{"id":33630,"date":"2021-03-09T15:17:25","date_gmt":"2021-03-09T18:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/?p=33630"},"modified":"2021-03-09T15:17:25","modified_gmt":"2021-03-09T18:17:25","slug":"do-pendulo-ao-relogio-nuclear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/","title":{"rendered":"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_33631\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33631\" class=\"wp-image-33631 size-full\" src=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500.jpg 500w, https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500-300x150.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-33631\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o art\u00edstica do Rel\u00f3gio Nuclear (Cr\u00e9dito: P. G. Thirolf\u00a0et al., Ann. Phys. 531, 1800381 (2019)<\/strong><\/em><\/p><\/div>\n<p><strong><em><i>Por: Prof. Roberto N. Onody <\/i><\/em><em><sup><i>*<\/i><\/sup><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Medir o tempo sempre foi uma necessidade humana. At\u00e9 o Renascimento, as medidas de tempo se baseavam nas fases lunares ou na rota\u00e7\u00e3o da Terra para definir o dia e nas diferentes posi\u00e7\u00f5es do Sol no c\u00e9u, em cada esta\u00e7\u00e3o, para definir o ano. Depois disso, vieram os rel\u00f3gios de p\u00eandulos e os rel\u00f3gios mec\u00e2nicos. Mas, medir intervalos de tempo com <em><i>maior precis\u00e3o<\/i><\/em>\u00a0era crucial.<\/p>\n<p>O primeiro <em><i>rel\u00f3gio de cristal quartzo <\/i><\/em>foi constru\u00eddo por Marrison \u00a0e Horton nos laborat\u00f3rios da Bell Telephone, em 1927. O quartzo \u00e9 um material piezoel\u00e9trico, isto \u00e9, ele se deforma mecanicamente pela passagem de corrente el\u00e9trica e vice-versa. A frequ\u00eancia de vibra\u00e7\u00e3o ressonante do cristal de quartzo varia, tipicamente, de 30 a 100 KHz, acima, portanto, do limite superior da audi\u00e7\u00e3o humana que \u00e9 de cerca de 20 KHz. Hoje em dia, os mais modernos rel\u00f3gios de quartzo, atrasam ou adiantam aproximadamente 1 segundo em 150 anos. Os rel\u00f3gios de quartzo foram utilizados para medir o tempo padr\u00e3o da d\u00e9cada de 1930 at\u00e9 1960, quando foram, ent\u00e3o, substitu\u00eddos pelos <em><i>rel\u00f3gios at\u00f4micos<\/i><\/em>.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do cristal de quartzo, cujas propriedades dependem da sua clivagem e caracter\u00edsticas qu\u00edmicas, os \u00e1tomos de qualquer elemento da Tabela Peri\u00f3dica s\u00e3o os mesmos em qualquer parte, aqui na Terra ou no espa\u00e7o. Os el\u00e9trons absorvem radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, com frequ\u00eancia muito bem definida, para saltar (ou decair) de um n\u00edvel de energia a outro. A intera\u00e7\u00e3o do n\u00facleo at\u00f4mico com a nuvem de el\u00e9trons que o rodeia, leva ao surgimento de uma estrutura hiperfina, na qual um n\u00edvel de energia, antes degenerado (que significa, ter mais de um estado at\u00f4mico com a mesma energia), se abre em dois ou mais novos n\u00edveis de energia. \u00c9, na transi\u00e7\u00e3o do el\u00e9tron entre esses n\u00edveis, que se baseiam os rel\u00f3gios at\u00f4micos.<\/p>\n<p>O primeiro rel\u00f3gio at\u00f4mico<sup>1,2<\/sup>\u00a0foi constru\u00eddo em 1949 no NIST (National Institute of Standards and Technology) e a subst\u00e2ncia utilizada era a am\u00f4nia (NH<sub>3<\/sub>). Era um rel\u00f3gio bastante impreciso. No ano de 1955, o NPL (National Physical Laboratory, Reino Unido) construiu o primeiro rel\u00f3gio at\u00f4mico de c\u00e9sio 133.<\/p>\n<div id=\"attachment_33632\" style=\"width: 279px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33632\" class=\"wp-image-33632 size-full\" src=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear-1.