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12 de setembro de 2025 - Entre as 08h10 e as 09h50 - Auditório "Prof. Sérgio Mascarenhas" (IFSC/USP)

Colóquio Direcionamento Acadêmico – “Afinal, a luz é feita de ondas ou de partículas?”

É provável que os seres humanos mais primitivos já se perguntassem sobre a natureza da luz. O fogo, os relâmpagos, os arcos-íris, as cores — de onde viria tudo isso?  Na alvorada da Ciência, as ideias tomaram forma e deram origem a duas perguntas fundamentais: A velocidade da luz é infinita ou não? A luz é feita de ondas ou de partículas? A primeira questão foi respondida, definitivamente, no século XVII, mas a segunda tem história bem mais complexa. Argumentos bons foram apresentados de cada lado até que, no Século XIX, experiências bem planejadas e executadas deram uma resposta que parecia definitiva. Essa conclusão recebeu fortíssimo reforço em 1864, quando a teoria de Maxwell mostrou que a luz é uma onda eletromagnética. Entretanto, no início do Século XX, o nascimento da mecânica quântica provocou nova reviravolta e introduziu a noção de dualidade onda-partícula. Muitos textos de divulgação científica deixam a impressão de que não há uma resposta clara para a pergunta no título. Tentarei mostrar que não é assim.

Mini-CV:

Prof. Dr. Luiz Nunes de Oliveira – Fez parte da primeira turma (1970-73) do curso de Bacharelado em Física do IFQSC, que em 1994 se dividiria em IFSC e IQSC.

Foi contratado pelo IFQSC seis meses após a formatura.

Em seguida, cursou o Mestrado no próprio IFQSC, sob orientação do Professor Bernhard Gross; foi seu primeiro aluno de pós-graduação.

Entre 1976 e 1980, estudou na Universidade de Cornell e recebeu o PhD em Física.

A partir daí, com exceção de dois estágios de longa duração (1986-88), University of California, Santa Barbara, e 1994-95, The Ohio State University) esteve pesquisando, orientando e lecionando no IFQSC e no IFSC.

Sua pesquisa abrange materiais fortemente correlacionados e a Teoria do Funcional da Densidade.

É membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.

De 2022 a 2025, foi coordenador científico da revista Pesquisa FAPESP.

Desde que o Prêmio Horacio Carlos Panepucci foi instituído pelos estudantes de graduação, em 2007, foi homenageado em quase todas as cerimônias, num total de 26 prêmios.

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