofísica no ano de 1987 – Instituto de Biofísica (UFRJ). Ele é Professor Titular no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ desde 1997, Diretor Fundador do Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas desde 1998 e Pesquisador do Instituto DOr de Pesquisa e Ensino (IDOR) (2025).

Perfeita interação com a plateia, majoritariamente constituída por calouros

O professor é pesquisador bolsista (nível 1A) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desde 1987, e membro efetivo da Academia Brasileira de Ciências,  da Academia Mundial de Ciências (TWAS) – para o Avanço da Ciência em Países em Desenvolvimento e membro titular da Academia Nacional de Medicina.

O ministrante da Aula Magna, Prof. Dr. Jerson Lima Silva, junto com o Diretor do IFSC/USP, Prof. Dr. Adriano Andricopulo

Dentre os principais prêmios e distinções estão os da Fundação John Simon Guggenheim (1991); da International European Economic Community (1991); Prêmio Sendas em Doenças Infecciosas de Crianças (compartilhado) (1995); Howard Hughes Medical Institute (1997-2002); Prêmio Nacional Unibanco em Medicina (compartilhado) (1998); Auxílio Núcleos de Excelência do Ministério da Ciência e Tecnologia (1998); Cientista do Estado do Rio de Janeiro em 2000-2022; Ordem Nacional do Mérito Científico concedido pela Presidência da República do Brasil na classe de Comendador (2002) e na classe de Grã-Cruz (2009); Prêmio da Academia Mundial de Ciências (TWAS) de Biologia TWAS Award in Biology (2006); Prêmio FCW 2009 em Ciência e Cultura da Fundação Conrado Wessel (2010); Prêmio Faz Diferença – Ciência/Saúde (2012) do Jornal O GLOBO; Gregorio Weber Award da American Biophysical Society (2018); Medalha Vital Brazil (2021); Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia (2022), Medalha Darcy Ribeiro (UENF – 2024), Prêmio SBBq – Leopoldo de Meis (2025), entre outros.

O laboratório do Prof. Jerson Silva tem prestado contribuição expressiva ao campo da biologia estrutural, enovelamento protéico, montagem viral e no entendimento dos mecanismos responsáveis pelo dobramento errado de proteínas, importante em muitas doenças humanas, que incluem Cancer, doenças de príons e doença de Parkinson.

O palestrante é Diretor Fundador do Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas (CNRMN – UFRJ), principal centro da América Latina aparelhado com equipamentos de ressonância magnética nuclear (RMN) de alto campo (900, 800, 700, 600, 500 e 400 MHz), tendo igualmente coordenado o Instituto Milênio de Biologia Estrutural em Biomedicina e Biotecnologia (IMBEBB) apoiado pelo CNPq (2005-2008) e coordena o INCT de Biologia Estrutural e Bioimagem desde 2008.

Jerson Lima Silva também atuou como Diretor Científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) entre 2003 e 2018, e como Presidente desta fundação entre 2019 e 2024.

O Diretor do IFSC/USP, Prof. Adriano Andricopulo, junto ao palestrante e ao Prof. Glaucius Oliva, restantes docentes e calouros que participaram da Aula Magna

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

26 de fevereiro de 2026

Perto de 11 mil alunos entram na USP – Só na USP São Carlos ingressaram cerca de mil estudantes

Participação do Centro de Robótica da USP

O passado dia 23 de fevereiro foi marcado pela “Abertura Conjunta da Semana de Recepção aos Calouros do Campus USP de São Carlos 2026”, numa acolhida aos cerca de mil alunos que ingressaram na USP São Carlos para frequentarem os 23 cursos disponíveis no Campus.

O evento ocorreu no período da manhã nas instalações do Centro de Educação Física, Esportes e Recreação do Campus USP São Carlos (CEFER), sob o tema “É sua vez de voar mais alto”, que usou pássaros geométricos coloridos como assinatura, uma campanha idealizada por estudantes da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

Uma divertida demonstração de robôs do Centro de Robótica da USP deu as boas-vindas aos calouros tendo-se seguido uma apresentação do Coral da USP São Carlos com mais uma fantástica apresentação, sob a batuta do Maestro Sergio Alberto de Oliveira, e no âmbito do início do evento foi exibido um vídeo de boas-vindas aos calouros de todos os campi com palavras dos recém-empossados Reitor e Vice-Reitora da USP, na circunstância os Profs. Drs. Aluísio Augusto Cotrim Segurado e Liedi Légi Bariani Bernucci. (Confira AQUI).

Marcaram presença neste evento, usando da palavra, as seguintes autoridades:

Prof. Dr. Marcos Garcia Neira – Pró-Reitor de Graduação pro tempore – USP;

Profª Drª Luciana Montanari – Presidente da Comissão de Graduação da Escola de Engenharia de São Carlos;

Prof. Dr. Paulo Sergio Lopes de Souza – Prefeito do Campus;

Prof. Dr. Hamilton Varela – Diretor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP);

Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo – Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP);

Prof. Dr. André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho – Diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP);

Prof. Dr. João Marques de Almeida Lopes – Diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP);

Prof. Dr. Fernando Martini Catalano – Diretor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP).

“Não faça a trajetória sozinho, faça a trajetória ao lado de um amigo seu, de uma colega sua”

Em seu discurso, o Pró-Reitor de Graduação da USP fez questão de lembrar que todas as condições que estão sendo oferecidas aos calouros são subsidiadas pelos impostos que são pagos por aquelas pessoas que talvez nunca tenham a oportunidade de aqui estar. “Então, é muito sério, isso nos responsabiliza para tudo o que fizermos deverá ser bem feito. Então, quero deixar essa mensagem; tudo o que vocês fizerem, por favor façam bem feito”.

Professores, calouros e seus familiares atentos às mensagens enviadas através dos discursos das autoridades acadêmicas

Uma outra recomendação feita pelo docente a todos os calouros foi de que todos os alunos irão conhecer várias atividades na Universidade e esse conhecimento mostrará como a USP é rica, variada, com recursos e com muitas possibilidades. “Mas não esqueçam que a coisa mais importante que vocês têm que fazer nesta universidade é estudar e vocês têm que ir às aulas. Têm que frequentar as aulas, acompanhar os professores e vocês irão ver aqui a experiência mais magnífica que poderão ter. Vocês serão alunos de qualidade e isso irá acontecer porque aqui os professores são da melhor qualidade”.

“Não faça a trajetória sozinho, realize-a ao lado de um amigo seu, de uma colega sua” (Pró-Reitor de Graduação pro tempore – Prof. Dr. Marcos Garcia Neira)

Outras recomendações do Pró-Reitor de Graduação foram para que os alunos aproveitem ao máximo os momentos nas salas de aula e em todos os momentos que eles participarem nas atividades paralelas que certamente acontecerão.

A necessidade de se fazer amigos na Universidade foi outro dos destaques apresentados pelo Prof. Marcos Garcia Neira, tendo sublinhado que a sobrevivência na Universidade e o percurso se tornam mais tranquilos se os alunos fizerem amigos. “Se ao seu lado, na sala de aula, na república ou na moradia encontrar alguém que você perceba que está precisando de uma palavra amiga, de um ombro, de uma conversa, de uma saída para espairecer, de um convite para dar uma volta, por favor, faça isso. Faça isso com o seu colega, com a sua colega e também aceite essa oferta de alguém que estiver ao seu lado e quiser também apresentar o ombro para você. Não faça a trajetória sozinho, faça a trajetória ao lado de um amigo seu, de uma amiga sua. Esta é uma trajetória acadêmica, uma trajetória que precisa ser feita de forma coletiva. Fica mais fácil, fica mais prazerosa e nesta Universidade vocês irão estabelecer os laços que vão durar para a vida toda”, pontuou o dirigente da USP.

No final de seu discurso, o Pró-Reitor de Graduação da USP pediu para que os calouros retribuam à sociedade tudo aquilo que ela irá depositar neles.

“Nós temos um país que exige que façamos melhor, que tenhamos um futuro mais promissor”

“Todos os grandes desafios que nós temos ao longo do século XXI, sejam eles na área de saúde, energia, habitação, segurança, ambiente, mudanças climáticas, todos eles requerem respostas da ciência (Prof. Dr. Adriano Andricopulo – Diretor do IFSC/USP)

No seu discurso, o recém-eleito Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, sublinhou o quão importante será a trajetória de cada um dos calouros a partir daquele momento. Será uma trajetória marcada por grandes desafios e por mudanças na vida de cada um dos alunos ao longo do curso, o que requer, acima de tudo, responsabilidade, compromisso e dedicação. “Aqui, quando falamos de ciência, de educação, inovação e de perspectivas de ter um futuro melhor, um futuro promissor e de carreiras que vão ser bem-sucedidas, certamente falando de Excelência”, pontuou o Diretor do IFSC/USP.

