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19 de setembro de 2025

IFSC/USP faz chamada de pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

Exercícios físicos e respiratórios são parte indispensável no tratamento da DPOC

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) está realizando, a partir de hoje, uma chamada de pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) para o início de um tratamento inovador. O projeto é focado em um tratamento que utiliza laser e outras novas tecnologias através de uma parceria entre pesquisadores do IFSC/USP e da UNICEP.

A DPOC é uma doença pulmonar obstrutiva crônica, caracterizada por uma diminuição no fluxo aéreo, passagem de ar, tendo como consequência inúmeras alterações respiratórias, funcionais e de qualidade de vida. Dentre os sintomas, os mais comuns são a falta de ar, presença de tosse crônica, chiado no peito, produção excessiva de muco e dificuldades para a realização de esforços.

Segundo a pesquisadora responsável por este tratamento – Luciana Kawakami Jamami, docente do Departamento de Fisioterapia Respiratória na UNICEP e pesquisadora doutoranda do IFSC/USP – “Com o passar do tempo, os pacientes podem até apresentar limitações na realização das atividades do dia a dia, atividades rotineiras. Na maioria das vezes, os pacientes adquirem esta enfermidade devido à inalação de partículas tóxicas, sendo que o principal motivo é o cigarro. Então, pessoas que tenham fumado por muitos anos começam a ter a DPOC como diagnóstico médico”, salienta a docente, que enfatiza, também, problemas causados por inalação de partículas químicas relacionadas com a poluição ambiental ou em espaços industriais.

Pesquisadora Luciana Kawakami Jamami

Sendo o primeiro modelo de abordagem no mundo para essa enfermidade, o tratamento será feito do Departamento de Fisioterapia da UNICEP (São Carlos), utilizando laser e ultrassom, bem como exercícios físicos e respiratórios duas vezes na semana, ao longo de cinco semanas, num total de dez sessões, sendo que cada sessão durará entre 50 a 60 minutos. “Os pacientes deverão ter um diagnóstico médico comprovado de DPOC e os tratamentos serão um misto de aplicação sistêmica – laser e ultrassom associados a exercícios respiratórios. Pacientes com histórico de câncer, trombose venosa profunda, acidentes vasculares cerebrais (AVC), declínio cognitivo, ou portadores de próteses metálicas, do tipo marca-passo, estarão impedidos de participar desta pesquisa.

Este é o segundo projeto que se realiza na UNICEP no âmbito da parceria com o IFSC/USP, sendo que o primeiro – já finalizado – foi sobre fibrose pulmonar, sendo que o mesmo está sendo preparado para a parte escrita, com a informação dos resultados.

Para o pesquisador do IFSC/USP, Dr. Antonio Eduardo de Aquino Junior, responsável pelas pesquisas feitas no Instituto e que envolvem tratamentos similares “Esta é a segunda pesquisa que realizamos em parceria com a UNICEP, que deriva do sucesso obtido no primeiro projeto-piloto que congregou um total de 14 pacientes com resultados realmente expressivos e que em breve iremos informar os detalhes. Foram dois meses de intervenção com a participação de docentes e fisioterapeutas da UNICEP, que são, simultaneamente, alunos de mestrado e doutorado do IFSC/USP, algo que se repete agora com o tratamento da DPOC”, enfatiza o pesquisador.

Os interessados em fazer parte desta pesquisa relativa ao tratamento de DPOC deverão obter mais informações e fazer a inscrição na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) localizada na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SCMSC) pelo telefone (16) 3509-1351.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

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