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6 de fevereiro de 2026

Ciência aberta: novo guia da USP traz orientações para a comunidade acadêmica

Primeira edição do “Guia para Ciência Aberta”, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da USP, já está disponível para download gratuito

Guia destaca a importância da ciência aberta no combate à desinformação – Arte sobre foto de Cecília Bastos/USP Imagens

A ciência aberta tem como finalidade tornar os achados e processos da pesquisa científica abertos, transparentes e reprodutíveis. Ela também decorre da concepção da ciência como fenômeno social e resulta em incentivar pesquisas colaborativas que possam trazer benefícios às sociedades. O Guia para Ciência Aberta, desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Ciência Aberta, criado no âmbito da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) da USP, visa à promoção do amplo acesso ao conhecimento produzido na Universidade. Em sua primeira edição, está disponível para download gratuito neste link.

A Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) reconhece a ciência aberta como fundamental para a busca de soluções para os desafios da atualidade, sejam eles ambientais, socioeconômicos ou políticos, e para a promoção do bem-estar da sociedade. Segundo a apresentação, o guia apresenta atividades de pesquisa na USP por meio da apresentação de conceitos relevantes, fontes de informações e ferramentas de apoio. “Entendemos que a disseminação do conhecimento sobre ciência aberta é uma importante ferramenta de promoção de transparência e de confiabilidade na produção de conhecimento na universidade”, dizem os autores.

Por tratar-se de conceitos e práticas em processo de expansão, as recomendações contidas neste guia estão sujeitas a mudanças e desdobramentos conforme venham à luz novos debates e entendimentos, como informam os autores. “A Ciência Aberta não se limita a alguns aspectos conceituais e práticos da pesquisa desenvolvida no ambiente acadêmico: ela consiste em um ecossistema no qual todas as informações da pesquisa, ao longo de toda sua realização, são compartilhadas em um sistema aberto e dotado de múltiplos recursos para a rápida e contínua disseminação do conhecimento”, explicam na introdução da obra.

Impactos na sociedade

Para os autores, a adesão à ciência aberta implica significativas mudanças culturais no ambiente acadêmico, o que se traduz em novas prioridades na pesquisa, tornando-a mais inclusiva e colaborativa e menos individual e competitiva. Além disso, continuam, promove maior rapidez e assertividade nas respostas às necessidades da sociedade, bem como economia de recursos empregados no financiamento das pesquisas, economia de tempo despendido em pesquisas redundantes ou em métodos mal-sucedidos e melhor organização das instituições para a promoção de políticas de pesquisa, entre outros.

Capa e páginas do guia que tem download gratuito – Foto: Guia para a Ciência Aberta/PRPI USP

Eles também destacam que a ciência aberta favorece a equidade social, na medida em que permite o acesso amplo e gratuito à pesquisa científica. Além disso, ao tornar a pesquisa científica amplamente acessível, a ciência aberta expande o conhecimento, tornando-o um bem compartilhado. “Nesse sentido, aprofunda e torna visível a dimensão pública da ciência, reforçando sua natureza social, que comporta duas dimensões: a sociológica, pela qual o conhecimento científico é produto da colaboração social, e sua propriedade e usufruto pertencem à comunidade, e a econômica, que prescreve que os achados científicos gerados pela pesquisa pública são um bem público ao qual todos devem ter acesso”, escrevem ainda na introdução.

Contexto brasileiro

Os autores contam que o conceito da ciência enquanto fenômeno aberto e público é relativamente antigo. O ano de 1665 marcou o surgimento das duas primeiras publicações científicas: Le Journal des Sçavants e Philosophical Transactions, esta última ligada à Royal Society of London e publicada até os dias de hoje. Mas o conceito de ciência aberta surgiu na década de 1990, como resultado de iniciativas de colaboração científica impulsionadas pela crescente globalização e dos avanços tecnológicos que vêm facilitando a comunicação nas últimas décadas.

No contexto brasileiro, impulsos relevantes para a ciência aberta ocorreram de forma relativamente precoce e estruturada, especialmente no campo do acesso aberto às publicações científicas. Eles citam que um marco fundamental foi a criação da Scientific Electronic Library Online (SciELO) em 1998, iniciativa coordenada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/Opas/OMS). “A SciELO tornou-se uma das primeiras plataformas no mundo a oferecer acesso aberto sistemático a periódicos científicos, promovendo a visibilidade internacional da produção científica brasileira e latino-americana e antecipando, em muitos aspectos, os princípios que viriam a ser conhecidos posteriormente pelo movimento global de acesso aberto.”

Tópicos do guia sobre a prática da ciência aberta nas etapas de pesquisa – Foto: Guia para a Ciência Aberta/PRPI USP

Ao longo dos anos, segundo eles, o Brasil ampliou esse compromisso por meio de políticas institucionais e iniciativas de fomento, como os repositórios institucionais das universidades públicas, as diretrizes da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior ) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para disseminação de resultados de pesquisa, reforçando o papel do País como ator relevante na promoção de uma ciência mais aberta e colaborativa.

“A ciência aberta ganhou ainda mais espaço e visibilidade nos últimos anos devido à crescente necessidade do combate à desinformação, bem como à percepção de distanciamento ainda elevado entre universidade e sociedade. Embora tenham-se originado no âmbito da pesquisa e da inovação, é desejável que, em uma universidade como a USP, voltada à pesquisa, à inovação, ao ensino e à extensão, os princípios e práticas da ciência aberta se estendam a todos os domínios da experiência universitária”, declaram, apontando que na Declaração USP de Apoio à Ciência Aberta (2021), se reforça o compromisso para a promoção da ciência aberta em todas as atividades da Universidade.

Guia para Ciência Aberta está disponível no site da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da USP neste link. 

Por Jornal da USP

24 de junho de 2025

Revista Nature adota revisão transparente

 

Link: https://revistas.usp.br/wp/noticias/revisao-transparente

sta é uma reprodução da matéria originalmente publicada na edição de junho de 2025 da Revista Fapesp.

A revista Nature passou a divulgar, como um anexo em todos os seus artigos que apresentem resultados de pesquisa, relatórios com os pareceres dos revisores que analisaram os manuscritos e as respostas que eles receberam dos autores.

A identidade dos avaliadores continuará sigilosa, mas as trocas que eles estabeleceram com os autores, intermediadas pelos editores da revista, poderão ser analisadas por qualquer leitor juntamente com o conteúdo dos artigos.

“Nosso objetivo com isso é desvendar o que muitos veem como a ‘caixa preta’ da ciência, esclarecendo como um artigo de pesquisa é feito. Isso serve para aumentar a transparência e (esperamos) construir confiança no processo científico”, informou um editorial publicado pela revista em 16 de junho.

O modelo não é uma novidade: surgiu no início da década de 2000, em um conjunto de 38 periódicos e, em 2019, já se espalhara por 617 publicações, de acordo com um estudo publicado em 2020 na revista Scientometrics por pesquisadores norte-americanos.

Títulos de diferentes editoras, caso do Journal of Physical Chemistry Letters, da ACS Publications, e de Advances in Methods and Practices in Psychological Science, da editora Sage, ofereciam a chance de publicar artigos com revisão por pares transparente.

O recurso já estava disponível na própria Nature desde 2020, mas os autores decidiam se os relatórios de seus artigos seriam divulgados ou não – e só uma parte deles aceitava compartilhar as informações. Ao definir que todos os artigos exibirão seu relatório de peer review, os editores da revista buscam compartilhar com o público o que é debatido nos bastidores do processo de publicação.

“Essas discussões, que podem durar meses, visam aprimorar a clareza de um estudo e a robustez de suas conclusões. É um processo extremamente importante que deve receber maior reconhecimento”, diz o editorial.

“Tornar públicos os relatórios dos revisores por pares também enriquecem a comunicação científica: é uma oportunidade de contribuir para a ‘história’ de como um resultado é alcançado ou como uma conclusão é sustentada, mesmo que inclua apenas as perspectivas de autores e revisores.

A história completa de um artigo é, obviamente, mais complexa, envolvendo muitos outros colaboradores.”

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

21 de maio de 2024

Destaques da produção científica do IFSC/USP (Bimestre janeiro/fevereiro 2024)

A Biblioteca do IFSC apresenta os artigos científicos produzidos pelos seus docentes e pesquisadores que foram identificados como mais citados (Highly Cited Papers) no bimestre Jan./Fev. de 2024 pela Essential Science Indicators, um dos produtos de citação da agência Clarivate Analytics/Thomson Reuters. Lembramos que o acesso ao texto completo é liberado para comunidade USP ou quem tem acesso ao Portal CAPES.

Para mais informações: sbiprod@ifsc.usp.br

 

ÁREA:   Biology & Biochemistry

Structural basis of nirmatrelvir and ensitrelvir activity against naturally occurring polymorphisms of the SARS-CoV-2 main protease 

 

ÁREA:   Chemistry

A review on chemiresistive room temperature gas sensors based on metal oxide nanostructures, graphene and 2D transition metal dichalcogenides 

Emergence of complexity in hierarchically organized chiral particles

Folding of xylan onto cellulose fibrils in plant cell walls revealed by solid-state NMR

Molecular docking and structure-based drug design strategies

The past and the future of Langmuir and Langmuir-Blodgett films 

Plasmonic biosensing: focus review 

 

ÁREA:   Clinical Medicine

Features of third generation photosensitizers used in anticancer photodynamic therapy: Review

 

ÁREA:   Computer Science

Clustering algorithms: a comparative approach

 

ÁREA:   Materials Science

A non-volatile organic electrochemical device as a low-voltage artificial synapse for neuromorphic computing

 

ÁREA:   Materials Science

SARS-CoV-2 infects the human kidney and drives fibrosis in kidney organoids

 

ÁREA:   Neuroscience & Behavior

Mechanosensing is critical for axon growth in the developing brain

 

ÁREA:   Pharmacology & Toxicology  

 

ADMET modeling approaches in drug discovery

Approaches to advance drug discovery for neglected tropical diseases

 

ÁREA:   Physics

Antiproton flux, antiproton-to-proton flux ratio, and properties of elementary particle fluxes in primary cosmic rays measured with the Alpha Magnetic Spectrometer on the International Space Station

Generalized geometric quantum speed limits   

Multiple galactic sources with emission above 56 TeV detected by HAWC

Observation of new properties of secondary cosmic rays lithium, beryllium, and boron by the alpha magnetic spectrometer on the International Space Station

Observation of the Identical Rigidity Dependence of He, C, and O Cosmic Rays at High Rigidities by the Alpha Magnetic Spectrometer on the International Space Station

Precision measurement of the boron to carbon flux ratio in cosmic rays from 1.9 GV to 2.6 TV with the Alpha Magnetic Spectrometer on the International Space Station

Precision measurement of the helium flux in primary cosmic rays of rigidities 1.9 GV to 3 TV with the Alpha Magnetic Spectrometer on the International Space Station

Precision measurement of the proton flux in primary cosmic rays from rigidity 1 GV to 1.8 TV with the Alpha Magnetic Spectrometer on the International Space Station

Revisiting the optical bandgap of semiconductors and the proposal of a unified methodology to its determination

The Kuramoto model in complex networks

The Pierre Auger Cosmic Ray Observatory

Towards understanding the origin of cosmic-ray positrons

 

ÁREA:   Space Science

Multi-messenger observation s of a binary neutron star merger

 

2 de junho de 2021

USP está entre universidades que mais publicam estudos sobre covid-19 no mundo

A USP é uma das instituições que mais produzem conhecimento científico sobre a pandemia de covid-19 no mundo, segundo um levantamento feito pela empresa Clarivate Analytics, referência internacional em cientometria e bibliografia científica. De acordo com os dados, pesquisadores da USP publicaram mais de 2,9 mil trabalhos sobre covid-19 desde o início de 2020 até março de 2021, o que coloca a Universidade como a 33ª maior produtora mundial de conhecimento sobre a pandemia nesse período. Logo em seguida, vem a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com mais de 2 mil trabalhos publicados.