Para o Prof. Adriano Andricopulo, falar de problemas que certamente todos terão de enfrentar não é prazeroso e ele expressou isso mesmo em seu discurso de forma enfática. Na visão do Diretor do IFSC/USP, o que tem de se procurar são soluções cada vez melhores, mais eficazes e que possam contemplar o conjunto de coisas que existe na USP. “Vocês vão enfrentar ao longo desse caminho de formação um período com grande possibilidade de evolução, de conhecimento, experiência pessoal, experiência acadêmica. É para isso que estamos aqui, todos nós, ajudando e estando à disposição para colaborarmos ao longo desse período com cada um de vocês. Podem contar conosco”, afirmou o Prof. Adriano Andricopulo.

Ao destacar que o Brasil exige que se faça mais e melhor e que se possa vislumbrar um futuro mais promissor, o Diretor do IFSC/USP pontuou que “Todos os grandes desafios que nós temos ao longo do século XXI, sejam eles na área de saúde, energia, habitação, segurança, ambiente, mudanças climáticas, todos eles requerem respostas da ciência. Todos esses grandes temas que acabei de elencar são discutidos quando falamos de pesquisa, de possibilidades de ensino. Enfim, a USP está aqui para atender, para que possamos trabalhar juntos e construir um futuro melhor e que depende, essencialmente, de todos vocês. Sejam muito bem-vindos!”, finalizou o orador.

O evento terminou em festa com a atuação da “Bateria do CAASO”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

26 de fevereiro de 2026

Entrega dos Prêmios “Bernhard Gross” – “Horacio Carlos Panepucci” e “Paulo Freire”

Como tem sido habitual ao longo dos últimos anos, os alunos do IFSC/USP promoveram no dia 23 de fevereiro passado a cerimônia de entrega dos “Prêmios Bernhard Gross-2026” aos alunos que obtiveram o melhor desempenho acadêmico no ano letivo de 2025 e em seus respectivos cursos.

Por iniciativa dos alunos do Centro de Estudos da Física de São Carlos (CEFISC) foram igualmente entregues os “Prêmios Horacio Carlos Panepucci-2025”, destinados a homenagear docentes que, perante os alunos, destacaram sua excelência na prática docente.

Por último, por iniciativa da Secretaria Acadêmica de Licenciatura em Ciências Exatas (SACEx), foram entregues os “Prêmios Paulo Freire-2025”, destinados igualmente a homenagear docentes que, perante os alunos, destacaram sua excelência na prática docente no Curso de Licenciatura em Ciências Exatas.

Os vencedores foram:

“Prêmios Bernhard Gross-2025”

Davi Santoro de Oliveira – Contemplado com o “Prêmio Bernhard Gross” por ter obtido melhor desempenho acadêmico no ANO LETIVO de 2025 no curso de Bacharelado em Física;

Matheus Neme Campos Brustelo – Contemplado com o “Prêmio Bernhard Gross” por ter obtido melhor desempenho acadêmico no ANO LETIVO de 2025 no curso de Bacharelado em Física Computacional;

Raquel Barbosa Lélis – Contemplada com o “Prêmio Bernhard Gross” por ter obtido melhor desempenho acadêmico no ANO LETIVO de 2025 no curso de Bacharelado em Física Biomolecular;

Carlos Augusto Ferreira Damião – Contemplado com o “Prêmio Bernhard Gross” por ter obtido melhor desempenho acadêmico no ANO LETIVO de 2025 no curso de Licenciatura em Ciências Exatas.

Alunos homenageados com os “Prêmios Bernhard Gross-2025”

“Prêmios Horacio Carlos Panepucci-2025”

Prof. Dr. José Abel Hoyos Neto – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2022 do Bacharelado em Física pela excelência em sua prática docente no ano letivo de 2025;

Prof. Dr. José Abel Hoyos Neto – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2022 do Bacharelado em Física Computacional pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Dr. Rafael Victório Carvalho Guido – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2022 do Bacharelado em Física Biomolecular pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Dr. Diogo Rodrigues Boito – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2023 do Bacharelado em Física pela excelência em sua prática docente no ano letivo de 2025;

Prof. Dr. Valter Luiz Líbero – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2023 do Bacharelado em Física Computacional pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Dr. Cleber Renato Mendonça – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2023 do Bacharelado em Física Biomolecular pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Dr. Reginaldo de Jesus Napolitano – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2024 do Bacharelado em Física pela excelência em sua prática docente no ano letivo de 2025;

Prof. Dr. Paulo Barbeitas Miranda – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2024 do Bacharelado em Física Computacional pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Dr. Matheus Duzi Ferreira Costa – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2024 do Bacharelado em Física Biomolecular pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Dr. Ali Tahzibi – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2025 do Bacharelado em Física pela excelência em sua prática docente no ano letivo de 2025;

Prof. Dr. Ali Tahzibi – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2024 do Bacharelado em Física Computacional pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Dr. Otavio Henrique Thiemann – Contemplado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos ingressantes 2024 do Bacharelado em Física Biomolecular pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Sr. Girlando Marcena de Oliveira (Funcionário do IFSC/USP) – Homenageado com o prêmio “Horacio C. Panepucci” pelos estudantes dos cursos de Bacharelado do IFSC no ano de 2025;

Homenageados com o “Prêmio Horacio Carlos Panepucci-2025”

“Prêmios Paulo Freire-2025”

Prof. Dr. Paulo Leandro Dattori da SilvaContemplado com o Prêmio “Paulo Freire” pelos ingressantes 2022 do curso de Licenciatura em Ciências Exatas – Hab. Matemática pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Profª Drª Ana Claudia Kasseboehmer  – Contemplada com o Prêmio “Paulo Freire” pelos ingressantes 2022 do curso de Licenciatura em Ciências Exatas – Hab. Química pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Dr. Reynaldo Daniel PintoContemplado com o Prêmio “Paulo Freire” pelos ingressantes 2023 do curso de Licenciatura em Ciências Exatas pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Profª Drª Ana Paula Ulian de Araújo – Contemplada com o Prêmio “Paulo Freire” pelos ingressantes 2024 do curso de Licenciatura em Ciências Exatas pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Prof. Denner Dias Barros – Contemplado com o Prêmio “Paulo Freire” pelos ingressantes 2025 do curso de Licenciatura em Ciências Exatas pela excelência em sua prática docente no ano de 2025;

Sr. Antenor Fabbry Petrilli Filho (Funcionário do IFSC/ Técnico de Laboratório) – Homenageado com o Prêmio “Paulo Freire” ” pelos estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Exatas no ano de 2025;

Homenageados com o “Prêmio Paulo Freire-2025”

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

25 de fevereiro de 2026

Inscrições até 20 de março – Oportunidade de Bolsa de Pós-Doutorado no IFSC/USP para a área de Energias Renováveis

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) está com processo seletivo aberto para uma Bolsa de Pós-Doutorado para atuar na área de desenvolvimento de semicondutores aplicados a geração de H2 verde via fotoeletrocatálise.

O projeto denomina-se “Engenharia de Superfície de Fotoanodos Avançados para Produção Fotoeletroquímica de Hidrogênio”, inserido na área de Física da Matéria Condensada / Energia Renovável / Semicondutores.

A pesquisa será desenvolvida no Laboratório de Nanomateriais e Cerâmicas Avançadas (NaCA), no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), com foco no desenvolvimento de fotoanodos semicondutores à base de BiVO4 para aplicação em sistemas de divisão fotoeletroquímica da água, visando à produção sustentável de hidrogênio verde.

O projeto contempla a síntese e deposição de filmes finos por pulverização catódica (magnetron sputtering), combinada com outras rotas químicas complementares, bem como estratégias avançadas de engenharia de superfície, incluindo dopagem controlada, engenharia de contornos de grão e a formação de heterojunções semicondutoras.

Essas abordagens visam otimizar o transporte de carga, suprimir processos de recombinação eletrônica e ampliar a eficiência e a estabilidade fotoeletroquímica dos materiais desenvolvidos.

O bolsista selecionado será responsável pela caracterização estrutural, morfológica, óptica e eletrônica dos fotoanodos por meio de técnicas avançadas, tais como difração de raios X (XRD), espectroscopia de fotoelétrons excitados por raios X (XPS), espectroscopia Raman, espectroscopia UV-Vis, microscopia eletrônica de varredura (SEM) e microscopia eletrônica de transmissão (TEM).

Além disso, o desempenho fotoeletroquímico será avaliado em células eletroquímicas de três eletrodos, incluindo estudos sistemáticos de estabilidade química e operacional em longo prazo.

Requisitos para candidatura:

*Doutorado em Física, Química, Engenharia de Materiais ou áreas correlatas;

*Experiência comprovada em caracterização de materiais semicondutores por (XPS, Raman, XRD, UV-Vis);

*Experiência comprovada em análise de medidas elétricas/eletroquímicas, incluindo LSV, EIS e IPCE;

*Proficiência em inglês;

*Habilidade para trabalhar em equipe e correlacionar dados multidisciplinares.

