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Indicações para os “Prêmios Princesa das Astúrias – 2019”

Estão abertas até o próximo dia 28 de fevereiro as indicações para os Prêmios Princesa das Astúrias – 2019, evento promovido pela Fundação Princesa de Astúrias (Espanha).

Os Prêmios Princesa de Astúrias são destinados a distinguir o trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário realizado por pessoas, instituições, grupos de pessoas ou de instituições no âmbito internacional, para o progresso e o bem-estar social de forma relevante e exemplar, e são concedidos em 8 (oito) categorias: Artes, Letras, Ciência Sociais, Comunicação e Humanidades, Investigação Científica e Técnica, Cooperação Internacional, Esportes e Concórdia.

O Prêmio Princesa de Astúrias é composto por escultura de Joan Miró (símbolo dos Prêmios Princesa de Astúrias), diploma, insígnia e 50.000 euros. Se o prêmio for partilhado, esta quantia será dividida em partes iguais entre os vencedores.

As indicações, devidamente justificadas, deverão ser encaminhadas pelo(a) Diretor(a) da Unidade da USP, conforme sugestão/recomendação da respectiva Comissão de Pesquisa.

Os interessados em concorrer a este prêmio deverão encaminhar toda a documentação necessária para a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, através do email – prp@usp.br – (indicar no assunto “[sigla da Unidade] indicação Prêmios Princesa de Astúrias – 2019”).

Documentação necessária (em PDF):
1-Informação da categoria escolhida;
2-Curriculum vitae;
3-Méritos que demonstram a relevância internacional da candidatura;
4-Documentos de apoio à candidatura – cartas de apoio e adesões, bibliografia, materiais audiovisuais comprovativos dos méritos da candidatura apresentada.

Os objetivos da Fundação são contribuir para o enaltecimento e promoção de todos aqueles valores científicos, culturais e humanísticos considerados como patrimônio universal.

As indicações das Unidades, recebidas na Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, até o prazo estipulado, serão encaminhadas à Coordenação Executiva do Gabinete do Reitor.

Para obter mais informações sobre os Prêmios Princesa de Astúrias – 2019, clique AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

2019 – Um ano com muita esperança da sociedade na área da saúde

Parece incrível que já estamos iniciando um novo ano.

As preocupações para o próximo ano são muitas, a exemplo: situação financeira, educação, empregos, relacionamentos e saúde.

Não há dúvida que a saúde lidera a lista. Com uma sociedade cada vez mais madura, e necessitando de soluções para os seus problemas de saúde, a preocupação com o tema faz muito sentido. Motivo da frase e desejo, muitas vezes cantada na virada do ano: “…muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender…” .

Nossa sociedade cada vez mais sofre e sofrerá com problemas crônicos, destacando: diabetes, fibromialgia, artroses, dentre outras doenças conhecidas e comuns ao cidadão. Elas precisam de constantes cuidados para a manutenção e soluções, permitindo contornar seus efeitos e problemas, preservando assim a qualidade de vida.

No decorrer de 2018, várias tecnologias inovadoras foram desenvolvidas pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com a Biotec, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e financiadas pela FAPESP, CNPQ e EMBRAPII, regularmente anunciadas.

Segundo o Coordenador do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF) – IFSC/USP, Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, “2019 será o ano onde as empresas parceiras deverão lançar essas novas tecnologias no mercado. “ Não vemos a hora de poder estar disponível para toda a sociedade essas novas tecnologias, onde poderá ser tratada a artrose, considerada uma moléstia crônica que faz diversas pessoas sofrerem. O número crescente de pessoas necessitadas, distribuídas por todo o País, é enorme, sendo necessário que essas tecnologias estejam disponíveis para todos, rompendo as limitações e desafios. Caso contrário, a localização geográfica se tornará uma barreira. Não é viável as pessoas estarem se deslocando de diversos locais para receberem tratamento aqui em São Carlos. Temos que levar para as diversas localidades nossas descobertas e desenvolvimentos…”.

