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30 de abril de 2026

Nova tecnologia em prol da saúde pública – Novo chip promete acelerar exames médicos e reduzir custos

(Créditos – “Asia-Shutterstock”)

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), do IFSC/USP e da Colorado State University (EUA) desenvolveram uma nova tecnologia que pode transformar a forma como exames laboratoriais são realizados, tornando-os mais rápidos, baratos e eficientes.

Trata-se de um pequeno chip capaz de analisar dezenas de amostras ao mesmo em um tempo reduzido, com potencial para aplicação na área da saúde, como diagnósticos de doenças e testes de fármacos.

O dispositivo reúne, em um espaço reduzido, mais de 100 sensores microscópicos que funcionam de maneira integrada.

A inovação está no modo como esses sensores operam: eles alternam suas funções durante os testes, o que permite reduzir drasticamente a quantidade de conexões elétricas necessárias. Essa simplificação torna o chip mais compacto e fácil de produzir, além de diminuir o custo de cada sensor.

Segundo o Dr. Renato S. Lima, do CNPEM e líder da pesquisa, a tecnologia resolve um problema antigo da área: a dificuldade de concentrar muitos sensores em um único dispositivo sem aumentar a complexidade do sistema.

Com o novo método, é possível realizar análises rápidas em série — ou seja, várias medidas uma após a outra — usando equipamentos simples e portáteis.

Além de contribuir para a miniaturização do sistema, o tamanho reduzido do chip facilitou a incorporação de microcanais por onde passam pequenas quantidades de líquido, como amostras biológicas.

Dr. Renato S. Lima (CNPEM)

Esse sistema reduz o consumo de reagentes e permite automatizar etapas do exame, aumentando a precisão e diminuindo o tempo de resposta.

Nos testes realizados, o dispositivo mostrou versatilidade ao ser aplicado em diferentes situações.

Ele foi capaz de acompanhar o crescimento de células cancerígenas, identificar proteínas associadas ao vírus Mpox e medir níveis de fosfato em amostras que simulam urina humana — um indicador importante para avaliar problemas de saúde.

Outro ponto relevante é a durabilidade dos sensores. Mesmo alternando suas funções durante os testes, eles mantiveram desempenho estável, o que indica que o chip pode ser reutilizado sem perda significativa de qualidade.

Prof. Dr. Osvaldo N. Oliveira Jr. (IFSC/USP)

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda há desafios a serem superados, como a automação completa do sistema para possibilitar o seu uso em larga escala.

Ainda assim, a expectativa é que a tecnologia possa, no futuro, ser integrada a equipamentos portáteis controlados por smartphones, facilitando o acesso a exames rápidos em clínicas e até em casa.

A inovação representa um passo importante rumo a diagnósticos mais ágeis e acessíveis, com potencial para impactar diretamente a medicina preventiva e o acompanhamento de doenças.

Para o Prof. Osvaldo N. Oliveira Jr., do IFSC/USP, os excelentes resultados demonstram a relevância da cooperação científica entre instituições brasileiras, como a USP e o CNPEM.

Confira artigo publicado do estudo em – https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acssensors.5c03049  

(Créditos da imagem publicada na Home – “Asia-Shutterstock”)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

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