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear-1.jpg 269w, https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear-1-168x300.jpg 168w\" sizes=\"auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><p id=\"caption-attachment-33632\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>(Figura 1) &#8211; Esquema de funcionamento de um rel\u00f3gio at\u00f4mico, tipo fonte, de c\u00e9sio 133 (Cr\u00e9dito: NIST (National Institute of Standards and Technology))<\/strong><\/em><\/p><\/div>\n<p>O rel\u00f3gio at\u00f4mico de C\u00e9sio 133 \u00e9 o padr\u00e3o que hoje define, o valor de um segundo. Na defini\u00e7\u00e3o do Sistema Internacional de Unidades, um segundo \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o de 9.192.631.770 per\u00edodos da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica proveniente da transi\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica entre os dois n\u00edveis hiperfinos de energia, do estado fundamental do \u00e1tomo de c\u00e9sio 133, na temperatura de zero absoluto (na pr\u00e1tica, o mais pr\u00f3ximo que se puder aproximar de 0 Kelvin). Essa radia\u00e7\u00e3o corresponde a um comprimento de micro-onda de 3,2 cm e uma energia de 3,79 10<sup>-5<\/sup>\u00a0eV.<\/p>\n<p>O C\u00e9sio 133 \u00e9 o <em><i>\u00fanico is\u00f3topo est\u00e1vel<\/i><\/em>, n\u00e3o radioativo (seu n\u00famero at\u00f4mico \u00e9 55). O seu estado fundamental (isto \u00e9, o estado com energia mais baixa) se abre, pela intera\u00e7\u00e3o hiperfina, em dois n\u00edveis de energia, rotulados F=3 (energia mais baixa) e F=4 (energia mais alta). Como a probabilidade de decaimento do estado F=4 para F=3 \u00e9 muito baixa, os \u00e1tomos excitados para F=4 podem l\u00e1 permanecer por um longo tempo.<\/p>\n<p>Um pequeno esbo\u00e7o do funcionamento de <em><i>rel\u00f3gio at\u00f4mico de c\u00e9sio tipo fonte <\/i><\/em><sup>3<\/sup>\u00a0\u00e9 o seguinte (Figura 1): \u00e1tomos de c\u00e9sio entram numa c\u00e2mara a v\u00e1cuo e t\u00eam seu movimento freado por lasers que fazem a temperatura do g\u00e1s se aproximar do zero absoluto e d\u00e3o ao g\u00e1s um formato esf\u00e9rico; um laser vertical impulsiona a nuvem de \u00e1tomos de c\u00e9sio para cima (da\u00ed o nome, fonte), fazendo-a penetrar numa cavidade de micro-ondas (que opera numa certa frequ\u00eancia); os lasers s\u00e3o desligados; a gravidade puxa a nuvem de c\u00e9sio para baixo fazendo-a passar, novamente, pela cavidade; nesse trajeto, parte dos \u00e1tomos t\u00eam seu estado at\u00f4mico alterado; ao sa\u00edrem da cavidade, os \u00e1tomos s\u00e3o iluminados por um outro laser; somente aqueles \u00e1tomos que foram alterados no interior da cavidade emitem f\u00f3tons (fluoresc\u00eancia) que s\u00e3o, ent\u00e3o, \u00a0medidos por um detetor; o procedimento se reinicia, s\u00f3 que agora com a cavidade operando em nova frequ\u00eancia; o processo todo termina quando se obt\u00e9m um m\u00e1ximo de fluoresc\u00eancia. A frequ\u00eancia ressonante em que isso acontece \u00e9 a que define o segundo.<\/p>\n<p>Um rel\u00f3gio at\u00f4mico de c\u00e9sio tipo fonte pode chegar a uma precis\u00e3o 3. 10<sup>-16 <\/sup>s, ou seja, atrasar 1 segundo em 100 milh\u00f5es de anos. H\u00e1 outros tipos de rel\u00f3gios at\u00f4micos de c\u00e9sio, mas s\u00e3o menos precisos. Por exemplo, a bordo dos 24 sat\u00e9lites que comp\u00f5em o GPS (Global Positioning System), esses rel\u00f3gios t\u00eam precis\u00e3o de 2.10<sup>-12 <\/sup>s, isto \u00e9, eles atrasam 1 segundo em 63.000 anos. Recentemente, em 2019, a NASA lan\u00e7ou ao espa\u00e7o um sat\u00e9lite munido de um rel\u00f3gio at\u00f4mico (Deep Space Atomic Clock) que utiliza \u00edons de merc\u00fario e \u00e9 50 vezes mais preciso do que os do GPS.<\/p>\n<p>O Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos (IFSC) e a Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC), da Universidade de S\u00e3o Paulo, j\u00e1 h\u00e1 muitos anos, constroem e mant\u00eam rel\u00f3gios at\u00f4micos genuinamente brasileiros <sup>4<\/sup>. O Laborat\u00f3rio de Tempo e Frequ\u00eancia, dessas institui\u00e7\u00f5es, faz parte do conjunto de laborat\u00f3rios coordenados pelo Escrit\u00f3rio Internacional de Pesos e Medidas (com sede na Fran\u00e7a) e que define o tempo at\u00f4mico internacional (Figura 2).<\/p>\n<p>At\u00e9 aqui, vimos rel\u00f3gios at\u00f4micos que operam nas frequ\u00eancias de micro-ondas. Os f\u00edsicos J. L. Hall e T. W. H\u00e4nsch receberam o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica de 2005 pelo desenvolvimento te\u00f3rico do chamado <em><i>rel\u00f3gio at\u00f4mico \u00f3tico. <\/i><\/em>\u00d3tico aqui significa que a frequ\u00eancia de resson\u00e2ncia do rel\u00f3gio est\u00e1 no vis\u00edvel, isto \u00e9, de 400 a 790 THz (THz = 1 terahertz = 10<sup>12 <\/sup>Hz). Uma frequ\u00eancia de 500 THz \u00e9, aproximadamente, 50 mil vezes maior do que aquela operada pelo rel\u00f3gio at\u00f4mico de micro-ondas (c\u00e9sio).<\/p>\n<div id=\"attachment_33633\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33633\" class=\"wp-image-33633 size-full\" src=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/relogio-3.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/relogio-3.jpg 500w, https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/relogio-3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-33633\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>(Figura 2) &#8211; Um dos rel\u00f3gios at\u00f4micos do Laborat\u00f3rio de Tempo e Frequ\u00eancia da USP-S\u00e3o Carlos (Cr\u00e9dito: IFSC\/EESC-USP)<\/strong><\/em><\/p><\/div>\n<p>Para implementar o <em><i>rel\u00f3gio at\u00f4mico \u00f3tico<\/i><\/em>, novas e importantes tecnologias tiveram que ser desenvolvidas. por exemplo, pentes de frequ\u00eancia de femtosegundo (que corresponde a 10<sup>-15<\/sup>\u00a0s) e redes \u00f3ticas.<\/p>\n<p>Os pentes de frequ\u00eancia<sup>3,5<\/sup>\u00a0s\u00e3o fontes de laser cujo espectro consiste em uma sequ\u00eancia, discreta e igualmente espa\u00e7ada, de linhas de frequ\u00eancias. As frequ\u00eancias do vis\u00edvel s\u00e3o muito altas para que um dispositivo eletr\u00f4nico consiga contar o n\u00famero de ciclos de oscila\u00e7\u00e3o. Da\u00ed a necessidade dos pentes de frequ\u00eancia da ordem de femtosegundos, que os transforma em sinais de micro-ondas.<\/p>\n<p>As redes \u00f3ticas s\u00e3o constru\u00eddas utilizando-se feixes de laser que se interceptam e interferem, formando uma onda estacion\u00e1ria com picos e vales aprisionando os \u00e1tomos<sup>3,6<\/sup>\u00a0(como os ovos numa cartela). \u00c9 chamada de rede \u00f3tica, porque os \u00e1tomos se distribuem como numa rede peri\u00f3dica cristalina. S\u00e3o \u00e1tomos ou \u00edons ultrafrios, o que <em><i>diminui<\/i><\/em>, substancialmente, a largura de linha (causada pelo efeito Doppler da agita\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica) da transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por volta de 2013, a precis\u00e3o dos rel\u00f3gios at\u00f4micos \u00f3ticos superou a do c\u00e9sio <sup>7<\/sup>. Na Figura 3 temos: no eixo da ordenada, a incerteza fracion\u00e1ria, que mede a probabilidade de desvio da frequ\u00eancia do rel\u00f3gio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 frequ\u00eancia de resson\u00e2ncia e, na abcissa, o tempo (em anos).<\/p>\n<p>Utilizando alguns milhares de \u00e1tomos do is\u00f3topo Estr\u00f4ncio 87 (n\u00famero at\u00f4mico 38), na forma de um g\u00e1s degenerado de Fermi (um g\u00e1s qu\u00e2ntico de part\u00edculas fermi\u00f4nicas), presos em redes \u00f3ticas 3D e que ficaram coerentes por 15 segundos, G.E. Marti <em><i>et al.<\/i><\/em><sup>8<\/sup>\u00a0conseguiram um rel\u00f3gio at\u00f4mico \u00f3tico com incerteza fracion\u00e1ria de 2,5 10<sup>-19<\/sup>. Isso significa que ele atrasa 1 segundo em 127 bilh\u00f5es de anos, quase dez vezes a idade estimada do universo. Com tanta precis\u00e3o, em breve, o Sistema Internacional de Unidades poder\u00e1 redefinir 1 segundo a partir de rel\u00f3gios at\u00f4micos \u00f3ticos.<\/p>\n<p>Observando a evolu\u00e7\u00e3o dos rel\u00f3gios, temos as seguintes frequ\u00eancias de opera\u00e7\u00e3o: 1 Hz para os p\u00eandulos, 10<sup>5<\/sup>\u00a0Hz para os rel\u00f3gios de cristal de quartzo, 10<sup>10<\/sup>\u00a0Hz para os rel\u00f3gios at\u00f4micos de c\u00e9sio (micro-ondas), 10<sup>15<\/sup>\u00a0Hz para os rel\u00f3gios at\u00f4micos \u00f3ticos (vis\u00edvel). Um rel\u00f3gio \u00e9 tanto melhor e mais preciso, quanto mais alta for a sua frequ\u00eancia de opera\u00e7\u00e3o e menor a sua largura de linha (mais baixa a temperatura).<\/p>\n<div id=\"attachment_33634\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33634\" class=\"wp-image-33634 size-full\" src=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pendulo2-500.