Além do sistema para tratamento de artrose (que foi notícia em quase toda a impressa), diversas tecnologias na área de câncer e raios-X deverão chegar ao comércio. “Este é o melhor presente que daremos para a sociedade brasileira em 2019“, conclui Bagnato.

Rui Sintra e Kleber Chicrala – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Saindo do IFSC/USP e partindo à conquista da Petrobras

CENPES – PETROBRAS

O motivo pelo qual escolheu a área da Física foi o interesse que sempre manifestou em entender como funcionam as coisas, como, por exemplo, as particularidades da Natureza, como um todo, algo que igualmente sempre esteve ligado ao sonho de poder vir a ser um cientista. Aprender… Entender… Aplicar.

Willian Andrighetto Trevizan tem 25 anos, nasceu em São José do Rio Preto (SP) e desenvolve sua atividade profissional no Centro de Pesquisas da Petrobras, Rio de Janeiro, no laboratório de ressonância magnética nuclear. Um dos maiores apoios que recebeu para seguir a área da Física foi através de seus pais, embora no início eles tenham mostrado algumas reticências. Hoje, sorri ao recordar o comentário que seu pai fez recentemente: “Nossa, quando você disse que ia fazer física eu fiquei meio preocupado”. Willian conta que nos seus tempos de estudante teve um professor de física que era meio estranho, tipo maluco, e logo relacionou a imagem do “tal” professor quando falou para seu pai que ia fazer física. Mas, o certo é que sempre recebeu o maior apoio de seus pais.

Foi com o foco de seguir a carreira acadêmica que Willian optou por fazer sua graduação no IFSC/USP, em 2005, e essa ideia – quase obsessiva, acompanhou-o durante toda sua vida acadêmica: “É comum, na graduação de física, o pessoal ir desanimando e desistindo no meio. No meu caso, isso não aconteceu”, conta o nosso entrevistado. Embora ainda sem um foco específico solidificado em relação a seu futuro profissional, Willian continuou com aquele entusiasmo inicial, com uma preferência muito forte pela pesquisa teórica, mantendo sua ânsia de entender como as coisas funcionavam. Durante a graduação, fez uma iniciação científica na área de ressonância magnética, por seis meses, mas o mundo teórico continuava falando mais alto; era uma paixão, tendo levado em frente esse objetivo e concretizado o mestrado sob a supervisão do saudoso Prof. José Eduardo Martinho Hornos, na vertente de modelagem de sistemas biológicos.

Foi quando, de repente, o jovem Willian parou para pensar seriamente sobre o caminho que tinha pela frente, traduzido em um momento de reflexão no primeiro patamar da transição para adulto: de repente, a carreira acadêmica deixou de fazer sentido para o jovem: “Comecei a pensar que iria demorar bastante para alcançar uma estabilidade e um retorno econômico-financeiro, já que o que eu estava fazendo não dava garantia de aplicação: isso começou a me incomodar seriamente”, recorda Willian Trevizan, que admite que é exatamente no mestrado que começam a surgir elementos novos para o aluno, abrindo-se outras perspectivas.

Willian Trevizan

Lentamente, o sonho de ser cientista ficou para trás e Willian decidiu terminar o mestrado (teórico) e parar por aí. Embora tenha feito a prova de doutorado, com resultado positivo, o jovem estudante decidiu partir à procura de um rumo profissional na área produtiva: se não desse certo, então voltaria para a academia. Quase como respondendo aos anseios de Willian, a Petrobras abriu, nesse período, um concurso para admissão de físicos na área de geofísica e isso atraiu a atenção do jovem estudante: “Nesse concurso tinha provas para geofísicos, geólogos e físicos e eu resolvi arriscar. Simultaneamente, comecei a trocar impressões com o Prof. Tito José Bonagamba, do IFSC-USP, já que ele tinha alguns projetos em parceria com a Petrobras na área de ressonância magnética e foi ele que me convenceu a fazer o doutorado, até porque isso poderia ser um diferencial para o concurso que eu estava prestes a encarar”, explica Willian. E a estratégia acabou dando certo. Willian fez a prova da Petrobras, com tempo para fazer algumas matérias do doutorado e, quando saíram os resultados da avaliação, o jovem estudante ficou sabendo que das três vagas que estavam em disputa na empresa, ele tinha ficado com uma delas, classificado na segunda posição na área de Física, entre cerca de novecentos candidatos.

Willian Trevizan trabalha atualmente no Centro de Pesquisas da Petrobras, Rio de Janeiro (CENPES), no laboratório de ressonância magnética nuclear e a missão profissional do jovem ex-aluno do IFSC/USP está exatamente entre o momento em que se fura um poço para a prospecção de petróleo e quando se descem várias ferramentas que medem as propriedades das paredes desse poço. Isso explica a necessidade de um laboratório multidisciplinar de RMN dentro da empresa, que dá todo o apoio científico de interpretação de dados, tanto para o uso de informações para fins tradicionais, quanto para projetos de pesquisa a fim de explorar propriedades adicionais.

Quanto à questão financeira, Willian diz que valeu o esforço. De acordo com ele, o salário inicial é aproximadamente na faixa dos oito mil reais, no mínimo, e conforme o profissional vai adquirindo experiência e trilhando sua carreira, ele poderá passar a auferir aproximadamente vinte mil reais mensais, fora os benefícios que algumas empresas oferecem. Para Trevizan, o Brasil não tem formado tanta gente quanto deveria, até porque essa área é de interesse mundial. Conta, também que o Instituto de Física de São Carlos (USP) oferece um ensino muito bom nessa área, pelo que os alunos têm uma excelente base. Algo que foi muito importante na trajetória de Trevizan, foi a honestidade que ele teve consigo mesmo, não só em relação a sair da carreira acadêmica, já que existem muitos casos de sucesso de amigos seus que optaram por ficar nela.

Quanto à formação profissional, Trevizan sublinha que não existe uma graduação formal na área de Petrofísica, que é de bastante interesse para a indústria do petróleo. Quanto à formação que o IFSC/USP oferece, ela se refere à capacitação de se trabalhar com a área de Geofísica e com pesquisa em geral. Regressando à honestidade que Trevizan manteve com ele mesmo, o ex-aluno do IFSC-USP afirma que esse é um dos principais ingredientes que os estudantes precisam ter, ou seja, uma honestidade com eles mesmos naquilo que os move a seguir em frente: “Todas as pessoas que conheço e que se deram bem na carreira passaram por esse processo de decisão. É um ponto que deve ser abrangente”, finaliza.

Entrevista publicada no livro intitulado “Egressos do IFSC/USP que atuam fora da academia” – por: Prof. Tito José Bonagamba e Rui Sintra-jornalista)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Calor e calor específico – O que são? Pesquisador do IFSC/USP explica

A definição para “calor” é simples: energia.

A definição para “calor específico” traduz-se em uma grandeza que define a temperatura atingida por uma substância ao receber uma determinada quantidade de calor.

Exemplos práticos e experimentos relacionados a estas duas definições poderão ser encontradas em mais um programa no Canal “Oficiência” (Youtube), ou na TV/USP-CEPOF (Canal 10 da Net São Carlos), coordenado pelo docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Luiz Antônio de Oliveira Nunes.

Clique na imagem abaixo para assistir e apaixone-se de vez pela Física, uma área do conhecimento que abre portas para inúmeras atividades profissionais.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

A USP no interior – uma data esquecida após 70 anos

A Universidade de São Paulo tem celebrado com grande carinho duas datas importantes de sua história e intrinsecamente associadas a dois momentos de relevo para o nosso País.

Poucos anos após a Declaração da Independência do Brasil, Dom Pedro I, em um Decreto-Lei de 11/8/1827, há 191 anos, criou a Academia de Direito de São Paulo, hoje nossa prestigiosa Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Imediatamente após a Revolução Constitucionalista de 1932, surgiu o movimento para criar uma universidade que pudesse fortalecer o Estado de São Paulo. Enfim, em 25/1/1934, há 84 anos, o governador do Estado de São Paulo, Armando de Salles Oliveira, criou a Universidade de São Paulo (USP), já incluindo a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Essas duas ações transformaram o Estado de São Paulo e nosso País. Por essa razão, devemos celebrá-las com grande vigor todos os anos.

No entanto, a USP teve um terceiro momento de enorme valor histórico, que transformou o interior do Estado de São Paulo e trouxe novas e ricas vertentes para nossa Universidade.

Estação Ferroviária de São Carlos (anos 40/Séc.XX)

Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu um intenso movimento para a criação de estabelecimentos de ensino superior em cidades do interior do Estado de São Paulo. A comunidade de São Carlos agiu fortemente neste sentido, com o desejo da cidade ser um dos municípios-sede, em função de suas credenciais (1).

O deputado estadual de São Carlos, Miguel Petrilli, abraçou a nobre causa e submeteu à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o Projeto de Lei número 10, no dia 25/7/1947, propondo a criação da Universidade de São Carlos (2).

Deputado Estadual Miguel Petrilli

Por razões similares, no dia 8/8/1947, o deputado estadual Luiz Augusto Gomes de Mattos apresentou à Alesp o Projeto de Lei número 37, propondo a criação da Universidade de Ribeirão Preto (3).

Embora gerando grandes debates na Alesp a partir de 25/7/1947 (4,5), recebendo uma manifestação de desaprovação por unanimidade do Conselho Universitário da USP em 12/5/1948 (6,7) e tendo o veto do governador do Estado de São Paulo em 10/9/1948 (8), o embrião da proposta apresentado pelo deputado estadual Miguel Petrilli (Projeto de Lei número 10) evoluiu e alcançou êxito em 24/9/1948, em pouco mais de um ano, com a publicação da Lei número 161 (9,10), criando, entre outros estabelecimentos de ensino superior, a Escola de Engenharia de São Carlos e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Durante esse período, Adhemar Pereira de Barros e o professor Lineu Prestes eram, respectivamente, o governador do Estado de São Paulo e o reitor da USP.

Tendo em mente o enorme sucesso alcançado pelos dois primeiros estabelecimentos de ensino superior criados no interior do Estado de São Paulo sob a tutela da USP no início da década de 1950, a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), bem como de todos os outros campi e Unidades de Ensino e Pesquisa da USP originados na esteira deste movimento, não podemos nos esquecer do dia 24/9/1948, do propositor inicial desta Lei, deputado estadual Miguel Petrilli, nem daqueles que brilhantemente o auxiliaram aprimorando o projeto inicial, destacando o deputado estadual Luiz Augusto Gomes de Mattos.

Coube a honra de inaugurar as atividades da FMRP/USP em 1952, sob a direção do professor Zeferino Vaz, e da EESC/USP em 1953, sob a direção do professor Theodoreto de Arruda Souto, ao governador Lucas Nogueira Garcez. Durante esse período, o reitor da Universidade de São Paulo foi o professor Ernesto Moraes Leme.

Essa história ainda deve ser mais bem contada e reconhecida pela USP, com o cuidado de prestigiar todos os nomes de destaque deste importante momento da nossa Universidade, que transformou o interior do Estado de São Paulo e aperfeiçoou a USP como um todo.

Embora tardiamente, parabéns à USP do interior por esta importante data e pelo seu contínuo sucesso desde o início da década de 1950!

(Por: Prof. Tito José Bonagamba – Fotos do Acervo Valentim Guelles Neto e de Rui Sintra)

Referências:
1) Vide jornais da época de São Carlos, entre 1947 e 1948.
2) https://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=1025324
3) https://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=1025361&tipo=1&ano=1947
4) Vide transcrições dos debates ocorridos na ALESP em torno do Projeto Lei nº 10 de 25/07/1947, transformado na Lei nº 161 de 24/09/1948.
5) A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP (1948 -1975), Marcelo José Araújo, Tese de Doutorado, UFSCar, 2007.
6) Vide Processo USP nº 14.138-47, Projeto de Criação da Universidade de São Carlos: Parecer da Comissão de Ensino e Regimentos.
7) Vide Manifestação do Reitor da USP ao Governo do Estado de São Paulo, 12/05/1948 – N.S/G 198, P. 3783/48.
8) Vide Veto do Governador do Estado de São Paulo ao Projeto, Gabinete do Governador do Estado de São Paulo, 10/09/1948, N. 13-48, A.T.L. – Proc. 621-48, A.T.L.
9) https://www.al.sp.gov.br/norma/30284
10)http://dobuscadireta.imprensaoficial.com.br/default.aspx?DataPublicacao=19480926&Caderno=Poder%20Executivo&NumeroPagina=29

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Na vanguarda: relógio atômico na USP de São Carlos

Imagem de um dos relógios atômicos dos laboratórios de São Carlos – USP

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), juntamente com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), possuem a maior iniciativa de metrologia científica de tempo e frequência, através dos únicos relógios atômicos genuinamente construídos no Brasil.

Relógios atômicos são sistemas que verificam as oscilações dos elétrons no interior dos átomos, permitindo medir o segundo com uma precisão tão incrível, que se pode definir a idade do universo com a precisão de um segundo, o que permite fazerem-se maravilhas, como a de ter o sistema GPS com altíssima precisão.

Os relógios atômicos são, por estes motivos, fundamentais para navegação, telecomunicação e computação, dentre muitas outras aplicações.

Prof. Daniel Varela (EESC-USP) ao lado de novo desenvolvimento de relógio atômico compacto

Além de serem instrumentos precisos, os relógios atômicos permitem definir o segundo: o valor de “um segundo” é definido com base na medida das oscilações eletromagnéticas do átomo de Césio, segundo o sistema internacional de unidades (SI). E, para melhorar ainda mais a definição do segundo, o tempo internacional é definido com a contribuição de diversos relógios atômicos espalhados por todo o mundo. Esta espécie de “consórcio” de relógios atômicos é muito mais poderosa do que cada um individualmente, sendo que para fazer parte deste consórcio são necessários diversos requisitos.

A instituição francesa BIPM (Bureau International des Poids et Measures) é quem mantém e coordena este conjunto de laboratórios, sendo que o Laboratório de Tempo e Frequência, sob a gestão do IFSC/USP e da EESC/USP, passou agora a fazer parte deste seleto grupo de infraestruturas que contribuem com a definição do tempo internacional. Isto é algo fantástico, não apenas pelo fato do nome da cidade de São Carlos sair agora nos relatórios mundiais dos contribuidores, ao lado dos grandes centros do mundo, como também pelo fato de se tratar de um reconhecimento internacional para a qualidade e modernização dos laboratórios existentes em nossa cidade.

Segundo os professores Daniel Varela (EESC/USP) e Vanderlei Bagnato (IFSC/USP): “Nossa contribuição para o segundo internacional comprova que metrologia é também um dos talentos de nossa cidade. Aqui reside o único laboratório do hemisfério sul a desenvolver padrões primários de tempo. Se as empresas pararem de comercializar relógios atômicos, nós, em São Carlos, teremos como manter muita coisa funcionando” .

Prof. Vanderlei Bagnato

São Carlos, que já é conhecida mundialmente pela ciência e tecnologia que abriga, agora tem também mais um marco de reconhecimento. Segundo Bagnato: “Somos sortudos em termos uma engenharia aqui na EESC/USP com o nível que tem, e que abraçou a metrologia científica de tempo e freqüência, algo na fronteira do conhecimento, como uma de suas áreas de trabalho. Isto permite formar melhor alunos e atender a nação”.

(Com informações de Kleber Chicrala/IFSC-USP)

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

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Indicações para os “Prêmios Princesa das Astúrias – 2019”

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