Os candidatos interessados deverão encaminhar e-mail para rgoncalves@ifsc.usp.br até 20 de março do corrente ano, com o assunto “Bolsa FUSPPD H2 – [Nome]”, contendo:

*Carta de motivação evidenciando a experiência prévia na área do projeto (máximo de 2 páginas);

*Currículo (CV), com links para o Currículo Lattes e demais perfis acadêmicos.

O valor da bolsa é de R$ 12.000,00 mensais, paga pela FUSP, com duração de 24 meses, podendo ser renovada por até 12 meses, mediante avaliação do relatório científico e disponibilidade orçamentária.

Não há reserva técnica associada à bolsa.

Os candidatos pré-selecionados, com experiência comprovada para a posição, serão convidados para uma entrevista on-line nos meses de março e abril de 2026.

Atenção – Candidaturas devem ser realizadas exclusivamente por e-mail.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

24 de fevereiro de 2026

USP faz investimentos próprios em São Carlos e cria “Núcleo de Excelência em Ciências e Tecnologias Quânticas”

Créditos (Brookaven National Laboratory – USA)

Por iniciativa do ex-reitor da Universidade de São Paulo, Prof. Carlos Carlotti, em conjunto com professores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e do Instituto de Física de São Paulo (IFUSP), foi criado o Núcleo de Excelência em Ciências e Tecnologias Quânticas da USP, que terá sede no Campus USP de São Carlos.

Com aporte de recursos próprios para viabilizar rapidamente a proposta, a Universidade busca integrar e potencializar a competência já existente na área, avançando de forma estratégica em um dos campos mais promissores da ciência contemporânea.

As ciências e as tecnologias quânticas consolidam-se como pilares fundamentais do desenvolvimento das sociedades modernas, pois representam um salto de complexidade e inovação que se encontram muito além dos limites de grande parte das tecnologias atualmente empregadas em diversas áreas.

Baseada nos princípios da mecânica quântica, a ciência que descreve os fenômenos que ocorrem na escala mais íntima da matéria tem possibilitado o desenvolvimento de sistemas capazes de processar informações, medir fenômenos físicos e garantir segurança digital de formas antes consideradas impossíveis.

Computação e comunicação quântica

A computação quântica, por exemplo, promete transformar setores inteiros ao realizar cálculos extremamente complexos em velocidades incomparáveis. Questões relacionadas à simulação de moléculas, ao desenvolvimento de novos medicamentos, à otimização de rotas logísticas e à aceleração de modelos de inteligência artificial poderão ser resolvidas com muito mais eficiência, fortalecendo áreas como saúde, indústria, energia e ciência dos materiais.

Paralelamente, a comunicação quântica surge como resposta essencial às crescentes ameaças à segurança cibernética. Por meio de técnicas como a distribuição quântica de chaves, torna-se possível criar sistemas de criptografia praticamente invioláveis, garantindo proteção a dados pessoais, financeiros e governamentais e oferecendo um novo nível de confiabilidade para infraestruturas digitais críticas. Além disso, sensores quânticos abrem caminho para medições extremamente precisas de campos magnéticos, da gravidade e de outras grandezas físicas, permitindo avanços em diagnósticos médicos, monitoramento ambiental e navegação de alta precisão sem necessidade de sinais externos.

IFSC/USP

Formação de recursos humanos altamente qualificados

Essa precisão tende a transformar áreas como medicina, geologia, agricultura e até exploração espacial. A relevância dessas tecnologias ultrapassa o campo científico e alcança dimensões econômicas e geopolíticas: países que investem em pesquisa e inovação quântica conquistam vantagens estratégicas, ampliam sua competitividade industrial e fortalecem a proteção de seus sistemas críticos. Assim como a revolução digital redefiniu o mundo nas últimas décadas, a revolução quântica tem potencial para remodelar profundamente o futuro das sociedades.

Prof. Vanderlei Salvador Bagnato

“A criação de um núcleo de pesquisa em tecnologia quântica em uma universidade como a USP é fundamental, pois posiciona a instituição na fronteira do conhecimento científico e tecnológico. A revolução quântica em curso, envolvendo computação quântica, criptografia segura, sensores altamente precisos e novos materiais, tem potencial para transformar áreas essenciais, como saúde, energia, segurança digital, comunicações e indústria. Para uma universidade pública de excelência, estar inserida nesse cenário é vital para garantir que o país não apenas acompanhe os avanços globais, mas também contribua para ele de forma protagonista”, afirma o Prof. Vanderlei Bagnato, um dos idealizadores do projeto.

A criação do núcleo também permitirá a formação de recursos humanos altamente qualificados — algo indispensável diante da escassez mundial de profissionais especializados no campo quântico. Graduandos, pós-graduandos e jovens pesquisadores terão acesso a laboratórios especializados, equipamentos avançados e equipes multidisciplinares, ambiente propício ao surgimento de novas ideias e soluções científicas.

“O laboratório didático em novas tecnologias quânticas será um marco para o Estado e para a nação. Aqui alunos de diversos locais irão aprender como funcionam estas tecnologias e como criar instrumentos nesta área. Instrumentos como átomos frios, íons aprisionados e comunicação óptica quântica são alguns dos recursos que teremos no nosso laboratório didático”, destaca Bagnato.

O fortalecimento de parcerias nacionais e internacionais

O núcleo, entretanto, vai além de uma estrutura local: atuará como elemento integrador dos grupos de pesquisa distribuídos pelos diferentes campi da USP, formando uma comunidade científica coesa e dedicada ao tema, tendo o Campus USP de São Carlos como polo estruturador.

Um centro dessa natureza fortalece parcerias nacionais e internacionais, atrai investimentos e amplia a participação do Brasil em programas estratégicos de pesquisa. Países como Estados Unidos, China e membros da União Europeia têm investido intensamente em tecnologia quântica, e a ausência do Brasil nesse movimento ampliaria a dependência tecnológica nacional.

A USP, como uma das principais instituições de pesquisa da América Latina, possui responsabilidade e capacidade para liderar esse esforço.

Créditos – (Voa News/Julie Taboh)

Além disso, o núcleo impulsiona a inovação ao aproximar academia, indústria e governo, permitindo que descobertas científicas resultem em aplicações práticas, startups e transferência de tecnologia. Esse processo estimula o desenvolvimento econômico, contribui para a soberania científica e fortalece setores que demandam alta capacidade computacional e segurança avançada de dados.

Por fim, a presença de um núcleo dedicado à quântica promove o avanço do conhecimento fundamental.

A mecânica quântica permanece como um dos campos conceituais mais profundos e desafiadores da física, e incentivar sua pesquisa significa fomentar pensamento crítico, criatividade e inovação de longo prazo.

IFSC/USP

Em um mundo no qual grandes transformações tecnológicas dependem cada vez mais do domínio de fenômenos quânticos, garantir um núcleo dessa natureza significa preparar o país para o futuro, formar líderes científicos e assegurar que a sociedade brasileira se beneficie das próximas gerações de tecnologias emergentes.

As atividades do núcleo deverão começar em breve e espera-se que esta iniciativa seja apenas o início de um conjunto mais amplo de ações que consolidem a USP como referência nacional na área.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

24 de fevereiro de 2026

“Memórias do IFSC” – A História Viva do IFSC/USP: Das Raízes à Ciência de Ponta

Os atuais Diretor e Vice-Diretora do IFSC/USP – Profs. Osvaldo Novais de Oliveira Junior e Ana Paula Ulian de Araújo – homenageiam os Ex-diretores do IFQSC e IFSC – Profs. Oscar Hipólito, Antonio Carlos Hernandes, Yvonne Primerano Mascarenhas, Tito José Bonagamba e Glaucius Oliva

O dia 13 de fevereiro do corrente ano ficou marcado com a realização da apresentação do projeto “ Memórias do IFSC”, evento que ocorreu no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”, no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

O objetivo desta iniciativa foi de preservar, valorizar e divulgar a história desta Unidade da USP e de todos os que contribuíram para essa caminhada exitosa, com o propósito de tornar o conhecimento científico acessível, compreensível e próximo da sociedade.

A trajetória do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) é caracterizada por uma contínua evolução e consolidação acadêmica. Sua origem remonta a 1954, quando foi criado o Departamento de Física da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Naquela ocasião, já se delineava o compromisso com a excelência que viria a ser uma de suas marcas.

Com a reforma universitária de 1971, o departamento passou a integrar o Instituto de Física e Química de São Carlos (IFQSC), adquirindo maior estrutura e relevância institucional. O notável crescimento científico e  acadêmico culminou, em 1994, na criação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), em sua configuração atual.

