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27 de agosto de 2025

CUCO 2025 encerra inscrições com mais de 157 mil estudantes inscritos

A edição de 2025 da CUCO – Competição USP de Conhecimentos e Oportunidades – encerrou suas inscrições na última sexta-feira, dia 22 de agosto, com mais de 157 mil estudantes inscritos. Os participantes representam 553 cidades do estado de São Paulo e estão matriculados em cerca de 3 mil escolas públicas. Os resultados desta nona edição mantêm uma tendência semelhante à do ano anterior, demonstrando o forte sentimento de pertencimento à CUCO por parte das instituições de educação básica do estado de São Paulo.

Promovida pelo Programa Vem Saber do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), a CUCO é uma competição voltada exclusivamente para estudantes das redes públicas de ensino, incluindo as redes Estadual, Municipal, do Centro Paula Souza e dos Institutos Federais. Desde sua criação em 2017, a competição tem destacado seu papel na valorização da cultura do conhecimento, além de oferecer oportunidades contínuas para estudantes e professores ao longo dos anos.

Prof. Antonio Carlos Hernandes

Segundo o Professor Antonio Carlos Hernandes, idealizador e coordenador geral do Programa Vem Saber, “a participação na CUCO é uma porta de entrada para um futuro profissional mais promissor. Ela torna o ensino superior em uma instituição pública uma opção de projeto de vida para os alunos da rede pública, independentemente da origem da escola, do período em que estão matriculados ou do perfil socioeconômico de suas famílias. A CUCO valoriza o esforço individual, a dedicação e reconhece talentos que, muitas vezes, permanecem ocultos nas comunidades mais carentes, principalmente em cidades distantes dos centros universitários”.

A Competição valoriza estudantes das três séries do ensino médio e pode premiar até nove alunos por escola, nas categorias ouro, prata, bronze, além da menção honrosa a todos que superarem a nota de corte. Os vencedores têm direito a cursar gratuitamente cursos de formação complementar e participam de uma Live exclusiva, orientada a preparar psicologicamente os vestibulandos.

Além disso, os certificados de conclusão desses cursos agregam valor aos currículos dos estudantes, reforçando seu diferencial em processos de avaliação, estágio ou entrevistas de emprego, ao demonstrar iniciativa, engajamento e forte comprometimento com o desenvolvimento acadêmico e profissional.

Dr. Herbert Alexandre João

Para os estudantes da 3ª série de ensino das ETECs, vinculadas ao Centro Paula Souza, há ainda um prêmio especial: uma vaga no Programa de Intercâmbio Cultural 2025, com destino a Espanha. Para concorrer, o estudante deve alcançar o melhor desempenho na CUCO 2025 e atender aos demais critérios do programa.

O Coordenador Pedagógico do Programa Vem Saber, Dr. Herbert Alexandre João, destaca que ”a participação na CUCO demonstra o quanto a comunidade escolar valoriza iniciativas que promovem igualdade de oportunidades. Nosso objetivo é que cada participante se sinta estimulado a contribuir para reduzir desigualdades e reforçar a importância de ações concretas de acesso ao conhecimento”.

Além disso, os 9.417 professores participantes desta edição concorrem a 91 bolsas integrais para os cursos de MBA na USP/ESALQ.  Esses professores, chamados de incentivadores, são indicados pelos próprios alunos, que os escolhem durante o processo de inscrição. Os docentes com maior número de indicações poderão optar por uma das 14 opções de especializações disponíveis, gratuitamente. “Na CUCO, escola, alunos, professores e gestores escolares são reconhecidos e valorizados”, concluiu Hernandes.

Segundo o Coordenador Pedagógico, a CUCO também é uma experiência formativa para os estudantes, que além de treinar para o vestibular, têm a oportunidade de entender como funciona o processo de matrícula e avaliação socioeconômica nas instituições públicas. “Isso é especialmente importante para estudantes que necessitam de apoio à permanência estudantil”, ressalta Herbert João.

Provas

Na atual edição, os 157.667 estudantes inscritos, provenientes de 2.876 escolas da rede pública estadual, terão até a próxima sexta-feira, dia 29 de agosto, para realizar a prova na Plataforma do Programa Vem Saber.

Para acessar a prova, o estudante deve fazer login com o CPF e a senha utilizados na inscrição. A avaliação tem duração de duas horas e é composta por 18 questões, elaboradas com base no conteúdo programático oficial da Secretaria da Educação de São Paulo, de acordo com a série em que o aluno está matriculado.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

27 de agosto de 2025

Contra pneumonia resistente a antibióticos – Pesquisadores do IFSC/USP testam tratamento com luz

Klebsiella pneumoniae (Créditos – “Webconsultas”)

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em colaboração com o Departamento de Engenharia Biomédica da Texas A&M University (EUA) e do Departamento de Química da Universidade de Coimbra (Portugal), está desenvolvendo um tratamento inovador contra a pneumonia causada por bactérias resistentes a antibióticos – um dos maiores problemas atuais da saúde mundial.

A doença é grave, atendendo a que só em 2021 a pneumonia foi responsável por mais de dois milhões de mortes no mundo. Entre os agentes mais perigosos está a bactéria Klebsiella pneumoniae, comum em hospitais e que pode causar infecções difíceis de tratar, já que muitos antibióticos não fazem mais efeito contra ela.

Como funciona o tratamento

O método estudado é conhecido como terapia fotodinâmica (TFD), que pode ser explicada de forma muito simples. Primeiro, aplica-se um corante especial no organismo, seguindo-se a aplicação de uma luz sobre a região infectada. A combinação faz com que o corante libere partículas capazes de destruir as bactérias sem prejudicar as células humanas.

Apesar dos excelentes resultados da inativação fotodinâmica in vitro, o sucesso da terapia in vivo ainda enfrenta desafios devido à presença de surfactante pulmonar (LS). O LS aprisiona fotossensibilizadores, como o verde de indocianina, impedindo que essas moléculas atinjam alvos microbianos (A). Uma estratégia promissora é a combinação de ICG com Gantrez™ AN-139, um copolímero de polivinilmetiléter/anidrido maleico (PVM/MA), que permite a dissolução controlada e a liberação direcionada de ICG, resultando em inativação microbiana significativa (B) (Créditos – “Pathogens”)

Nos testes em laboratório, a técnica conseguiu eliminar totalmente a bactéria. Mas havia um problema: dentro dos pulmões existe uma camada natural chamada “surfactante pulmonar”, que protege os alvéolos durante a respiração. Essa camada acabava “aprisionando” o corante e diminuindo a eficácia do tratamento.

Para superar esse desafio, os cientistas combinaram o corante com uma substância chamada Gantrez, um tipo de polímero seguro para uso médico, que funciona como um “carregador”, ajudando o corante a atravessar a barreira natural dos pulmões e a alcançar as bactérias.

Com essa combinação, o número de microrganismos foi reduzido em milhares de vezes, mesmo na presença da barreira pulmonar. Ou seja, a técnica mostrou que pode funcionar também em condições mais próximas da realidade do corpo humano.

Fernanda Alves

A pesquisadora do IFSC/USP, Drª Fernanda Alves, que está desenvolvendo esses estudos no Texas A&M University (EUA), e que é a primeira autora do artigo científico publicado recentemente na revista científica internacional “Pathogens”, salienta que a cada quinze segundos, aproximadamente, uma pessoa morre de pneumonia no mundo. “Isso acontece, principalmente, porque os antibióticos já não são eficazes contra muitas bactérias super-resistentes. Nesse cenário, a terapia fotodinâmica surge como uma alternativa promissora no combate às infecções. Cada passo para torná-la clinicamente aplicável traz novos desafios. O mais recente foi vencer a barreira natural dos pulmões: o surfactante. Com a adição do Gantrez ao tratamento, conseguimos resultados muito animadores, que nos deixam esperançosos para as próximas etapas — primeiro em modelos animais e, depois, em estudos clínicos. Esses avanços mostram que ainda temos motivos para acreditar na vitória contra os microrganismos resistentes”, destaca a cientista.

Impacto para os pacientes

Embora os testes ainda estejam na fase de laboratório, os resultados trazem esperança. Se confirmada em estudos com animais e, depois, com pacientes, a terapia poderá se tornar uma alternativa aos antibióticos em casos de pneumonias graves e resistentes.

Segundo os autores do estudo, esse é um passo importante no combate às chamadas “superbactérias”, que já representam uma das maiores ameaças à saúde pública no século XXI.

Assinam este estudo os pesquisadores: Fernanda Alves – 1ª autora (IFSC/USP – Texas A&M University); Isabelle Almeida de Lima (IFSC/USP – Texas A&M University); Lorraine Gabriele Fiuza (IFSC/USP – Texas A&M University); Zoe Arnaut (Universidade de Coimbra); Natalia Mayumi Inada (IFSC/USP – Texas A&M University) e Prof. Vanderlei Salvador Bagnato (IFSC/USP – Texas A&M University).

Confira o artigo clicando AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

25 de agosto de 2025

IFSC/USP de luto – Falecimento do Prof. Dr. Milton Ferreira de Sousa

É com enorme pesar que o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) comunica o falecimento do Prof. Dr. Milton Ferreira de Sousa, docente do Grupo de Óptica.

O corpo foi velado no dia 25 de agosto do corrente ano no Memorial Sinsef (Av. Salgado Filho, 289) a partir das 13h e o encerramento às 17h.

O Prof. Dr. Milton Ferreira de Sousa concluiu seu Bacharelado em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1953) e doutorado em Física São Carlos pela Universidade de São Paulo (1968). Era aposentado pela Universidade de São Paulo, da qual era Professor Emérito, sendo atualmente Professor Visitante desta instituição. Com auxílio do CNPq-Finep, criou a Fundação Parque de Alta Tecnologia de São Carlos (1984) da qual derivaram grandes empresas (Opto-Eletrônica SA, Cerauto Ltda).

A Diretoria do IFSC/USP e toda a sua comunidade endereçam aos familiares e amigos do Prof. Dr. Milton Ferreira de Sousa os mais sinceros sentimentos.

 

Mais informações:

https://sistemamemoriam.com/c/65830#INICIO

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

25 de agosto de 2025

Mais uma inovação tecnológica na USP São Carlos – Sensores biodegradáveis podem mudar o futuro da agricultura

“Tomar decisões rápidas e precisas, reduzindo perdas e aumentando a produtividade com menor impacto ambiental” (Créditos da imagem – “Vecteezy”)

Uma inovação tecnológica está prestes a transformar o modo como os agricultores do mundo inteiro cuidam de suas plantações, através de sensores vestíveis para plantas. Desenvolvidos por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, juntamente com outros colegas brasileiros, esses dispositivos funcionam como verdadeiros “check-ups portáteis” para cultivos, permitindo acompanhar em tempo real a saúde e as necessidades das lavouras.

Esta tecnologia, apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das dez mais promissoras para o futuro, pode monitorar desde níveis de nutrientes, umidade e pH, até sinais de doenças, pragas e estresse hídrico. Diferente dos métodos convencionais, que dependem de análises pontuais ou de drones e câmeras, os sensores vestíveis são aplicados diretamente em folhas, caules ou frutos, coletando continuamente dados sem prejudicar o crescimento das plantas.

“Esses dispositivos oferecem aos agricultores uma ferramenta inédita para tomar decisões rápidas e precisas, reduzindo perdas e aumentando a produtividade com menor impacto ambiental”, explica o pesquisador Paulo Raymundo-Pereira, do (IFSC/USP) e autor-correspondente do estudo publicado na revista Analytical Chemistry.

O diferencial dessa tecnologia está no uso de materiais biodegradáveis e sustentáveis – como polímeros derivados do amido, da celulose e do ácido polilático –, substituindo os plásticos tradicionais que provocam degradação, ou seja, além de ajudarem no manejo agrícola, os sensores também reduzem a geração de resíduos tóxicos.

A integração com inteligência artificial, internet das coisas e análise em nuvem permitirá que os dados sejam processados automaticamente, auxiliando agricultores a ajustar irrigação, fertilização e até prever surtos de doenças com base nos padrões detectados.

Desafios

Apesar do potencial, ainda há obstáculos, sendo que o principal é garantir que os sensores mantenham estabilidade e precisão em condições ambientais extremas, como altas temperaturas, excesso de umidade ou radiação solar. Os pesquisadores também trabalham em tornar os dispositivos mais acessíveis em larga escala, especialmente para pequenos produtores.

Paulo Raymundo-Pereira

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de 40% da produção agrícola mundial é perdida anualmente devido a doenças e condições climáticas adversas, com prejuízos globais que ultrapassam os 220 bilhões de dólares. Nesse contexto, os sensores vestíveis podem ser uma ferramenta estratégica para enfrentar o desafio de alimentar uma população que deve ultrapassar 9,8 bilhões de pessoas até o ano 2050.

Os sensores vestíveis para plantas unem ciência, tecnologia e sustentabilidade para abrir um novo capítulo na agricultura de precisão, oferecendo esperança de um futuro em que produzir mais signifique, também, impactar menos o meio ambiente.

Além de Paulo Raymundo-Pereira, assinam este artigo os pesquisadores: Samiris Côcco Teixeira, Nilda Soares e Taíla Veloso de Oliveira (Universidade Federal de Viçosa – MG), e Nathalia Gomes (Instituto de Química de São Carlos – IQSC/USP e EMBRAPA Instrumentação).

Esta pesquisa contou com os apoios da FAPESP, CNPq, CAPES e FAPEMIG.

Clique AQUI para acessar o artigo científico publicado.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

22 de agosto de 2025

Com a qualidade de um pós-doutorado – IA já produz artigo científico

Não adianta fazer paródia da canção de protesto “Televisão”, dos Titãs: a inteligência artificial (IA) será capaz de produzir artigos de revisão científica, aqueles nos quais é feita uma revisão bibliográfica acrescida de uma análise do especialista, com qualidade maior que aqueles feitos por humanos, provocando uma revolução ainda maior do que já estamos experimentando com essas novas ferramentas. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do Instituto de Física de São Carlos e um dos criadores do Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC), defende essa visão não sem antes oferecer claras provas científicas do que essas máquinas já são capazes de fazer.

Sua convicção vem não apenas de sua ampla experiência na área, mas também do artigo intitulado “AI-Assisted Tools for Scientific Review Writing: Opportunities and Cautions”, publicado no dia 13 de agosto de 2025 no periódico científico ACS Applied Materials & Interfaces (AQUI), em parceria com outros cientistas do Instituto de Física de São Carlos e do Instituto de Matemática e Ciência da Computação, também da USP. Com poder computacional relativamente pequeno comparado aos grandes computadores existentes hoje, o grupo produziu um artigo de revisão científica usando ferramentas de IA sobre filmes de Langmuir e Langmuir–Blodgett, nanocamadas formadas por moléculas que se organizam na interface ar–água e que podem ser transferidas para superfícies sólidas, usadas em sensores e dispositivos ópticos. Além disso, especialistas nessa área foram chamados para validar a qualidade do texto final.

“O nosso objetivo principal foi demonstrar que a IA nos deixa próximos de um novo paradigma de geração de conhecimento”, afirma. “A resposta dos especialistas foi unânime: a versão gerada pela máquina era um bom começo para um artigo de revisão. Nós perguntamos aos especialistas inclusive se eles achavam que aquela versão gerada automaticamente tinha a mesma qualidade ou inferior ou superior ao que eles esperavam de um pós-doutorado ou de um aluno de doutorado. E, de novo, a maioria dos especialistas disse que a versão gerada pela máquina era superior àquela que eles esperariam de um aluno de doutorado ou pós-doutorando. Então, o que ficou claro é que a versão gerada pela máquina é um ótimo ponto de partida”.

Oliveira Junior explica que a versão que eles obtiveram não chega a ter alta qualidade, capaz de passar pela revisão em periódicos científicos. Isso porque, ele avalia, o poder computacional utilizado não chega à capacidade de máquinas de grandes companhias. Mas, para ele, após esse artigo do qual participou na ACS Applied Materials & Interfaces, qualquer editora científica já pode usar as ferramentas existentes para produzir saber sem o homo sapiens, “o homem que sabe”.

“Um humano, quando faz um artigo de revisão, lê dezenas, centenas de artigos, no máximo. A máquina pode processar milhares de artigos, dezenas de milhares de artigos num determinado tópico e fazer um trabalho de compilação das informações mais relevantes, de análise, de uma maneira que é impossível o humano fazer”, afirma. “Pela primeira vez na história, nós vamos poder substituir os humanos em tarefas intelectuais sofisticadas. E isso pode gerar um desemprego em curto prazo relativamente grande. Isso, obviamente, traz consequências sociais ruins.”

Ele afirma que “teremos que mudar completamente a maneira como a gente faz ciência, porque as máquinas vão poder gerar texto científico”. “E, provavelmente, a uma velocidade, e gerando tanto material que terá que ser para outras máquinas lerem. A minha visão de futuro é que, provavelmente, nós teremos um mundo em que as máquinas geram artigos científicos para outras máquinas lerem. O papel do cientista vai ser muito alterado, portanto. Será um papel de decisão das agendas de pesquisa ou na análise do que as máquinas oferecem, na conexão daquilo que a gente precisa de conhecimento para resolver os problemas da sociedade.”

Qual será o papel do cientista?

A IA vai nos deixar “burro, muito burro demais”, como sugeria os Titãs ao se referirem à televisão?

Assista à entrevista na íntegra no canal da SBF no YouTube, clicando na imagem abaixo.

(Créditos da imagem na home – “Bolg INGRAM”)

(IN: Sociedade Brasileira de Física – SBF)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

21 de agosto de 2025

Prof. Jarbas Caiado Neto (IFSC/USP) é reconhecido com o “Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia – 2025”

Foram divulgados, recentemente, os vencedores do “Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia – 2025”. Na categoria “Ciência”, o vencedor é o Prof. Paulo Eduardo Artaxo Netto, pesquisador do Instituto de Física da USP (IFUSP), enquanto que na categoria “Tecnologia” o prêmio vai para o pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Jarbas Caiado de Castro Neto, distinções que reconhecem projetos inovadores com impacto direto no desenvolvimento do país.

Receber um dos mais importantes prêmios da ciência brasileira não é apenas motivo de celebração pessoal, mas também um marco para toda a comunidade científica, já que, para qualquer cientista, a ciência nunca é feita sozinha.

O Prof. Jarbas Caiado de Castro Neto é Mestre em Física pela USP e PhD pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), e professor titular do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), onde criou, em 1982, o Grupo de Óptica, hoje com cerca de 250 membros. Fundou diversas empresas e espaços de pesquisa de base tecnológica, entre eles, a Oficina de Óptica de Precisão do IFSC/USP, berço de inovações e empreendedorismo tecnológico único no país.

Os equipamentos desenvolvidos pelo Prof. Jarbas já ajudaram a preservar a visão de milhões de pessoas, como os lasers verdes empregados no tratamento da retina ocular, ferramenta-padrão dos oftalmologistas brasileiros. Seu trabalho está também em câmeras de satélites, microscópios, topógrafos e muitos outros instrumentos de precisão para oftalmologia, odontologia, agricultura, defesa e aplicações espaciais.

Criado pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), o prêmio destaca anualmente cientistas cujas pesquisas contribuem para o avanço tecnológico e a inovação. Mais do que um troféu ou recurso financeiro, a premiação representa a valorização de trajetórias dedicadas à produção de conhecimento e ao fortalecimento da ciência nacional.

Para o IFSC/USP, a conquista é igualmente relevante. A visibilidade conquistada através deste prêmio projeta o trabalho realizado nos laboratórios e salas de pesquisa muito para além do meio acadêmico, abrindo portas para novas parcerias, financiamentos e colaborações internacionais. Além disso, fortalece a imagem da instituição como referência em pesquisa de ponta nacional e internacional, capaz de transformar conhecimento em soluções para a sociedade.

Quando um pesquisador é reconhecido dessa forma, não é apenas a sua carreira que ganha destaque. É também a instituição, os alunos e a própria ciência brasileira que são valorizados. Assim, o prêmio não marca apenas um ponto alto na trajetória de um cientista, mas reafirma a importância da pesquisa científica como motor do desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Com muito orgulho e satisfação, o IFSC/USP parabeniza o Prof. Jarbas Caiado de Castro Neto pela importante conquista do “Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia – 2025”.

Confira AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

20 de agosto de 2025

Escolha do Reitor(a) e Vice-Reitor(a) da USP – Processo eleitoral para a composição da lista tríplice

O processo eleitoral para a composição da lista tríplice para a escolha do Reitor(a) e Vice-Reitor(a) da Universidade de São Paulo (USP) irá ocorrer entre as 09h00/18h00 do dia 27 de novembro do corrente ano, através de escrutínio secreto e por meio de sistema eletrônico de votação.

A condução do processo eleitoral ficará a cargo da Comissão Eleitoral, formada por observadores externos à Universidade de São Paulo, sendo três titulares e um suplente, com a incumbência de acompanhar o sistema eletrônico de votação e totalização de votos.

A Secretaria Geral receberá, entre os dias 8 e 15 de setembro de 2025, às 18h00, no e-mail eleicao2025@usp.br, o pedido de inscrição por chapas de Professores(as) Titulares da USP, candidatos(as) a Reitor(a) e Vice-Reitor(a), em formulário próprio, disponível AQUI.

Todas as informações sobre este processo eleitoral poderão ser obtidas AQUI.

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de agosto de 2025

Tratamento de amigdalites – IFSC/USP faz chamada de pacientes – crianças e adolescentes

(Créditos – “Centa Medical Group”)

O IFSC/USP está iniciando uma chamada de pacientes – crianças e adolescentes com idades entre os 5 até 17 anos -, para tratamento de infecções de garganta repetitivas/recorrentes – amigdalites -, inserida em um projeto de pesquisa iniciado anteriormente com grupos de adultos portadores das mesmas condições.

O tratamento é bastante simples. Tendo em consideração que os pacientes deverão apresentar amigdalites crônicas ou recorrentes (infecção ou inflamação), o tratamento dura apenas três minutos, em uma única vez, conforme explica a pesquisadora do IFSC/USP, Drª Fernanda Carbinatto. “Vamos dar uma balinha de curcumina, que é o fotossensibilizador, para a criança chupar, e a seguir a garganta é iluminada por uma luz durante três minutos, sendo que ao longo de um mês faremos o devido acompanhamento”.

Esse projeto é coordenado pelo Prof. Dr. Vanderlei Bagnato, com colaboração das professoras, Dras.  Esther Ferreira e Dra. Cristina Bruno, do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), contando-se também com a parceria da médica pediatra e pneumologista, Drª Renata Bagnato.

Fernanda Carbinatto e Isabela Santiago

Isabela Santiago, pesquisadora, é enfermeira e mestranda no Programa da Biotecnologia da UFSCar. “Para participar deste tratamento, as crianças e adolescentes têm que ter já a amigdalite instalada ou uma dor de garganta vigente. É um tratamento para melhorar os sintomas da dor já instalada, para combater a inflamação e interromper a recorrência desses sintomas, que aparecem mais nas crianças e adolescentes”, sublinha a pesquisadora.

Importante salientar que as pesquisadoras conseguiram observar, em estudos anteriores, que a aplicação deste tratamento reduziu em até 80% os casos de remoção de amígdalas. Ou seja, aqueles pacientes que tinham amigdalite recorrente e que fizeram o tratamento, a recorrência diminuiu substancialmente, o que evitou a realização de cirurgia (amigdalectomia).

Segundo a Drª Fernanda Carbinatto, este tratamento não exclui, em hipótese alguma, a intervenção médica. “Se o médico prescrever um antibiótico, podemos sempre associar este tratamento, ou seja, ele não é incompatível com a administração de antibióticos, é um tratamento adicional”, enfatiza a pesquisadora.

A inscrição de pacientes inicia-se no próximo dia 19 deste mês de agosto, pelo telefone da Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) localizada na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC) – (16) 3509-1351 – sendo que os tratamentos serão realizados no NAPID, em São Carlos, muito próximo à Estação Ferroviária.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

18 de agosto de 2025

Nanotecnologia e medicina tradicional se unem em possível tratamento inovador contra o diabetes

O diabetes, uma doença crônica que afeta a forma como o corpo regula o açúcar no sangue, é hoje uma das maiores preocupações de saúde pública no planeta. Segundo estimativas internacionais, em 2022 havia cerca de 828 milhões de adultos vivendo com a condição — um salto significativo em relação aos 630 milhões registrados em 1990. O impacto vai muito além das estatísticas: trata-se de uma doença associada a complicações cardiovasculares, renais, neurológicas e à perda de qualidade de vida.

Apesar dos avanços da medicina, o controle da doença ainda apresenta desafios. Medicamentos como o acarbose, usados para reduzir a absorção de glicose, ajudam, mas podem provocar efeitos colaterais como desconforto intestinal e má digestão. Diante disso, cresce o interesse por alternativas mais seguras, eficazes e sustentáveis.

O pesquisador do IFSC/USP, Prof. Igor Polikarpov, juntamente com um grupo de cientistas da Índia, apresentou recentemente uma proposta inovadora publicada na revista científica internacional “Journal of Applied Pharmaceutical Science”, que uniu nanotecnologia — o estudo e a aplicação de partículas em escala extremamente reduzida — com saberes da medicina tradicional.

A equipe desenvolveu nanopartículas de prata utilizando extratos de plantas conhecidas tanto na homeopatia quanto no ayurveda, como: Emblica officinalis (amla), rica em antioxidantes; Withania somnifera (ashwagandha), utilizada para fortalecimento e equilíbrio do organismo e Arnica montana, conhecida por propriedades anti-inflamatórias, além de outras espécies, como Strychnos nux-vomica, Terminalia chebula e Atropa belladonna.

O processo de produção foi ecológico, já as plantas funcionaram como agentes “redutores”, transformando sais de prata em nanopartículas esféricas de 10 a 30 nanômetros — milhares de vezes menores que o diâmetro de um fio de cabelo. Essas partículas minúsculas possuem uma enorme área de contato em relação ao seu volume, o que aumenta sua capacidade de interagir com moléculas do organismo.

Prof. Igor Polikarpov

O foco dos testes foi verificar a capacidade dessas nanopartículas de inibir duas enzimas fundamentais na digestão dos carboidratos: α-amilase e α-glicosidase. Elas são responsáveis por quebrar o amido dos alimentos em glicose, que então passa para a corrente sanguínea. Bloquear essas enzimas pode ajudar a reduzir picos de açúcar após as refeições — o que é essencial no controle do diabetes tipo 2.

Os resultados foram animadores. Entre todas as formulações, as nanopartículas feitas a partir de Emblica officinalis apresentaram o melhor desempenho, superando o acarbose, medicamento referência no mercado. Essas partículas não apenas inibiram fortemente as enzimas, como também mostraram potencial para interagir com mecanismos celulares relacionados ao metabolismo da glicose.

Outro ponto de destaque é que o método de síntese adotado evita o uso de produtos químicos tóxicos, tornando o processo mais seguro e sustentável. Os pesquisadores acreditam que essa tecnologia poderia ser aplicada em regiões com menos acesso a tratamentos convencionais, oferecendo uma alternativa de menor custo e com base em recursos naturais.

No entanto, o estudo ainda está em fase laboratorial. Será preciso investigar como essas nanopartículas se comportam dentro do corpo humano, sua segurança em longo prazo e a melhor forma de administrá-las. Ensaios clínicos, estudos de biodisponibilidade e avaliações toxicológicas serão etapas essenciais antes de qualquer aplicação médica.

Mesmo assim, a pesquisa reforça um movimento crescente na ciência: resgatar conhecimentos tradicionais e potencializá-los com tecnologias modernas, abrindo espaço para terapias mais eficazes, acessíveis e respeitosas com o meio ambiente.

Se confirmadas em estudos futuros, essas nanopartículas à base de plantas podem se tornar mais uma ferramenta para ajudar milhões de pessoas ao redor do mundo a viver melhor com o diabetes.

Clique AQUI para acessar o artigo científico.

(Imagem interna – Créditos Journal of Applied Pharmaceutical Science)

(Imagem externa – Créditos – diabets.co.uk)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

18 de agosto de 2025

Prof. Antonio Carlos Hernandes (IFSC/USP) recebe homenagem na qualidade de egresso da Universidade Estadual de Londrina (PR)

 

Prof. Antonio Carlos Hernandes com a Reitora da UEL, Profª Profa Marta Fávaro, e o Prof Eduardo Di Mauro, Professor do Departamento de Física da UEL e Vice-Reitor da UEL no período de 2002 a 2006.

 

Pela primeira vez em sua história e no âmbito das comemorações alusivas aos cinquenta e cinco anos da instituição, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) (PR) realizou no passado dia 11 do corrente mês uma homenagem pública aos seus egressos dos cursos de graduação e dos programas de pós-graduação – no total cem mil estudantes -, tendo reunido, para o efeito, um representante de destaque de cada programa de graduação e pós-graduação, totalizando 52 egressos da graduação, 47 de mestrado e 32 de doutorado, escolhidos pelos coordenadores dos colegiados dos cursos e dos programas de pós-graduação.

Dentre os homenageados esteve presente o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Antonio Carlos Hernandes, egresso do Curso de Graduação daquela universidade, que recebeu, tal como os restantes, um certificado pela participação e pela contribuição dada à história da UEL, sendo que é intenção da instituição fazer aprovar junto ao seu conselho universitário o dia 11 de agosto como o “Dia do Egresso”.

Nesta homenagem, a reitora da UEL, Profª Marta Fávaro, entregou a cada homenageado um documento onde se pode ler: Você faz e continua fazendo a diferença. Com seu percurso acadêmico, sua dedicação ao conhecimento e sua atuação na sociedade, ajudou a fortalecer e a projetar o nome da Universidade Estadual de Londrina para além dos seus limites. Neste ano em que a UEL comemora 55 anos, celebramos também a sua trajetória. Porque ser UEL é isso: fazer parte de uma história coletiva, construída por pessoas que acreditam na educação, na ciência, no serviço à comunidade e no futuro. O tempo na UEL foi um capítulo importante e, agora, sua caminhada segue inspirando e ampliando o legado desta Universidade. A UEL é grata. E sempre será. Com orgulho e reconhecimento.

Ao ser homenageado como egresso de sua antiga universidade, um professor universitário sente-se atravessado por um sopro de tempo que o envolve por inteiro. É como se cada aplauso que ecoa no auditório abrisse uma fresta na memória, permitindo-lhe revisitar, um a um, os capítulos de sua própria história. Vê-se novamente jovem, carregando livros debaixo do braço, percorrendo corredores onde os sonhos eram maiores que as incertezas, encontrando mestres que, sem perceber, lhe plantavam as sementes de um destino que agora se cumpre.

Certamente que, para o Prof. Dr. Antonio Carlos Hernandes, esse não foi apenas um prêmio, uma homenagem. Foi – e é –  um abraço simbólico dado pela mesma casa que um dia o recebeu com a timidez dos primeiros passos e que agora o reconhece com a autoridade de quem deixou marcas. A homenagem não se traduz apenas em palavras bonitas. Ela carrega o peso e a leveza de um ciclo que se fecha — o aluno que se tornou mestre, o aprendiz que agora é farol para outros. Enquanto seu nome ressoa pelo espaço, ele percebe que carrega consigo uma multidão invisível: professores que o inspiraram, colegas que dividiram angústias e vitórias, familiares que sustentaram seus voos. Aquele momento, embora centrado nele, é tecido com fios de muitas mãos e muitas histórias.

O IFSC/USP sente-se verdadeiramente orgulhoso com esta homenagem que foi prestada ao Prof. Dr. Antonio Carlos Hernandes, tendo a firme convicção de que educação não é um destino, mas um caminho que se renova a cada passo.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de agosto de 2025

Editais – Processos seletivos (IFSC/USP) (ingresso 1º semestre de 2026) – Física Teórica e Experimental, Física Biomolecular e Física Computacional

Os editais dos processos seletivos para ingresso no 1º semestre de 2026, nas áreas Física Teórica e Experimental, Física Biomolecular e Física Computacional (IFSC/USP) estão disponíveis (AQUI), na aba Processo Seletivo.

É importante que todos leiam os Editais e antecipem suas dúvidas.

Lembramos que os(as) candidatos(as) para a área de Física Teórica e Experimental devem apresentar nota do EUF (VER AQUI).

Os candidatos para as áreas de Física Biomolecular e Física Computacional (AQUI) devem apresentar nota de exame realizado pela CPG cuja inscrição estará aberta no período de 18/08 até 19/09/2025.

Informações detalhadas nos editais.

Em caso de dúvidas, entrar em contato com o serviço de pós-graduação do IFSC (svposgrad@ifsc.usp.br).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

14 de agosto de 2025

Inscrições abertas para os Programas de Intercâmbio Internacional – Alunos de graduação (IFSC/USP) – Licenciatura em Ciências Exatas e Bacharelados

Cursos de Bacharelado

Estão abertas até dia 22 de agosto do corrente ano inscrições para o Edital 2152 – Programa de Intercâmbio Internacional para os Alunos de Graduação – Bacharelado em Física, Bacharelado em Física Biomolecular e Bacharelado em Física Computacional do IFSC (1º sem./2026)

A Comissão de Cooperação Nacional e Internacional (CCNInt) do IFSC anuncia a abertura de inscrições para o Programa de Intercâmbio Internacional direcionado aos(as) estudantes de graduação dos cursos de bacharelado do IFSC.

O edital prevê 6 (seis) vagas de intercâmbio em diversas instituições estrangeiras, com possibilidade de concessão de bolsas para os 2 (dois) primeiros classificados. A mobilidade deve ocorrer entre janeiro e junho de 2026. Há também possibilidade de bolsas extras com base no Edital AUCANI 2102 – Programa de Bolsas de Intercâmbio Internacional para os Alunos de Graduação USP – África, América Latina e Ásia.

As universidades de destino incluem instituições na Europa, Ásia e América Latina, com requisitos variados de proficiência linguística (veja detalhes na Tabela 1 do edital).

Quem pode se inscrever?

Estudantes regularmente matriculados em um dos cursos de bacharelado do IFSC que atendam a critérios como:

*Ter completado ao menos 40% dos créditos do curso;

*Ter média normalizada por turma igual ou superior a 5,0;

*Comprovar nível de proficiência exigido pela universidade de destino;

*Não ter participado de intercâmbio anterior ou recebido bolsas de mobilidade USP.

Passo a passo para inscrição:

1-Acesse o edital no Sistema Mundus ou no seguinte link https://uspdigital.usp.br/mundus/editalintercambiopublicoarq?codediitb=2152&tiparqediitb=E

2-Leia atentamente o edital antes de iniciar o processo de inscrição!

3-Vá até a área pública do Sistema Mundus (Editais > Alunos de Graduação – não é necessário login).

4-Preencha somente o número do edital correspondente (nº 2152).

5-Siga as instruções para concluir a inscrição (ícone verde).

6-Envie os documentos obrigatórios descritos no edital.

Cronograma:

*Período de inscrições: de 12 a 22 de agosto de 2025;

*Resultado da pré-seleção: 26/08/2025;

*Recursos: 27/08 a 02/09/2025;

*Resultado final: 04/09/2025;

 Dúvidas podem ser direcionadas para o email ccnint@ifsc.usp.br

 

Licenciatura em Ciências Exatas

Da mesma forma, estão abertas até o dia 22 de agosto do corrente ano, as inscrições para o Edital 2161 – Programa de Intercâmbio Internacional para os Alunos de Graduação – Licenciatura em Ciências Exatas do IFSC (1º sem./2026).

O edital prevê 6 (seis) vagas de intercâmbio em diversas instituições estrangeiras, com possibilidade de concessão de bolsas para os 2 (dois) primeiros classificados. A mobilidade deve ocorrer entre janeiro e junho de 2026. Há também possibilidade de bolsas extras com base no Edital AUCANI 2102 – Programa de Bolsas de Intercâmbio Internacional para os Alunos de Graduação USP – África, América Latina e Ásia.

As universidades de destino incluem instituições na Europa, Ásia e América Latina, com requisitos variados de proficiência linguística (veja detalhes na Tabela 1 do edital).

Quem pode se inscrever?

Estudantes regularmente matriculados no curso de Licenciatura em Ciências Exatas do IFSC que atendam a critérios como:

*Ter completado ao menos 40% dos créditos do curso;

*Ter média normalizada por turma igual ou superior a 5,0;

*Comprovar nível de proficiência exigido pela universidade de destino;

*Não ter participado de intercâmbio anterior ou recebido bolsas de mobilidade USP.

Passo a passo para inscrição:

1-Acesse o edital no Sistema Mundus ou no seguinte link https://uspdigital.usp.br/mundus/editalintercambiopublicoarq?codediitb=2161&tiparqediitb=E

2-Leia atentamente o edital antes de iniciar o processo de inscrição!

3-Vá até a área pública do Sistema Mundus (Editais > Alunos de Graduação – não é necessário login).

4-Preencha somente o número do edital correspondente (nº 2161).

5-Siga as instruções para concluir a inscrição (ícone verde).

6-Envie os documentos obrigatórios descritos no edital.

Cronograma:

*Período de inscrições: de 12 a 22 de agosto de 2025;

*Resultado da pré-seleção: 26/08/2025;

*Recursos: 27/08 a 02/09/2025;

*Resultado final: 04/09/2025;

Dúvidas podem ser direcionadas para o email ccnint@ifsc.usp.br

Para que sua participação seja tranquila e bem-sucedida, reforça-se a importância da leitura completa e cuidadosa do edital, que traz todos os critérios, prazos e detalhes importantes do processo.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

14 de agosto de 2025

“O dia em que eu falei com as bactérias” – Docente do IFSC/USP lança terceiro livro dedicado a crianças

“O dia em que eu falei com as bactérias” é o terceiro livro publicado pela docente e pesquisadora do IFSC/USP, Profª Ilana Camargo, lançado oficialmente no dia 09 de agosto em evento realizado no Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP (CDCC), em São Carlos. O foco dessa publicação é despertar as crianças para a importância da ciência e, neste caso concreto, para o mundo da microbiologia, como parte de um projeto que a docente tem realizado já há algum tempo em escolas na cidade de São Carlos, através de rodas de conversas com crianças.

Tudo começou há já algum tempo quando a docente se propôs analisar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relativa à área de ciências na unidade temática da vida e evolução, procurando quais seriam as habilidades desenvolvidas pelos professores dentro de sala de aula em cada fase do aluno durante o Ensino Fundamental 1. “Tentei buscar materiais e encontrei esses livros paradidáticos em que o aluno lê uma história que pode ser usada depois na sala de aula para resgatar os conceitos didáticos, e observei que há uma escassez muito grande desses livros na área de microbiologia para as crianças”, recorda a docente. E, foi a partir dessa constatação que a Profª Ilana decidiu escrever e publicar o seu primeiro livro, intitulado “Biofilmes e a aventura de uma bactéria”, indicado para crianças com idades compreendidas entre um e sete anos. O livro, constituído por uma história curta que tem a intenção de promover um debate salutar entre professores e crianças, aborda a importância de manter hábitos de higiene do corpo, como lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas, tudo para manter bons índices de saúde.

Com o sucesso desse seu primeiro livro, Ilana Camargo partiu para uma segunda publicação – “Clô – A bactéria”, cujo intuito foi de o professor poder participar, além de ler a história, destacar como são transmitidos alguns microorganismos, como vírus, bactérias e protozoários, bem como atitudes e medidas adequadas para a prevenção de doenças a eles associados. “É um livro que aborda a clostridium tetane, que é a bactéria que causa o tétano, e que expõe de uma maneira bem lúdica como essa bactéria se multiplica, como ela vive na natureza, como causa o tétano e como nós, através da vacina, conseguimos neutralizar essa doença”, enfatiza a professora.

Professores Osvaldo Novais de Oliveira Junior, Ilana Camargo, Yvonne Primerano Mascarenhas, Leila Maria Beltramini, José Abel Hoyos Neto, Ana Paula Ulian de Araújo e Adriano Defini Andricopulo

Em relação ao livro “O dia em que eu falei com as bactérias” ele traz a história da menina Estela e ao longo dela são enfatizados vários conceitos da microbiologia que podem ser ensinados às crianças. “É um livro que as crianças podem usar desde a primeira série, mas, como tem mais leitura, os alunos vão poder aproveitar mais nas sexta e sétima séries. Ele pode ser usado para voltar a discutir aqueles tópicos anteriores, aquelas habilidades que as crianças já desenvolveram na escola, como também as outras que são indicadas para os professores trabalharem na quarta série, que é verificar a participação de micro-organismos na produção de alimentos, combustíveis, medicamentos, entre outros, e relacionar a participação de fungos e bactérias no processo de decomposição, reconhecendo a importância ambiental desse processo”, pontua a pesquisadora.

Por outro lado, segundo a autora, a publicação também pode ser usada no ensino fundamental, na sexta ou sétima série, porque ela traz ali dentro da trama da escola passagens que podem auxiliar o professor, de uma maneira mais lúdica, a trabalhar essas habilidades, como, por exemplo, explicar a organização básica das células e o seu papel como unidade estrutural e funcional dos seres vivos, bem como argumentar sobre a importância da vacinação para a saúde pública com base em informações sobre a maneira como a vacina atua no organismo e o papel histórico da vacinação para a manutenção da saúde individual e coletiva e para a erradicação de doenças. “As passagens dessa trama podem ser usadas para resgatar e voltar a discussão na sala de aula sobre esses conceitos que eles devem estudar”, pontua a Profª Ilana Camargo. “O dia em que eu falei com as bactérias” resgata os conceitos vistos em ciências, pois o livro enfatiza essa questão das descobertas que se fazem dentro da universidade, mostrando às crianças que também é possível serem cientistas.

Entre o inúmero público presente no lançamento do livro, prestigiaram o lançamento do livro o Diretor e Vice Diretora do IFSC/USP, Profs. Osvaldo Novais de Oliveira Junior e Ana Paula Ulian de Araújo, e os Professores Adriano Defini Andricopulo, José Abel Hoyos Neto, Leila Maria Beltramini e Yvonne Mascarenhas.

“O dia em que eu falei com as bactérias” pode ser adquirido nos portais das livrarias virtuais, no portal da própria editora, ou diretamente com a autora do livro, através de seu e-mail ilanacamargo@ifsc.usp.br

Rui Sintra / Adão Geraldo – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

14 de agosto de 2025

IFSC/USP acolhe “X Congresso de Podologia da USP São Carlos”

O IFSC/USP acolheu nos dias 26 e 27 de julho último “O X Congresso de Podologia da USP São Carlos”, um evento que permitiu a profissionais, alunos e pesquisadores uma profunda troca de conhecimento.

Este evento chega a um momento importante para a maturidade da profissão, permitindo o amplo conhecimento da tecnologia para a área, com embasamento científico. Os processos de dores e cicatrização são sempre o ponto alto deste evento, que leva o uso do laser à sua capacidade máxima para beneficiar a sociedade, não apenas em termos locais, mas a nível nacional.

Segundo a Profª Renata Goldin, da SAETEC de São José do Rio Preto, “Além de uma recepção acolhedora dos organizadores e a participação de palestrantes incríveis, destacam-se as oportunidades que surgem no decurso do evento. Oportunidades únicas e portas que se abrem para o nosso mercado, daí que tenhamos de aproveitar o máximo e desfrutar de todo conhecimento”.

Já para a professora do SENAC São Carlos, Cleunice Zago, “É uma experiência muito especial na qual tive a honra de palestrar aqui em São Carlos, onde abordei a importância da podologia dentro da saúde básica”.

Aula com o Prof. Vanderlei Bagnato

Para a também docente do SENAC São Carlos, Profª Fátima Ganha, “Pude participar de todas as edições e pude acompanhar a evolução deste congresso, os avanços que foram feitos em tecnologia e equipamentos, favorecendo toda área da saúde. Tive o prazer de palestrar sobre a geriatria e para mim foi gratificante e emocionante. O meu agradecimento ao Prof. Vanderlei Bagnato e ao Dr. Antonio Aquino pela dedicação.”

Para o Prof. Mario Seabra, especialista em biomecânica e avaliação postural “É a segunda vez que participo deste Congresso de Podologia da USP de São Carlos e a energia é muito positiva, já que percebemos que existe aqui entre os participantes a mesma vontade de crescer, em se desenvolverem com bastante ciência, bastante conhecimento”.

Para o organizador do congresso, Dr. Antonio Eduardo de Aquino Junior “Conseguir manter este evento e evoluir a cada edição nos últimos dez anos foi um desafio. Tornar o evento cada vez melhor, trazer sempre novidades para um público que precisa sempre de conteúdos atuais, é um trabalho que nunca cessa.”

Já para a pesquisadora do IFSC/USP, Dra. Fernanda Carbinatto, a interação entre pesquisadores e profissionais aproxima os problemas existentes em soluções que precisam ser pesquisadas e compartilhadas posteriormente.

Com a presença do docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Bagnato, este Congresso é um evento que liga a sociedade à Universidade de São Paulo por meio dos profissionais de diversas áreas de saúde, possibilitando uma rica troca de conhecimentos, beneficiando a saúde e qualidade de vida da população.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

14 de agosto de 2025

Descoberta pode levar à criação de medicamento contra diversas doenças transmitidas por mosquitos

(Créditos – AMIIF)

Pesquisadores da Universidade de Lausanne, na Suíça, em colaboração com cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), acabam de identificar um composto com potencial para se transformar no primeiro medicamento eficaz contra diversos vírus transmitidos por mosquitos e carrapatos — entre eles, os que causam dengue, zika, febre amarela e encefalite japonesa. A pesquisa foi publicada na revista científica internacional “Antiviral Research”.

O composto, chamado MMV1791425, foi testado em laboratório e demonstrou ser capaz de impedir a multiplicação desses vírus em diferentes tipos de células, inclusive em células humanas e de mosquitos. Além disso, a substância agiu com eficiência mesmo quando a infecção viral era intensa, o que é um fator essencial para o tratamento de doenças já em estágio avançado.

A preocupação com os chamados flavivírus, que incluem dengue, zika e febre amarela, é crescente. Essas doenças atingem milhões de pessoas todos os anos e, em muitos casos, podem causar complicações graves ou até levar à morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde, só a febre amarela mata entre 29 mil e 60 mil pessoas por ano, somente na África.

O cenário se torna ainda mais preocupante com o avanço do aquecimento global, que tem ampliado a área de circulação dos mosquitos transmissores — como o Aedes aegypti — para regiões antes consideradas seguras, incluindo países europeus.

Apesar disso, ainda não existe nenhum remédio específico aprovado para tratar essas infecções. As opções disponíveis são basicamente de suporte, para aliviar sintomas como febre e dores no corpo, mas não combatem o vírus em si.

Diante da urgência, os cientistas adotaram uma estratégia que tem ganhado força: reaproveitar compostos que já foram estudados para outras doenças, como a malária. Isso acelera o processo, já que boa parte dos testes de segurança já foi feita.

Foi assim que chegaram ao MMV1791425, uma substância inicialmente pesquisada para combater o parasita da malária. Ao testá-la contra vírus como dengue e zika, os pesquisadores perceberam que ela bloqueava uma etapa crucial da infecção: a multiplicação do vírus dentro das células.

O mais interessante é que esse efeito se manteve mesmo em diferentes tipos de células, em várias espécies de vírus e até em células de mosquitos — o que abre a possibilidade, no futuro, de reduzir a transmissão diretamente nos vetores.

Segundo os pesquisadores, o composto MMV1791425 atua de forma distinta de outros medicamentos antivirais que vêm sendo estudados, já que em vez de bloquear uma enzima específica, ele interfere na interação entre duas proteínas do vírus que são fundamentais para que ele consiga se reproduzir.

Essa forma inovadora de ação também dificultaria o surgimento de vírus resistentes ao tratamento — um dos principais desafios enfrentados atualmente na área de antivirais.

Andre Schutzer Godoy

Apesar dos resultados promissores, o composto ainda precisa passar por melhorias químicas para que possa ser utilizado em medicamentos. Além disso, são necessários testes em animais e, mais tarde, em humanos, para confirmar sua eficácia e segurança.

Mesmo assim, a descoberta é considerada um avanço importante. “Este composto pode ser a base para o desenvolvimento de uma nova classe de medicamentos antivirais, com potencial de combater várias doenças ao mesmo tempo”, explica Valeria Cagno, uma das autoras do estudo.

O trabalho contou com a colaboração de instituições internacionais, incluindo a organização MMV (Medicines for Malaria Venture), da Suíça, e o Instituto de Física de Física São Carlos (IFSC/USP), onde parte dos experimentos foi conduzida. Desenvolvendo sua atividade como cientista no AI-driven Structure-enabled Antiviral Platform (ASAP), um dos centros NIH Antiviral Drug Discovery (AViDD) U19, e ainda como consultor para as organizações Medicines for Malaria Venture (MMV) e Drugs for Neglected Diseases Initiative (DNDi), o Dr. Andre Schutzer Godoy, um dos autores da pesquisa realizada nos laboratórios do IFSC/USP, considera que “Esse trabalho é um importante primeiro passo para identificação de medicamentos específicos contra arboviroses endêmicas das regiões tropicais”.

Em um mundo onde surtos de dengue e zika se tornam cada vez mais frequentes e preocupantes, a descoberta abre uma nova esperança para milhões de pessoas — especialmente nas regiões tropicais, como o Brasil, onde essas doenças são um problema de saúde pública.

Confira AQUI o artigo publicado.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

14 de agosto de 2025

IFSC/USP recebe alunos do “Programa Internacional de Intercâmbio de Graduação”

Os alunos, acompanhados por um dos responsáveis pelo Programa

Inserido no seu “Programa Internacional de Intercâmbio de Graduação” relativo ao ano de 2025, o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) recebeu seis alunos oriundos da Costa Rica, Colômbia, México e Argentina, que, através de candidaturas e consequente seleção, permaneceram durante dois meses no Instituto com a finalidade de concluírem sua graduação.

O programa é multidisciplinar e os alunos puderam escolher projetos em uma variedade de tópicos, desde Física Teórica até Física Atômica aplicada e Biofísica.

Financiados pelo IFSC/USP, os jovens tiveram direito a moradia, passagens aéreas e uma mesada para concluírem seus estudos.

Estiveram entre nós os seguintes alunos:

Diego Andrés Bueso Gutiérrez – Universidad de Costa Rica -, supervisionado pelo Prof. Dr. Luís Gustavo Marcassa; Fabian Andres Ramirez Mina – Universidad del Cauca (Colômbia) – , supervisionado pelo Prof. Dr. José C. Egues; Gissel Juárez Olivos – Universidad Autónoma del Estado de México -, supervisionado pelo Prof. Paulo Barbeitas Miranda; José Luis Lugo Castillo – Universidad Nacional Autónoma de México -, supervisionado pela Profª Drª Patrícia C. M. Castilho; Oswaldo José Rosas Rivas – National University of San Luis (Argentina) -, supervisionado pelo Prof. Dr. Javier A. Ellena; e Valentina Abratti Bogdanich – Universidad Nacional del Rosario (Argentina) -, supervisionada pelo Prof. Dr. Leonardo Ferreira.

A iniciativa e execução do programa coube a CCNInt do IFSC/USP, com apoio financeiro da instituição.
Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP
12 de agosto de 2025

Destaque da Produção Científica do IFSC/USP em julho de 2025

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de julho de 2025, clique AQUI, ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico “Acta Materialia” (VER AQUI).

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

12 de agosto de 2025

CTAO – O supertelescópio que estuda explosões e fenômenos misteriosos da nossa galáxia

(Créditos IAC – Instituto de Astrofícica de Canarias)

Imagine um telescópio tão poderoso que pode captar os eventos mais rápidos e explosivos do universo, como o nascimento de estrelas de nêutrons ou rajadas de energia vindas de buracos negros

Esse telescópio está prestes a se tornar realidade. Trata-se do CTAO – Observatório do Conjunto de Telescópios Cherenkov –, que promete abrir uma nova janela para o céu.

Com duas bases de observação – uma na Espanha e outra no Chile – o CTAO vai observar o céu noturno como nunca antes. O foco principal são os fenômenos que aparecem e desaparecem rapidamente, chamados de “eventos transitórios galácticos”. Isso inclui explosões de estrelas, erupções magnéticas e emissões inesperadas de energia em sistemas binários – onde duas estrelas interagem intensamente.

O espaço é um lugar cheio de surpresas. Alguns fenômenos duram apenas segundos, outros se estendem por vários dias e muitos deles acontecem em regiões da nossa galáxia onde há estrelas muito antigas, buracos negros ou estrelas de nêutrons – corpos superdensos que surgem quando estrelas maiores morrem.

O CTAO será capaz de capturar essas “explosões cósmicas” que hoje passam despercebidas pelos telescópios tradicionais. Ele poderá, por exemplo, observar com detalhes estrelas que explodem de repente, aumentando de brilho de forma impressionante; sistemas com buracos negros que “sugam” matéria de estrelas próximas e liberam energia em forma de jatos poderosos; estrelas com campos magnéticos tão intensos que causam explosões enormes, chamadas de “flares”, e regiões cheias de partículas velozes, que se espalham como uma tempestade no espaço.

Tudo isso em uma parte do céu que, muitas vezes, está coberta por poeira e gás, o que dificulta a observação com luz comum.

O que o CTAO tem de diferente?

A grande novidade é a velocidade de resposta e a sensibilidade do equipamento. Os telescópios do CTAO podem se mover rapidamente e mirar em uma nova direção em apenas 20 segundos – algo essencial para não perder eventos que duram pouco.

Além disso, ele será milhares de vezes mais sensível do que os instrumentos atuais para captar os chamados “raios gama”, que são formas de energia extremamente potentes, invisíveis aos nossos olhos, mas extremamente reveladoras sobre os processos mais violentos do universo.

Com o CTAO, os cientistas poderão investigar como se formam e se comportam os jatos de energia lançados por buracos negros, como e por que algumas estrelas explodem repentinamente, se há tipos de estrelas ainda desconhecidos que emitem energia de forma imprevisível e como acontecem as transformações mais extremas em sistemas binários, onde uma estrela “alimenta” outra com sua própria matéria.

Este projeto envolve centenas de cientistas de diversos países, inclusive do Brasil, e também vai trabalhar em parceria com outros observatórios e satélites. Essa colaboração será fundamental para estudar esses fenômenos em diferentes tipos de luz (visível, infravermelha, ondas de rádio, etc.), formando uma “fotografia completa” dos eventos espaciais.

Estamos às vésperas de uma revolução na forma como observamos o universo. O CTAO vai ajudar a responder perguntas que a humanidade carrega há séculos: de onde viemos, para onde vamos e o que existe nos confins do cosmos?

Enquanto olhamos para o céu em noites estreladas, o CTAO estará lá, captando o invisível e registrando explosões, luzes e partículas vindas de regiões que jamais conseguimos enxergar. A ciência está prestes a descobrir novos capítulos da história do universo.

Confira AQUI o artigo científico publicado recentemente pela “Royal Astronomical Society”, onde um dos autores é o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Luiz Vitor de Souza Filho.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

12 de agosto de 2025

O que é SUA – Sistema USP de Acolhimento

Considerando a necessidade de fortalecer políticas institucionais voltadas à promoção de um ambiente acadêmico seguro e inclusivo para todas as pessoas, e tendo em vista a aprovação da Resolução CoIP nº 8798/2025, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) apresenta um vídeo explicativo sobre o SUA – Sistema USP de Acolhimento, Registro e Responsabilização para Situações de Assédio, Violência, Discriminações e Outras Violações de Direitos Humanos, bem como os canais de acesso à Central SUA.

O SUA é um sistema que aprimora mecanismos de escuta e acolhimento em casos de assédio e outras violações de direitos humanos na USP, além de oferecer formação e orientações a toda a comunidade universitária.

A partir da escuta e do acolhimento da pessoa que sofreu a violência – e da eventual transformação de um relato em denúncia -, pode ocorrer a constituição de procedimento administrativo instaurado por órgão competente.

Para saber mais, clique AQUI.

Para acessar a Central SUA você pode preencher o formulário disponível no site, enviar um e-mail para sua.prip@usp.br ou ainda pelo telefone (11) 3091-5001.

Conheça o SUA (AQUI).

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

 

 

 

11 de agosto de 2025

Inteligência Artificial e Física Quântica – Uma parceria brilhante para o futuro da luz

A luz é algo que usamos todos os dias, mas ela também pode guardar segredos que só a ciência entende.

E, quando falamos em manipular a luz de formas incríveis — como controlar partículas de luz para criar computadores quânticos ou sensores super precisos — entramos no fascinante campo da nanofotônica quântica.

Cientistas brasileiros estão liderando uma pesquisa que junta inteligência artificial com física para acelerar a criação de dispositivos ópticos avançados. Esses aparelhos são tão pequenos que não podem ser vistos a olho nu, mas têm potencial para transformar áreas como a computação, comunicação e até medicina.

O projeto se destaca por usar uma técnica chamada aprendizado de máquina informado pela física. Em vez de apenas ensinar computadores com dados, os pesquisadores ensinam as leis da natureza. Assim, a inteligência artificial consegue pensar “como um físico” e projetar dispositivos que funcionam de verdade — respeitando as regras da física clássica e quântica.

Essa abordagem está perfeitamente alinhada com a visão de Jensen Huang, CEO da NVIDIA, que recentemente declarou em entrevista à CNBC que, se tivesse 20 anos hoje, escolheria estudar ciências físicas em vez de ciências de software.

Segundo ele: “A revolução da inteligência artificial começou com a IA de percepção — entendendo imagens, palavras e sons. Depois veio a IA generativa — criando texto, imagens e som. Agora, estamos entrando na era da IA física, que pode prosseguir, raciocinar, planejar e agir. A próxima fronteira é a IA física.”

Essa nova fase exige que os sistemas de IA compreendam o mundo real — como forças, movimento e interação entre objetos — e isso só é possível com profundo conhecimento das leis da física.

Euclydes Marega Junior

E para que tudo isso funcione, é essencial contar com processadores de altíssimo desempenho, como os desenvolvidos pela própria NVIDIA. As GPUs da empresa se tornaram o coração da revolução da IA permitindo que modelos complexos sejam treinados e executados com velocidade e precisão. Sem esse avanço tecnológico, o boom atual da inteligência artificial simplesmente não seria possível.

O incrível de tudo é que o princípio de funcionamento dos processadores mais modernos utilizados nas GPUs atuais utiliza basicamente transistores que funcionam de maneira semelhante ao primeiro transistor concebido em 1947, usando praticamente o mesmo material — o Silício.

Mas o que mudou? A tecnologia de fabricação avançou com técnicas de nanofabricação, permitindo que bilhões de transistores fossem integrados em um único chip. Isso revolucionou a computação, tornando os dispositivos mais rápidos e eficientes.

Porém, estamos enfrentando um desafio importante: o consumo de energia. Hoje, todo o processamento é feito com elétrons (carga elétrica), e a demanda por energia está crescendo exponencialmente.

Aqui entra uma solução promissora: os fótons, partículas de luz que podem substituir os elétrons em algumas funções. Os fótons têm vantagens incríveis, como menor consumo de energia e maior velocidade de transmissão de dados.

Mas, para usar fótons precisamos entender como eles interagem com a matéria em um nível muito profundo — na escala da mecânica quântica. É aqui que a Inteligência Artificial pode fazer a diferença. Com sua capacidade de analisar padrões complexos e simular interações quânticas, a IA pode ajudar os cientistas a projetar dispositivos que aproveitem o poder dos fótons.

Imagine um futuro onde computadores quânticos criem dispositivos em segundos, entendendo as leis do universo como um físico.

Essa revolução está sendo construída no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) — e pode transformar a maneira como usamos a luz em nossas vidas.

(Prof. Euclydes Marega Junior)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP