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25 de setembro de 2025

A utilização de nanopartículas de prata para turbinar a eficiência de células solares orgânicas

(Créditos – “Innovation News Network”)

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) apresentou uma inovação que pode tornar a energia solar mais eficiente, acessível e duradoura. O estudo, publicado na revista científica ACS Omega, mostra como a aplicação de nanopartículas de prata em camadas ultrafinas nas chamadas células solares orgânicas aumenta o desempenho e a estabilidade desses dispositivos.

As células solares orgânicas se diferenciam das tradicionais, feitas de silício, por utilizarem materiais plásticos especiais. Elas são mais leves, flexíveis e podem ser produzidas a custos menores. Porém, ainda enfrentam desafios – sua eficiência costuma ser mais baixa e a durabilidade limitada.

Tentando amenizar essas barreiras, os cientistas modificaram uma das camadas responsáveis pela extração da energia de dentro da célula solar, adicionando nanopartículas de prata. Essas partículas, submicroscópicas (10 mil vezes menores que o diâmetro de um fio de cabelo), reorganizam o fluxo de energia, reduzem perdas e aumentam a captura da luz.

Prof. Paulo Barbeitas Miranda

Para o pesquisador do IFSC/USP e um dos autores do estudo, Prof. Paulo Barbeitas Miranda “Embora nanopartículas de prata já tenham sido utilizadas anteriormente por outros grupos de pesquisa e para essa finalidade, a novidade aqui é que, ao contrário das nanopartículas utilizadas anteriormente e que tinham uma camada isolante em volta delas, as nossas nanopartículas estão ‘nuas’ e apresentam melhor interação elétrica com o material orgânico da célula solar. Isso aumentou consideravelmente o ganho de desempenho dos dispositivos, e com um processo de fabricação mais simples dessas nanopartículas”, sublinha o cientista.

Os resultados mostraram que os painéis solares construídos com essa técnica apresentaram maior eficiência, maior estabilidade e menor variação entre os dispositivos testados. Além disso, as nanopartículas formam uma espécie de barreira contra a umidade e o calor, dois fatores que aceleram a degradação das células solares tradicionais.

Para o Prof. Gregório Couto Faria, pesquisador do IFSC/USP e também autor do artigo “O tempo de vida das células solares é um fator crucial para sua aplicação tecnológica. De pouco adianta alcançar altas eficiências nas primeiras medições se o dispositivo não mantém seu desempenho fotovoltaico por um período prolongado. Nesse contexto, as nanopartículas têm se mostrado promissoras, pois não apenas aumentam a eficiência das células, mas também prolongam sua durabilidade — um ganho duplo”, enfatiza..

O que isso significa para o consumidor?

Na prática, essa tecnologia pode trazer benefícios diretos para quem utiliza ou pretende investir em energia solar:

Prof. Gregório Couto Faria

*Conta de luz mais baixa: ao gerar mais energia a partir da mesma quantidade de luz solar, o consumidor economiza mais na fatura mensal;

*Equipamentos mais duradouros: a proteção contra calor e umidade aumenta a vida útil dos painéis, reduzindo custos de manutenção e troca.

*Novas aplicações no dia a dia: por serem leves e flexíveis, essas células podem ser usadas em janelas que produzem energia, mochilas e roupas que recarregam celulares, ou mesmo em pequenos aparelhos portáteis.

*Acesso facilitado: como a fabricação é mais barata que a do silício, a expectativa é que os preços caiam e a energia solar se torne uma opção mais acessível para diferentes faixas de renda.

Segundo os autores, a estratégia é simples, versátil e pode ser aplicada em diversos tipos de células solares orgânicas, o que ajuda a abrir caminho para que a tecnologia chegue ao mercado em alguns anos.

O trabalho contou com financiamento do CNPq, FAPESP e Fundação Araucária, mostrando a força da pesquisa brasileira em um campo estratégico para o futuro da energia limpa.

Assinam o artigo científico deste estudo (VER AQUI) os pesquisadores – Anderson Gavim, Yosthyn Florez, Patrick Zilz, Arandi Bezerra, Jr., Rafael E. de Goes, Paula Rodrigues, Wilson da Silva, Gregorio Couto Faria, Paulo Barbeitas Miranda, Andreia Macedo, e Roberto Mendonça Faria.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

24 de setembro de 2025

Edital para Bolsa do Programa Institucional de Pós-Doutorado (PIPD)

O Programa de Pós-Graduação em Física do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC/USP) estará recebendo inscrições, no período de 01 a 20/10/2025, de candidatos(as) para uma (1) vaga de bolsa de pós-doutorado do Programa Institucional de Pós-Doutorado (PIPD) da CAPES para desenvolvimento de pesquisa nas áreas de concentração de Física Teórica, Física Experimental, Física Biomolecular ou Física Computacional.

O Edital completo disponível AQUI, na aba Processo Seletivo.

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

23 de setembro de 2025

Cientistas do IFSC/USP e de outras universidades nacionais e estrangeiras descobrem vírus gigante no Pantanal

Pantanal (Créditos – Lucas Leuzinger / “Pantanal.biz”)

O Pantanal brasileiro, conhecido por sua imensa riqueza natural, acaba de revelar um segredo guardado nas águas do rio Paraguai. Cientistas identificaram um novo vírus que surpreendeu até os mais experientes especialistas em microbiologia. Ele foi batizado de Naiavírus e é considerado o maior vírus com cauda já descrito pela ciência.

Apesar de invisível a olho nu, esse “gigante microscópico” mede cerca de 1.350 nanômetros. Para entender melhor: um fio de cabelo humano tem aproximadamente 80 mil nanômetros de espessura. Ou seja, caberiam mais de 50 partículas do Naiavírus lado a lado dentro de um único fio de cabelo. Ainda assim, ele é enorme se comparado aos vírus comuns, que costumam medir entre 20 e 200 nanômetros.

O que torna o Naiavírus especial

Os vírus geralmente são lembrados por causar doenças, mas o Naiavírus não afeta seres humanos. Ele infecta apenas amebas, organismos microscópicos que vivem em ambientes aquáticos e no solo.

A novidade é que, além do tamanho fora do comum, o Naiavírus tem uma estrutura inédita: um corpo envolto por uma espécie de “manto” e uma cauda flexível que se dobra e se alonga. Essa cauda funciona como uma ferramenta para se aproximar das amebas, facilitando a infecção.

“Foi como encontrar uma criatura que não se encaixa em nenhum dos padrões conhecidos”, descrevem os cientistas.

Um genoma cheio de mistérios

Dentro desse vírus está escondido um genoma imenso, quase um milhão de pares de bases de DNA. Esse material genético funciona como um manual de instruções que orienta o vírus a se multiplicar.

Visão geral das partículas de Naiavírus – Microscopia eletrônica de varredura (MEV) de partículas purificadas de Naiavírus (Créditos: “Nature Communications”)

O surpreendente é que muitos genes do Naiavírus não têm semelhança com nada já registrado pela ciência. Alguns lembram proteínas de plantas, bactérias e até genes relacionados ao metabolismo de células mais complexas. Isso indica que esses vírus gigantes podem estar envolvidos em processos evolutivos que ainda nem começamos a entender.

Por que estudar vírus gigantes?

A primeira reação ao ouvir a palavra “vírus” costuma ser medo. No entanto, os vírus gigantes como o Naiavírus são muito diferentes daqueles que causam doenças em humanos, como o da gripe ou o coronavírus.

Eles ajudam os cientistas a compreender a diversidade da vida e os limites entre o que é um organismo vivo e o que não é. Ao contrário dos vírus comuns, que possuem pouquíssimos genes, esses gigantes carregam centenas de genes, alguns com funções complexas que antes se acreditava só existirem em células complexas, como bactérias e eucariotos.

O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Otavio Thiemann, um dos autores do estudo liderado pelo Prof. Jônatas Abrahão (ICB-UFMG) e publicado na revista científica internacional Nature Communications, salienta que estes vírus são muito antigos e que o genoma deles, das proteínas que eles têm, são originárias de uma divergência muito antiga, próxima do surgimento da vida na Terra. “Essas proteínas novas que estão sendo encontradas, essas novas enzimas, podem abrir novas portas na área de biotecnologia e na medicina, inclusive, já que são vírus que não infectam o ser humano. Elas podem ser usadas para produzir fármacos e enzimas de interesse biotecnológico, sendo que esses vírus são também muito importantes devido à sua antiguidade e pelo “gigantismo” de sua estrutura, já que são inéditos na classe de vírus, podendo contribuir para dar respostas a perguntas fundamentais da biologia, como por exemplo um processo chamado “eucariogênese”, que é a formação de núcleos em células eucarióticas primitivas”, salienta o pesquisador.

Os cientistas sabem de onde vêm as mitocôndrias, os cloroplastos, mas a “eucariogênese”, a formação do núcleo, pode ser algo que esses vírus gigantes que estão sendo descobertos podem contribuir com toda essa informação “Uma informação que nos dará luz sobre como a vida se desenvolveu no nosso planeta”, conclui o Prof. Thiemann.

Um nome inspirado na cultura indígena

Prof. Otavio Thiemann

O nome Naiavírus é uma homenagem a uma lenda Tupi-Guarani. Conta-se que Naia era uma jovem apaixonada pela Lua. Para alcançá-la, subiu a uma montanha e se jogou em direção ao reflexo prateado nas águas, onde acabou morrendo. Em sua memória, os deuses a transformaram na vitória-régia, uma das plantas mais emblemáticas da Amazônia.

Assim como a lenda, o Naiavírus carrega um toque de mistério e beleza em sua descoberta.

A descoberta só foi possível graças a um trabalho paciente: os cientistas analisaram 439 amostras de água até encontrarem sinais do vírus em uma única amostra coletada no município de Porto Murtinho (MS).

O caso mostra que, mesmo após décadas de avanços na virologia, a natureza segue cheia de enigmas. O Pantanal, já reconhecido por sua fauna e flora exuberantes, agora também se confirma como um tesouro para a ciência invisível, revelando criaturas microscópicas que podem mudar a forma como entendemos a vida.

Segundo os autores do estudo, esses gigantes invisíveis lembram que ainda sabemos muito pouco sobre os vírus e que eles podem desempenhar papéis fundamentais nos ecossistemas do planeta.

Estes vírus gigantes foram descobertos apenas em 2003, não causam quaisquer doenças em humanos, mas são fundamentais para a ciência.

Para conferir o artigo científico relativo a este tema, publicado na revista “Nature Communications”, clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de setembro de 2025

IFSC/USP faz chamada de pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

Exercícios físicos e respiratórios são parte indispensável no tratamento da DPOC

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) está realizando, a partir de hoje, uma chamada de pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) para o início de um tratamento inovador. O projeto é focado em um tratamento que utiliza laser e outras novas tecnologias através de uma parceria entre pesquisadores do IFSC/USP e da UNICEP.

A DPOC é uma doença pulmonar obstrutiva crônica, caracterizada por uma diminuição no fluxo aéreo, passagem de ar, tendo como consequência inúmeras alterações respiratórias, funcionais e de qualidade de vida. Dentre os sintomas, os mais comuns são a falta de ar, presença de tosse crônica, chiado no peito, produção excessiva de muco e dificuldades para a realização de esforços.

Segundo a pesquisadora responsável por este tratamento – Luciana Kawakami Jamami, docente do Departamento de Fisioterapia Respiratória na UNICEP e pesquisadora doutoranda do IFSC/USP – “Com o passar do tempo, os pacientes podem até apresentar limitações na realização das atividades do dia a dia, atividades rotineiras. Na maioria das vezes, os pacientes adquirem esta enfermidade devido à inalação de partículas tóxicas, sendo que o principal motivo é o cigarro. Então, pessoas que tenham fumado por muitos anos começam a ter a DPOC como diagnóstico médico”, salienta a docente, que enfatiza, também, problemas causados por inalação de partículas químicas relacionadas com a poluição ambiental ou em espaços industriais.

Pesquisadora Luciana Kawakami Jamami

Sendo o primeiro modelo de abordagem no mundo para essa enfermidade, o tratamento será feito do Departamento de Fisioterapia da UNICEP (São Carlos), utilizando laser e ultrassom, bem como exercícios físicos e respiratórios duas vezes na semana, ao longo de cinco semanas, num total de dez sessões, sendo que cada sessão durará entre 50 a 60 minutos. “Os pacientes deverão ter um diagnóstico médico comprovado de DPOC e os tratamentos serão um misto de aplicação sistêmica – laser e ultrassom associados a exercícios respiratórios. Pacientes com histórico de câncer, trombose venosa profunda, acidentes vasculares cerebrais (AVC), declínio cognitivo, ou portadores de próteses metálicas, do tipo marca-passo, estarão impedidos de participar desta pesquisa.

Este é o segundo projeto que se realiza na UNICEP no âmbito da parceria com o IFSC/USP, sendo que o primeiro – já finalizado – foi sobre fibrose pulmonar, sendo que o mesmo está sendo preparado para a parte escrita, com a informação dos resultados.

Para o pesquisador do IFSC/USP, Dr. Antonio Eduardo de Aquino Junior, responsável pelas pesquisas feitas no Instituto e que envolvem tratamentos similares “Esta é a segunda pesquisa que realizamos em parceria com a UNICEP, que deriva do sucesso obtido no primeiro projeto-piloto que congregou um total de 14 pacientes com resultados realmente expressivos e que em breve iremos informar os detalhes. Foram dois meses de intervenção com a participação de docentes e fisioterapeutas da UNICEP, que são, simultaneamente, alunos de mestrado e doutorado do IFSC/USP, algo que se repete agora com o tratamento da DPOC”, enfatiza o pesquisador.

Os interessados em fazer parte desta pesquisa relativa ao tratamento de DPOC deverão obter mais informações e fazer a inscrição na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) localizada na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SCMSC) pelo telefone (16) 3509-1351.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

19 de setembro de 2025

Projeto de desenvolvimento de sensores portáteis de agrotóxicos ganha financiamento em chamada conjunta USP-CNPEM

Vídeo de divulgação sobre o projeto “Transistores Eletrolíticos para o Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos”.

Pesquisadores do Grupo de Polímeros Prof. Bernhard Gross, do (IFSC/USP), conquistaram bolsas de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de sensores de agrotóxicos que sejam portáteis e baratos, capazes de auxiliar no controle do uso dessas substâncias de forma segura e eficiente.

O projeto, “Transistores Eletrolíticos para o Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos”, contemplado na Chamada de Bolsas Conjunta USP-CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, irá desenvolver pequenos sensores que poderão ser utilizados em campo, trazendo um maior controle do uso de agrotóxicos, potencialmente aumentando a seguridade dos trabalhadores rurais, com potencial de impactar na segurança alimentar no dia-a-dia da aduana, ou até nos supermercados.

A ideia é ampliar e facilitar o monitoramento de resíduos de agrotóxicos em diversas etapas da produção agrícola, do campo até o consumidor final.

A tecnologia por trás desse projeto é baseada em transistores eletrolíticos funcionalizados com polímeros impressos molecularmente. Esses polímeros atuam como “fechaduras” específicas para as “chaves”, que são as moléculas de agrotóxico, garantindo uma detecção seletiva e confiável diretamente em amostras de água e alimentos.

A miniaturização dos transistores será realizada utilizando processos de micro e nanofabricação, permitindo integrar múltiplos sensores em um único chip. Além disso, técnicas de inteligência artificial auxiliarão na interpretação e validação dos resultados.

A relevância do projeto se dá pois o agronegócio é o maior setor da economia brasileira. Contudo, a consolidação do Brasil como economia agroexportadora traz desafios à questão ambiental e sanitária.

Em 2023, segundo o “Boletim anual de produção, importação, exportação e vendas de agrotóxicos no Brasil” produzido pelo IBAMA, foram comercializadas cerca de 755.489 toneladas de agrotóxicos (classificados como Químicos e Bioquímicos). Deste total, cerca de 80% são produtos classificados como perigosos ou muito perigosos pela mesma instituição, sendo que a exposição aguda ou crônica a esses compostos e seus derivados está associada a quadros de distúrbios respiratórios, imunológicos, endócrinos, infertilidade, câncer, diabetes e doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer. Tais impactos afetam não apenas os trabalhadores rurais, mas também os consumidores de produtos agrícolas e as espécies dos ecossistemas onde essas substâncias são aplicadas.

O projeto é uma parceria do Grupo de Polímeros Prof. Bernhard Gross (IFSC/USP) e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), parte do pátio tecnológico do CNPEM, e conta com uma equipe multidisciplinar liderada pelo Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Jr. (IFSC) e o Dr. Rafael Furlan de Oliveira (LNNano), que atualmente lidera a divisão de dispositivos.

Além dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, a equipe é formada por jovens doutores do Grupo de Polímeros.

No IFSC/USP, o Dr. Bruno B. M. Torres, especialista em dispositivos eletrônicos orgânicos, e o Dr. Paulo A. R. Pereira, especialista no desenvolvimento de técnicas eletroanalíticas e sensores, darão suporte técnico-científico aos alunos que usufruirão das bolsas deste projeto.

No LNNano, o projeto terá o suporte do Dr. Marcelo R. Piton, especialista em microfabricação de dispositivos semicondutores e a Dra. Maria Luisa B. Fier, especialista em dispositivos e sensores.

Além do desenvolvimento científico intencionado pelo projeto, outro objetivo dentro do âmbito da cooperação entre o CNPEM e a USP é de intensificar as relações entre as instituições, promovendo novas pesquisas e colaborações, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema de pesquisa do país.

Clique AQUI para assistir o vídeo.

(Bruno Bassi Millan Torres – Grupo de Polímeros Prof. Bernhard Gross e Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira – Grupo de História, Teoria e Ensino de Ciências)

(Produção do vídeo – Marcos Vinicius Ribeiro Ferreira)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

16 de setembro de 2025

São Carlos se projeta no cenário global com a presença de estudantes e pesquisadores estrangeiros

 

Mateus Aquino – Relações Governamentais e Comunicação da Prefeitura de São Carlos; M. Alves – Coordenadora Internacional da Texas A&M University; Netto Donato – Prefeito de São Carlos; e Prof. Vanderlei Salvador Bagnato – IFSC/USP e Texas A&M University – exibindo o memorando de intenções

São Carlos, reconhecida como um dos maiores polos de ciência, tecnologia e inovação do Brasil, vive um momento de consolidação internacional. Universidades como a USP e a UFSCar, além de centros de excelência como a Embrapa, vêm atraindo um número crescente de estudantes e pesquisadores estrangeiros que buscam formação de qualidade e oportunidades em pesquisa de ponta.

Se antes predominava a chegada de estudantes predominantemente da América Latina, hoje a cidade recebe jovens da América do Norte, Europa, Ásia, África e até da Oceania. Essa diversidade internacional reforça a vocação científica de São Carlos e projeta sua imagem para além das fronteiras brasileiras, transformando-a em uma referência mundial de educação e inovação.

Para o cientista são-carlense, pesquisador e docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, receber estudantes e pesquisadores internacionais representa uma oportunidade estratégica para o Brasil em múltiplas dimensões. “No campo acadêmico e científico, a presença deles fortalece a diversidade de ideias, fomenta a produção de conhecimento inovador e impulsiona a internacionalização das universidades brasileiras, ampliando redes de cooperação e parcerias com instituições de todo o mundo. Além disso, a convivência multicultural enriquece o ambiente universitário, promovendo integração social, respeito às diferenças e troca de experiências culturais, favorecendo a difusão da língua portuguesa e da cultura brasileira, ampliando sua projeção no cenário internacional”, pontua o pesquisador.

A visita recente do prefeito de São Carlos, Netto Donato, aos Estados Unidos, acompanhado pelo Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, foi um marco nessa estratégia. “Em reuniões com universidades americanas, foi firmado um memorando de intenções com a Universidade do Texas A&M, garantindo intercâmbio acadêmico e científico, sendo que esse acordo prevê que São Carlos continue sendo destino de estudantes estrangeiros e, ao mesmo tempo, fortaleça a presença de jovens brasileiros em instituições internacionais de excelência”, sublinha o Prof. Bagnato.

A este acordo se somam muitas outras colaborações, parcerias e intercâmbios que foram consolidados no IFSC/USP ao longo dos anos, como, por exemplo, em 2015, com a University of Munster (Alemanha), em 2023, com o Russian Quantum Center – RQC (Federação Russa) e a Universidade de Tecnologia de Guangdong (República Popular da China), ou, ainda, em 2024, com Universidade de Ghent (Bélgica), só para destacar algumas.

Parcerias como a estabelecida com a Texas A&M University já estão em andamento no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), e a expectativa é expandir o intercâmbio para todas as unidades da USP, além da UFSCar e da Embrapa. Trata-se de uma ação que reafirma e consolida a posição de São Carlos na vanguarda da internacionalização universitária, promovendo não apenas a troca de conhecimento, mas também a cooperação diplomática e científica entre países.

“Os benefícios para a cidade são múltiplos: além de movimentar a economia local com moradia, alimentação, transporte e serviços, a presença de estudantes e cientistas estrangeiros estimula a produção científica, amplia as redes de cooperação e fortalece a difusão da cultura brasileira. Muitos desses jovens acabam permanecendo no nosso país, contribuindo em áreas estratégicas como ciência, tecnologia, inovação e saúde”, salienta o cientista.

Para o Prof. Vanderlei Bagnato, com esse movimento São Carlos se projeta como cidade universitária global, capaz de atrair talentos de diferentes continentes e de estabelecer parcerias de alto nível com instituições do mundo inteiro. “Mais do que um polo de educação, ciência e tecnologia, São Carlos se reafirma como referência internacional, mostrando que sua vocação acadêmica é também a chave para seu desenvolvimento sustentável e para sua inserção definitiva no cenário mundial”.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

15 de setembro de 2025

Em galáxia próxima à Terra – Misterioso feixe de energia é explicado por cientistas brasileiros

(Créditos: “Space Today”)

Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, acaba de dar um passo importante para entender uma das maiores fontes de radiação cósmica de alta energia já registradas – a galáxia Centaurus A, localizada a 13 milhões de anos-luz da Terra.

O estudo, liderado pelo pesquisador do IFSC/USP, Cainã de Oliveira e com coautoria dos pesquisadores James Mattews, da Universidade de Oxford, e Luiz Vitor de Sousa Filho (IFSC/USP), publicado na prestigiada revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, oferece uma nova explicação para a origem da radiação extremamente energética que sai em jatos do núcleo da galáxia — fenômeno que há anos intriga os astrônomos.

Centaurus A é um tipo de galáxia conhecida por possuir um núcleo extremamente ativo, capaz de lançar jatos de partículas a velocidades próximas às da luz. Esses jatos se estendem por centenas de milhares de anos-luz e produzem emissões que vão desde ondas de rádio até raios gama, os mais energéticos do universo. O problema é que, até agora, ninguém sabia ao certo como essas partículas ganhavam tanta energia ao longo do caminho.

O pesquisador do IFSC/USP Prof. Luiz Vitor de Sousa Filho

A nova pesquisa propõe que o segredo está em pequenos “nós” brilhantes — regiões pontuais e intensas observadas nos jatos da galáxia. De acordo com os cientistas, esses nós se formam quando o jato de matéria colide com os ventos estelares de estrelas muito massivas que se encontram em seu trajeto. Essa colisão cria choques — semelhantes a ondas de impacto — capazes de acelerar elétrons a velocidades altíssimas. Esses elétrons, por sua vez, geram a radiação de alta energia detectada por telescópios como o HESS e o Chandra.

Para testar essa hipótese, os pesquisadores combinaram imagens reais de rádio e raios X com simulações de computador baseadas nas leis da física dos fluidos em altas velocidades. Eles analisaram quatro desses “nós” e calcularam a energia que os elétrons poderiam alcançar nessas regiões. O resultado? Tudo indica que esses pontos de colisão realmente explicam a radiação observada.

Além disso, o estudo mostrou que a radiação gerada não fica restrita ao ponto da colisão: ela se espalha ao longo do jato, o que explicaria o brilho contínuo visto por diferentes instrumentos espaciais.

Importância para o futuro da astrofísica

Com essa descoberta, Centaurus A se consolida como uma das principais candidatas a ser fonte dos chamados “raios cósmicos ultraenergéticos” — partículas que cruzam o universo em altíssimas velocidades e que há décadas são motivo de estudo em observatórios como o Pierre Auger, na Argentina.

O estudo também destaca o papel de estrelas muito especiais — como as do tipo Wolf-Rayet, que têm ventos estelares fortíssimos — na formação desses pontos de impacto, algo que pode acontecer em outras galáxias também.

A pesquisa é fruto de uma colaboração entre o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e a Universidade de Oxford, mostrando a força da ciência brasileira no cenário internacional e o poder das parcerias globais para responder às grandes perguntas do universo.

Confira AQUI o artigo científico que aborda esse tema.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

12 de setembro de 2025

“Casa aberta IFSC/USP – A ciência ao alcance da sociedade” – Laboratórios abertos para visitação

Tal como aconteceu no ano passado, o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) vai abrir as portas dos seus Laboratórios de Física Moderna nos próximos dias 06 e 09 de outubro, entre as 14h00 e as 18h00, acolhendo a sociedade de São Carlos e Região, com destaque paras os alunos das escolas públicas.

Nesses dias, a iniciativa “Casa Aberta IFSC/USP – A ciência ao alcance da sociedade” convida todos para conhecerem os laboratórios do Instituto e ficarem por dentro de como é a vida dos cientistas, e qual o caminho que eles percorreram até chegarem a um Instituto que é reconhecido internacionalmente.

Nesses laboratórios de Física Moderna, os visitantes terão oportunidade de conhecer ou aprofundar seus conhecimentos em Física, observando os principais experimentos que desvendaram o mundo atômico e levaram à criação da Física Quântica, experimentos esses que mostram o comportamento dos átomos, elétrons, das partículas de luz – chamadas fótons -, os raios e o laser, entre muitos outros.

Esta visita também se enquadra no “Dia Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica”, comemorado neste ano de 2025 sob a égide  da UNESCO, pelo que o evento promoverá diálogos de como a Física Quântica revolucionou a tecnologia moderna, a eletrônica, computação, fibras óticas, a ressonância magnética na saúde e muito mais.

Os interessados neste evento não necessitam de  se inscrever, bastando conferir o QRCode – que indica o local do evento – (confira no cartaz abaixo) e aparecer no local, onde serão recebidos pela equipe de pesquisadores.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

12 de setembro de 2025

Em atividades de extensão – USP amplia segurança para participação de estudantes de escolas públicas

Prof. José Marcos Alves

Estudantes de escolas públicas que participam de atividades nos campi da Universidade de São Paulo (USP) contam a partir de agora com uma garantia extra de segurança. A partir da publicação da Portaria GR nº 8970, em 28 de agosto, esses jovens passam a ser incluídos no Fundo de Cobertura de Acidentes Pessoais da Universidade de São Paulo (USP). Tal proteção estará assegurada para quem utilizar transporte disponibilizados pela instituição para participação nos projetos oferecidos.

A medida, que altera a Portaria GR nº 5721/2012, contempla também os deslocamentos realizados em veículos da frota universitária, como os ônibus da USP. Segundo especialistas da instituição, a iniciativa deve facilitar o acesso de alunos do ensino fundamental e médio a ações de extensão, fortalecendo a aproximação entre a universidade e a comunidade.

Segundo o Prof. José Marcos Alves, coordenador do Grupo de Estudos de Ações Sociais (GEAS-USP SC), responsável por levar essa demanda à Reitoria da USP, “a decisão possibilita uma presença expressivamente maior de estudantes de escolas públicas nos campi da USP para participar de ações de extensão educacionais”.

O GEAS, sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP, em São Carlos, atua há anos em projetos sociais e criou o Portal das Ações Sociais – USP São Carlos, ampliando a visibilidade das iniciativas de extensão. Foi o grupo quem argumentou junto ao reitor, Prof. Carlos Gilberto Carlotti Junior, sobre a relevância da medida para a formação educacional de jovens de escolas públicas.

A solicitação teve apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, que reconheceu o impacto da curricularização da extensão no aumento das atividades.

A solicitação inicial incluía todos os campi da Universidade e a portaria foi estendida exatamente para todos os campi, ampliando ainda mais os benefícios.

Para a própria Universidade, a mudança reforça o papel da instituição como agente transformador e abre espaço para uma maior diversidade no convívio acadêmico.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

11 de setembro de 2025

Nos Laboratórios de Ensino de Física na Escola de Engenharia de Lorena (EEL/USP) – USP homenageia colaboradores

Autoridades da USP, dirigentes e ex-dirigentes do IFSC/USP e da EEL/USP, com a maior parte dos técnicos que tornaram possível a nova infraestrutura

No dia 5 do corrente mês, a Universidade de São Paulo (USP) celebrou mais uma contribuição para o ensino e a pesquisa em suas unidades: a homenagem a todos quantos contribuíram para a efetivação dos Laboratórios de Ensino de Física da Escola de Engenharia de Lorena (EEL/USP), cujo projeto é fruto de uma cooperação histórica entre a essa Unidade da Universidade de São Paulo e o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), representando um marco no fortalecimento da formação acadêmica e no estímulo ao desenvolvimento científico e tecnológico.

A solenidade contou com a presença de autoridades da USP, entre elas o Pró-Reitor de Graduação, Prof. Aluisio Segurado e a Pró-Reitora de Inclusão e Pertencimento, Profª Ana Lúcia Duarte Lanna. Também participaram figuras que tiveram papel central na consolidação da parceria iniciada em 2015, como o Prof. Antonio Carlos Hernandes, idealizador do projeto quando ocupava a Pró-Reitoria de Graduação da instituição, e o Prof. Tito José Bonagamba, diretor do IFSC/USP no período de execução.

O atual diretor do IFSC/USP, Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Jr., e o diretor da EEL/USP, Prof. Durval Rodrigues Jr. – anfitrião do evento – destacaram a relevância da colaboração contínua entre as duas unidades da USP. O vice-diretor da EEL/USP, Prof. Silvio Silvério da Silva, e o Prof. Carlos Y. Shigue, que coordenava a Comissão de Graduação da Escola de Engenharia de Lorena à época da criação do projeto, também marcaram presença.

Um dos pontos altos da cerimônia foi o reconhecimento público aos responsáveis pela execução do projeto. Pela EEL/USP, foram homenageados os Profs Carlos José Todero Peixoto e Carlos Renato Menegatti, que além de terem participado da implantação, organizaram o evento e ministraram uma palestra sobre o tema.

Pelo IFSC/USP, foram lembrados técnicos e funcionários que tiveram papel decisivo para a consolidação dos novos espaços:

Laboratórios de Ensino: Antenor F. Petrilli Filho, Cláudio B. Bretas, Cristiane G. L. Estella, Ercio Santoni, Hélio Nineli, Jae A. C. Filho, Leandro de Oliveira e Marcos J. Semenzato.

Oficina Mecânica: Ademir Morais, Araldo L. I. de Moraes, Carlos A. A. Camargo, Carlos A. Pereira, Gerson M. Pereira, José R. Pelissari e Ricardo H. Rodrigues.

Oficina de Óptica: Luis F. Aiello, Tiago L. Firmiano, Marcos A. Antonio e João P. Cardoso.

Assistência Financeira: Claudia O. B. Motta, Giuliana Battaglia, Maria I. H. Lepreri e Maurício Schiabel.

A homenagem foi marcada pelos agradecimentos a todos quanto contribuíram para esse projeto, que, em suma,  consolidam aspectos científicos e educacionais de grande impacto que só são possíveis graças ao trabalho conjunto de professores, técnicos e equipes administrativas.

A inauguração reforça a missão da USP em integrar ensino de qualidade, pesquisa de ponta e desenvolvimento tecnológico. Para professores e estudantes, os novos laboratórios representam um ambiente de aprendizado mais moderno e interativo, alinhado às demandas da ciência e da engenharia contemporâneas.

A Escola de Engenharia de Lorena (EEL/USP) foi incorporada à Universidade de São Paulo em 2006 e, desde sua incorporação, um conjunto de reestruturações tem sido implementado em diversos níveis, inclusive nos seus quadros de docentes e funcionários técnico-administrativos, bem como em sua infraestrutura, incluindo os novos Laboratórios de Ensino de Física, agora inaugurados.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

11 de setembro de 2025

Segunda chamada de pacientes voluntários para tratamento de úlceras venosas e diabéticas

Pesquisadora Carolayne Carboni Bernardo

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) está iniciando hoje uma segunda chamada de pacientes voluntário(a)s residentes apenas na cidade de São Carlos para o novo tratamento de úlceras venosas e diabéticas, após o sucesso verificado com uma primeira chamada.

O tratamento, inovador, é realizado através da denominada Terapia Fotodinâmica (TFD), que utiliza laser conjuntamente com a aplicação de um fotossensibilizador.

Na primeira chamada foram atendidos perto de quarenta pacientes de ambos os sexos, com uma taxa de 90% de sucesso no tratamento de úlceras venosas e diabéticas.

Esta segunda chamada de pacientes voluntário(a)s insere-se no projeto de mestrado da pesquisadora do IFSC/USP, Carolayne Carboni Bernardo, tendo como meta descontaminar e acelerar a cicatrização das feridas através da TFD.

Para Carolayne Bernardo “Esta nova chamada ocorrerá da mesma forma que a anterior, procedendo-se inicialmente a uma avaliação de cada paciente – histórico de vida ativa, tamanho da ferida e o tempo de sua existência -, seguindo-se então o tratamento durante seis meses, com duas sessões semanais”.

Este tratamento está sendo realizado na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF), localizada na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos, sendo que o(a)s pacientes interessado(a)s neste procedimento deverão se inscrever pelo telefone (16) 3509-1351 durante o horário de expediente.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

10 de setembro de 2025

Inscrições – Edital PRPG nº 13/2025 (PDSE) – Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (1ª chamada)

A Comissão de Pós-Graduação do IFSC/USP informa que a PRPG da USP publicou o Edital de seleção de candidaturas para o Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), com saídas para os meses de janeiro e fevereiro de 2026.

O(A)s doutorando(a)s interessado(a)s devem realizar a leitura atenta e completa das Orientações da CPG, do Edital PRPG nº 13/2025 (PDSE) e do Edital PDSE-CAPES nº 17/2025, disponíveis no endereço (AQUI), na aba Processo Seletivo.

As inscrições deverão ser realizadas até às 17:00 h do dia 19/09/2025, impreterivelmente.

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

9 de setembro de 2025

Utilizando luz e ouro – Nova técnica pode eliminar células de câncer de mama com mais eficiência

Diferenças entre células saudáveis e células cancerígenas (Créditos – “The Children & Young People’s Cancer Association”)

Um grupo de pesquisadores do Brasil – com participação do IFSC/USP – e da Suécia encontrou uma nova forma de tornar o tratamento do câncer de mama mais eficaz e menos agressivo. A técnica inovadora combina o uso de minúsculas partículas de ouro com uma tecnologia parecida com “microcanudos” invisíveis a olho nu, capazes de injetar essas partículas diretamente dentro das células doentes.

Essas partículas de ouro, que são tão pequenas (da ordem de 10-9 metros) que só podem ser vistas com equipamentos especiais, têm a capacidade de transformar luz em calor. Quando iluminadas, aquecem a célula onde estão e destroem, seletivamente, as células cancerosas — esse processo é chamado “terapia fototérmica”. O problema é que, no método tradicional, essas partículas nem sempre chegam ao lugar certo dentro das células, o que diminui bastante sua eficiência.

É aí que entra o grande diferencial da nova abordagem: o uso de estruturas microscópicas chamadas “nanocanudos”. Para se entender melhor, imagine canudinhos super finos, invisíveis, que atravessam a parede da célula e conseguem levar a partícula de ouro exatamente onde ela deve agir. Com a ajuda de pequenos impulsos elétricos, os cientistas conseguiram colocar muito mais partículas dentro das células cancerosas — cerca de 10 vezes mais do que o método tradicional.

Esse direcionamento mais preciso também faz com que as partículas evitem áreas da célula que poderiam destruí-las antes de funcionar. Em vez disso, elas são levadas diretamente para regiões internas da célula onde conseguem agir com mais potência, levando à morte da célula doente de forma mais rápida e eficaz.

Nos testes feitos em laboratório, a nova técnica foi aplicada em dois tipos diferentes de câncer de mama: o primeiro tipo, chamado MCF7 é um câncer considerado mais “controlável”, pois responde a hormônios como estrogênio e progesterona. O segundo tipo, chamado MDA-MB-231, é um câncer mais agressivo e difícil de tratar, pois não responde a hormônios nem a tratamentos convencionais como certos tipos de quimioterapia. Esse tipo é conhecido como “triplo negativo”.

O resultado foi animador: no câncer MCF7, quase todas as células doentes morreram após o tratamento com a nova técnica. Já no câncer mais resistente, o MDA-MB-231, houve uma redução expressiva das células tumorais, muito superior ao que se consegue com o método tradicional. E o melhor foi que essa morte celular aconteceu de forma controlada — um processo chamado apoptose, que evita inflamações ou danos aos tecidos saudáveis ao redor, tornando o tratamento mais seguro.

Segundo os cientistas, essa abordagem pode ser um grande passo na luta contra o câncer, especialmente nos casos mais difíceis. O próximo desafio é adaptar essa tecnologia para funcionar dentro do corpo humano, já que os testes, por enquanto, foram feitos em células cultivadas em laboratório.

A pesquisa é fruto da colaboração entre o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e a UNESP, em parceria com a Universidade de Lund, na Suécia, tendo como autores os pesquisadores – Sabrina A. Camacho, Pedro H. B. Aoki, Frida Ekstrand, Osvaldo Novais de Oliveira Jr., e Christelle N. Prinz.

Para acessar esta pesquisa, publicada na revista internacional “ACS Applied Materials & Interfaces”, clique AQUI.

(Créditos da imagem na homepage – “The Cientist”)

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

9 de setembro de 2025

Resultados da CUCO 2025 serão divulgados em 10 de setembro com mais de 47 mil alunos premiados

(Créditos “Freepicks Imagens”)

Na próxima quarta-feira, dia 10 de setembro, o Programa Vem Saber anunciará o resultado final da Competição USP de Conhecimentos e Oportunidades — CUCO 2025. A edição deste ano premiará 47.492 estudantes divididos nas categorias ouro, prata, bronze e menções honrosas. A nota de corte foi de 50% dos acertos, e o total de premiados representa aproximadamente 30% dos participantes.

Segundo o professor do Instituto de Física de São Carlos, da USP, Antonio Carlos Hernandes, é importante destacar que a premiação é por escola. “Devemos sempre reforçar que a premiação da CUCO é por escola. Assim, independentemente da realidade escolar, localização ou ambiente socioeconômico, haverá estudantes premiados, desde que tenham atingido ou superado a nota de corte”.

A competição valoriza estudantes de todas as três séries do ensino médio. Nesta nona edição, serão concedidos 5.144 prêmios na categoria ouro, 4.037 na prata, 3.059 no bronze e 35.252 menções honrosas. Os vencedores terão acesso a cursos de formação complementar e participarão de uma live exclusiva, voltada a preparar psicologicamente os vestibulandos.

O Coordenador Pedagógico do Programa Vem Saber, Dr. Herbert Alexandre João, enfatiza que “existe uma expectativa natural dos estudantes pela divulgação dos resultados, mas, para nós, o mais importante é poder oferecer, nos próximos dias, o acesso a todos os professores colaboradores ao desempenho individual de cada participante da CUCO”.

Sobre o Programa Vem Saber

A CUCO é um dos projetos promovidos pelo Programa Vem Saber, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP). Entre suas ações estão o Universitário por um Dia, Cientistas do Amanhã e a Formação Continuada de Professores. Além disso, o programa atua diretamente na Escola Estadual José Ferreira da Silva, em Descalvado, desenvolvendo projetos com estudantes do ensino médio de primeira a terceira série.

A sede do programa fica na área 2 do campus da USP São Carlos, e mais informações podem ser acessadas AQUI.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

9 de setembro de 2025

Eleitos os novos membros titulares da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP)

A Academia de Ciências do Estado de São Paulo (VER AQUI) anunciou recentemente os novos Membros Titulares eleitos neste ano de 2025, que passam a integrar de forma permanente o quadro da instituição.

Foram eleitos(as) 19 cientistas de excelência, distribuídos(as) nas dez áreas da Academia.

Dentre os eleitos encontra-se o pesquisador do IFSC/USP, Prof. Luiz Vitor de Souza Filho, sendo que o destaque vai para a eleição de dez cientistas mulheres, que, segundo a ACIESP, esse resultado “expressa o compromisso da Academia com a igualdade de gênero, a valorização da diversidade e a ampliação da representatividade acadêmica no mais alto nível da carreira científica”.

 

 

Conheça os eleitos:

Ciências Matemáticas
Flávio Keidi Miyazawa (UNICAMP);

Ciências Físicas
Denise Maria Zezell (IPEN);
Luiz Vitor de Souza Filho (USP);

Ciências da Terra
Alexander Turra (USP);
Ricardo Ivan Ferreira da Trindade (USP);

Ciências Químicas
Daniela Zanchet (UNICAMP);
Paulo Cezar Vieira (USP);

Ciências Biológicas
Luís Eduardo Soares Netto (USP);
Renata Guimarães Moreira Whitton (USP);

Ciências Biomédicas
Elaine Aparecida Del Bel Belluz Guimarães (USP);
Sandra Helena Poliselli Farsky (USP);

Ciências da Saúde
Francisco Rafael Martins Laurindo (USP);
Soraya Soubhi Smaili (UNIFESP);

Ciências Agrárias
Alessandra Alves de Souza (Instituto Agronômico);
Carlos Eduardo Pellegrino Cerri (USP);

Ciências da Engenharia
Liedi Légi Bariani Bernucci (USP);
José Roberto Cardoso (USP);

Ciências Humanas e Sociais
Deisy de Freitas Lima Ventura (USP);
Marta Teresa da Silva Arretche (USP);

(In: ACIESP)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

8 de setembro de 2025

Pesquisador do IFSC/USP faz abertura da “IOPC-25 –“7ª Conferência Internacional de Óptica e Fotônica”

A cidade de São Pedro (SP) acolhe entre os dias 21 e 24 deste mês a “7ª Conferência Internacional de Óptica e Fotônica (IOPC), evento que reunirá pesquisadores, estudantes, representantes da indústria e autoridades para debater os avanços mais recentes dessa área estratégica na ciência e indústria. Realizado no Hotel Colina Verde, o encontro integra diferentes iniciativas, como o “5º Encontro de Pesquisadores em Fotônica dos BRICS”, a “Escola de Bioespectroscopia” e o “Workshop de Indústria e Empreendedorismo”.

Promovido pela Sociedade Brasileira de Óptica e Fotônica (SBFoton), em estreita parceria com a Embrapa Instrumentação, este encontro tem o intuito de fortalecer a conexão entre ciência, inovação e aplicações tecnológicas, sendo que a programação inclui sessões técnicas, minicursos, mesas-redondas sobre inovação, concursos estudantis e uma feira de empresas do setor.

O objetivo principal deste evento é apresentar as últimas descobertas em Agrofotônica, Biofotônica, Fotônica Integrada e Optoeletrônica, Lasers, Comunicação Óptica, Óptica e Instrumentação, Tecnologias Quânticas Ópticas, Sensores, Imagens e Iluminação.

A fotônica, bastante estudada e difundida ao longo dos anos no IFSC/USP, através de inúmeras pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos em saúde e agricultura, tem como destaques, na medicina, o uso de lasers na odontologia, o diagnóstico precoce de tumores por espectroscopia e terapias inovadoras contra o câncer, e na agricultura as tecnologias baseadas em laser e inteligência artificial.

A palestra de abertura deste evento será proferida pelo pesquisador e docente do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Bagnato, subordinada ao tema “Da pesquisa básica com átomos e moléculas às aplicações da luz nas ciências da vida”, uma apresentação que incidirá sobre a trajetória  do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), sediado no IFSC/USP e cujo foco é a interação da luz com a matéria, em diversos aspectos.

Membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Nacional de Ciências dos EUA e da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, dentre outras, o pesquisador salienta que a compreensão dos fundamentos cria as condições para que no CEPOF se possam realizar as mais diversas aplicações. Como resumo de sua apresentação, o Prof. Vanderlei Bagnato pontua que ao investigar átomos frios o CEPOF tem construído uma base sólida de instrumentação e óptica de precisão, que possibilitou a construção do primeiro relógio atômico brasileiro e, além disso, a investigação de sistemas quânticos de muitos corpos, como os condensados ​​de Bose-Einstein.

Com o conhecimento acumulado sobre colisões entre átomos excitados e seus efeitos de transferência de energia, será explicitada a forma como o CEPOF iniciou a investigação de reações fotodinâmicas que levaram a aplicações no tratamento do câncer e no controle microbiológico e, mais recentemente, à quebra da resistência bacteriana a antibióticos.

Em sua apresentação, o Prof. Vanderlei Bagnato enfatizará o percurso percorrido por esse Centro de excelência ao longo do tempo, sempre se aproveitando de tudo o que era possível para transformar o conhecimento gerado em aplicações e inovações tecnológicas junto às empresas.

Ao longo desta apresentação, o pesquisador fará um “tour” pelos diversos desenvolvimentos em que o CEPOF está envolvido atualmente, com cerca de 120 pessoas que trabalham nos diversos laboratórios do Centro, bem como uma descrição da formação de mais de 40 empresas e com mais de 60 produtos no mercado, e ainda uma abordagem ao futuro novo centro de excelência criado pela USP.

Confira todas as informações e programação do evento AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

8 de setembro de 2025

Destaque da Produção Científica do IFSC/USP em agosto de 2025

Para ter acesso às atualizações da Produção Científica cadastradas no mês de agosto de 2025, clique AQUI, ou acesse o Repositório da Produção USP (AQUI).

As atualizações também podem ser conferidas no Totem “Conecta Biblio”, em frente à Biblioteca.

A figura ilustrativa foi extraída do artigo publicado recentemente, por pesquisador do IFSC, no periódico “Nature Communications” (VER AQUI).

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

5 de setembro de 2025

Com participação do IFSC/USP- Pesquisadores criam teste de saliva que pode acelerar diagnóstico da depressão e outras doenças mentais

(Créditos – “Avisena Healthcare”)

Tecnologia brasileira promete rapidez, baixo custo e menos sofrimento para pacientes

Um simples teste de saliva poderá, num futuro próximo, ajudar médicos a identificar precocemente a depressão e outras doenças mentais. A novidade vem através do trabalho de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), que, em parceria com colegas brasileiros, desenvolveram um sensor descartável e barato, capaz de detectar em minutos alterações relacionadas a transtornos, como depressão, Alzheimer e Parkinson.

O dispositivo mede os níveis de uma proteína chamada BDNF, essencial para a saúde das células do cérebro, sendo que quando a quantidade dessa substância cai, aumentam os riscos de distúrbios neurológicos e psiquiátricos.

Atualmente, esse tipo de análise só pode ser feito em laboratórios especializados, com exames caros e demorados. O novo teste promete mudança de cenário, já que bastará uma pequena amostra de saliva para obter um resultado rápido, sem agulhas ou procedimentos invasivos.

Baixo custo e sustentabilidade

Cada unidade do sensor deve custar menos de R$ 12, tornando o exame acessível não apenas para grandes hospitais, mas também para postos de saúde, consultórios e até mesmo para o uso domiciliar, como forma de acompanhamento de pacientes em tratamento.

Além do preço, o projeto destaca-se pela preocupação ambiental, atendendo a que o dispositivo é feito com materiais simples e gera baixo impacto no descarte.

Pesquisador do IFSC/USP Dr. Paulo Raymundo-Pereira

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), duzentos e oitenta milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, sendo que esse transtorno é uma das principais causas de afastamento do trabalho e perda de qualidade de vida, podendo, em casos graves, levar ao suicídio, lembrando que todos os anos ocorrem mais de setecentas mil mortes derivadas desse transtorno.

Para o coordenador da pesquisa e autor-correspondente do artigo publicado na revista internacional ACS Polymers Au, Dr. Paulo A. Raymundo-Pereira (IFSC/USP) “O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado e evitar complicações. Este tipo de tecnologia coloca o Brasil na linha de frente da inovação em saúde mental”, afirma o pesquisador.

Futuro próximo

A expectativa é que, em breve, o sensor possa ser integrado a celulares e aplicativos de saúde, permitindo que os resultados sejam enviados diretamente a médicos e equipes de acompanhamento, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada e preventiva, em que o paciente participa ativamente do cuidado com sua saúde.

Este estudo recebeu os apoios da Fapesp, CNPq e Capes.

Além do Dr. Paulo Raymundo-Pereira (IFSC/USP), assinam este estudo os pesquisadores Marcelo Calegaro (IQSC/USP); Nathalia Gomes (IQSC/USP – LNNA Embrapa Instrumentação); Luiz Henrique Mattoso (LNNA Embrapa Instrumentação); Sergio Machado (IQSC/USP) e Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC/USP).

(Créditos das imagens na homepage – “NIH (USA)” / “Avisena Healthcare”)

Para acessar o artigo científico, clique AQUI.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

4 de setembro de 2025

Livro com participação da EESC/USP, IFSC/USP e Embrapa Instrumentação vence o “Prêmio Jabuti 2025”

O avanço da agricultura digital brasileira acaba de ser reconhecido com a mais importante premiação literária do país. O livro “Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital” venceu a categoria “Ciências Agrárias e Ciências Ambientais” do “Prêmio Jabuti Acadêmico 2025”, promovido pela Câmara Brasileira do Livro.

A obra, organizada por pesquisadores da Embrapa, reúne 90 capítulos assinados por mais de 300 autores de 20 instituições nacionais e internacionais. O esforço coletivo, desenvolvido ao longo de dois anos, resultou em uma publicação abrangente e gratuita, disponível online, que sistematiza avanços científicos aplicados ao agronegócio brasileiro.

Entre os destaques do livro está o capítulo “Controladores e algoritmos computacionais embarcados para agregação de qualidade no uso de pulverizadores terrestres em aplicação localizada”, desenvolvido em parceria entre o Laboratório de Controle da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), coordenado pela professora Vilma Alves de Oliveira, e o Laboratório de Pulverização Agrícola de Precisão da Embrapa Instrumentação, coordenado pelo pesquisador Paulo Estevão Cruvinel.

O estudo nasceu a partir das pesquisas de doutorado de Deniver Reinke Schutz e contou com a colaboração de ex-alunos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da EESC/USP, como o Dr. Heitor Vinicius Mercaldi (UFSCar) e o Dr. Elmer A. Gamboa Peñaloza (UFPel). O capítulo apresenta comparações entre três diferentes controladores eletrônicos para pulverizadores agrícolas, capazes de regular pressão e vazão, além do uso de “soft-sensores” que auxiliam em tempo real na definição das condições adequadas de pulverização.

Além desse trabalho, o livro traz contribuições de diversos grupos de pesquisa e registra os avanços alcançados em diferentes cadeias produtivas e biomas ao longo dos últimos 15 anos. A obra é o terceiro volume da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras.

O impacto da publicação já havia sido reconhecido no final de 2024, quando foi apontada pela Revista Forbes como um dos “oito livros de agro para inspirar e refletir na virada para 2025”.

Outro ponto de relevância é o capítulo “Mirã 2.0 – Plataforma Robótica Agrícola para monitoramento das condições do solo em culturas de soja no Brasil”, que conta com coautorias de pesquisadores da EESC/USP, como, por exemplo, o Prof. Marcelo Becker, do IFSC/USP, através de, entre outros, o Prof. Daniel Varela Magalhães, e da EMBRAPA, com destaque para a Drª Débora Milori

O “Prêmio Jabuti reforça não apenas a importância da pesquisa científica brasileira, mas também a consolidação da agricultura de precisão como caminho para uma produção agrícola mais sustentável, eficiente e inovadora.

Clique AQUI para acessar a publicação

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

3 de setembro de 2025

Inscrições – Minicurso “Quantum Thermodynamics Applied to Thermal Machines, Pseudo-Hermiticity and Superradiance”

O IFSC/USP organiza entre os dias 23 de setembro e 1º de outubro do corrente ano o Minicurso “Quantum Thermodynamics Applied to Thermal Machines, Pseudo-Hermiticity and Superradiance”, com a participação do Prof. Dr. (Visitante) Norton Gomes de Almeida (Universidade Federal de Goiás – UFG).Os estudantes interessados em participar deste minicurso deverão se inscrever na disciplina SFI5895 – Tópicos Avançados de Pós-Graduação, no período de 26/08 a 15/09/2025, através dos formulários online nos seguintes links:

*Alunos regulares de pós-graduação da USP, devem usar esse formulário: https://forms.gle/VKcbsqcUKEsRWvqq6

*Alunos ativos de graduação da USP, alunos de pós-graduação externos à USP ou graduados de qualquer IES, devem usar esse formulário: https://forms.gle/QBhsk8dn7CPEQ4Hg8

Clique AQUI para acessar o programa completo deste Minicurso.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP