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5 de outubro de 2026

USP rompe barreira histórica e entra pela primeira vez entre as 150 melhores universidades do mundo

A Universidade de São Paulo (USP) acaba de alcançar um resultado que merece ser observado para além dos números. Pela primeira vez, a maior universidade pública paulista figura entre as 150 melhores instituições de ensino superior do mundo no “THE World University Ranking”, uma das mais importantes avaliações universitárias internacionais.

Na edição 2027 do levantamento, divulgado pela consultoria britânica “Times Higher Education” (THE), a USP aparece na 141ª posição mundial, conquistando a melhor colocação de sua história nesse ranking e mantendo-se como a universidade ibero-americana mais bem classificada. O avanço torna-se ainda mais expressivo quando comparado com o resultado do ano anterior, quando a instituição estava situada no grupo entre a 201ª e a 250ª posições.

Mais do que uma simples mudança de posição numa tabela internacional, o resultado traduz a dimensão do trabalho desenvolvido diariamente nos campi, institutos, faculdades, escolas e centros de pesquisa da Universidade. É o reconhecimento de uma estrutura acadêmica sustentada pelo ensino, pela produção científica, pela inovação, pela formação de recursos humanos altamente qualificados e, principalmente, pelo compromisso de devolver à sociedade parte significativa do conhecimento produzido dentro da instituição.

O próprio reitor da USP, Aluízio Segurado, atribuiu o resultado ao esforço coletivo de estudantes, servidores e docentes, ressaltando a liderança da Universidade entre as instituições ibero-americanas.

E não se trata de uma competição pequena. Nesta edição, o THE avaliou 2.297 instituições de ensino superior de 118 países, considerando 18 indicadores distribuídos por cinco grandes áreas: Ensino, Ambiente de Pesquisa, Qualidade da Pesquisa, Indústria e Internacionalização.

No topo da classificação mundial permanece a Universidade de Oxford, do Reino Unido, seguida pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. Princeton e Stanford aparecem empatadas na terceira colocação. Entre as dez primeiras universidades do planeta, sete são norte-americanas, demonstrando a enorme concentração de instituições dos Estados Unidos nas primeiras posições.

É justamente nesse ambiente altamente competitivo que a presença da USP na 141ª colocação assume especial significado.

Brasil ganha destaque na América Latina

O resultado também chama a atenção para a presença brasileira no cenário universitário latino-americano. Depois da USP, aparece a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), situada no grupo entre a 326ª e a 350ª posições. O Brasil conta, ao todo, com 58 instituições classificadas no levantamento.

A posição alcançada pela USP não deve, entretanto, ser interpretada apenas como consequência de uma corrida por rankings internacionais. Há um trabalho institucional destinado a garantir que aquilo que efetivamente é realizado pela Universidade seja corretamente registrado e apresentado aos organismos responsáveis pelas avaliações.

A coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida), Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini, destaca justamente esse aspecto. Segundo ela, a USP vem aperfeiçoando de forma sistemática a qualidade, a consistência e a completude das informações institucionais fornecidas, incluindo dados relacionados aos recursos captados para pesquisa e provenientes das principais agências de fomento.

Essa preocupação é importante porque uma universidade com a dimensão da USP não pode ser avaliada somente pelo que produz, mas também pela capacidade de demonstrar, de maneira organizada e transparente, a extensão e o impacto dessa produção.

Um reconhecimento que não está isolado

A chegada ao grupo das 150 melhores universidades no “THE World University Ranking” soma-se a outros resultados internacionais conquistados pela USP em 2026.

No “QS World University Ranking”, elaborado pela Quacquarelli Symonds, a Universidade de São Paulo alcançou a 133ª posição e foi novamente a instituição brasileira mais bem colocada.

Já no “Academic Ranking of World Universities” (ARWU), produzido pela Shanghai Ranking Consultancy, a USP apareceu no grupo compreendido entre a 101ª e a 150ª posições, novamente como a universidade ibero-americana mais bem classificada.

Outro dado merece destaque. No ranking “THE by Subject”, que analisa o desempenho das instituições em diferentes áreas do conhecimento, a USP foi a universidade brasileira mais bem posicionada em todas as 11 áreas avaliadas. Em quatro delas conseguiu permanecer entre as 100 melhores do mundo: Direito, na 52ª posição; Educação, na 61ª; Medicina e Saúde, na 81ª; e Artes e Humanidades, na 96ª colocação.

São resultados que, considerados em conjunto, demonstram que a presença internacional da Universidade não está limitada a um único levantamento ou indicador.

Uma conquista construída por muitas mãos

Rankings universitários possuem metodologias próprias e, naturalmente, não conseguem traduzir toda a complexidade de uma instituição de ensino superior. Uma universidade não pode ser resumida a uma posição numa tabela. Sua verdadeira dimensão também está nos profissionais que forma, nas pesquisas que realiza, nas respostas que oferece aos problemas da sociedade e na capacidade de transformar conhecimento científico em benefícios concretos para a população.

Ainda assim, quando diferentes avaliações internacionais começam a apontar resultados consistentes, existe ali um sinal que merece atenção.

A 141ª posição conquistada pela USP representa, sobretudo, o reconhecimento internacional de um trabalho construído durante décadas. Por trás desse número estão milhares de professores, pesquisadores, estudantes, servidores técnicos e administrativos que diariamente movimentam uma das maiores estruturas de ensino e pesquisa da América Latina.

Entrar pela primeira vez no grupo das 150 melhores universidades do mundo é, portanto, uma conquista histórica. Mas talvez seja também algo mais importante: uma demonstração de que a universidade pública brasileira, quando recebe condições para produzir conhecimento, formar pessoas e desenvolver ciência de qualidade, possui capacidade para ocupar espaços de destaque no cenário acadêmico internacional.

E, nesse caso, a conquista ultrapassa os limites da própria USP. É também uma afirmação da ciência, da educação superior e da pesquisa produzidas no Brasil.

Mais informações sobre o ranking podem ser obtidas no link da página do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) da USP – https://egida.usp.br/rankings/

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

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