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Como é o acolhimento psicológico na USP

Escritório de Saúde Mental procura resgatar senso de comunidade entre os alunos; novo Diretório de Saúde Mental da SAS indica locais de atendimento para estudantes da USP e público geral

Quando recebeu o e-mail do Escritório de Saúde Mental da USP (ESM) comunicando sobre a abertura de inscrições, Ana Paula*, 25, preencheu o formulário imediatamente. Matriculada no programa de pós-graduação do Departamento de Cinema da Escola de Comunicações e Artes, a estudante procurou ajuda assim que passou de desmotivada a deprimida.

“Sensação de ansiedade extrema como consequência da sobrecarga de trabalho, do isolamento social, das constantes preocupações e medos causados pela pandemia, assim como a perda de pessoas próximas. A pesquisa acadêmica também parecia perder o sentido, devido ao afastamento do campus universitário e aos ataques constantes às universidades públicas e à ciência”, conta a estudante.

Desde antes da pandemia, o ESM já vinha utilizando um formulário on-line para iniciar o acolhimento psicológico a estudantes interessados. Do ano passado para cá, não apenas os atendimentos são feitos remotamente, como também pesquisas e ações de promoção à saúde mental.

Dentre as modalidades oferecidas, há o acolhimento personalizado, respeitando o sigilo de cada situação, e as rodas de conversa, que têm como foco a abordagem socioemocional, construindo e fortalecendo redes de apoio entre estudantes. Ambas as modalidades utilizam o Google-meet como ferramenta digital para os encontros.

Tem sido de grande importância para eu poder ver as situações em perspectivas diferentes. Poder compartilhar minhas angústias, preocupações e medos com psicólogos da própria universidade é fundamental para seguir o enfrentamento desse momento adverso que estamos passando”

*Ana Paula é um nome fictício para preservar sua identidade

Com José da Luz*, 57, foi diferente. Ele teve contato com o ESM por meio da série de lives Psicologia na tela: contribuições do cinema à saúde mental, promovidas pelo escritório no YouTube. José acompanhou a live sobre o filme Por que você não chora?’, que aborda temas relacionados ao transtorno borderline, ou transtorno de personalidade limítrofe.

“Eu tenho diagnóstico de borderline desde 2010. Fui admitido no doutorado em junho de 2019. Estou em tratamento psiquiátrico, mas por questões econômicas tive que parar com a terapia desde 2017. Eu no doutorado, com as questões profissionais e familiares, estava em 2020, na pandemia, dando sinais de explosões. As lives foram tão boas e me sinalizaram que eu, da comunidade USP, teria um socorro no ESM”, explica.

*José da Luz é um nome fictício para preservar sua identidade

Membros do Escritório de Saúde Mental da USP entrevistam a diretora de “Por que você não chora?”, de Cibele Amaral. O filme procura discutir a morte em vida, a saúde mental e formas de cuidar do sofrimento humano na contemporaneidade.

Clique na imagem para ver o vídeo.

Afastada das atividades do Centro Acadêmico, depois, das demais atividades coletivas e por fim dos atendimentos psiquiátricos da rede pública, devido ao recrudescimento da pandemia, Juliana*, 24, começou a sentir o peso da solidão, da privação de contato e da ausência de diálogos com maior intensidade. “Isso me levou a procurar o ESM”, diz a estudante da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Ela afirma ter se surpreendido com a resposta do escritório, que rapidamente a colocou em contato com a psicóloga que a atende.

Moradora do Conjunto Residencial da USP (Crusp), a aluna conta que as atuais condições de integração à vida acadêmica somadas à crise sanitária reforçam sentimentos de suscetibilidade, insegurança e solidão entre os estudantes que residem na USP.

“Se o acolhimento psicológico vier engajado a construir movimentos mais coletivos de reflexão sobre a comunidade acadêmica, as relações internas entre alunos e professores e empenhada em lançar luz sobre como o trato da universidade impacta a subjetividade dos alunos, acredito que a assistência psicológica será grande aliada no fortalecimento dos laços, das identidades, na reconstituição da força e potência dos estudantes. Assim como tem sido para mim””

*Juliana é um nome fictício para preservar sua identidade

Somente neste ano de 2021, o ESM já atendeu 452 alunos no acolhimento personalizado, 15% deles vindos do Crusp. Também no Crusp, o ESM realizou nove rodas de conversa. Todos os moradores são convidados por e-mail, mas para os coordenadores do escritório a adesão tem sido baixa.

Para solicitar o atendimento do ESM, basta escrever para o e-mail escritoriodesaudemental@usp.br.

O Escritório de Saúde Mental disponibiliza três consultas para cada estudante. Para as rodas de conversa, a SAS encaminha os convites aos alunos, sempre indicando duas datas específicas em cada mês. O próximo encontro será no dia 28/06, às 18h.

Catálogo de Saúde Mental: Onde tem ajuda?

A Superintendência de Assistência Social (SAS) criou um catálogo dos serviços psicológicos e psiquiátricos disponíveis na USP. O Diretório de Saúde Mental (VER AQUI) traz um levantamento atualizado dos serviços exclusivos à comunidade universitária e também para a sociedade em geral, em diferentes cidades. O diretório é diverso e contempla diferentes faixas etárias, comunidades indígenas, profissionais e estudantes da área de saúde, além de profissionais que trabalham na linha de frente do combate à covid-19.

Andrés Eduardo Aguirre Antúnez, coordenador do Escritório de Saúde Mental da USP

Gerson Tomanari, superintendente da SAS e professor do Instituto de Psicologia da USP, lembra que “o cuidado com a saúde mental dos alunos é primordial para que eles possam seguir em frente durante a pandemia, mantendo a noção de vínculo com a USP. Nós entendemos que temos condições de minimizar e de propiciar melhores condições de saúde mental, não só para aquelas pessoas que estão em situações mais dramáticas, mas também àquelas que estão passando por algum tipo de sofrimento psicológico”.

Saúde para alunos, saúde para o CRUSP

Símbolo da resistência ao regime autoritário, o Conjunto Residencial da USP (Crusp) é um marco material e imaterial da Universidade. Tendo a maioria de seus alunos realizando estudos a distância durante a pandemia, é no Crusp que ainda se vê estudantes circulando. Elas e eles têm na USP o local de estudo e de moradia.

Reformas, medidas de saúde, segurança, alimentação e inclusão têm sido destinadas ao conjunto residencial, como forma de atender aos alunos moradores. E apesar de contar com serviços de apoio e acolhimento aos estudantes no geral, a SAS ainda não havia criado um plantão específico de atenção à saúde mental dos estudantes que residem no Crusp.

Mas, desde o início do mês de junho, o Plantão Saúde da SAS incorporou dois psicólogos que estão à disposição para atendimento dos moradores do Crusp. O agendamento deve ser feito pelo WhatsApp do Plantão Saúde da SAS: (11) 97154-6880.

“A iniciativa de disponibilizar dois psicólogos do Plantão Saúde da SAS aos moradores do Crusp soma-se aos serviços de atenção à saúde mental oferecidos pela Universidade, ampliando ainda mais as opções de acolhimento aos nossos estudantes”, afirma Tomanari. Para ele, a criação de um canal rápido e imediato de contato com profissionais da saúde constitui uma ação importante na construção de uma política de atenção integral primária de saúde, “especialmente desenhada aos moradores do Crusp”, completa.

(Jornal da USP / Tabita Saib)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Investimentos em ciência para o Brasil na Agenda 2030 dos ODS

A Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) leva a efeito no próximo dia 01 de julho, às 16h00, de forma remota, mais um webinar que contará com as participações de Edvaldo Vilela (Presidente do CNPq) e Hugo Aguilaniu (Diretor-Presidente Serrapilheira).

Neste webinar, subordinado ao tema “Investimentos em ciência para o Brasil na Agenda 2030 dos ODS”, participarão ainda, como debatedores, Vanderlan Bolzani, Paulo Artaxo e Adriano Andricopulo, na circunstância, presidente, vice-presidente e diretor executivo da ACISP.

Assista a transmissão ao vivo pelo Youtube AQUI.

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

SBF elege pela primeira vez uma mulher como presidente

Pela primeira vez em sua história, a Sociedade Brasileira de Física (SBC) elegeu uma mulher para conduzir os destinos desta prestigiada sociedade científica, cujos resultados foram conhecidos no passado dia 17 de junho.

Perfeitamente conhecedora dos meandros da SBF, até porque desempenhou as funções de tesoureira da entidade na anterior gestão, a Profª Débora Peres de Menezes, docente e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), confessa que estava longe de imaginar que algum dia seu nome pudesse ser mencionado para gerir os destinos da Sociedade Brasileira de Física, algo que acabou por se confirmar, de forma natural, com os pedidos e a insistência dos presidente e vice-presidente da gestão anterior, por motivos de incompatibilidades profissionais.

O perfil pessoal e profissional da Profª Débora Menezes é de encarar desafios, tentar resolver problemas e congregar em seu redor o maior número de pessoas dispostas a subscrever ideias e projetos: sua candidatura para a presidência da SBF, que vai até 2023, também trilhou esses ideais, haja visto a equipe que se reuniu em torno da cientista e que mereceu a confiança dos 1026 associados votantes:

Diretoria

Presidente: Débora Peres Menezes

Vice- Presidente: Rodrigo Barbosa Capaz;

Secretário Geral: Susana Souza Lalic;

Secretário: Caio Henrique Lewenkopf;

Tesoureiro: Gustavo Martini Dalpian;

Secretário de Ensino: Katemari Diogo da Rosa;

Conselho de Titulares

Ricardo Magnus Osório Galvão (USP);

Rogério Rosenfeld (IFT-UNESP);

Olival Freire Junior (UFBA);

Paulo Eduardo Artaxo Netto (USP);

Andreia Guerra de Morais (CEFET-RJ);

Teldo Anderson da Silva Pereira (UFMT);

Conselho de Suplentes

Cristiano Rodrigues de Matos (USP);

Carolina Brito Carvalho dos Santos (UFRGS);

Thereza Cristina de Lacerda Paiva (UFRJ);

Marta Feijó Barroso (UFRJ);

Maria Emília Xavier Guimarães (UFF);

Manoel Messias Ferreira Junior (UFMA).

Débora Menezes é uma pessoa que imediatamente nos cativa pela sua facilidade de expressão, pelo constante sorriso e pela profunda paixão que sente pela ciência. Graduada em Física/bacharelado (1983) e em Física/licenciatura (1984) pela Universidade de São Paulo, fez seu mestrado em Física, também pela Universidade de São Paulo (1986), doutorado pela University of Oxford, Inglaterra (1989), pós-doutorado pela Universidade de Coimbra, Portugal (1998), e estágio sênior pela Sydney University, Austrália (2005) e pela Universidade de Alicante, Espanha (2014), sendo atualmente professora titular da Universidade Federal de Santa Catarina, onde, além de seu trabalho acadêmico e científico, contribuiu na gestão da Universidade entre maio de 2008 e maio de 2012 como Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão.

Dentre suas linhas de pesquisa, a astrofísica nuclear constitui algo que faz brilhar intensamente seus olhos, já que é essa a sua paixão científica. “As ondas gravitacionais estão sendo esperadas desde que Einstein as propôs em 1905, sendo que só em 2015 é que elas começaram a ser detectadas e, juntamente com elas, um conjunto enorme de vínculos na área de astrofísica que podem ser testados com as equações de estado”, relata a pesquisadora, acrescentando que esse é, de fato, um tema muito atual, “quente”, já que esses dados estão sendo recolhidos de forma observacional – não laboratorial -, principalmente através dos vários telescópios que têm sido lançados no espaço. “Em 2017 foi lançado mais um telescópio, o NICER, que enviou há cerca de um mês atrás os primeiros resultados e, com eles, temos a oportunidade de fazer uma retrospectiva de tudo aquilo que foi possível fazer ao longo de vinte anos e de quanta coisa pode ser aproveitada. É uma área da ciência extremamente rica, muito bonita e bastante interdisciplinar, já que envolve muita física nuclear, termodinâmica, mecânica estatística, etc.”, pontua a Prof. Débora Menezes, que sublinha a sua frutuosa colaboração, nessa área, com o Departamento de Física da Universidade de Coimbra, em Portugal, na pessoa da Profª Constança Providência.

Na verdade, todo o trabalho desenvolvido pela Profª Débora e seus pares é essencial para que se entenda como o Universo funciona, quais e como os elementos químicos são produzidos, “bastando olhar para o céu para enxergar e compreender que tudo aquilo que se observa mais não é do que uma reação nuclear”, tal como salientou William Gelletly. “Quando fazemos essa ciência mais básica, onde se tenta explicar o Universo, a quantidade de tecnologia que vem a reboque é gigantesca. Repare que o tradicional www da internet foi produzido no CERN em finais dos anos 80, início dos anos 90 do século passado, só como forma de comunicação entre os cientistas que estavam pesquisando a colisão de partículas elementares. Veja o que é hoje esse mesmo www e, com ele, a brutal quantidade de tecnologia que tem sido desenvolvida ao longo dos anos – não muitos -, em paralelo com o desenvolvimento dessa mesma ciência básica.”, sublinha a cientista.

Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão na UFSC

Como mencionamos acima, a Profª Débora Menezes exerceu entre maio de 2008 e maio de 2012 o cargo de Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão da UFSC, uma função que, segundo ela, foi enriquecedora, mas muito “dura”, já que esse é um trabalho onde o docente tem que esquecer um pouco a sua pesquisa. “Tem pessoas que se dão muito bem nesse tipo de funções e não se importam de interromper seus trabalhos de pesquisa. Eu sofri bastante, porque a demanda de trabalho, em termos de gestão, era gigantesca, por vezes atingindo 13 horas de trabalho diário. Só consigo comparar essa época com aquilo que estamos vivenciando agora, em tempos de pandemia, quando você passa entre 10 e 11 horas em frente a um computador. Contudo, além dessa função de gestão, ainda tinha que consolidar o Departamento de Inovação Tecnológica da Universidade, voltado para patentes, além de minha própria pesquisa, que não podia parar. Foi muito trabalho desenvolvido e muitas vezes pouco reconhecido pelos meus pares, e de alguma forma invejado, já que fui a primeira e até agora a única pró-reitora que emergiu do Departamento de Física, que é essencialmente masculino. Sofri um bombardeio machista constante, dissimulado, mas levei o barco a bom porto”, pontua a cientista, sorrindo.

A presidência na SBF

É com um sorriso largo que a Profª Débora Menezes encara agora sua presidência na SBF, confessando que ideias não faltam, começando por recuperar e transformar um dos projetos da Sociedade, que, para a docente, é bastante valioso – as questões de género. “A SBF teve um Grupo de Trabalho de Questões de Género, um trabalho muito bonito iniciado na gestão do Prof. Ricardo Galvão, inicialmente dedicado ao estudo do percentual de meninas que ganhavam medalhas nas Olimpíadas Brasileiras de Física, no sentido de entusiasmá-las para a área da física, sendo que, em simultâneo, havia um outro Grupo de Trabalho para Minorias, mais focado em questões raciais. Agora, a ideia é recuperar esses dois projetos e transformá-los em uma comissão – que já tem nome: JEDAI – Justiça, Equidade, Diversidade e Inclusão, que irá ser discutido em breve. Foi muito importante na minha vida ter me envolvido com tudo isso e penso que agora é um momento importante para colocar as mulheres cientistas nos espaços, dar-lhes a visibilidade que merecem”, pontua a Profª Débora Menezes.

Outra grande aposta da cientista é a divulgação científica, algo que teve um grande significado para ela em 2004, quando iniciou o projeto de criação do museu de ciências em Florianópolis junto com diversos colegas e outras individualidades locais, conforme explica. “Esse museu foi inaugurado em 2008 e seguiu funcionando até 2014. Quando houve a troca de gestão na UFSC, houve um grupo que entendeu que aquele projeto era obra da gestão anterior e suspenderam a atividade, não enxergando sua real importância no contexto acadêmico”. Mais tarde, em 2019, a cientista resolveu criar um canal no Youtube- “Canal Mulheres na Ciência”, que tem como objetivo trazer a público diversos tópicos científicos de forma descomplicada e objetiva por meio de filmes curtos produzidos e protagonizados por cientistas e estudantes mulheres. O canal vem contribuindo, ao mesmo tempo, com o letramento científico dos brasileiros, a divulgação científica de assuntos de ponta e lutando contra o falso estereótipo de gênero que enxerga mulheres como menos competentes do que os homens, com enorme sucesso (VER AQUI).

Finalmente, é intuito da nova presidente da SBF melhorar substancialmente a área de comunicação do órgão. A cientista considera que a estrutura da comunicação entre a SBF e seu público-alvo, bem como com a sociedade civil, não está em consonância com a grandeza da entidade. Novas formas de comunicação, novos modus-operandi e uma maior articulação com o público serão objetivos primordiais nesta nova gestão. “A SBF funciona muito bem, sendo que a área da comunicação é, de fato, deficitária em termos de estratégias, ação e abrangência, algo que vamos ter que mudar. Temos que nos comunicar mais e melhor, principalmente para fora das paredes da SBF. Em termos gerais, vou fazer o melhor que puder nestes dois anos de mandato”, conclui a cientista.

Além do currículo abreviado mencionado acima, permite-nos destacar as seguintes informações da nova presidente da Sociedade Brasileira de Física:

Trabalha, com regularidade, como pesquisadora visitante na Universidade de Coimbra (Portugal) e no Laboratoire de Physique Corpusculaire – EnsiCaen (França). Integrou o Comitê Assessor de Física e Astronomia do CNPq de setembro de 2013 a agosto de 2016, a Comissão de Fisica Nuclear e Aplicações da SBF de 2012 a 2017, o Grupo de Trabalho sobre Questões de Gênero da SBF de 2015 a 2019, fez parte da Comissão de Avaliação da Extensão Universitária (CPAE), ligada ao Fórum de Pró-Reitores de Extensão (FORPROEX) de 2010 a 2013 e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Física da UFSC de outubro de 2006 a maio de 2008.

Tem experiência na área de Física, com ênfase em Física Nuclear e de Hádrons, atuando principalmente nos seguintes temas: equações de estado, estrelas de nêutrons, álgebras quânticas, modelos relativísticos e astrofísica nuclear.

É assessora ad hoc do CNPq, CAPES, FINEP, FAPESC, Fundação Araucária, FAPERGS, FAPESP, UERJ e USP e arbitra regularmente para várias revistas internacionais (Phys. Rev., Astrophys. J., Int. J. Modern Phys., Nucl. Phys., Chinese Physics C, etc).

Foi contemplada com a Medalha e Diploma de Mérito Francisco Dias Velho, pela Câmara Municipal de Florianópolis, por suas contribuições nas ciências e nomeada como membro da Comissão de Física Nuclear (C12) da International Union of Pure and Applied Physics (IUPAP).

O Instituto de Física de São Carlos endereça à nova presidente da SBF votos de muito sucesso em sua gestão.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Manejo arbóreo e ações da Seção de Áreas Verdes da Prefeitura do Campus

Compensação ambiental na Área 2 do Campus – arquivo DVMANOPER

Você sabia que para cada árvore que precisa ser suprimida em nosso Campus no mínimo outras quatro são plantadas? Quando são árvores mais antigas, maiores e de espécies nativas esse número pode chegar a oito novas árvores.

Até novembro de 2019, 4.032 árvores foram plantadas no Campus, parte delas como compensação ambiental (também chamado de pedágio) em virtude da supressão de outras 382, seguindo determinação da Coordenadoria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Carlos – SP. Além disso, três relatórios – para cada uma das mudas – precisam ser apresentados evidenciando o plantio, desenvolvimento e crescimento no período de um ano.

Nosso Campus conta com cerca de 17.000 árvores, 2.000 na Área 1 e 15.000 na Área 2. Na Área 2, são 213.012,51 m² de reserva legal e 144.028,39 m² de Área de Preservação Permanente (APP).

Quando a poda ou supressão é necessária

A medida que recomenda a poda de galhos ou até mesmo a supressão de uma árvore é baseada em ações preventivas e laudos técnicos de especialistas e busca evitar possíveis quedas preservando a integridade física de pessoas e do patrimônio material do Campus. Em 2013, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) produziu um relatório técnico sobre a avaliação das árvores da USP São Carlos que, baseado em resultados de análise externa e, algumas vezes, com o uso de tomógrafo, recomendou o manejo de 616 árvores, das quais 103 a serem suprimidas – o que foi feito. Naquele ano, houve um evento fatal com uma estudante atingida por um galho.

Reservas legais e APPs na Área 2 – Foto: Edmilson Luchesi – Comunicação PUSP-SC

Atualmente, essas avaliações contam com o apoio de especialistas da área: os doutores Pedro Pacheco, engenheiro florestal da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), e Demóstenes Ferreira da Silva Filho, professor no Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), ambas da USP.

Como um dos principais objetivos da interação com esses especialistas, pretende-se criar um sistema de monitoramento identificando as árvores da Área 1 que representam algum tipo de risco por meio de placas de sinalização de alerta até que o procedimento preventivo recomendado seja efetuado. Também serão coletadas informações sobre as árvores com identificação de espécie, necessidade de podas ou outro tipo de fragilidade; as informações farão parte de um banco de dados que visa facilitar a gestão e o manejo arbóreo do Campus.

Palmeiras-jerivás: plantadas em 2013, no entorno da Praça Registrum na Área 1 – Foto: Sônia Costardi – DVMANOPER

O professor Sergio Paulo Campana Filho, membro da comunidade há 46 anos e atual Prefeito do Campus, destaca que a PUSP-SC preocupa-se tanto com a preservação ambiental quanto com a segurança e integridade física de pessoas e do patrimônio público da USP. “As soluções menos radicais possíveis sempre são buscadas, tentando inicialmente tratar ou eliminar as enfermidades das árvores para que se evite a supressão. Essa última é feita apenas após avaliação profissional fundamentada em laudos técnicos periciais e conforme as leis brasileiras, exigindo um trabalho meticuloso que envolve corte e retirada de galhos e troncos e até contratação de pessoal terceirizado, no caso de árvores de maior porte”.

Áreas Verdes da PUSP-SC

A Seção de Áreas Verdes e Meio Ambiente (SCVERD) – criada há 47 anos – e a Área de Projetos da Divisão de Manutenção e Operação (DVMANOPER) da Prefeitura do Campus USP de São Carlos (PUSP-SC) realizam esse trabalho de manejo arbóreo e contam com a colaboração de um engenheiro agrônomo. A arquiteta Sônia Costardi, da DVMANOPER, coordena as atividades referentes às Áreas Verdes.

Rogério Eduardo Bastos, chefe da DVMANOPER, explica que a SCVERD é importante “pois ela analisa previamente e executa a retirada e poda de galhos de árvores com perigo de quedas iminentes diminuindo e minimizando, com isso, os riscos de danos em veículos, edificações e acidentes com pedestres. Além disso, executa um trabalho relevante de abertura e reaterro de covas para plantios de novas mudas de árvores com a devida adubação e irrigação”.

Clique AQUI e saiba mais detalhadamente quais as ações desenvolvidas pela SCVERD da PUSP-SC.

Mais informações:
DVMANOPER PUSP-SC: (16) 3373-9125
E-mail: manutencao.prefeitura@sc.usp.br

(Por: Suzana Xavier da Assessoria de Comunicação da PUSP-SC)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

Exposição complementa formação científica de jovens alunos

Está tudo preparado para a inauguração, neste mês de junho e em data a ser divulgada oportunamente, da exposição intitulada “A Vida: Do Visível ao Invisível”, que ocorrerá no “Museu de Ciência Prof. Mario Tolentino”, em São Carlos. A organização é do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CePOF), um dos CEPIDs da FAPESP alocado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), e da Prefeitura Municipal de São Carlos, através de diversas secretarias municipais, como as de Educação, Esportes e Lazer, e Ciência e Tecnologia, entre outras.

Em traços gerais, esta exposição tem o objetivo primordial de complementar a formação científica dos jovens alunos da cidade e região, utilizando, para isso, um ambiente extra-curricular informal onde a criança possa aprender, de forma natural, os conceitos de tudo o que a rodeia, não tendo a obrigação de demonstrar o conhecimento adquirido. Esta ação tem o intuito de a criança poder observar e apreciar aquilo que está sendo exposto e entender os fatos, algo que certamente ficará gravado em sua memória.

Desta forma, crianças e jovens estudantes poderão tomar ciência de tudo o que não se vê, como são os casos das bactérias, fungos, vírus, etc., e como todos eles afetam tudo aquilo que podemos ver – o corpo humano e a Natureza -, explorando, em simultâneo, o mundo das células, microrganismos, átomos, e até os minerais, materiais e o próprio Universo em si mesmo. “É a partir do micromundo que conseguimos entender tudo o que está ao nosso redor; o que se espera é que as escolas – professores e alunos – aproveitem ao máximo esta exposição”, salienta Vanderlei Bagnato, pesquisador e coordenador do CePOF-IFSC/USP, idealizador desta iniciativa.

Prevista para permanecer alguns meses no “Museu de Ciência Prof. Mario Tolentino”, ao que se seguirá períodos de permanência nas escolas, esta mostra, dedicada apenas aos jovens alunos de São Carlos e região, obedecerá a todos os protocolos de segurança sanitária, não sendo permitidas aglomerações, sendo que as visitas deverão ser previamente agendadas e organizadas em grupos pequenos. “Respeitando todas as limitações de público, a nossa ideia é já começar a preparar o terreno para a recuperação da educação científica dos jovens alunos que praticamente estão completando dois anos grudados nos computadores e televisões, embora tenha gente que ache que isso é o bastante, mas não é…”, pontua o pesquisador da USP de São Carlos.

Para o Prof. Vanderlei Bagnato, a ciência exige observação e atividades práticas. “Por esse motivo, o CePOF-IFSC/USP está contribuindo desta forma para a aceleração da educação científica de nossas crianças e jovens, estando já em curso a organização de outras cinco mostras que darão uma continuidade a esta primeira iniciativa”, conclui o docente.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Seminário internacional “Inteligência Artificial: Democracia e Impactos Sociais”

O Centro de Inteligência Artificial da USP (C4AI) realiza nos próximos dias 13 e 14 de dezembro, o seminário internacional “Inteligência Artificial: Democracia e Impactos Sociais”, voltado a docentes, pesquisadores, profissionais da indústria e estudantes, que possam apresentar e discutir artigos relacionados com a área de Inteligência Artificial e temas correlatos.

Neste sentido, o C4AI já está aceitando resumos expandidos na chamada de trabalhos, cujas principais datas, são:

22 de junho – prazo máximo para envio de resumos – veja AQUI as diretrizes para autores;

22 de julho – Resultado dos resumos aprovados;

22 de novembro – prazo máximo para submissão dos artigos completos, sendo que os artigos aceitos e apresentados serão publicados nos anais do evento, em livro baseado no seminário, e em dossiê da Revista de Estudos Avançados da USP (VER AQUI).

Este seminário apresentará três Mesas, cujos temas poderão servir de inspiração para a elaboração dos artigos, a saber:

 

Mesa 1 – Democracia e inteligência artificial

Na última década, países de grande estabilidade política e forte compromisso com a liberdade de expressão viram seus debates públicos se degradarem como se tivessem caído no abismo. Nas plataformas sociais, técnicas anônimas e insidiosas de manipulação em massa corromperam o desenvolvimento da opinião pública. A democracia começou a produzir seu oposto, elegendo líderes que tentavam e ainda atentam contra o Estado Democrático de Direito. No centro da revolução global, as estratégias sombrias implementadas por algoritmos ultra complexos aprenderam como explorar os medos e desejos das multidões e de cada indivíduo para produzir fanatismo e irracionalidade. A política perdeu a conexão com o conhecimento da verdade factual, enquanto os líderes obscurantistas se dedicaram a atacar os direitos fundamentais, a ciência e a dignidade humana. A tecnologia pode ser usada para impulsionar a barbárie e destruir a civilização? Este ciclo selvagem tem limites? Há alguma saída? Como podemos superar a era da desinformação em que naufragamos? Dentre os temas de interesse desta mesa de conferência, destacam-se os seguintes:

-Uso de dados pessoais para fins de manipulação de indivíduos e grupos;

-Inteligência artificial dedicada à vigilância de comportamentos para impulsionar a publicidade;

-Legislação protetora: o dilema entre respeitar a liberdade de expressão e combater a fraude que viola o direito à informação;

-Como os serviços de mensagens privadas (como o WhatsApp) se tornaram motores de publicidade invasiva para fins partidários;

-Possíveis usos de blockchain e inteligência artificial para combater e conter a indústria de desinformação;

 

Mesa 2 – A inteligência artificial ética e a ética da inteligência artificial

A inteligência artificial já está em assistentes pessoais, vacinas, veículos autônomos, cirurgia assistida por computador, sistemas de negociação, ensino à distância, mídia digital, e-commerce e uma infinidade de outras aplicações. Algoritmos de alto desempenho e técnicas de aprendizado de máquina / deep learning são utilizados para facilitar a convivência, melhorar a qualidade de vida e reduzir a desigualdade entre classes, grupos sociais e países. No entanto, como as técnicas de IA nem sempre encontram suporte nos sistemas que regulam a vida das sociedades, uma vasta gama de problemas éticos e morais se manifestam intensamente neste campo. Dentre os temas de interesse desta mesa de conferência, destacam-se os seguintes:

-Ética e tomada de decisão nas interfaces tecnológicas;

-Dados pessoais e o direito à privacidade no mundo digital;

-Vigilância e discriminação algorítmica;

-Ética corporativa e políticas de diversidade na sociedade informatizada;

-Transparência e controle social sobre sistemas de inteligência artificial;

-Desigualdades e tecnologias de inteligência artificial;

-Biometria, leitura facial e viés de algoritmo;

-Explanabilidade e interpretabilidade;

 

Mesa 3 – Inteligência artificial e o futuro do trabalho

A inteligência artificial tem sido comparada à eletricidade pela sua tecnologia de uso geral, podendo ser aplicada em todos os setores de atividade. O impacto da Inteligência Artificial no trabalho é potencialmente universal, permitindo avanços na automação em todos os campos da economia, da indústria aos serviços de saúde, da agricultura às finanças, da mobilidade ao entretenimento. A inteligência artificial já penetra redutos antes considerados fora do alcance das máquinas, como pesquisas, procedimentos de avaliação, tomadas de decisão e até atividades consideradas criativas. O futuro do trabalho está em foco. A inteligência artificial substituirá o trabalho humano ou o tornará mais produtivo e recompensador? O que acontecerá com a força de trabalho deslocada pela tecnologia? Como formar e qualificar profissionais para esta nova era tecnológica? Como as leis trabalhistas se adaptarão ao trabalho em massa e outras novas fronteiras nas relações de trabalho? Como garantir transparência e equidade na gestão do trabalho? Dentre os temas de interesse desta mesa de conferência, destacam-se os seguintes:

-Impactos da inteligência artificial na criação e destruição de empregos;

-Relações trabalhistas na economia de plataforma;

-Legislação e regulamentação do trabalho sob demanda;

-Os sistemas de ensino e as novas demandas de qualificação profissional;

-Inteligência artificial e viés de seleção em plataformas de recrutamento profissional;

-O uso de inteligência artificial na promoção da diversidade nas empresas;

Em breve, informações sobre os palestrantes, que constarão da programação (VER AQUI).

Dúvidas: c4ai.human.seminar@usp.br

Caso deseje acompanhar novidades sobre o evento, acesse:
– Twitter @c4ai_hseminars
– Instagram @c4ai_hseminars
– Facebook c4ai.hseminars
– Linkedin https://www.linkedin.com/company/c4ai-hseminars/

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

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SBF elege pela primeira vez uma mulher como presidente

Pela primeira vez em sua história, a Sociedade Brasileira de Física (SBC) elegeu uma mulher para conduzir os destinos desta prestigiada sociedade científica, cujos resultados foram conhecidos no passado dia 17 de junho. Perfeitamente conhecedora dos meandros da SBF, até porque desempenhou as funções de tesoureira da entidade na anterior gestão, a Profª Débora Peres […]

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