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pendulo2-500.jpg 500w, https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pendulo2-500-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-33634\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>(Figura 3) &#8211; Evolu\u00e7\u00e3o temporal dos rel\u00f3gios at\u00f4micos (Cr\u00e9dito: L. Sharma et al.7)<\/strong><\/em><\/p><\/div>\n<p>Para aumentar ainda mais a frequ\u00eancia (energia) dos rel\u00f3gios, precisamos recorrer \u00e0s transi\u00e7\u00f5es nucleares. Uma instrumenta\u00e7\u00e3o que permita gerar e medir transi\u00e7\u00f5es nucleares com muita precis\u00e3o, \u00e9 absolutamente fundamental para se construir um <em><i>rel\u00f3gio nuclear<\/i><\/em>\u00a0(Figura 4)<em><i>.<\/i><\/em><\/p>\n<p>Um n\u00facleo at\u00f4mico, formado por pr\u00f3tons e n\u00eautrons, pode ser levado do seu estado fundamental para um estado excitado, que \u00e9 chamado de <em><i>is\u00f4mero<\/i><\/em>. O problema \u00e9 que, na imensa maioria dos casos, a diferen\u00e7a de energia entre o estado fundamental e o primeiro estado excitado \u00e9 da ordem de 10<sup>3<\/sup>\u00a0eV a 10<sup>6<\/sup>\u00a0eV. Em outras palavras, o decaimento gera uma radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica com frequ\u00eancias entre 10<sup>17<\/sup>Hz e 10<sup>20<\/sup>Hz (raios-x e raios-gama). E n\u00e3o dispomos, hoje, de espectroscopia laser operando nessas energias.<\/p>\n<p>Mas, foi encontrada uma exce\u00e7\u00e3o. Em 1976, L.A. Kroger e C. W. Reich, estudando a estrutura nuclear do <em><i>is\u00f3topo t\u00f3rio 229<\/i><\/em>\u00a0(n\u00famero at\u00f4mico 90), previram a exist\u00eancia de um estado excitado, pela aus\u00eancia de emiss\u00e3o de um raio-gama. Em 2003, E. Peik e C. Tamm mostraram que a transi\u00e7\u00e3o ocorria na regi\u00e3o do ultravioleta, sendo acess\u00edvel, portanto, aos lasers atuais.<\/p>\n<p>O t\u00f3rio 229 \u00e9 um metal fracamente radioativo. Ele tem uma meia-vida de 7.920 anos e decai, via part\u00edculas alfa (formada por 2 pr\u00f3tons e 2 n\u00eautrons), no elemento r\u00e1dio. O n\u00facleo excitado isom\u00e9rico do t\u00f3rio 229 \u00e9 metaest\u00e1vel. Entretanto, para se excitar esse estado atrav\u00e9s de um laser de banda estreita, h\u00e1 que se conhecer, com muita precis\u00e3o, o valor da frequ\u00eancia de transi\u00e7\u00e3o. E, durante muitos anos, a determina\u00e7\u00e3o dessa frequ\u00eancia permaneceu elusiva<sup>9<\/sup>. <sup>\u00a0<\/sup><\/p>\n<p>Em 2020, T. Sikorsky <em><i>et al.<\/i><\/em><sup>10<\/sup>, utilizaram o decaimento alfa do ur\u00e2nio 233. O ur\u00e2nio decai em v\u00e1rios estados do t\u00f3rio, incluindo o primeiro estado excitado metaest\u00e1vel. A energia de transi\u00e7\u00e3o foi medida atrav\u00e9s de um equipamento dedicado, o micro calor\u00edmetro magn\u00e9tico criog\u00eanico. O valor obtido foi 8,10 (+ &#8211; 0,17) eV (o que equivale a uma frequ\u00eancia de 1,96 10<sup>15 <\/sup>Hz). Os autores observaram que a barra de erro \u00e9 de natureza apenas estat\u00edstica, n\u00e3o sistem\u00e1tica, podendo ser melhorada com mais experimentos.<\/p>\n<p>Tal precis\u00e3o do rel\u00f3gio nuclear permitiria investigar, por exemplo, se h\u00e1 ou n\u00e3o, varia\u00e7\u00e3o temporal da constante alfa de estrutura fina (que mede a intensidade da intera\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica). Essa varia\u00e7\u00e3o temporal poderia ser causada pela presen\u00e7a da mat\u00e9ria escura e obrigaria a uma revis\u00e3o do Modelo Padr\u00e3o das part\u00edculas elementares.<\/p>\n<p><sup>*<\/sup><em><i>F\u00edsico, Professor S\u00eanior do IFSC \u2013 USP<\/i><\/em><\/p>\n<p><em>(Agradecimento: ao Sr. Rui Sintra da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n<p><em><strong><b>Refer\u00eancias: <\/b><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><sup>1<\/sup>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/what-is-an-atomic-clock\"><u>https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/what-is-an-atomic-clock<\/u><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><sup>2<\/sup>\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atomic_clock\"><u>https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atomic_clock<\/u><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><sup>3<\/sup>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.physics.udel.edu\/~msafrono\/626\/Lecture%2016.pdf\">http:\/\/www.physics.udel.edu\/~msafrono\/626\/Lecture%2016.pdf<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><sup>4<\/sup>\u00a0<a href=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/relogio-atomico-na-usp-de-sao-carlos\/\"><u>https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/relogio-atomico-na-usp-de-sao-carlos\/<\/u><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><sup>5<\/sup>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.rp-photonics.com\/optical_clocks.html\"><u>https:\/\/www.rp-photonics.com\/optical_clocks.html<\/u><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><sup>6 <\/sup><a href=\"https:\/\/www.nist.gov\/topics\/physics\/what-are-optical-lattices\">https:\/\/www.nist.gov\/topics\/physics\/what-are-optical-lattices<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><sup>7<\/sup>\u00a0L. Sharma\u00a0et al.\u00a0\u00a0MAPAN\u00a0(2020).<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s12647-020-00397-y\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s12647-020-00397-y<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><sup>8<\/sup>\u00a0G.E. Marti et al.\u00a0PHYSICAL REVIEW LETTERS 120, 103201 (2018)<\/em><\/p>\n<p><em>https:\/\/doi.org\/ 10.1103\/PhysRevLett.120.103201<\/em><\/p>\n<p><em><sup>9<\/sup>\u00a0L. von der Wesen, <a href=\"https:\/\/physics.aps.org\/articles\/v13\/152\"><u>https:\/\/physics.aps.org\/articles\/v13\/152<\/u><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><sup>10<\/sup>\u00a0T. Sikorsky et al.\u00a0PHYSICAL REVIEW LETTERS 125, 142503 (2020)<\/em><\/p>\n<p><em>https:\/\/doi.org\/ 10.1103\/PhysRevLett.125.142503<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; IFSC\/USP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Prof. Roberto N. Onody * Medir o tempo sempre foi uma necessidade humana. At\u00e9 o Renascimento, as medidas de tempo se baseavam nas fases lunares ou na rota\u00e7\u00e3o da Terra para definir o dia e nas diferentes posi\u00e7\u00f5es do Sol no c\u00e9u, em cada esta\u00e7\u00e3o, para definir o ano. Depois disso, vieram os rel\u00f3gios [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":33631,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[30,92,31],"tags":[],"class_list":["post-33630","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-noticias-ciencia-tecnologia","category-noticias-destaque"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear - Portal IFSC<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear - Portal IFSC\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por: Prof. Roberto N. Onody * Medir o tempo sempre foi uma necessidade humana. At\u00e9 o Renascimento, as medidas de tempo se baseavam nas fases lunares ou na rota\u00e7\u00e3o da Terra para definir o dia e nas diferentes posi\u00e7\u00f5es do Sol no c\u00e9u, em cada esta\u00e7\u00e3o, para definir o ano. Depois disso, vieram os rel\u00f3gios [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal IFSC\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-03-09T18:17:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"500\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"250\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Rui Sintra\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Rui Sintra\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Rui Sintra\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/896a27d2017e2921c433adad2c763f45\"},\"headline\":\"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear\",\"datePublished\":\"2021-03-09T18:17:25+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/\"},\"wordCount\":2127,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/chamada500.jpg\",\"articleSection\":[\"Not\u00edcias\",\"Not\u00edcias Ci\u00eancia Tecnologia\",\"Not\u00edcias Destaque\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/\",\"name\":\"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear - Portal IFSC\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/chamada500.jpg\",\"datePublished\":\"2021-03-09T18:17:25+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/chamada500.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/chamada500.jpg\",\"width\":500,\"height\":250},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/\",\"name\":\"Portal IFSC\",\"description\":\"Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#organization\",\"name\":\"Portal IFSC\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/03\\\/logotipo_ifsc_usp_500x862.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/03\\\/logotipo_ifsc_usp_500x862.jpg\",\"width\":500,\"height\":862,\"caption\":\"Portal IFSC\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/896a27d2017e2921c433adad2c763f45\",\"name\":\"Rui Sintra\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/c2ae37c432c563c5241b5cc2b8142b46948d67fd2d6f8255cf28a3593738422c?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/c2ae37c432c563c5241b5cc2b8142b46948d67fd2d6f8255cf28a3593738422c?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/c2ae37c432c563c5241b5cc2b8142b46948d67fd2d6f8255cf28a3593738422c?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Rui Sintra\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www2.ifsc.usp.br\\\/portal-ifsc\\\/author\\\/rsintra\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear - Portal IFSC","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear - Portal IFSC","og_description":"Por: Prof. Roberto N. Onody * Medir o tempo sempre foi uma necessidade humana. At\u00e9 o Renascimento, as medidas de tempo se baseavam nas fases lunares ou na rota\u00e7\u00e3o da Terra para definir o dia e nas diferentes posi\u00e7\u00f5es do Sol no c\u00e9u, em cada esta\u00e7\u00e3o, para definir o ano. Depois disso, vieram os rel\u00f3gios [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/","og_site_name":"Portal IFSC","article_published_time":"2021-03-09T18:17:25+00:00","og_image":[{"width":500,"height":250,"url":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Rui Sintra","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Rui Sintra","Est. tempo de leitura":"11 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/"},"author":{"name":"Rui Sintra","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#\/schema\/person\/896a27d2017e2921c433adad2c763f45"},"headline":"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear","datePublished":"2021-03-09T18:17:25+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/"},"wordCount":2127,"publisher":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500.jpg","articleSection":["Not\u00edcias","Not\u00edcias Ci\u00eancia Tecnologia","Not\u00edcias Destaque"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/","url":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/","name":"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear - Portal IFSC","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500.jpg","datePublished":"2021-03-09T18:17:25+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/#primaryimage","url":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500.jpg","contentUrl":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/chamada500.jpg","width":500,"height":250},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/do-pendulo-ao-relogio-nuclear\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Do P\u00eandulo ao Rel\u00f3gio Nuclear"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#website","url":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/","name":"Portal IFSC","description":"Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos","publisher":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#organization","name":"Portal IFSC","url":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/logotipo_ifsc_usp_500x862.jpg","contentUrl":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/logotipo_ifsc_usp_500x862.jpg","width":500,"height":862,"caption":"Portal IFSC"},"image":{"@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/#\/schema\/person\/896a27d2017e2921c433adad2c763f45","name":"Rui Sintra","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c2ae37c432c563c5241b5cc2b8142b46948d67fd2d6f8255cf28a3593738422c?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c2ae37c432c563c5241b5cc2b8142b46948d67fd2d6f8255cf28a3593738422c?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c2ae37c432c563c5241b5cc2b8142b46948d67fd2d6f8255cf28a3593738422c?s=96&d=mm&r=g","caption":"Rui Sintra"},"url":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/author\/rsintra\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33630"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33630\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33635,"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33630\/revisions\/33635"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}