Desde sua fundação, o IFSC tem sido impulsionado pelo espírito investigativo e pela busca incessante do conhecimento. De sua vocação inicial em Física do Estado Sólido, expandiu-se para áreas de pesquisa interdisciplinar, consolidando-se como referência nacional e internacional. Sua produção científica destaca-se em publicações de prestígio e em eventos acadêmicos de relevância global.

Conheça a história do IFSC/USP contada por seus nossos ex-diretores e vice-diretores, através de uma série de entrevistas exclusivas com quem ajudou a construir cada tijolo dessa instituição.

Ao longo da nossa trajetória, diversos docentes e funcionários colaboraram de forma decisiva para o nosso crescimento.

Cada conquista alcançada pelo IFSC é o reflexo do empenho e da dedicação daqueles que fazem parte do nosso dia a dia.

Profª Drª Dulcina Ferreira de Souza

Este evento contou ainda com o descerramento da placa em homenagem ao saudoso Prof. Dr. Milton Ferreira de Souza, cujo seu nome foi dado ao prédio correspondente ao Bloco F-1 localizado na Área-1 do Campus USP de São Carlos, com a participação da viúva do docente, Profª Drª Dulcina Ferreira de Souza e de familiares.

Clique AQUI para assistir ao vídeo completo dessa cerimônia.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de fevereiro de 2026

Estudo revela como quimioterápicos afetam células do coração e o que isso pode mudar para pacientes

(Créditos – “Atlantis Bioscience”)

Medicamentos essenciais no combate ao câncer, a doxorrubicina e a vincristina salvam vidas todos os dias. Mas também carregam um desafio conhecido pelos médicos: em alguns casos, podem provocar danos ao coração.

Uma nova pesquisa publicada na revista científica “Langmuir” – da American Chemical Society (ACS), da autoria de pesquisadores da Universidade de Antioquia (Colômbia) e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), ajuda a entender melhor por que isso acontece — e abre caminho para tratamentos mais seguros no futuro.

O estudo analisou como essas drogas interagem com estruturas que imitam a camada externa das células do músculo cardíaco, a membrana celular. Essa “capa” funciona como uma barreira protetora e também como uma central de comunicação, controlando o que entra e sai da célula. Entretanto, pequenas mudanças em suas propriedades físicas podem afetar o funcionamento do coração ao longo do tempo.

Os pesquisadores observaram que a doxorrubicina tende a deixar essa camada mais rígida. Isso pode parecer um detalhe técnico, mas não é: células cardíacas precisam de certa flexibilidade para suportar os movimentos constantes do coração. Quando essa estrutura fica mais “dura” do que deveria, pode se tornar mais vulnerável a falhas e danos acumulados.

Já a vincristina mostrou um comportamento diferente. Em vez de aumentar a rigidez, ela altera a forma como as moléculas dessa membrana se organizam. Essa reorganização também pode prejudicar o funcionamento normal das células, mas por um mecanismo distinto. A principal conclusão é que, embora os dois remédios possam afetar o coração, eles fazem isso de maneiras diferentes. Em algumas condições, a vincristina pode inclusive aumentar a flexibilidade da membrana, se contrapondo ao efeito enrijecedor da doxorrubicina. Isso explica do ponto de vista microscópico o que médicos já haviam descoberto empiricamente: um tratamento associando as duas drogas diminui os efeitos colaterais no coração.

O que isso muda na vida dos pacientes?

Entender esses mecanismos com mais clareza traz vários benefícios potenciais.

Se os médicos souberem exatamente como cada droga pode impactar o coração, poderão escolher esquemas de tratamento mais adequados para cada paciente — especialmente para quem já tem histórico de problemas cardíacos;

Com base nesse tipo de informação, exames cardíacos podem ser direcionados para detectar sinais mais específicos e precoces de alteração. Em vez de identificar o problema apenas quando os sintomas aparecem, seria possível agir antes que o dano se torne mais sério.

Prof. Dr. Paulo Barbeitas Miranda (IFSC/USP)

Ao revelar exatamente como essas drogas interagem com modelos simplificados da membrana das células do coração, este estudo oferece pistas valiosas para a criação de novas versões dos remédios e com a mesma eficácia contra o câncer, mas menor risco para o sistema cardiovascular, podendo também ajudar no desenvolvimento de substâncias protetoras, usadas junto com a quimioterapia.

Hoje, muitos pacientes vencem o câncer e vivem por décadas após a terapia. Reduzir os efeitos colaterais no coração significa aumentar as chances de uma vida longa e com menos limitações depois da cura. Esse é um dos grandes objetivos da oncologia moderna, ou seja, não apenas tratar o câncer, mas preservar ao máximo a saúde geral do paciente.

Embora os testes tenham sido feitos em modelos de laboratório que imitam células cardíacas — e não diretamente em pessoas —, eles oferecem um retrato detalhado do que pode estar acontecendo no organismo.

Ao transformar fenômenos microscópicos em informação prática, a ciência dá mais um passo para tornar o tratamento do câncer não só mais eficaz, mas também mais seguro.

Assinam este estudo os pesquisadores Jorge A. Ceballos (doutorando visitante no IFSC/USP), Juan C. Calderón e Marco A. Giraldo, todos da Universidade de Antioquia, e o Prof. Paulo Barbeitas Miranda (IFSC/USP).

Confira AQUI o original deste estudo.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

18 de fevereiro de 2026

IFSC/USP: Processo Seletivo – 2º semestre de 2026

Os editais dos processos seletivos para ingresso no 2º semestre de 2026, nas áreas Física Teórica e Experimental, Física Biomolecular e Física Computacional estão disponíveis AQUI, na aba Processo Seletivo.

É importante que todos leiam os Editais e antecipem suas dúvidas.Lembramos que os(as) candidatos(as) para a área de Física Teórica e Experimental devem apresentar nota do EUF.

Os candidatos para as áreas de Física Biomolecular e Física Computacional devem apresentar nota de exame realizado pela CPG cuja inscrição estará aberta no período de 19/02 até 27/03/2026.

Informações detalhadas nos editais. Em caso de dúvidas, entrem em contato com o serviço de pós-graduação do IFSC (svposgrad@ifsc.usp.br).

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

17 de fevereiro de 2026

Pesquisadores descobrem enzimas que ajudam antibióticos a vencer bactéria resistente

(In: Flickr)

Cientistas do IFSC/USP e UNESP descobriram duas enzimas capazes de “quebrar” a proteção de uma bactéria perigosa e, com isso, fazer um antibiótico voltar a funcionar melhor. A pesquisa traz uma nova esperança no combate a infecções difíceis de tratar, tanto em pessoas quanto em animais.

A bactéria estudada é a Staphylococcus aureus, responsável por problemas como infecções na pele, no pulmão, no sangue e até em próteses médicas. Em vacas, ela também pode causar mastite, uma inflamação nas mamas que gera prejuízos na produção de leite.

Um dos motivos que tornam essa bactéria tão difícil de eliminar é que ela forma uma espécie de camada protetora chamada “biofilme”. Imagine um “lodo invisível” onde as bactérias ficam grudadas e escondidas. Essa camada dificulta a ação dos antibióticos e também a defesa do próprio organismo.

Os pesquisadores focaram em um tipo de “cola” presente nesse biofilme, feito principalmente de uma substância açucarada. As duas enzimas estudadas conseguem cortar justamente essa “cola”, desmontando a estrutura que protege as bactérias.

Duas enzimas com efeito poderoso

As enzimas, chamadas ApGH20 e ChGH20, foram produzidas em laboratório. Quando aplicadas sobre os biofilmes da bactéria, elas conseguiram destruir grande parte dessa camada protetora. Uma delas, a ApGH20, foi muito mais eficiente, precisando de uma quantidade bem menor para ter efeito.

Imagens feitas com microscópio mostraram que, depois do tratamento, o biofilme praticamente desaparecia, deixando as bactérias mais expostas.

O resultado mais animador apareceu quando as enzimas foram usadas junto com o antibiótico gentamicina.

Prof. Dr. Igor Polikarpov (IFSC/USP)

Sozinho, o remédio quase não conseguia matar as bactérias protegidas pelo biofilme, mesmo em doses altas. Mas, depois que o biofilme foi enfraquecido pelas enzimas, o antibiótico passou a funcionar muito melhor. Doses bem menores já foram suficientes para eliminar as bactérias — pelo menos 16 vezes menores do que antes.

Isso acontece porque, sem a “capa protetora”, o medicamento consegue finalmente alcançar as bactérias.

Além de uma bactéria isolada de um paciente humano, os cientistas também testaram o método em bactérias vindas de casos de mastite em vacas. As enzimas também ajudaram a reduzir os biofilmes nesses casos, embora com resultados variados, já que alguns biofilmes tinham outros tipos de material além da “cola” açucarada.