Confira a matéria completa:  https://jornal.usp.br/universidade/usp-esta-entre-universidades-que-mais-publicam-estudos-sobre-covid-19-no-mundo/

Por:  Helton Escobar (Jornal USP)

30 de abril de 2021

Plataformas de repositório de dados: um primer

O compartilhamento de dados pode ser valioso por diversas razões. Ele permite a replicação de análises e resultados, estimula outras pesquisas  a partir de dados pré-existentes, melhora os métodos de coleta de dados por meio da averiguação de outros e incentiva amplamente perspectivas alternativas que podem promover uma diversidade de análises e conclusões. Além disso, o compartilhamento de dados de pesquisa contribui para o conhecimento da sociedade e pode evitar a duplicidade dos esforços de coleta de dados por outros pesquisadores, permitindo que trabalhem com dados pré-existentes. Particularmente durante a pandemia COVID-19, quando o corpo docente encontra desafios na realização de pesquisas com dados recém-gerados, aproveitar os dados que já foram coletados e analisados pode ser particularmente útil. Muitos pesquisadores avaliam esses benefícios em relação aos desafios mencionados, juntamente com os mandatos dos financiadores, ao determinar se e como depositar seus dados.

Por: Acesso Aberto USP

14 de abril de 2021

Afinal, o que são métricas responsáveis?

De acordo com o Relatório The Metric Tide , “Métricas responsáveis” referem-se ao uso ético e apropriado de métricas baseadas em citações (por exemplo, contagens de citações, fator de impacto do jornal, índice H), altmetria (por exemplo, quantas vezes a pesquisa é mencionada, usada, salva e compartilhada em blogs, mídia social e serviços de bookmarking social) e outros meios quantitativos de avaliação de pesquisas.

A adoção de uma abordagem de métrica responsável é vista como uma boa prática em toda a comunidade de pesquisa.

 

Por: AGUIA USP

13 de abril de 2021

Coleção eBooks All Access: acesso aberto para a USP até 2022

Coleção E-books All Access ScienceDirect está disponível para a comunidade USP por 12 meses. Trata-se de todo o conteúdo de eBooks do ScienceDirect da Elsevier. Em outras palavras, todas as coleções de livros de todas as áreas de conhecimento estão disponíveis em texto completo. A vigência do contrato é até 31.03.2022. A coleção All Access eBooks oferece aos usuários flexibilidade e liberdade necessária para atingir o sucesso interdisciplinar durante a busca por respostas em suas pesquisas e leituras.

Ao total são mais de 37 mil títulos de mais de 47 mil autores desde enciclopédias, livros textos até series de livro. Os usuários da USP tem agora acesso a todos eles, por acesso remoto VPN aos computadores da universidade.

Por: AGUIA USP

17 de março de 2021

Por que o ScienceOpen é útil ao Pesquisador?

ScienceOpen é uma plataforma de descoberta com recursos interativos para que os acadêmicos aprimorem suas pesquisas abertamente, causem impacto e recebam crédito por isso.

As funções avançadas de pesquisa e descoberta, combinadas com revisão por pares pós-publicação, recomendação, compartilhamento social e recursos de criação de coleção, tornam o ScienceOpen uma plataforma de pesquisa de que você realmente precisa. Fornece uma ampla gama de ferramentas para apoiar sua pesquisa.

Além de tudo isso, o ScienceOpen pode promover a visibilidade do pesquisador e de suas atividades.

Saiba mais: https://www.aguia.usp.br/noticias/scienceopen/

Por: AGUIA USP