Em agosto: Minicurso – “Quantum Field Theory on the Lattice”

O IFSC/USP realiza nos dias 10, 12, 17 e 19 do próximo mês de agosto, na “Sala Celeste do Instituto”, o Minicurso – “Quantum Field Theory on the Lattice” que será ministrado pelo Prof. Dr. (Visitante) Wolfgang Bietenholz, do Institute of Nuclear Sciences (UNAM) – México. Os estudantes interessados deverão se inscrever na disciplina SFI5898 – Tópicos Avançados de […]

Em agosto: Minicurso – “Quantum Field Theory on the Lattice”

O IFSC/USP realiza nos dias 10, 12, 17 e 19 do próximo mês de agosto, na “Sala Celeste do Instituto”, o Minicurso – “Quantum Field Theory on the Lattice” que será ministrado pelo Prof. Dr. (Visitante) Wolfgang Bietenholz, do Institute of Nuclear Sciences (UNAM) – México. Os estudantes interessados deverão se inscrever na disciplina SFI5898 – Tópicos Avançados de […]

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No próximo mês de agosto – “Workshop Integrativo” da USP fortalece a conexão entre universitários e o mercado de trabalho

A Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, recebe nos dias 19 e 20 de agosto mais uma edição do “Workshop Integrativo” (WI), considerado a maior feira de recrutamento da América Latina.

Organizado pela “Poli Júnior”, empresa júnior da Escola Politécnica da USP, o evento reúne estudantes, recém-formados e representantes das principais empresas do país em um ambiente voltado ao desenvolvimento profissional, à inovação e à geração de oportunidades.

Consolidado ao longo de mais de três décadas de história, o Workshop Integrativo nasceu com o objetivo de aproximar a universidade da realidade empresarial. Atualmente, o evento tornou-se uma importante plataforma de integração entre talentos acadêmicos e organizações de diversos segmentos, oferecendo aos participantes a oportunidade de conhecer tendências do mercado, ampliar o networking e compreender os processos seletivos das maiores empresas brasileiras.

Durante os dois dias de programação, os visitantes terão acesso a palestras ministradas por presidentes, executivos e especialistas de grandes corporações, que compartilharão experiências sobre liderança, transformação digital, inovação, empreendedorismo e perspectivas para o mercado de trabalho.

Além das apresentações, os estudantes poderão interagir diretamente com representantes das empresas expositoras, esclarecer dúvidas sobre programas de estágio e trainee e estabelecer contatos profissionais que poderão abrir portas para futuras carreiras.

O caráter gratuito e aberto a universitários de diferentes instituições reforça a missão do “Workshop Integrativo” de democratizar o acesso às oportunidades de desenvolvimento profissional. A diversidade de empresas participantes, abrangendo setores como tecnologia, engenharia, consultoria, mercado financeiro, indústria e serviços, amplia as possibilidades para estudantes das mais variadas áreas do conhecimento.

Promovido pela “Poli Júnior”, primeira empresa júnior de engenharia do Brasil, o evento também evidencia o protagonismo estudantil na organização de iniciativas de grande porte, demonstrando a capacidade dos alunos da Escola Politécnica da USP em promover um ambiente de aprendizado, inovação e relacionamento entre universidade e mercado.

Mais do que uma feira de recrutamento, o “Workshop Integrativo” consolidou-se como um espaço estratégico para a formação de futuros profissionais, estimulando o intercâmbio de conhecimento, a aproximação entre academia e setor produtivo e a preparação dos universitários para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e competitivo.

Clique AQUI para obter mais informações.

Inscreva-se AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Produção científica do IFSC/USP no mês de junho de 2026

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica do IFSC/USP cadastradas no mês de junho de 2026, clique AQUI ou acesse o Repositório da Produção USP .

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico “International Journal of Biological Macromolecules” (VER AQUI).

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Nova combinação de luz e antibióticos surge como esperança no combate à superbactéria que ameaça hospitais

Um estudo internacional com a participação de cientista da USP São Carlos aponta que terapia fotodinâmica associada a antibióticos pode ampliar a eficácia dos tratamentos e ajudar no combate à resistência bacteriana

A resistência bacteriana tornou-se uma das maiores ameaças à saúde pública do século XXI. Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos principais desafios globais da saúde moderna, ela compromete tratamentos que durante décadas salvaram milhões de vidas e coloca em risco procedimentos rotineiros realizados diariamente em hospitais de todo o mundo.

Nesse cenário, uma pesquisa publicada na revista científica Pharmaceutics apresenta resultados promissores no combate à Klebsiella pneumoniae, uma das bactérias mais perigosas encontradas em ambientes hospitalares.

A Klebsiella pneumoniae é responsável por pneumonias graves, infecções urinárias, infecções da corrente sanguínea e diversas complicações em pacientes internados. O problema se torna ainda mais preocupante porque muitas cepas da bactéria desenvolveram resistência a múltiplos antibióticos, reduzindo drasticamente as opções terapêuticas disponíveis. Em alguns surtos hospitalares, a mortalidade associada às infecções por cepas resistentes pode atingir níveis alarmantes.

Os hospitais estão entre os ambientes mais vulneráveis à disseminação dessas bactérias. O fato do uso necessário de terapias com antibióticos no ambiente hospitalar, permite desenvolvimento de resistência de forma rápida.  Pacientes imunossuprimidos, pessoas submetidas a cirurgias, usuários de ventilação mecânica e indivíduos internados em unidades de terapia intensiva formam um grupo especialmente vulnerável. Quando uma bactéria multirresistente se estabelece em uma instituição de saúde, os custos aumentam, os períodos de internação se prolongam e os riscos de complicações e óbitos crescem significativamente.

Ameaça social e econômica

Além do impacto direto sobre os pacientes, a resistência antimicrobiana representa uma ameaça econômica e social de grandes proporções. Especialistas alertam que, caso o problema continue avançando no ritmo atual, procedimentos médicos considerados seguros hoje poderão tornar-se muito mais arriscados no futuro. Transplantes, tratamentos oncológicos, cirurgias cardíacas e até intervenções ortopédicas dependem da eficácia dos antibióticos para prevenir e controlar infecções.

Foi diante desse desafio que pesquisadores da Texas A&M University, nos Estados Unidos, e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), conseguiram desenvolver uma estratégia inovadora baseada na combinação de antibióticos convencionais com terapia fotodinâmica antimicrobiana. A técnica utiliza substâncias fotossensibilizadoras que, quando expostas à luz, produzem moléculas altamente reativas capazes de danificar estruturas essenciais das bactérias, quebrando sua resistência ao antibiótico, ou tornando a ação do antibiótico amplificada.

No estudo, os cientistas empregaram dois fotossensibilizadores, azul de metileno e Photodithazine, em associação com três antibióticos amplamente utilizados na prática clínica: ciprofloxacino, gentamicina e ceftriaxona. Os experimentos demonstraram que a combinação dos tratamentos foi significativamente mais eficaz do que a utilização isolada dos medicamentos ou da terapia fotodinâmica.

Os resultados revelaram um efeito sinérgico importante. Em termos práticos, isso significa que a ação conjunta da luz, dos fotossensibilizadores e dos antibióticos produziu um efeito superior à simples soma dos tratamentos individuais. Em diversos testes, foi possível obter uma eliminação expressiva da bactéria utilizando doses menores de antibióticos, um aspecto particularmente relevante em uma época marcada pelo aumento da resistência microbiana.

Segundo os pesquisadores, a terapia fotodinâmica provoca danos simultâneos à membrana celular, às proteínas e ao material genético da bactéria. Essa agressão múltipla dificulta o desenvolvimento de mecanismos de resistência e facilita a entrada dos antibióticos na célula bacteriana. Dessa forma, medicamentos que isoladamente apresentam eficácia limitada podem recuperar parte de seu potencial terapêutico quando utilizados em conjunto com a nova abordagem.

Redução do consumo de antibióticos

Outro aspecto importante é que a técnica pode contribuir para reduzir o consumo de antibióticos. Quanto menor a exposição das bactérias a doses elevadas desses medicamentos, menor tende a ser a pressão seletiva que favorece o surgimento de novas cepas resistentes. Trata-se de uma estratégia que não apenas combate infecções atuais, mas também ajuda a preservar a eficácia dos antibióticos para as futuras gerações.

Embora os resultados tenham sido obtidos em condições laboratoriais, os autores consideram que a pesquisa abre uma nova perspectiva para o tratamento de infecções causadas por microrganismos multirresistentes. Os próximos passos incluem estudos em biofilmes bacterianos, modelos animais e futuras avaliações clínicas, etapas essenciais para confirmar a segurança e a eficácia da tecnologia em pacientes.

Para o pesquisador e docente do IFSC/USP, Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato, um dos autores correspondentes do artigo científico publicado na revista Pharmaceutics “Em um momento em que as superbactérias desafiam sistemas de saúde em todo o planeta, iniciativas como essa oferecem uma perspectiva animadora. Mais do que uma nova técnica terapêutica, a combinação entre terapia fotodinâmica e antibióticos pode representar uma importante ferramenta para proteger hospitais, salvar vidas e enfrentar uma das maiores ameaças sanitárias da atualidade: a resistência antimicrobiana”, pontua o cientista. Uma linha nova de pesquisa que esta sendo denominada de Foto-antibiótico terapia, que pelos diversos trabalhos do grupo pode ser uma opção importante no combate as infecções resistentes aos antibióticos.

Esta pesquisa contou com os apoios do Cancer Prevention and Research Institute of Texas (USA), Governor’s University Research Initiative (GURI), Chancellor’s Research Initiative (CRI), FAPESP, CNPq e Embrapii.

Assinam este estudo os cientistas Koteswara Rao Yerra (Department of Biomedical Engineering, College of Engineering, Texas A&M University – USA)  e Vanderlei Salvador Bagnato (Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

Confira AQUI o artigo original publicado na revista Pharmaceutics.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

As experiências proporcionadas pelo minicurso “Tecnologias Analógicas e Digitais: do Cotidiano à Sala de Aula de Física do Ensino Médio”

Como já divulgado anteriormente, o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) promoveu, nos dias 27 de junho e 4 de julho deste ano, o minicurso “Tecnologias Analógicas e Digitais: do Cotidiano à Sala de Aula de Física do Ensino Médio”. Coordenada pelo professor Reynaldo Daniel Pinto, a iniciativa foi idealizada e conduzida por estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Exatas e reuniu 24 alunos da rede pública estadual de São Carlos.

Participaram estudantes das escolas estaduais Professor Aduar Kemell Dibo, Conde do Pinhal, Professor João Batista Gasparin e Professor Sebastião de Oliveira Rocha.

O minicurso integra a disciplina SLCO652 – Estágio Supervisionado em Ensino de Física I e tem como principal objetivo aproximar os conceitos da Física das tecnologias presentes no cotidiano dos estudantes. Para isso, adota uma metodologia baseada em atividades práticas, demonstrações experimentais e estratégias de aprendizagem ativa.

Em vez de privilegiar apenas aulas expositivas, o programa foi estruturado em atividades laboratoriais nas quais os participantes manipulam circuitos, sensores e equipamentos, como osciloscópios, permitindo a observação, em tempo real, dos fenômenos físicos estudados.

Breno Silvio Guarnieri Pereira e Maria Augusta Fernandes Faria

Para Breno Silvio Guarnieri Pereira, de 15 anos, aluno do primeiro ano da Escola Estadual Professor Aduar Kemell Dibo, a experiência apenas reforçou sua intenção de ingressar no curso de Licenciatura em Ciências Exatas do IFSC/USP.

“Essa escolha tem a ver com uma área com a qual me identifico plenamente e na qual obtenho meus melhores resultados. Participar do minicurso confirmou que estou no caminho certo. Além de conhecer experimentos inéditos para mim, tive a oportunidade de aprender com professores fantásticos.”

Já Maria Augusta Fernandes Faria, de 16 anos, estudante do segundo ano da Escola Estadual Conde do Pinhal, admite que o maior desafio foi lidar com a parte experimental.

“No início fiquei um pouco confusa diante dos experimentos. Acho que era apenas nervosismo por ser a primeira vez. Depois percebi que aprender fazendo faz muito mais sentido para mim do que apenas estudar os conceitos teóricos.”

A proposta também representou um importante aprendizado para os licenciandos responsáveis pelas atividades.

João Márcio Godoy Rodrigues e Laura Juskov Koptski

Para João Márcio Godoy Rodrigues, de 22 anos, estudante da Licenciatura em Ciências Exatas do IFSC/USP e estagiário na Escola Estadual João Batista Gasparin, os alunos da educação básica não apenas estão preparados para novas metodologias, como necessitam delas. “Muitos estudantes ainda enxergam disciplinas como Matemática, Física e Química apenas como conteúdos teóricos. Nem sempre percebem que essas áreas explicam as tecnologias presentes no nosso cotidiano. É fundamental que eles saiam do papel e da lousa para colocar a mão na massa.”

Segundo João Márcio, o maior desafio foi romper com seu próprio modelo de ensino. “Sempre estive acostumado com aulas expositivas. Este minicurso me fez sair da zona de conforto e experimentar novas formas de ensinar, algo que contribuiu tanto para os alunos quanto para minha própria formação.”

Também licencianda e estagiária na Escola Estadual Professor Sebastião de Oliveira Rocha, Laura Juskov Koptski, de 21 anos, destaca que um dos principais desafios foi manter a atenção dos estudantes diante das constantes distrações proporcionadas pelas redes sociais.

“O maior desafio foi fazer com que eles deixassem um pouco de lado o celular para se concentrarem na parte experimental. Isso aconteceu de forma muito natural quando foram convidados a construir um voltímetro. Eles ficaram realmente entusiasmados com os resultados e foi muito gratificante observar esse envolvimento.”

Na avaliação do coordenador do projeto, professor Reynaldo Daniel Pinto, o minicurso proporcionou uma experiência extremamente enriquecedora tanto para os licenciandos quanto para os estudantes do ensino médio.

Prof. Dr. Reynaldo Daniel Pinto (IFSC/USP) – Coordenador do Minicurso

Segundo ele, os futuros professores tiveram a oportunidade de desenvolver materiais didáticos e trabalhar conceitos científicos em um ambiente não formal de aprendizagem, utilizando metodologias ativas bastante diferentes das práticas tradicionalmente encontradas nas escolas públicas. “Buscamos despertar a curiosidade dos estudantes e desenvolver conceitos a partir de experimentos relacionados ao cotidiano. Esse formato exigiu grande dedicação dos licenciandos e mostrou que os alunos do ensino médio respondem muito melhor quando participam ativamente das atividades.”

O docente observa que, durante os momentos mais longos de exposição teórica, era perceptível um certo cansaço e perda de atenção dos participantes. Entretanto, o interesse era rapidamente recuperado quando retornavam às atividades práticas, mesmo após jornadas de aproximadamente sete horas de curso.

Para Reynaldo Pinto, essa metodologia representa uma alternativa promissora para enfrentar a crescente dificuldade de engajamento dos estudantes tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

Ao fazer um balanço da iniciativa, o coordenador considera que os resultados foram amplamente positivos. “Tivemos um duplo sucesso. Os licenciandos aprofundaram seus conhecimentos sobre ensino em ambientes não formais, enquanto os estudantes do ensino médio demonstraram grande interesse pelas atividades. Embora esperássemos alguma evasão no segundo sábado, devido às dificuldades de transporte e ao horário, todos os 23 participantes que compareceram ao primeiro encontro retornaram para o segundo dia, bastante motivados.”

O professor chama atenção, entretanto, para um desafio importante: a baixa participação feminina.

Apenas três das 23 pessoas participantes eram meninas, percentual pouco superior a 10%. Considerando que as turmas escolares apresentam distribuição semelhante entre estudantes dos dois sexos, Reynaldo avalia que ainda é necessário desenvolver estratégias mais eficazes para aproximar jovens do sexo feminino das áreas de Ciências Exatas. “Mesmo mostrando aplicações da Física em áreas como Biologia, Medicina e Neurociências, não conseguimos atrair mais alunas. Encontrar formas de despertar esse interesse é um desafio urgente para a formação de novos professores.”

Alunos junto com professores e colaboradores

A organização do minicurso agradece o apoio da Diretoria do IFSC/USP, responsável pelo café da manhã oferecido aos participantes; do Departamento de Física e Ciência Interdisciplinar (FCI), que forneceu os almoços; do Laboratório de Ensino de Física (LEF); e do servidor Antenor Fabbri Petrilli Filho, pelo suporte didático prestado durante toda a realização da atividade.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

IFSC EM PROL DA SOCIEDADE

Nova combinação de luz e antibióticos surge como esperança no combate à superbactéria que ameaça hospitais

Um estudo internacional com a participação de cientista da USP São Carlos aponta que terapia fotodinâmica associada a antibióticos pode ampliar a eficácia dos tratamentos e ajudar no combate à resistência bacteriana A resistência bacteriana tornou-se uma das maiores ameaças à saúde pública do século XXI. Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um […]

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