Uma nova estratégia contra a resistência

Com o aumento das bactérias resistentes e a falta de novos antibióticos no mercado, a ideia de ajudar os remédios antigos a funcionarem melhor ganha força. Em vez de substituir os antibióticos, as enzimas atuariam como aliadas, removendo a proteção das bactérias.

Os pesquisadores destacam que os testes ainda foram feitos em laboratório. Os próximos passos envolvem estudos para verificar segurança e eficácia em organismos vivos. Mesmo assim, os resultados indicam um caminho promissor para tratar infecções difíceis causadas por biofilmes bacterianos.

Esta pesquisa foi divulgada na revista científica “Acta Biomaterialia”, tendo como autores Andrei Nicoli Gebieluca Dabul, Lorgio Victor Bautista Samaniego, Anelyse Abreu Cortez, Samuel Luis Scandelau, Marcelo Vizon a Liberato, Agatha MS Kubo, Ana Beatriz Rodrigues, Rejane MT Grotto, Guilherme Valente, Vera Lúcia Mores Rall, Sebastião Pratavieira, Mario de Oliveira Neto, Carla Raquel Fontana e Igor Polikarpov (pesquisador correspondente).

Clique AQUI para acessar este estudo.

(Créditos imagem principal na home – “Cystic Fibrosis Today”)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

13 de fevereiro de 2026

Produção científica do IFSC/USP no mês de janeiro de 2026

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de janeiro de 2026, clique AQUI ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico “American Journal Of Hematology” (VER AQUI)

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

6 de fevereiro de 2026

Composto sintético tem potencial de tratar malária e evitar sua transmissão

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um composto sintético com potencial para tratar e também bloquear a transmissão da malária. A nova molécula atua em três fases do ciclo da doença, eliminando a forma assexuada do parasita do sangue e do fígado humano, além de impedir sua transmissão para o mosquito. A abordagem multiestágio consiste em uma estratégia mais completa para o combate à doença.

“Um diferencial importante desse composto é sua eficácia contra o Plasmodium vivax, espécie predominante no Brasil e que não é possível cultivar de forma contínua em laboratório. A descoberta foi possível graças a testes realizados na Fiocruz de Rondônia, com sangue de pacientes infectados. A molécula também atua contra o P. falciparum, espécie mais agressiva da doença”, afirma Anna Caroline Aguiar, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autora do estudo.

O trabalho, realizado na Unifesp, teve a colaboração de integrantes do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

A pesquisa também contou com o apoio da FAPESP por meio de Projetos Temáticos e Bolsa Jovem Pesquisador, além da parceria da Fundação Oswaldo Cruz em Rondônia, do Centro de Medicina Tropical em Rondônia, da Universidade Nova de Lisboa em Portugal e da Universidade Federal de São Carlos.

No artigo publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o efeito triplo do composto, derivado de 4-quinolonas naturais, que bloqueia a infecção assexuada hepática, combate os estágios sanguíneos da doença (responsáveis pelos sintomas) e impede a transmissão ao mosquito.

“Estudamos esse composto há cinco anos e, ao longo desse tempo, comprovamos seu efeito contra o parasita nas fases hepática e sanguínea, em que ele está no hospedeiro. Neste novo artigo, é a primeira vez que demonstramos de modo experimental sua ação em bloquear a transmissão da doença”, explica Aguiar à Agência FAPESP.

Os testes realizados em cultura celular com sangue de pacientes infectados mostraram que a molécula inibe a formação do parasita em estágios que ocorrem dentro do mosquito vetor (quando está nas fases denominadas oocinetos, oocistos e esporozoítos). Dessa forma, mesmo que o inseto pique uma pessoa infectada tratada com o composto, ele não consegue transmitir o protozoário para outra pessoa.

A análise foi confirmada em estudos realizados em camundongos na Universidade Nova de Lisboa. Os animais foram tratados com o composto e infectados com o Plasmodium berghei, espécie que infecta roedores.

“O que torna essa molécula especialmente interessante é que ela atua nas três fases do ciclo da malária: hepática, sanguínea e de transmissão. Em geral, o paciente com malária precisa de diferentes medicamentos para cobrir essas etapas e esse composto reúne potencial de tratamento e de bloqueio da transmissão, com possível uso para prevenção”, afirma Aguiar.

Muitas fases

A malária é uma doença complexa causada por protozoários do gênero Plasmodium, cujo ciclo de vida envolve dois hospedeiros: o ser humano e as fêmeas do mosquito Anopheles. No hospedeiro humano, esse ciclo se divide em três fases principais, conhecidas como hepática, sanguínea e de transmissão.

A doença começa nos humanos quando um mosquito infectado pica uma pessoa e injeta os parasitas, em forma denominada esporozoítos. Estes alcançam a corrente sanguínea e vão até o fígado da pessoa infectada, onde invadem as células hepáticas e se multiplicam.

Depois de se multiplicarem na fase hepática, os parasitas retornam à corrente sanguínea para invadir as hemácias (glóbulos vermelhos), destruindo-as. É nessa fase (denominada sanguínea) que surgem os sintomas típicos da malária, como febre, calafrios e anemia.

Já a fase de transmissão ocorre quando outro mosquito pica uma pessoa infectada e ingere os parasitas presentes no sangue desse indivíduo. Dentro do mosquito, eles se desenvolvem até atingirem a forma capaz de infectar outros humanos, reiniciando assim um novo ciclo.

Aguiar explica que a nova molécula atua na mitocôndria do parasita, inibindo um complexo enzimático denominado citocromo bc1, essencial para a produção de pirimidinas, blocos fundamentais do DNA. Sem a capacidade de formar DNA, o Plasmodium não consegue se replicar nem completar seu ciclo de vida.

“Outro aspecto importante é que essa molécula é altamente seletiva. Atua nas mitocôndrias do parasita, mas não nas dos humanos”, celebra Aguiar.

Os pesquisadores ressaltam que ainda existe um longo caminho até que a nova molécula se torne um fármaco capaz de combater a malária. Atualmente a doença mata cerca de 600 mil pessoas por ano, sendo a grande maioria no continente africano.

“A molécula é uma excelente candidata. Os indícios [de eficácia] justificam o investimento para o desenvolvimento futuro de um medicamento. Isso porque, embora exista tratamento para a doença, trata-se de um parasita muito bem adaptado e capaz de desenvolver resistência aos medicamentos existentes”, afirma Rafael Guido, professor do IFSC/USP e coautor do estudo.

O artigo Evaluation of the activity of 4-quinolones against multi-life stages of Plasmodium spp. pode ser lido em:  https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c08663

(Por: Maria Fernanda Ziegler / Agência FAPESP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de fevereiro de 2026

Vagas abertas para Atividade de Extensão (LEMiMo-IFSC/USP) – Inscrições até 27 de fevereiro

Rodas de conversa sobre microbiologia em escolas e espaços não formais de ensino

Estão abertas as inscrições para a Atividade Extensionista Curricular “Rodas de conversa sobre microbiologia em escolas municipais e estaduais e espaços não formais de ensino”, vinculada ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

A atividade tem como objetivo levar conhecimentos básicos de microbiologia a estudantes do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), de forma lúdica, interativa e baseada em evidências científicas, abordando temas como higiene pessoal, biofilmes bacterianos, vacinas, microrganismos do bem e do mal e prevenção de doenças infecciosas.

O que os(as) estudantes da USP irão desenvolver

Os(as) participantes atuarão diretamente em escolas da região de São Carlos, realizando:

*Rodas de conversa e dinâmicas educativas com crianças

*Apresentações baseadas em livros de divulgação científica infantil

*Atividades práticas sobre lavagem correta das mãos, escovação dentária e uso do fio dental

*Demonstrações sobre a presença de microrganismos no cotidiano

*Apoio à produção de materiais de divulgação científica para mídias digitais em nossas redes sociais (@ilana_escreve e @LEMIMO_USP.

Antes das atividades em campo, os(as) estudantes receberão treinamento presencial no campus-2, incluindo alinhamento de conteúdo, abordagem pedagógica com crianças, uso de formulários de avaliação.

Público-alvo atendido

Alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I de escolas municipais, estaduais e espaços não formais de ensino da região de São Carlos.

Coordenação

*Docente responsável: Profa. Dra. Ilana Lopes Baratella da Cunha Camargo (LEMiMo – IFSC/USP);

*Corresponsável: Profa. Dra. Sandra Regina Costa Maruyama (FCFRP-USP);

Carga horária

*Carga horária total da atividade – 70 horas;

Período e vagas

*Inscrições – Até 27/02/2026;

*Período de realização – 09/03/2026 a 30/06/2026;

*Vagas disponíveis –12;

Critérios de seleção

Terão prioridade estudantes que:

*Já tenham cursado disciplina com conteúdo de microbiologia básica (teórica e/ou prática);

*Tenham disponibilidade mínima de dois períodos livres por semana (manhã e tarde);

*Possuam interesse em atuação com crianças e em divulgação científica;

*Tenham familiaridade com ferramentas digitais (ex.: Canva, Google Forms);

Contribuição social

A atividade está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente:

*Saúde e Bem-Estar;

*Água Potável e Saneamento;

*Vida Terrestre e Vida na Água;

Além do impacto educacional, a ação busca promover conscientização em saúde pública, estimular o interesse pela ciência e fortalecer a relação entre a USP e a comunidade.

Inscrições pelo sistema ApoloWeb.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de fevereiro de 2026

Ciência, inclusão e cidadania – Espaço Interativo de Ciências atua na agenda de férias da “Fundação Casa”

Equipe do EIC – Educadora Gislaine Santos, mediadores Cauã Vallim, Karlo  Boscolo e Benjamim Luansi

O Espaço Interativo de Ciências (EIC) integrou a agenda de férias do Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente da “Fundação Casa” com uma oficina sobre os Fundamentos da Biologia Celular e Molecular, realizada nos dias 24 e 26 de janeiro.

A atividade prática experimental foi idealizada e conduzida pela educadora Gislaine Costa (EIC/IFSC), com a participação dos mediadores Benjamim Luansi, Karlo  Boscolo e Cauã Vallim, integrantes de projetos desenvolvidos no EIC.

Ao longo das oficinas, os adolescentes exploraram conceitos importantes da biologia por meio de quebra-cabeças que representavam diferentes tipos celulares, abordando noções básicas sobre células procarióticas e eucarióticas, bem como as diferenças entre células animais e vegetais. A proposta favoreceu a compreensão das estruturas celulares, suas funções e os níveis de organização dos seres vivos, a partir de uma abordagem lúdica e participativa.

A programação incluiu ainda um experimento de extração de DNA vegetal, utilizando banana, que possibilitou aos participantes visualizar o material genético presente nas células. A atividade foi finalizada com a construção de uma molécula de DNA com peças plásticas, utilizando um kit exclusivo desenvolvido pela equipe do EIC, reforçando conceitos como dupla hélice, bases nitrogenadas e complementaridade.

Para o mediador Benjamim, participante do projeto Clube de Ciências do EIC e estudante do curso de Licenciatura em Ciências Exatas da USP, a participação na atividade foi uma experiência bastante enriquecedora. Segundo ele, atuar em um ambiente distinto da sala de aula tradicional amplia sua vivência como educador e lhe proporciona a oportunidade de aplicar estratégias de ensino em contextos educacionais variados, tornando sua formação docente mais dinâmica e diversificada.

A realização da oficina foi possível a partir da articulação da educadora Gislaine Santos (EIC/IFSC) com a equipe gestora da Fundação CASA, através da encarregada técnica, Márcia Aparecida Saúde Juliak, do coordenador pedagógico Carlos Eduardo Mauricio, com apoio do diretor da unidade, Agnaldo Rios, e marca o início de uma promissora parceria, voltada ao desenvolvimento de ações educativas entre o Espaço Interativo de Ciências e o contexto socioeducativo.

O que é a Fundação Casa” e a relevância das parcerias com a universidade

Atividades lúdicas realizadas com os adolescentes da “Fundação Casa”

A “Fundação Casa” é uma instituição vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, responsável pela execução de medidas socioeducativas destinadas a adolescentes em conflito com a lei. Sua atuação está fundamentada na educação, na formação cidadã e na construção de novas perspectivas de vida, tendo como foco a reinserção social e o desenvolvimento integral dos jovens.

A aproximação entre a “Fundação Casa” e universidades, centros de pesquisa e espaços de divulgação científica configura uma estratégia interessante para ampliar o alcance e a qualidade das ações educativas no contexto socioeducativo. Para os adolescentes, essas parcerias garantem acesso a experiências formativas inovadoras, contato com o conhecimento científico e estímulo ao pensamento crítico. Para a universidade, representam uma vantagem institucional e social, ao possibilitar a extensão universitária qualificada, a aplicação do conhecimento acadêmico em contextos reais, a formação humanizada de estudantes e educadores, além do fortalecimento de seu compromisso com a transformação social.

Iniciativas construídas de forma colaborativa, como as oficinas desenvolvidas pelo EIC, evidenciam o potencial dessas parcerias universidade–instituição para gerar impactos concretos, promover inovação educacional e consolidar práticas socialmente responsáveis que beneficiam, de maneira mútua, tanto a Fundação CASA quanto a universidade.

O Espaço Interativo de Ciências (EIC) faz parte do projeto de pesquisa, inovação e difusão do conhecimento chamado “Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos” (CIBFar), um dos projetos CEPIDs, apoiados pela FAPESP.

Participam do CIBFar cerca de 23 professores/pesquisadores das  seguintes Instituições: Instituto de Física de São Carlos (Instituição sede) e Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, ambas da Universidade de São Paulo); Instituto de Química da UNICAMP; Instituto de Química da UNESP-Araraquara; Departamento de Química da UFSCar-São Carlos e Departamento de Farmacologia da UNIFESP. O EIC está instalado em um prédio histórico, no centro da cidade de São Carlos, SP, onde existem salas temáticas internamente e um Jardim Medicinal na área externa, e abriga uma equipe inteiramente dedicada à educação e à divulgação científica.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de fevereiro de 2026

Nanocerâmicas na medicina – Como pesquisas de laboratório podem mudar diagnósticos, tratamentos e a vida das pessoas

(Créditos – “Portland’s Tech Evolution”)

A medicina moderna enfrenta desafios enormes – diagnosticar doenças mais cedo, tratar apenas as células doentes e reduzir efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida dos pacientes. Em meio a esse cenário, materiais quase invisíveis estão ganhando protagonismo. São as chamadas “nanocerâmicas”, partículas tão pequenas que operam na escala dos átomos — e exatamente por isso conseguem interagir de forma precisa com o corpo humano.

Dois estudos científicos recentes, da autoria de pesquisadores do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos (GNano-IFSC/USP) – um dos quais em colaboração com pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen (Alemanha), mostram como essas nanopartículas de origem cerâmica, baseadas em fosfatos de cálcio, podem transformar tanto a forma como enxergamos o interior do corpo quanto a maneira como tratamos doenças complexas, como o câncer.

A primeira pesquisa foca em nanopartículas de hidroxiapatita, um material já bastante conhecido na medicina por compor naturalmente ossos e dentes. Próteses, implantes dentários e enxertos ósseos já utilizam esse material há décadas. Contudo, a inovação surge quando esse material é produzido em escala nanométrica e com pequenas modificações químicas.

(Créditos – “El Shenawy Dental Care”)

Os cientistas descobriram que, ao inserir íons de carbonato na estrutura dessas nanopartículas, surgem imperfeições microscópicas — chamadas de defeitos cristalinos — que fazem o material emitir luz quando estimulado. Esse brilho não vem de corantes artificiais, mas da própria estrutura do material.

Por que isso é tão importante?

Hoje, para visualizar células e tecidos, a medicina depende fortemente de marcadores fluorescentes sintéticos, que podem se degradar com o tempo, causar toxicidade ou mesmo interferir no funcionamento das células.

As nanopartículas de hidroxiapatita luminosas resolvem parte desse problema, já que elas são:

1-Biocompatíveis, pois imitam minerais naturais do corpo;

2-Estáveis, mantendo a emissão de luz por longos períodos;

3-Multifuncionais, podendo atuar como material estrutural e marcador óptico ao mesmo tempo.

No futuro, essa tecnologia poderá permitir diagnósticos mais precoces, ao acompanhar alterações celulares em tempo real, um monitoramento menos invasivo de doenças crônicas, uma redução de custos em exames de imagem e uma maior segurança para pacientes, especialmente crianças e idosos.

Em termos sociais, isso significa mais precisão médica, menos exposição a substâncias potencialmente tóxicas e maior eficiência no sistema de saúde.

Luta contra o câncer

A segunda pesquisa avança em outra frente crítica da medicina, que é o tratamento direcionado, especialmente contra o câncer. Um dos grandes problemas da quimioterapia tradicional é que o medicamento não distingue células doentes de células saudáveis, causando efeitos colaterais severos como queda de cabelo, náuseas e enfraquecimento do sistema imunológico.

Para enfrentar isso, os pesquisadores autores deste estudo desenvolveram nanopartículas de fosfato de cálcio sensíveis ao pH, capazes de “sentir” o ambiente químico ao redor.

Como isso funciona?

Tecidos doentes, como tumores, costumam ter um ambiente mais ácido do que tecidos saudáveis. As nanopartículas permanecem estáveis no sangue, mas se desintegram ao encontrar esse ambiente ácido. Com isso, liberam o medicamento apenas no local desejado.

(Créditos – “Healthline”)

Além disso, essas nanopartículas foram modificadas com ácido fólico, uma vitamina que funciona como um “GPS químico”. Muitas células cancerígenas possuem grande quantidade de receptores para essa vitamina, o que facilita a entrada seletiva das nanopartículas nessas células.

Neste caso concreto, os benefícios potenciais são profundos, a saber:

1-Tratamentos mais eficazes com doses menores de quimioterápicos;

2-Redução drástica de efeitos colaterais;

3-Maior adesão dos pacientes aos tratamentos;

4-Possibilidade de terapias personalizadas.

Do ponto de vista social, isso pode significar menos internações, menor sofrimento físico e emocional e uma melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Segundo o Dr. Thales Machado, pesquisador do GNano e primeiro autor dos artigos, os estudos demonstram como é possível se inspirar em materiais presentes em organismos vivos e suas propriedades para transformá-los em materiais multifuncionais, acessíveis, atóxicos e biodegradáveis, com potencial impacto na saúde humana. “Os nanomateriais cerâmicos desenvolvidos nos estudos são compostos principalmente por cálcio, fósforo e carbono, elementos abundantes e de baixo custo, obtidos por reações químicas simples em água e à temperatura ambiente, com alto potencial de escalonamento industrial”, sublinha o pesquisador.

O pesquisador destaca ainda que, no primeiro estudo, a funcionalização com citrato reforça o caráter biomimético e incrementa a estabilidade dos fosfatos de cálcio para uso em técnicas de bioimagem. Já no segundo, a funcionalização com ácido fólico emprega a Química Click, uma estratégia reconhecida com o Prêmio Nobel de Química em 2022 por sua simplicidade, alta seletividade, elevado rendimento químico e robustez das ligações resultantes, garantindo o direcionamento eficiente do fármaco às células-alvo.

O elo entre as duas pesquisas: uma nova geração de nanomedicina

Prof. Dr. Valtencir Zucolotto – Coordenador do GNano-IFSC/USP

Embora abordem aplicações diferentes, os dois estudos compartilham uma mesma visão, que é criar materiais inteligentes, inspirados na própria biologia humana e que sejam capazes de unir diagnóstico e tratamento.

Essas nanocerâmicas podem, no futuro, localizar uma doença, permitir que médicos a visualizem e atuar diretamente no tratamento, tudo com o mesmo material. Esse conceito, conhecido como teranóstica (terapia+diagnóstico), representa um dos caminhos mais promissores da medicina moderna.

Ainda que essas tecnologias estejam em fase de pesquisa, seu potencial é claro. Elas apontam para um futuro em que os exames serão menos invasivos, os tratamentos serão mais humanos e a medicina será cada vez mais personalizada.

Para o coordenador do GNano-IFSC/USP, Prof. Dr. Valtencir Zucolotto, que assina os dois estudos, a mensagem é muito clara: “Através da Nanotecnologia é possível transformar materiais convencionais, já amplamente utilizados em vários setores, em materiais avançados e altamente sofisticados tecnologicamente. Na medicina, em particular, esses materiais são fundamentais pois apresentam alta capacidade de interagirem apenas com tecidos e células doentes, minimizando consideravelmente os efeitos colaterais”.

O Prof. Zucolotto esclarece ainda que “Além das aplicações em medicina, o grupo GNano/USP já está aplicando essas nanocerâmicas na agricultura, onde atuam como careadores de defensivos (químicos e biológicos) e nutrientes para as plantas, com a vantagem de diminuir consideravelmente as doses necessárias para as lavouras, resultando em maior segurança e aportando maior valor aos produtos”.

No mundo invisível das nanopartículas, a ciência está construindo soluções muito concretas para melhorar a saúde, reduzir desigualdades no acesso a tratamentos e oferecer novas esperanças a milhões de pessoas.

Para conferir os dois estudos realizados, acesse AQUI e AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

3 de fevereiro de 2026

IFSC/USP faz chamada para tratamento das consequências da Doença de Parkinson

(Créditos – “Plexus Neuro Center”)

O Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e o Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), alocado nesse Instituto, em colaboração com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC), estão fazendo a partir do próximo dia 22 do corrente mês uma chamada de 40 pacientes voluntários residentes apenas na cidade de São Carlos, com diagnóstico de Doença de Parkinson, em estágios iniciais ou médios, para tratamento das consequências da doença – tremores e dores pertinentes – com técnica de fotobiomodulação.

Esta chamada exclui pacientes com estado avançado da Doença de Parkinson, que apresentem impossibilidade de caminhar ou com deficiência profunda na fala, e portadores de marca-passo.

Os pesquisadores Carolina Gianini e Antônio Eduardo de Aquino Junior

O tratamento proposto, que será realizado ao longo de seis semanas, com 12 sessões no total (2 vezes por semana), na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) da Santa Casa de São Carlos, estará sob a responsabilidade da pesquisadora do IFSC/USP, mestranda do curso de Biotecnologia da UFSCar, Carolina Gianini, que já participou em dois projetos relativos à doença e que, por isso, está bastante familiarizada com o tipo de intervenção que está sendo proposto, bem como as características dos pacientes detentores da doença.

“Será uma nova vertente de trabalho utilizando novos protocolos e os equipamentos já desenvolvidos no Instituto. Com isso, esperamos melhorar os quadros dos pacientes com a Doença de Parkinson, nomeadamente nos quadros relativos aos tremores e dores, que são característicos da doença”, sublinha a pesquisadora

Para o coordenador dos projetos de pesquisa clínica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com a Santa Casa de São Carlos, Dr. Antônio Eduardo de Aquino Junior, este tratamento vem na sequência dos estudos e observações que têm sido feitos na última década e que levaram os pesquisadores a dar respostas a novos questionamentos relacionados com a saúde pública. Ou seja, os cientistas vão abrindo portas para outras descobertas, como neste novo tratamento cuja coordenação-geral é do pesquisador são-carlense e professor do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Salvador Bagnato. “Neste novo tratamento teremos avaliações de exames de imagem e de outras específicas, como por exemplo às relativas a proteínas sanguíneas, que podem nos mostrar mais caminhos para obtermos sucesso nesta terapia que vai ser realizada”, sublinha Aquino Junior.

Os pacientes interessados em se inscrever neste novo tratamento deverão entrar em contato com o número de celular (16) 99268-5154, sendo que o projeto se iniciará em sua fase de avaliação no próximo dia 22 do corrente mês, na Unidade de Terapia Fotodinâmica.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de janeiro de 2026

Cientistas encontram substâncias promissoras contra a Covid-19 em banco internacional de medicamentos

Mesmo com o avanço da vacinação e o controle da fase mais crítica da pandemia, a Covid-19 ainda representa um desafio para a saúde pública mundial. Novas variantes do coronavírus continuam surgindo, o que reforça a importância de desenvolver medicamentos capazes de combater o vírus, além das vacinas. Um estudo científico recente traz uma boa notícia nesse cenário.

Pesquisadores identificaram substâncias promissoras capazes de bloquear a multiplicação do coronavírus a partir de um banco internacional de compostos químicos de acesso aberto. O trabalho foi publicado na revista científica “ACS Omega” e contou com a participação de cientistas do IFSC/USP e de outras unidades da Universidade de São Paulo, além de pesquisadores estrangeiros,

Como o estudo foi feito

Para realizar a pesquisa, os cientistas utilizaram coleções de substâncias mantidas pela organização Internacional Medicines for Malaria Venture (MMV). Essas coleções reúnem quase 1.400 compostos que já haviam sido estudados para o tratamento de outras doenças, principalmente as chamadas doenças negligenciadas, como a malária.

A vantagem dessa estratégia é ganhar tempo: como essas substâncias já são conhecidas, o caminho até um possível medicamento pode ser mais rápido e seguro.

Em laboratório, os pesquisadores testaram essas moléculas contra partes específicas do coronavírus que são essenciais para sua sobrevivência. O foco principal foi uma enzima chamada PLpro, que funciona como uma “ferramenta” usada pelo vírus para se multiplicar dentro das células humanas e escapar das defesas do organismo.

Substância se mostrou altamente eficaz

Entre todas as moléculas testadas, uma delas chamou a atenção dos cientistas. Identificada como MMV1634397, a substância foi capaz de bloquear com eficiência a ação da enzima PLpro. Em testes com células infectadas pelo coronavírus, ela reduziu significativamente a multiplicação do vírus.

A partir desse resultado, os pesquisadores foram além: modificaram quimicamente a molécula original para tentar torná-la ainda mais potente. Esse processo levou à criação de novas versões da substância, algumas delas com desempenho ainda melhor do que a original.

Uma das versões desenvolvidas se mostrou especialmente promissora, pois conseguiu inibir o vírus em concentrações muito baixas e apresentou características importantes para um futuro medicamento, como estabilidade e bom comportamento no organismo.

Por que essa descoberta é importante

Atualmente, a maioria dos medicamentos contra a Covid-19 atua em apenas um alvo do vírus. Ao identificar substâncias que agem em uma enzima ainda pouco explorada, os cientistas ampliam as possibilidades de tratamento, inclusive contra variantes que possam surgir no futuro.

Além disso, o estudo destaca a importância da ciência aberta. Ao disponibilizar bancos de substâncias para pesquisadores do mundo todo, iniciativas como a da MMV aceleram descobertas e fortalecem a resposta global a pandemias.

Embora os compostos ainda precisem passar por novas etapas de testes antes de se tornarem medicamentos disponíveis à população, os resultados representam um passo importante no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes contra a Covid-19 e outras doenças causadas por vírus emergentes.

Segundo o pesquisador e autor correspondente do artigo científico, Dr. Andre Schutzer Godoy (IFSC/USP) “O estudo demonstra como a combinação entre ciência aberta, colaboração internacional e reaproveitamento inteligente de bibliotecas químicas pode acelerar significativamente a descoberta de novos tratamentos. “Ao explorar compostos já conhecidos e disponíveis em bancos de acesso aberto, conseguimos encurtar etapas do desenvolvimento de fármacos e abrir novas possibilidades terapêuticas contra a Covid-19 e outros vírus emergentes. Esse trabalho mostra que a inovação científica depende cada vez mais de cooperação, compartilhamento de dados e do uso estratégico de recursos globais”, destaca o pesquisador.

Para acessar o artigo científico, clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de janeiro de 2026

Novos reitor e vice-reitora da USP tomam posse no próximo dia 23 de janeiro

Fotomontagem – Jornal USP

Os professores Aluísio Augusto Cotrim Segurado e Liedi Légi Bariani Bernucci tomarão posse como novo reitor e nova vice-reitora da USP para o período de 2026 a 2030

No próximo dia 23 de janeiro (sexta-feira), às 15h, os professores Aluisio Augusto Cotrim Segurado e Liedi Légi Bariani Bernucci tomarão posse como novo reitor e nova vice-reitora da Universidade de São Paulo (USP) para o período de 2026 a 2030. A sessão solene do Conselho Universitário que empossará os novos dirigentes será realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

A chapa USP pelas Pessoas, formada por Segurado e Liedi, foi a mais votada na eleição para a escolha dos novos dirigentes, com 1.270 votos, e encabeçava a lista tríplice encaminhada ao governador do Estado, Tarcísio de Freitas. A eleição foi realizada no último dia 27 de novembro. A nomeação foi assinada pelo governador no dia 4 de dezembro. A chapa também foi a mais votada na consulta à comunidade universitária, realizada no dia 18 de novembro.

Aluisio Augusto Cotrim Segurado, 68 anos, formou-se na Faculdade de Medicina (FM) da USP em 1980, onde também obteve os títulos de Mestre (1991), Doutor (1994) e Livre-Docente (2001) em Doenças Infecciosas e Parasitárias. É professor titular da FM desde 2012, com trajetória científica fortemente marcada pela pesquisa em doenças infecciosas e determinantes sociais da saúde. Teve atuação expressiva no enfrentamento da epidemia de HIV no Brasil, conciliando assistência, pesquisa e formação de profissionais.

Na gestão universitária, Segurado exerceu as funções de chefia de departamento, presidência da Comissão de Pós-Graduação e presidência da Comissão de Relações Internacionais da FM. Já na administração central, foi vice-reitor executivo de Relações Internacionais (2013-2014), coordenador do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (2018-2022) e é o atual pró-reitor de Graduação. Foi, também, diretor do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) durante a pandemia da covid-19, conduzindo respostas institucionais em um dos períodos mais complexos da saúde pública recente.

Liedi Légi Bariani Bernucci, 67 anos, é engenheira formada (1981) pela Escola Politécnica (Poli), onde concluiu mestrado (1985) e doutorado (1995) após estágio na ETH Zurich, instituição de referência internacional nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia. Desde 1986 integra o corpo docente da Poli, tornando-se professora titular em 2006, com trajetória acadêmica dedicada às áreas de pavimentação, solos tropicais, infraestrutura de transportes e inovação tecnológica. Coordenou o Laboratório de Tecnologia de Pavimentação e contribuiu para a criação de um dos mais completos laboratórios de pesquisas ferroviárias do País, formando dezenas de mestres, doutores e pós-doutores.

Sua experiência em cargos de gestão inclui a chefia do Departamento de Engenharia de Transportes (2007-2014), a Vice-Diretoria (2014-2018) e a Diretoria da Poli, sendo a primeira mulher a assumir o cargo de diretora na escola, em 2018. Foi, ainda, diretora-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo (2022-2024) e integra conselhos científicos nacionais e internacionais, além da Academia Nacional de Engenharia e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).

Os novos reitor e vice-reitora da USP terão mandato de quatro anos. Esta será a 30ª gestão reitoral na história da Universidade, fundada em 1934. O primeiro reitor da USP foi o professor da Faculdade de Direito (FD), Reynaldo Porchat, e o primeiro vice-reitor, o docente da Faculdade de Medicina (FM), Antonio de Almeida Prado.

A cerimônia de posse terá transmissão pelo Canal USP no YouTube a partir das 15h do dia 23 de janeiro (AQUI).

(Por: Adriana Cruz – Jornal da USP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de janeiro de 2026

Bolsa de Doutorado Direto – Desenvolvimento de Semicondutores para Geração de Hidrogênio Verde via Fotoeletrocatálise da Água

O IFSC/USP abre inscrições até o dia 20 de fevereiro do corrente ano para uma bolsa de doutorado direto, sob a supervisão do Prof. Dr. Renato Vitalino Gonçalves.

O projeto faz parte do Centro de Pesquisa em Engenharia Molecular para Materiais Avançados (CEMol) e se concentra no desenvolvimento de filmes finos semicondutores baseados em BiVO4 simples e dopados para divisão fotoeletroquímica da água.

O candidato selecionado para o doutorado trabalhará na deposição de fotoânodos à base de BiVO4, incluindo elementos dopantes, e na otimização do desempenho fotoeletroquímico e da estabilidade para a produção de hidrogênio sob iluminação solar.

O projeto envolve síntese e caracterização de materiais avançados usando técnicas como XPS, XRD, Raman, UV–Vis e medições fotoeletroquímicas (PEC) no laboratório NaCA (IFSC/USP).

Os candidatos deverão ter graduação em Física, Ciência dos Materiais ou áreas afins, e com interesse em energia renovável, filmes finos e nanomateriais, são incentivados a se inscrever.

Requisitos:

*Graduação em Física, Ciência dos Materiais ou áreas afins.

*Experiência (não obrigatória) em materiais semicondutores, fotoeletroquímica ou técnicas avançadas de caracterização (XPS, Raman, XRD, UV–Vis).

*Experiência (não obrigatória) em medições elétricas e fotoeletroquímicas, como LSV, EIS e IPCE.

*Proficiência em inglês (leitura e escrita científica).

*Capacidade de trabalhar em uma equipe multidisciplinar e integrar diferentes tipos de dados.

*Por se tratar de uma bolsa de doutorado direto, não aceitaremos candidaturas de pessoas com mestrado.

Duração e Localização:

O projeto terá duração de até quatro anos, com atividades realizadas principalmente no Instituto de Física de São Carlos, Universidade de São Paulo (São Carlos, Brasil). O bolsista também contará com a infraestrutura e as colaborações do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, SP, por meio de sua associação com o CEMol, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

Orientador:

Prof. Dr. Renato Vitalino Gonçalves, Instituto de Física de São Carlos, Universidade de São Paulo/ Brasil.

Como se inscrever:

Os candidatos interessados devem enviar os seguintes documentos para rgoncalves@ifsc.usp.br:

1- Carta de motivação destacando experiências anteriores relevantes para o projeto (máximo de 2 páginas);

2- Curriculum vitae (CV), incluindo links para o currículo Lattes (para candidatos brasileiros) e outros perfis acadêmicos.

Processo seletivo:

Os candidatos pré-selecionados serão convidados para uma entrevista online entre fevereiro e março de 2026.

Sobre o CEMol:

O Centro de Pesquisa em Engenharia Molecular para Materiais Avançados (CEMol) é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

O CEMol é uma iniciativa multi-institucional com sede no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) composto também por pesquisadores da USP, UFSCar, UFABC, Unifesp, Unesp, Embrapa e IPEN. Os pesquisadores do CEMol empregam técnicas de síntese e caracterização de materiais e se utilizam de ciência de dados para contribuir com o desenvolvimento de dispositivos e novos materiais.

A abordagem interdisciplinar do CEMol está voltada para produzir soluções para problemas da sociedade nas áreas de Energia Alternativa, Materiais Sustentáveis, Saúde, Materiais Quânticos e Ferramentas Científicas.

Para mais informações acesse: https://pages.cnpem.br/cepidcemol/ 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP